Chamada de Trabalhos
SOCINE 2021

XXIV ENCONTRO SOCINE – Desafiar a gravidade: incertezas, trânsitos e rumos para quedas
25 a 29 de Outubro de 2021 (Segunda a sexta-feira)
ESPM (Modalidade remota síncrona)

Estão abertas as inscrições para o XXIV Encontro da SOCINE, que será promovido de forma remota pela ESPM entre os dias 25 a 29 de outubro de 2021. O tema do Encontro será:

Desafiar a gravidade: incertezas, trânsitos e rumos para quedas

Todos conhecem a história: enquanto observava a lua e pensava no que a mantinha no céu, Newton viu uma maçã cair do seu pomar. Compreendeu, então, que a lua não estava suspensa e estática, mas que caía continuamente.

Mais tarde, Einstein propôs que a gravidade seria responsável por regular o movimento de objetos inertes.

Para a cosmologia, a gravidade é o que faz com que a matéria dispersa se aglutine, e, uma vez aglutinada, se mantenha intacta. É isso que permite a existência da maior parte dos objetos que conseguimos ver no universo.

Do ponto de vista prático, é mais simples: a gravidade é a força que dá peso às coisas na Terra e faz com que caiam ao chão.

Estamos em queda. Não pela força da gravidade apenas, mas pela gravidade das coisas. Pelo peso de estarmos parados, confinados, isolados e inertes diante de um dos momentos mais graves da história, agravado, ainda, por outras forças que também exigem uma enorme resistência.

Estamos em queda, diante das incertezas do Audiovisual, que procura diferentes formas de viabilizar a criação e a produção de novas obras, enquanto vê o público crescer por múltiplos mercados e plataformas. Que, no Brasil, é atacado mesmo ocupando a quinta posição no ranking das atividades economicamente mais relevantes do país.

Caímos até mesmo nas falhas de conexão de internet. “Você está mutado!”, “estão me ouvindo?”, “está travando um pouco, melhor desligar o vídeo”. Telas desligadas, na iminência da queda, em aulas que também tiveram que buscar outros meios.

Como alerta Ailton Krenak em Ideias para adiar o fim do mundo: “Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta seria: ‘Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?’ Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que pode acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos”.

Foi o movimento que nos trouxe até aqui: o movimento dos frames, dos quadros, tirados de sua estabilidade quando colocados juntos. A palavra Cinema, irmã da Cinemática, da Cinética, e, hoje, em trânsito, como sempre esteve, mutante. Transitamos do mudo para o sonoro, do preto e branco para o colorido, do analógico para o digital. Mais mutações e maravilhas.

Quando a Alice de Carroll cai no buraco do coelho ela adentra outros mundos, outros possíveis narrativos, outras lógicas. Uma espécie de transe que nos prepara pra um transitar entre esses mundos, em constante queda. O trânsito e a transitoriedade são a própria experiência da queda, eternamente ressignificada. A experiência de quem narra – e