Olha já! Chegou a hora!

A Comissão Organizadora Local do XXVIII Encontro Socine dá as boas vindas a todes participantes do evento. É com grande entusiasmo e responsabilidade que a Universidade Federal do Pará abre as suas portas para esse momento histórico: a Socine chega à Amazônia!

A nossa universidade é uma das mais importantes instituições de ensino superior do país, atendendo a uma população de mais de 50 mil alunos de graduação, pós-graduação e educação básica, técnica e tecnológica. O evento será no Campus Guamá, o maior da UFPA. As atividades da Socine estão concentradas em três espaços do campus: o Centro de Eventos Benedito Nunes (CEBN), onde ocorrerão a Abertura, as Conferências e a Assembleia; o Espaço de Ensino Mirante do Rio, um complexo de salas que vai receber as Apresentações de trabalho (Mesas, STs, ETs e CIs); e a Faculdade de Artes Visuais (FAV), onde teremos o Lançamentos de livros. Confira a programação no link abaixo:
https://socine2025.ufpa.br/programacao/

No Espaço Mirante do Rio, o Encontro Socine ocupará o segundo e o terceiro andar, com 19 salas simultâneas de apresentação de trabalho. As salas de 1 a 10 estarão no segundo andar, e as salas de 11 a 19, no terceiro. No prédio, as salas são identificadas por uma numeração ao lado da porta. Não leve em consideração essa sinalização fixa. Cada sala que será utilizada no evento terá um cartaz da Socine na porta, com um número identificador próprio.

As salas de apresentação são equipadas com computador iMac com conexão cabeada de internet. Recomendamos que os arquivos de apresentação sejam em formato “pdf”, mas outros formatos (como “ppt”) também são compatíveis. Caso algum problema ocorra, teremos uma equipe técnica para nos auxiliar e equipamentos de reserva.

No segundo andar do Mirante, ficará a Sala de credenciamento do evento. Também teremos um  Espaço infantil, uma sala com monitores do curso de Pedagogia da UFPA, disponibilizada para recepcionar as crianças que acompanharem seus pais, mães e responsáveis durante o Encontro. Nesse mesmo andar, acontecerão os coffees breaks, em uma área de convivência de frente para o Rio Guamá. Então, aproveite as pausas para se alimentar e contemplar a paisagem.

No terceiro andar, ficará aberta durante o evento a Sala do Cinema Paraense, com exibições ininterruptas de filmes produzidos no estado. É uma oportunidade de descansar entre sessões de apresentação e ainda conhecer um pouco mais o cinema produzido aqui.

Transporte

A UFPA fica localizada na rua Augusto Corrêa, 01, no bairro do Guamá.

Dois ônibus farão o deslocamento dos congressistas para os locais do evento. A saída será dos hotéis Princesa Louçã e Ibis Hangar. Para ver os horários de partida e retorno dos ônibus em cada dia do evento, clique no link abaixo:

https://socine2025.ufpa.br/onibus-do-evento/

Se você se deslocar ao evento de Uber, não coloque como destino “UFPA”, e sim os locais da programação: “Mirante do Rio – UFPA”,  “Centro de Eventos Benedito Nunes” e “Faculdade de Artes Visuais – UFPA”.

Caso opte por se deslocar de ônibus, várias linhas da cidade têm a UFPA como destino final: 306 (UFPA – Pedreira), 307 (UFPA – Padre Eutíquio), 308 (UFPA – Alcindo Cacela), 309 (UFPA – Ver-o-Peso), 310 (UFPA – Pres. Vargas), 311 (Guamá – Conselheiro), 315 (UFPA – Centro Histórico), 316 (Guamá – Pres. Vargas), 320 (UFPA – Tamoios) e 768 (Satélite – UFPA). O campus tem cinco portões de entrada. Os mais próximos dos espaços do evento são os portões 1 e 2. Ambos têm paradas de ônibus.

Alimentação

Para os participantes que vão passar o dia inteiro na UFPA, recomendamos que almocem no próprio campus.

No intervalo do almoço, dois ônibus irão transportar os participantes para os restaurantes  NAEA e Restô do Parque, os dois maiores da UFPA. São restaurantes por quilo, com preço médio entre 20-30 reais.

Próximo ao Mirante do Rio, outros restaurantes estarão disponíveis: o Purão, restaurante vegano que serve comidas típicas do Pará; o Restaurante Universitário (RU), com cardápio variável a cada dia da semana, com um preço de 10 reais para a comunidade externa da UFPA; temos ainda os restaurantes do ICEN, do Macacário e do Ver-o-pesinho, todos próximos ao Mirante. Os monitores do evento vão orientar os caminhos.

Para quem quiser almoçar fora da UFPA, há alguns restaurantes próximos ao campus, como o do Hotel Beira-Rio e dos supermercados Líder e Formosa.

Venha preparado

Belém é uma cidade quente, com temperaturas que variam de 35 a 23 graus. Também é uma região com muita umidade. Então traga roupas leves e mantenha-se hidratado. Você vai poder encher garrafas e copos nos bebedouros do Espaço Mirante do Rio. Recomendamos também que traga um guarda-chuva. Nesse período do ano, as chuvas são rápidas, mas podem ser intensas, então é sempre bom estar preparado. O guarda-chuva também vai servir para se proteger do sol.

ACESSE AQUI o Guia do Evento, com as informações sistematizadas, além de imagens e mapas dos locais do evento.

Aguardamos vocês em Belém!

A Comissão Organizadora Local

VIII Fórum Discente

Dia 24/10 (quinta-feira) – 18h15

Local: Auditório Multiuso

 

Tema: Sobre ser discente, nossas ideias partilhadas e como nos articular para realizar o que propomos

Nós, da representação discente, temos tido acaloradas conversas entre nós acerca do lugar que queremos construir, enquanto estudantes de pós-graduação, para desenvolver nossas pesquisas em cinema e audiovisual tanto dentro da Socine como nos programas de Pós-Graduação. São essas conversas que desejamos compartilhar no nosso VIII Fórum Discente. E pensarmos juntes nosso poder de mobilização para realizá-las.

Sabemos que o contexto social e político, apesar de demonstrar substantiva melhora nos últimos anos, ainda é frágil e desfavorável a grande parte das universidades e à produção de conhecimento. De modo similar, são as nossas atividades acadêmicas enquanto discentes, ainda extremamente dependentes de financiamentos públicos esparsos e bastante vulneráveis às mudanças e decisões governamentais. Tudo isso em um país que, sabidamente, desvaloriza o fazer científico, sobretudo nas áreas de Humanas e Artes.

É uma sensação compartilhada entre nós e nossos colegas o receio em relação a um futuro repleto de incertezas. Nesse horizonte instável e sem respostas dadas, em que ainda assim nos dedicamos ao serviço da ciência em nosso campo de conhecimento, de que modos podemos tornar essa jornada mais enriquecedora? De que modos podemos aprimorar a nossa experiência enquanto pesquisadores, sem desconsiderar as tantas questões institucionais, sociais e políticas que nos implicam?

Vale relembrar que, na qualidade de discentes, somos maioria representativa dentro da Socine: 55% das pessoas associadas em atividade entre mestranda/o/es e doutoranda/o/es. Assim sendo, é crível que pensemos, junta/o/es, de que modos a própria Socine pode contribuir para nossa experiência e nos ajudar a forjar caminhos e futuros possíveis.

Consideramos que avanços nesse sentido: a possibilidade de bolsas de isenção do pagamento do encontro, bem como de hospedagem solidária, colaboraram bastante com a presença de estudantes de pós-graduação nos últimos anos; a recente disposição de parte da/o/es membra/o/es docentes em receber e criar pontes para com jovens pesquisadores – em especial, do mestrado – também merece ser valorizada. É nos passos desses avanços que queremos discutir o que pode melhorar, o que ainda nos aflige e o que deve ser colocado em pauta pela presente representação junto ao conselho com a colaboração geral de discentes. Desejamos construir um espaço cada vez menos verticalizado e mais acolhedor, em que ideias, saberes e pesquisas tenham uma concreta e rica interlocução para conosco, discentes de diversas instituições e regiões do país, de modo a aperfeiçoar e tornar mais interessante nossa trajetória. E entendemos que para que isto aconteça precisamos pensar e agir coletivamente.

Nesse ínterim, também problematizamos o limite da participação discente restrita apenas a estudantes de pós-graduação, e nos propomos a discutir o que graduanda/o/es poderiam oferecer a nós e à Socine como um todo. Nosso objetivo, dentre outros, é pensar o que significa ser “discente”, tanto na Socine quanto no fazer científico atual em nosso país. Viemos de lugares e universidades diversos, com questões e fragilidades próprias. Porém, vemos nesse encontro de multiplicidades muitas coisas em comum e, mais ainda, potências diversas para nos alimentar.

Com essas questões a nos nortear, convidamos para mais um Fórum Discente, um espaço de conversa horizontal em que nos propomos a atualizar a comunidade sobre nossa atuação, bem como promover escuta coletiva e troca de experiências pertinentes ao nosso campo. No Fórum, faremos um relato de nossa participação nas últimas reuniões do Conselho da Socine, apresentando tanto nossas propostas quanto os retornos dos outros membros, assim como iniciaremos a reunir as pautas que serão incorporadas às próximas reuniões.

Representação discente:

Bruno Alencar (UFPE)

Gabriel Borges (UNESPAR)

Luiz Fernando (UNESP)

Kamilla Medeiros (UFRJ)

Yanara Galvão (UFF)

Itinerário de uma espectadora

Mariarosaria Fabris

 

Meu boa noite a todas as pessoas presentes e meu agradecimento à SOCINE pela homenagem. Quando recebi a notícia desta homenagem (por intermédio de meu querido amigo Pedro Plaza Pinto), vieram-me à mente os primeiros versos de “João e Maria”, de Chico Buarque e Sivuca – “Agora eu era o herói / e meu cavalo só falava inglês” –, versos que me sugeriram fazer um retrospecto de como nasceu meu interesse pelo cinema, desde minha infância passada na Itália, talvez influenciada por uma nova leitura de “Autobiografia de um espectador”, de Italo Calvino.

Prometo ser mais sucinta do que o escritor, mas, assim como ele, foi enquanto pequena espectadora que me deixei encantar pelo cinema e, nas brincadeiras de criança, minha irmã e eu não éramos heroínas – quando muito mocinhas sui generis – e nossos cavalos de pau não sabiam falar inglês, porque nos filmes, estrangeiros ou  nacionais exibidos em meu país de origem, todos eram dublados, inclusive os cavalos, que relinchavam em italiano.

Os enredos das fitas assistidas – muitos bangue-bangues, histórias bíblicas e mitológicas, filmes históricos e de capa e espada, comédias e mais comédias americanas, italianas e mesmo locais (ou seja, napolitanas), frequentemente inspiradas em canções de sucesso – eram por nós reproduzidos nas brincadeiras com nossa turma, predominantemente masculina. E o prazer propiciado pelo cinema (herança materna) prolongava-se nos livros ilustrados com imagens dos filmes que haviam inspirado – Os cavaleiros da Távola Redonda (Richard Thorpe), adaptação da saga do rei Artur, e Quatro destinos (Mervyn LeRoy), baseado na trilogia de Louisa May Alcott – e num pequeno volume intitulado Storia del cinema mondiale [História do cinema mundial], que o papai introduziu na nossa biblioteca, cujos fotogramas revelavam um cinema diferente do que estava acostumada a ver, duas ou três vezes por semana, nas telas das salas populares.

Dentre os filmes assistidos na infância, muitos eram italianos, por isso, ao chegar ao Brasil, estranhei ao descobrir que minhas coleguinhas de classe não viam cinema nacional. Os primeiros filmes brasileiros a que assisti foram É fogo na roupa (Watson Macedo), no cine Lar, e O pagador de promessas (Anselmo Duarte), no cine Astor. Embora eu só arranhasse o português, pois tinha chegado a São Paulo há uns seis meses, fui fulgurada pelo vencedor da Palma de Ouro, não pela realização em si, mas pela interpretação de Leonardo Vilar. Quando, na escadaria da igreja do Passo, ao receber a notícia de que poderá pagar sua promessa num terreiro de candomblé, Zé do Burro se virava para a câmera e exclamava “Mas não é a mema coisa”, entendi que a nova realidade em que havia adentrado, em muitos aspectos era diferente das experiências culturais vividas até então e eu precisava me apropriar dela. Eu e minha irmã. E, feito o pacto de não viver como exiladas na terra estrangeira que nos havia acolhido, mergulhamos em sua cultura, sem abdicar daquela de nossa terra natal.

Nos anos a seguir, continuei como espectadora, uma espectadora privilegiada, pois minha postura em relação ao cinema (como a de Calvino) foi mudando com o passar do tempo, uma vez que eu lia críticas em periódicos de grande circulação, seguia conferências e cursos livres, frequentava outros circuitos, ia formando avidamente minha bagagem cinematográfica.

Enquanto isso, iniciava minha carreira acadêmica na Área de Língua e Literatura Italiana, onde atuei até me aposentar da Universidade de São Paulo. Na disciplina sobre neorrealismo literário, que cursei no Mestrado, fui encarregada de dar uma aula sobre o neorrealismo cinematográfico, experiência que me levou a querer aprofundar meus conhecimentos e passei a cursar algumas disciplinas na Escola de Comunicações e Artes: sobre a Vera Cruz, com Maria Rita Galvão – pela presença de profissionais italianos, o que me levou a analisar Uma pulga na balança (Luciano Salce); sobre as ideias de Paulo Emilio Salles Gomes, muito debatidas naqueles anos 1970, com Zulmira Ribeiro Tavares, a quem apresentei um texto sobre Lúcio Flávio, o passageiro da agonia (Hector Babenco); sobre não lembro mais o quê, de novo com Maria Rita e com Jean-Claude Bernardet, porque seu conteúdo foi substituído por discussões sobre textos dos quais se originou o volume Cinema: repercussões em caixa de eco ideológicas (1983), que iria integrar a coleção da Brasiliense “O nacional e o popular na cultura brasileira”.

O contato com Maria Rita, Zulmira e Jean-Claude determinou meu projeto de pesquisa, e assim decidi estudar o diálogo entre o neorrealismo e o cinema brasileiro, projeto que se concretizou só no Doutorado, pois percebi que antes deveria conhecer melhor a corrente italiana. E foi a ela que me dediquei no Mestrado.

Jean-Claude eu já conhecia pelas críticas em periódicos e por alguns cursos livres que ele ministrava. Maria Rita e Zulmira, assim como minha irmã, Gilda de Mello e Souza e outras intelectuais, me mostravam que mulheres podiam destacar-se em campos do saber predominantemente masculinos. A essas figuras juntou-se a de Ismail Xavier, quando me candidatei a uma vaga no Doutorado em “Artes: cinema”, depois da recusa de Maria Rita Galvão, receosa de que eu não pesquisaria o cinema brasileiro, fato de que se penitenciou posteriormente, durante minha defesa de tese.

Meus estudos cinematográficos sistemáticos iniciaram no Doutorado, pois Ismail, diante da heterogeneidades de seus orientados, dos quais apenas um egresso da área de cinema (o esfuziante Tunico Amancio, meu caro amigo desde então), resolveu nos dar um longo curso paralelo, com leituras teóricas, apresentação de filmes, debates, que foram consolidando meus conhecimentos. Foi neste período que comecei a produzir textos mais consistentes, como o que escrevi sobre O rei do baralho, de Julio Bressane, para a disciplina de Ismail, e sobre Pai patrão, dos irmãos Taviani, para a de Robert Stam, com o qual fiz também um curso extracurricular. Não foram meus primeiros textos, mas os anteriores eram mais exercícios de escrita. E sempre neste período, uma breve temporada na Itália como bolsista, propiciou-me o encontro ou o reencontro com filmes neorrealistas ou anteriores, que me fizeram lembrar de muitas coisas vistas e discutidas durante as aulas de Maria Rita a quem eu enviava longas cartas com minhas impressões. Em outra breve temporada de estudos na Itália, em meados dos anos 1990, continuei minhas pesquisas sobre a cinematografia daquele país.

Apesar do Doutorado, colaborei esporadicamente com o curso de cinema da ECA, não tive portanto, nesta área, uma grande experiência como docente, o que lastimei, porque me faltou o indispensável diálogo com os alunos. Como minha área de atuação continuava sendo na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, havia criado e segui criando algumas estratégias para continuar focada em cinema: dei vários cursos livres sobre cinema italiano em minha unidade, de cinema francês contemporâneo num clube de Pinheiros e de cinema italiano contemporâneo em Niterói, participei de congressos com comunicações sobre a sétima arte, introduzi debates sobre filmes em minhas aulas de língua italiana (minha ex-aluna Gabriela Kvacek Betella, hoje na SOCINE, é testemunha disso), criei a disciplina optativa “Literatura italiana e cinema”, ministrei disciplinas de pós-graduação sobre neorrealismo, Luchino Visconti, Pier Paolo Pasolini, credenciadas na FFLCH e na ECA, unidade onde também orientei mestrandos e doutorandos.

Integrei grupos de estudos e/ou de debates, como o coordenado pelo diretor argentino Mauricio Berú, o da Cinemateca, o de História e Cinema na ECA. Continuo me entusiasmando com o seminário anual Cinema em Perspectiva, em Curitiba. Ademais, recebi outros estímulos. Atendendo à solicitação do escritor Airton Paschoa, nos últimos tempos, passei a colaborar com o site “A terra é redonda”, publicando antigos textos revistos e/ou ampliados e artigos inéditos. Anteriormente, Carlos Augusto Calil, na qualidade de diretor do Centro Cultural São Paulo, convocou-me três vezes para colaborar em eventos sobre cinema italiano; fui convidada para três Seminários de Cinema em Salvador, da primeira vez por solicitação de Nelson Pereira dos Santos; participei de dois livros organizados por Fernando Mascarello (o segundo, também por Mauro Baptista); colaborei com Gisella Cardoso Franco, que organizou o ciclo “Olhares neorrealistas” no Centro Cultural Banco do Brasil; com Flavio Kactuz, responsável pela mostra “Pasolini ou quando o cinema se faz poesia e política de seu tempo”, sempre no CCBB; com José Gatti, curador do pequeno festival de cinema latino-americano “Nuovissimo”, apresentado num centro cultural nos arredores de Lucca, para o qual escrevi um texto intitulado “Anni di sogni e di sangue”, título que pedi emprestado a um verso de “A palo seco”, de Belchior: partindo de minhas lembranças de espectadora de filmes e dos fatos históricos dos anos de chumbo, tentava explicar ao público italiano o que havia sido aquele período na América do Sul e principalmente no Brasil. Neste ensaio, mais uma vez, como havia acontecido na tese de doutoramento sobre Nelson Pereira dos Santos, eu me colocava o desafio de escrever sobre a cultura brasileira.

Nessa minha trajetória, a SOCINE – Sociedade Brasileira de Cinema, como se denominava em 1996, ano de sua criação, ocupou um lugar de destaque, porque a participação intensa em suas atividades propiciou-me vários momentos de aprofundamento nos estudos cinematográficos. Na SOCINE, ocupei vários cargos, dentre os quais a Presidência (2002-2003), mas o que me deu mais prazer foi a organização de cinco volumes de anais (2003-2005, 2011), porque representou para mim um grande aprendizado.

Peço desculpas se me delonguei demais, mas não queria estar sozinha esta noite, neste palco. Por isso trouxe a memória dos que caminharam junto comigo nessa estrada que levou a pequena espectadora a se transformar numa pesquisadora. Ao receber esta homenagem, quero prestar minha homenagem a todas as pessoas que ajudaram a forjar meu pensamento crítico. Muito obrigada a todos.

VII Fórum Discente

Tema: Sobre os lugares que ocupamos, construímos e desejamos

08/11 – 18h – Sala C203

Nós, representantes discentes, nos reunimos para pensar quais seriam os pontos de pauta para o nosso VII Fórum Discente. Diante da renovação política no Brasil, a angústia do último fórum, realizado em meio a retrocessos políticos e sociais, de certa maneira, fora amenizada. Contudo, nossas preocupações enquanto discentes, pesquisadores e futuros docentes em um país que pouco valoriza o fazer científico na área de humanas, ainda é um pesadelo que nos acompanha dia e noite.

Não podemos deixar de apontar os avanços: o ajuste das bolsas de pesquisa que são, para muitos, cruciais do ponto de vista da dedicação e sobrevivência em nosso momento de formação. E no meio disso, ainda que comemorações estejam no horizonte, é importante frisar que o ajuste, aguardado por anos, ainda não é suficiente diante das inúmeras atividades que nos são exigidas durante o período de pesquisa. Além disso, as incertezas nos programas de pós-graduação no que se refere à falta de investimentos e, consequentemente, das infraestruturas adequadas às necessidades de pesquisa, são situações que nos deixam ainda mais insatisfeitos.

É nesse horizonte nebuloso e incerto que devemos, mais do que nunca, pensar sobre quais os lugares que queremos ocupar e, principalmente, como vamos construí-los de forma que sejam mais acolhedores, diversos e menos hierarquizados. Como construir um ambiente acadêmico de troca e diálogo que, de fato, valorize seus discentes, tendo em vista que, na própria Socine – um dos espaços mais importantes de compartilhamento e debates de pesquisas na área de cinema e audiovisual do país -, mestranda/o/es e doutoranda/o/es representam pelo menos, 55% de associados ativos?

Dessa maneira, aproveitamos para propor um debate para o nosso VII Fórum Discente sobre o papel e o lugar que os discentes associados à Socine ocupam e desejam ocupar ainda mais. Incentivamos que nossos colegas tragam suas demandas e ideias a serem tocadas pela próxima gestão do conselho deliberativo. É bom lembrar que esta foi a primeira vez que tivemos cinco vagas para representantes discentes, então, desejamos que cada vez mais esses lugares sejam ocupados por vozes diversas espalhadas pelo Brasil.

O Fórum Discente, além de convidar ao diálogo sobre as questões do encontro, é um momento importante para trocarmos experiências, atualizarmos a comunidade sobre a atuação discente e promovermos um momento de escuta coletiva diante de nosso campo de pesquisa.

Atenciosamente,

Álvaro Renan José de Brito Alves (UFPE)

Carolina de Oliveira Silva (UNICAMP)

Kamilla Medeiros do Nascimento (UFRJ)

Lívia Maria Gonçalves Cabrera (UFF)

Sonia Maria Santos Pereira da Rocha (UFRGS)

Representantes Discentes da SOCINE (2021-2023)

Caras e caros participantes do XXIII Encontro SOCINE – Preservação e Memória Hoje, segue abaixo a lista dos livros a serem lançados durante o Encontro em Porto Alegre.

LANÇAMENTO DE LIVROS

Foyer do Teatro Unisinos
9/10, às 18h30

A Livraria Baleia é a responsável pelo lançamento de livros e periódicos no XXIII Encontro da Socine.

Capitaneada por Nanni Rios, a Baleia dedica suas estantes principalmente à literatura de autoria feminista e às temáticas de gênero, sexualidade e direitos humanos. Para quem quiser visitar a livraria, ela fica na Rua Cel. Fernando Machado, 85, centro de Porto Alegre.

XXIII ENCONTRO SOCINE – LIVROS PARA LANÇAMENTO:

 

A BRODAGEM NO CINEMA EM PERNAMBUCO
Amanda Mansur Custódio Nogueira
editora: Editora Massangana

A ETERNA NOVIDADE DO MUNDO: ESPECULAÇÕES SOBRE UM CERTO CINEMA CONTEMPORÂNEO
Julio Bezerra
editora: Garamond

A IMAGEM PORTÁTIL: CELULARES E AUDIOVISUAL
Adriano Chagas
editora: Appris

ANÁLISE DO PROGRAMA TELEVISIVO (2018)
Arlindo Machado e Marta Lucía Vélez
editora: Ribeiro Edições

CAO GUIMARÃES – ARTE DOCUMENTÁRIO FICÇÃO
Consuelo Lins
editora: 7Letras

CINEASTAS INDÍGENAS, DOCUMENTÁRIO E AUTOETNOGRAFIA: UM ESTUDO DO PROJETO VÍDEO NAS ALDEIAS
Juliano José de Araújo
editora: Margem da Palavra

CINEMA DE BRINCAR
Cezar Migliorin e Isaac Pipano
editora: Relicário

CINEMA EM PORTUGUÊS. XI JORNADAS
Paulo Cunha, Manuela Penafria, Fernando Cabral, Tiago Fernandes (eds.)
editora: Labcom/UBI

CINEMA QUE INVENTA O BAIRRO: CINE SER VER LUZ
Deisimer Gorczevski, Maria Fabiola Gomes, Pedro Fernandes e Sabrina Araújo
editora: Imprensa Universitária – UFC

CINEMATOGRAFIA, EXPRESSÃO E PENSAMENTO
Marina Cavalcanti Tedesco, Rogério Luiz Silva de Oliveira
Appris

COPRODUÇÃO DE CINEMA COM A FRANÇA: MERCADO E INTERNACIONALIZAÇÃO
Belisa Figueiró
editora: SENAC

CRÍTICA DE CINEMA E REPRESSÃO – ESTÉTICA E POLÍTICA NO JORNAL ALTERNATIVO OPINIÃO
Margarida Maria Adamatti
editora: Alameda

DISCURSOS CONTRA A INSENSATEZ: GRANDEZAS E MISÉRIAS DA COMUNICAÇÃO
Arlindo Machado
editora: Ribeiro Edições

DOCUMENTÁRIO E MERCADO NO BRASIL: DA PRODUÇÃO A SALA DE CINEMA
Teresa Noll Trindade
editora: Alameda

EFEITOS VISUAIS DE TRANSIÇÃO NA MONTAGEM CINEMATOGRÁFICA
Vinicius Augusto Carvalho
editora: Paco Editorial

ESPAÇOS EM CONFLITO. ENSAIOS SOBRE A CIDADE NO CINEMA ARGENTINO CONTEMPORÂNEO
Natalia Christofoletti Barrenha
editora: Intermeios

FEMINISMO NO CINEMA BRASILEIRO DA DÉCADA DE 1980: A REPRESENTAÇÃO DAS MULHERES NORDESTINA NAS TELAS
Carla Paiva
editora: Eduneb

FOTOGRAMAS DE LA MEMORIA – ENCUENTROS CON JOSÉ MARTÍNEZ SUÁREZ (PRIMEIRA E SEGUNDA EDIÇÃO)
Rafael Valles
editora: Enerc/ INCAA

IMAGENS EM DISPUTA
Andréa França, Tatiana Siciliano e Patrícia Machado
editora: 7Letras

INFILTRADOS E INVASORES – UMA PERSPECTIVA COMPARADA SOBRE AS RELAÇÕES DE CLASSE NO CINEMA BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO
Mariana Souto
editora: EDUFBA

INÚTEIS, FRÍVOLOS E DISTANTES: À PROCURA DOS DÂNDIS
André Antonio Barbosa, Denilson Lopes, Pedro Pinheiro Neves e Ricardo Duarte Jr.
editora: Mauad X

ISMAIL XAVIER. UM PENSADOR DO CINEMA BRASILEIRO
Fatimarlei Lunardelli, Humberto Pereira da Silva, Ivonete Pinto
editora: SESC SP

MULHERES DE CINEMA
Karla Holanda
editora: Numa Editora

NOSTALGIAS E MÍDIA
Lucia Santa Cruz e Talitha Ferraz
editora: e-papers

O CINEMA DE TRINH T. MINH-HA: INTERVALOS ENTRE ANTROPOLOGIA, CINEMA E ARTES VISUAIS
Gustavo Soranz
editora: Sulina

O CINEMA E SEUS OUTROS: MANIFESTAÇÕES EXPANDIDAS DO AUDIOVISUAL
Lucas Bambozzi e Demétrio Portugal
editora: Equador

O ENSAIO FÍLMICO OU O CINEMA À DERIVA
Gabriela Machado Ramos de Almeida
editora: Alameda

O OLHO, A VISÃO E A IMAGEM: REVISÃO CRÍTICA (2019)
Arlindo Machado
editora: Ribeiro Edições

OUTROS CINEMAS: FORMAS ESQUISEXÓTICAS DE AUDIOVISUAL (2019)
Arlindo Machado
editora: Ribeiro Edições

OZUALDO CANDEIAS E O CINEMA DE SUA ÉPOCA (1967-83)
Fábio Raddi Uchôa
editora: Alameda

PÓS-FOTOGRAFIA, PÓS-CINEMA: NOVAS CONFIGURAÇÕES DA IMAGEM
Beatriz Furtado e Philippe Dubois
editora: SESC SP

REALIDADE LACRIMOSA – O MELODRAMÁTICO NO DOCUMENTÁRIO BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO
Mariana Baltar
editora: EdUFF

REVISTA TEOREMA 31
Flavio Guirland, Marcus Mello, Ivonete Pinto, Milton do Prado, Enéas de Souza, Fabiano de Souza
editora: Edições Teorema

SERTÃO MAR
Ismail Xavier
editora: Editora 34

TRAJETÓRIA DA CRITICA DE CINEMA NO BRASIL
Paulo Henrique Silva
editora: Letramento

Caras e caros participantes do XXIII Encontro SOCINE – Preservação e Memória Hoje, bem-vindas e bem-vindos a Porto Alegre.

Esperamos que todos vocês passem dias intensos na nossa capital, aproveitando todas as atividades da Socine, mas também curtindo um pouco a cidade. Uma lista de sugestões de bares, restaurantes, museus e passeios está no site do evento (www.socine2019.com.br/) . Como vocês sabem, a temperatura de Porto Alegre pode oscilar bruscamente entre o quente e frio – às vezes 20 graus no mesmo dia. Na dúvida, aconselhamos todos os participantes a trazerem uma opção de agasalho.

A programação concentra-se na Torre Educacional da Unisinos Porto Alegre, na Av. Nilo Peçanha 1600, no bairro Boa Vista. Há também atividades na Cinemateca Capitólio (Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico). O bar parceiro do evento, que está pronto para receber os socineiros todos os dias e acolherá a festa de encerramento, é o Espaço Cultural 512 (Rua. João Alfredo, 500 – 506 e 512 – Cidade Baixa).

O acesso ao prédio da Unisinos Porto Alegre, onde vai acontecer nosso Encontro, vai ser limitado parcialmente a quem estiver inscrito na Socine – seja como participante, seja como ouvinte credenciado. Normalmente a entrada por todas as catracas é limitada a professores, alunos e funcionários, existindo uma burocracia de mostrar documentos para entrar e sair – para evitar isso, haverá algumas catracas exclusivas, onde a passagem poderá ser feita somente com o CRACHÁ do evento, para facilitar a circulação.

Além disso, a entrada nas salas também será prioritária para os participantes do Encontro e para ouvintes já credenciados. Sobrando vagas, os monitores liberam para ouvintes não credenciados. A propósito, ainda há algumas vagas para ouvintes (mais detalhes em https://socine2019.com.br/inscricoes/ ), se vocês quiserem divulgar.

Por isso, sugerimos a todos que carreguem sempre seus crachás e que comuniquem nossa equipe caso haja algum problema. Eles também dão direito aos descontos nos restaurantes parceiros e nas festas do bar 512 (mais detalhes em https://socine2019.com.br/programacao/#festa-de-encerramento e  https://socine2019.com.br/hoteis-e-restaurantes/#restaurantes ).

Estrutura

Todas as salas reservadas para o evento contam com computador, cabo HDMI, projetor e sistema de som, assim como monitores para auxiliar os participantes a testarem suas apresentações e pra eventuais necessidades técnicas. Indicamos que os participantes levem os arquivos em pendrive e online (atenção: não tem leitor de DVD/bluray nas salas). É recomendado também que os participantes cheguem alguns minutos antes de suas sessões para testarem seus arquivos.

É bom lembrar que as modalidades Seminário Temático, Mesas Temáticas e Comunicação Individual são compostas por apresentações de até 20 minutos cada. Na modalidade Painel, as apresentações são de até 15 minutos.

Quaisquer dúvidas, podem contatar os monitores nas salas ou a equipe do Credenciamento, que estará à disposição de todos a partir das 16h do dia 08/10 no Foyer da Torre Educacional da Unisinos Porto Alegre.

Transporte

Para ir à sede do evento, haverá dois ônibus que partirão do Hotel Master Lima e Silva (Av. Loureiro da Silva, 1840), a três minutos de caminhada do Hotel Master Cidade Baixa. A caminho da Unisinos, o ônibus passará pelo Hotel Master Express Moinhos, no bairro Moinhos de Vento. Na volta também haverá ônibus para os dois bairros. Confira os horários:

Dia 08/10, terça
IDA (Hotéis – Unisinos): 16h30 e 17h
VOLTA (Unisinos – Hotéis):  22h30 e 23h

Dia 09/10, quarta
IDA (Hotéis – Unisinos): 8h15 e 8h30
VOLTA (Unisinos- Hotéis): 19h30 e 20h

Dia 10/10, quinta
IDA (Hotéis – Unisinos): 8h15 – 8h30
VOLTA (Unisinos- Hotéis): 21h30 e 22h

Dia 11/10, sexta
IDA (Hotéis – Unisinos): 8h15 – 8h30
VOLTA (Unisinos- Hotéis): 20h

A cidade de Porto Alegre possui um aplicativo chamado Moovit que indica todas as rotas de ônibus e lotações, auxiliando no deslocamento  https://moovitapp.com/index/pt-br/transporte_p%C3%BAblico-Porto_Alegre-964·. Da Cidade Baixa, o ônibus municipal T7 deixa na frente da Unisinos Porto Alegre em um trajeto de aproximadamente 30 minutos. Um táxi ou uber leva de 15 a 25 minutos para a sede do evento e deve custar até 20 reais.

Restaurantes

Ao lado da Torre Educacional Unisinos está o Espaço Unisinos, com diversas opções de restaurantes e cafeterias:

Mó Kitchen (Restaurante buffet)
Parceiro do XXIII Encontro SOCINE com valores promocionais nas refeições para participantes credenciados

Eisenbahn Garden Pub (à la carte & Pub)

Severo Garage (Hamburgueria)

Balanceado (Comida Saudável)

Babbo Rafaelle (Pizzaria)

18 Café (Cafeteria, lanches rápidos e bebidas)

Dona Café (Cafeteria, lanches rápidos e bebidas)

Nas proximidades do Campus você também encontrará outras sugestões de restaurantes e experiências gastronômicas como:

Monte Libano Gourmet (buffet)
R. Barão do Rio Grande, 10

Riversides Steakhouse & Sushibar (à la carte, rodízio de carnes & sushibar)
Av. Dr. Nilo Peçanha, 1766

Taishi Sushi Lounge (sushi à la carte)
Praça Japão, 155

Le Bistrot Gourmet (à la carte gourmet)
Alameda Alípio César, 22

Porto Alegre também apresenta outras diversas experiências gastronômicas para enriquecer a sua experiência na cidade. Sugerimos que você experimente:

Santo Antônio (filés e grelhados)
Parceiro do XXIII Encontro SOCINE com valores promocionais no Prato do dia no valor fechado de R$25,90, com refrigerante ou suco incluso.
Qualquer prato do cardápio fora da promoção com 10% de desconto
Rua Doutor Timóteo 465,
Das 11:30 as 15:30 – Das 19:00 as 23:00
@santoantoniorestaurante
fb//churrascariasantoantonio
www.restaurantesantoantonio.com.br

Mantra Gastronomia e Arte (Culinária indiana vegana)
Parceiro do XXIII Encontro Socine com valores promocionais de 20% de desconto no valor do almoço todos os dias e 20% no Burger ou no Curry, o prato mais indiano da noite, de quarta à sábado – das 19h às 23h
R. Castro Alves, 465 – Independência
Segundas e Terças 11:30h às 14:30h
Quartas à Sextas 11:30h às 14:30h e 19h às 23h
Sábados 12h às 15h e 19h às 23h
fb//mantragastronomiaearte
@mantragastronomiaearte

Espontâneo – Pizza Bar (pizzaria)
Parceiro do XXIII Encontro SOCINE com promoção – na compra de uma pizza, ganha-se uma caipirinha da casa.
R. Cabral, 301 Das 18:00 às 23:30 fb//espontaneobar @espontaneobar

* Para usufruir dos descontos da SOCINE nos estabelecimentos listados acima, basta apresentar o crachá do evento.

Tanto a Cidade Baixa e o Moinhos de Vento, os bairros onde recomendamos hotéis, são conhecidos pela vida noturna, pelos bares e restaurantes. Cada um com sua característica, ambos têm bastante movimento e oferecem ótimos passeios a pé – com aquele cuidado que sabemos ser necessário nas grandes cidades brasileiras.

Qualquer dúvida, entre em contato com a nossa equipe pelo telefone (51) 99992 6608

A comissão organizadora
Prof. Dr. Milton do Prado (Unisinos)
Prof. Dra. Flávia Seligman (Unisinos)
Prof. Dr. Gustavo Fischer (Unisinos)
Prof. Ms. Vicente Nunes Moreno (Unisinos)

Coordenação de Produção: Patrick Arozi
Assistente de Produção: Gabriela Burck

I – Denominação, sede e fins da Sociedade

Artigo 1 – A SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, daqui por diante denominada SOCINE, é uma associação de interesse científico, artístico e cultural, sem fins lucrativos, com duração indeterminada, que se regerá pelo presente Estatuto, nos termos da legislação em vigor.

Parágrafo 1º – A SOCINE terá sua sede na cidade de São Paulo, junto ao Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, à Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, podendo ter delegações em outros municípios do País.

Parágrafo 2º – Para efeitos legais, a SOCINE terá foro na cidade de São Paulo.

Parágrafo 3º – A SOCINE não poderá participar ou interferir em nenhuma campanha política de qualquer candidato a cargo público.

Artigo 2 – A SOCINE tem por objetivos:

  1. aglutinar, sistematizar e divulgar experiências relativas ao estudo do cinema e do audiovisual, em seus diferentes suportes, e áreas
  2. organizar encontros, seminários, simpósios e congressos com a participação de seus associados e associadas, isoladamente ou em conjunto com outras
  3. promover o relacionamento de seus integrantes com entidades do País e do exterior.

Artigo 3 – A fim de cumprir seus objetivos institucionais e promover a execução das atividades nele previstas a SOCINE poderá instituir ações mediante a execução direta de projetos, programas, planos de ações correlatas, por meio da destinação de recursos físicos, humanos e financeiros, conforme as regras deste Estatuto, bem como de termos de parcerias, convênios, termos de colaboração, termos de fomento, dentre outros instrumentos jurídicos, e ainda por meio de trabalho voluntário, de apoio oferecido por outras organizações nacionais ou estrangeiras, com ou sem fins lucrativos, órgãos do setor público, pessoas físicas e pessoas jurídicas de direito público interno ou externo.

Parágrafo 1º – O patrimônio da Associação será constituído e mantido por contribuições anuais dos associados contribuintes e por inscrições pagas pelos participantes de seus Encontros anuais;

Parágrafo 2º – A SOCINE, com o intuito de cumprir os objetivos aqui expostos, poderá possuir, adquirir, receber doações, desempenhar o papel de tutora, ou manter, aperfeiçoar, vender, alugar bens móveis e imóveis, abrir contas bancárias e realizar investimentos. Nenhuma parte da renda ou propriedade da associação poderá prover benefícios privados para nenhum dos integrantes de sua Diretoria, do Conselho Deliberativo, do Conselho Fiscal, do Comitê Científico, das comissões assessoras e seus associados.

II  – Dos associados

Artigo 4 – Poderão ser associadas e associados da SOCINE quem comprovadamente desenvolver atividades ligadas às áreas de atuação da Sociedade.

Parágrafo 1º – Para seu ingresso, o interessado deverá preencher uma ficha de inscrição online no site da Sociedade com os seguintes dados: Nome Completo, Email, Data de nascimento, País, Titulação, Link do Currículo Lattes. Após o envio da ficha de inscrição, o pedido será analisado e aprovado caso o interessado cumpra os requisitos.

Parágrafo 2º – Os associados, mesmo que investidos na condição de membros da diretoria executiva e conselho fiscal, não respondem, nem mesmo subsidiariamente, pelos encargos e obrigações sociais da Associação.

Artigo 5 – São três as categorias de associados:

  1. profissional: docente de ensino superior, pesquisador ou profissional de atividades relacionadas às áreas de atuação da
  2. estudante: aluna ou aluno de programas de pós-graduação stricto sensu envolvida/o em atividades relacionadas às áreas de atuação da
  3. honorário: profissional que tenha dado notória contribuição para o campo de Estudos do Cinema e Audiovisual e áreas

Parágrafo 1º – O associado estudante terá direito a voto, a desconto na anuidade e a integrar as comissões assessoras (exceto nos casos em que for exigido o título mínimo de Doutor).

Parágrafo 2º – O associado honorário será eleito mediante indicação de um ou mais filiados, proposta à Diretoria e aprovada pelo Conselho Deliberativo, Fiscal e Comitê Científico.

Artigo 6 – Associadas e associados gozarão dos direitos de participação nas atividades da SOCINE, de palavra e voto nas Assembleias Gerais e demais reuniões e de requererem a convocação da Assembleia Geral Extraordinária (em conjunto de pelo menos um quinto dos associados).

Artigo 7 – Associadas e associados ficarão obrigados a pagar as anuidades (exceto os integrantes honorários), a manter seus dados cadastrais atualizados, a cumprir o estatuto da SOCINE, bem como a zelar por seu bom nome e a colaborar para seu fortalecimento e projeção, a respeitar atos e decisões da Diretoria, dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e das Assembleias Gerais e a respeitar as iniciativas profissionais dos demais associados no âmbito da associação.

Artigo 8 – Serão passíveis de desligamento do quadro de associados os que não respeitarem o artigo 7.

Parágrafo 1º – Em caso do não pagamento da anuidade, o desligamento será automático.

Parágrafo 2º – Em qualquer outro caso, a proposta de desligamento será comunicada ao associado pela Diretoria e, em seguida, encaminhada à votação pelo Conselho Deliberativo, assegurando-se ao associado o direito à ampla defesa e ao contraditório com prazo mínimo de 15 (quinze) dias antes da deliberação da exclusão. Deverá ser convocada reunião do Conselho Deliberativo especialmente para esta finalidade.

Artigo 9 – Qualquer associado poderá solicitar por escrito o término de sua filiação à Diretoria, com efeitos imediatos a partir de seu protocolo.

III  – Da administração

Artigo 10 – A SOCINE será dirigida por uma Diretoria composta de Presidente, Vice-Presidente, Secretária(o) e Tesoureira(o).

Artigo 11 – A Diretoria deverá ser eleita pelos associados e seu mandato será de dois anos.

Parágrafo 1º – Cada um de seus integrantes poderá candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

Parágrafo 2º – A eleição para a Diretoria será feita por chapas previamente inscritas, sendo que os candidatos deverão ser portadores do título mínimo de Doutor.

Parágrafo 3º – Serão considerados elegíveis os associados adimplentes e os associados honorários e que respeitem o artigo 7.

Parágrafo 4º – A organização do pleito estará a cargo da Comissão Eleitoral.

Artigo 12 – Compete à Diretoria:

  1. cumprir e fazer cumprir as deliberações da Assembleia Geral;
  2. gerir as contas e o patrimônio da Sociedade;
  3. elaborar o relatório anual e a prestação de contas e submetê-los à Assembleia Geral;
  4. apreciar a admissão de novos associados, cuja candidatura será feita em formulário específico, dirigido à Secretaria da SOCINE;
  5. divulgar o calendário de suas reuniões, para as quais deverá convocar, de acordo com o estabelecido neste Estatuto, o Conselho Deliberativo, o Comitê Científico, o Conselho Fiscal e as demais comissões assessoras;
  6. convocar a Assembleia Geral, por circular, a todos os associados, enviada pelo menos trinta dias antes, em caso de reunião ordinária, e com quinze dias de antecedência, em caso de reunião extraordinária;
  7. estimular e apoiar a publicação de livros, revistas e outros meios de divulgação das pesquisas relativas ao cinema e ao audiovisual e áreas afins;
  8. tomar quaisquer outras providências para o funcionamento administrativo da Sociedade, de acordo com os objetivos fixados por este Estatuto;

Artigo 13 – Compete ao Presidente:

  1. Representar a Associação ativa e passivamente, perante os órgãos públicos, judiciais e extrajudiciais, inclusive em juízo ou fora dele, podendo delegar poderes e Constituir procuradores e advogados para o fim que julgar necessário;
  2. Convocar e presidir as reuniões da Diretoria com os Conselhos Deliberativo e Fiscal e Comitê Científico;
  3. Convocar e presidir as Assembleias Ordinárias e Extraordinárias;
  4. Contratar funcionários ou auxiliares especializados, fixando seus vencimentos, podendo licenciá-los, suspendê-los ou demiti-los;

Parágrafo 1º – Compete ao Vice – Presidente, substituir legalmente o Presidente, em suas faltas e impedimentos, assumindo o cargo em caso de vacância.

Parágrafo 2º – O Presidente será substituído, em seus impedimentos, pelos demais integrantes da Diretoria, pela ordem do artigo 10 deste Estatuto.

Artigo 14 – Compete ao Tesoureiro

  1. Manter, em estabelecimentos bancários, juntamente com o Secretário, os valores da Associação, podendo aplicá-los.
  2. Assinar, em conjunto com o Secretário, os cheques e demais documentos bancários e contábeis;
  3. Efetuar os pagamentos autorizados e recebimentos devidos à Associação;
  4. Supervisionar o trabalho da tesouraria e da contabilidade;
  5. Apresentar ao Conselho Fiscal, o balanço anual;
  6. Organizar relatório contendo o balanço do exercício financeiro e os principais eventos do ano anterior, apresentando-o à Assembleia Geral Ordinária;

Parágrafo 1º – Todos os documentos que digam respeito aos haveres da Sociedade, tais como cheques, títulos, transferências de fundos e ordens de pagamento, serão assinados pelo Secretário e pelo Tesoureiro, consultados os outros integrantes da Diretoria.

Artigo 15 – Compete ao Secretário

  1. Redigir e manter, em dia, transcrição das atas das Assembleias Gerais e das reuniões da Diretoria e Conselhos;
  2. Redigir a correspondência da Associação;
  3. Manter e ter sob sua guarda o arquivo da Associação;
  4. Dirigir e supervisionar todo o trabalho da
  5. Juntamente com o tesoureiro, abrir e manter contas bancárias, assinar cheques e documentos bancários e contábeis;
  6. Organizar academicamente as apresentações do Encontro da

Artigo 16 – A Diretoria será auxiliada em suas funções pelo Conselho Deliberativo.

Parágrafo 1º – O Conselho Deliberativo será composto por vinte associados e associadas, sendo cinco da categoria Estudante, com mandato de dois anos.

Parágrafo 2º – A eleição para o Conselho Deliberativo será feita por voto secreto. Só poderão se inscrever integrantes que respeitarem o artigo 7

Parágrafo 3º – Será permitida apenas uma reeleição consecutiva para o Conselho Deliberativo

Parágrafo 4º – O Conselho Deliberativo deverá reunir-se pelo menos uma vez ao ano.

Artigo 17 – Compete ao Conselho Deliberativo:

  1. Apoiar a Diretoria e demais comissões competentes na organização dos encontros científicos da associação;
  2. Discutir as propostas advindas do Comitê Científico;
  3. Discutir e encaminhar para a Assembleia Geral assuntos de mudança estatutária;
  4. Assessorar a Diretoria em assuntos administrativos e financeiros;
  5. Referendar a    formação,    a    composição   e    os    trabalhos   das   comissões
  6. Assumir a gestão da associação em caso de vacância da

Artigo 18 – O Comitê Científico prestará assessoria à Diretoria nos assuntos relacionados à política científica da Sociedade.

Parágrafo 1º – O Comitê Científico será integrado por seis associados, todos portadores do título de Doutor ou reconhecidos por notório saber (no caso dos honorários), cujo mandato será de dois anos, sendo permitida apenas uma reindicação consecutiva.

Parágrafo 2º – O Comitê Científico será escolhido pela Diretoria e corroborado pelo Conselho Deliberativo. Só poderão ser indicados associados que respeitarem o artigo 7.

Artigo 19 – A administração da SOCINE será fiscalizada pelo Conselho Fiscal.

Parágrafo 1º – O Conselho Fiscal, cujo mandato será de dois anos será composto por três associadas ou associados.

Parágrafo 2º – O Conselho Fiscal será eleito pelos integrantes da SOCINE, por voto secreto. Só poderão ser inscritos e eleitos integrantes que respeitarem o artigo 7 e portadores do título de doutor.

Artigo 20 – Associadas e associados só poderão candidatar-se a um cargo eletivo da Sociedade.

Parágrafo único – só poderão se candidatar aos cargos eletivos os associados há pelo menos dois anos anteriores à candidatura, adimplentes no período, excetuando-se os estudantes, que precisam apenas estar adimplentes.

Artigo 21 – A Diretoria será assessorada por comissões, que atuarão sob sua orientação, cumprindo deveres e exercendo poderes de acordo com tarefas que lhes forem designadas. Os integrantes dessas comissões serão escolhidos pelo Conselho Deliberativo entre os associados que respeitarem o artigo 7 deste Estatuto.

Parágrafo único — A Comissão Eleitoral, que será responsável pela eleição da Diretoria, do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, será composta por três integrantes, que não poderão disputar a eleição.

Artigo 22 – A Diretoria se reunirá, em sessões ordinárias e extraordinárias, sempre que necessário, podendo ser solicitada a presença dos associados que integram o Conselho Deliberativo, Comitê Científico, o Conselho Fiscal e as demais comissões assessoras.

Artigo 23 – A Assembleia Geral é o órgão máximo da Sociedade e reunir-se-á anualmente em sessão ordinária para análise e aprovação do relatório da Diretoria, do Conselho Fiscal, do Comitê Científico e para demais atribuições previstas neste Estatuto.

Parágrafo 1º – A Assembleia Geral poderá ser convocada em sessão extraordinária por decisão da Diretoria, do Conselho Deliberativo, ou a pedido de um quinto dos associados, devendo sua convocação especificar as razões que a determinam.

Parágrafo 2º – Nos casos em que não for possível promover a assembleia geral anual presencial, esta será realizada à distância. Os associados deliberarão a respeito dos assuntos em pauta por via eletrônica através do site da associação (www.socine.org) com acesso através de login e senha no painel do associado. O período de votação deverá ser de até quinze dias e seu término coincidirá com a data em que deveria ter sido realizada a Assembleia Geral.

Artigo 24 – A Assembleia Geral funcionará, em primeira convocação, com a presença de dois terços dos associados; em segunda convocação, quinze minutos depois, com um terço dos associados e, em terceira convocação, meia hora depois, com qualquer número.

Artigo 25 – As deliberações da Assembleia Geral serão sempre tomadas por maioria simples de votos, com exceção dos casos previstos dos artigos 26 e 27 deste Estatuto.

Parágrafo Único – Só terão direito a voto na Assembleia Geral os associados e associadas que respeitarem o artigo 7 deste Estatuto.

IV  – Disposições gerais

Artigo 26 – O presente Estatuto só poderá ser modificado, por maioria absoluta de votos, em Assembleia Geral especialmente convocada para este fim.

Parágrafo 1º – Propostas de modificação poderão ser apresentadas à Diretoria por qualquer associado que respeite o artigo 7 deste Estatuto. Antes de encaminhá-las para discussão e votação, o Conselho Deliberativo submeterá as propostas à Comissão de Estatuto para emissão de parecer, que deverá ser distribuído previamente aos integrantes do Conselho Deliberativo e, se aprovadas por ele, para conhecimento de todos os associados votantes pelo menos trinta dias antes da Assembleia Geral convocada para sua análise e votação.

Parágrafo 2º – No caso de modificação do Estatuto, também serão aceitos votos por email, que deverão chegar à Secretaria da SOCINE até sete dias antes da realização da Assembleia Geral.

Artigo 27 – A SOCINE só poderá ser extinta pela decisão de seus associados e associadas, manifestada por maioria absoluta de votos, em Assembleia Geral especialmente convocada para este fim, a qual decidirá o destino do patrimônio social.

Artigo 28 – Os casos omissos deste Estatuto serão decididos pelo Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e Comitê Científico em conjunto com a Diretoria.

Artigo 29 – Este Estatuto entrará em vigor na data de sua aprovação.


CRISTIAN DA SILVA BORGES

Presidente da Sociedade Brasileira de
Estudos de Cinema e Audiovisual – SOCINE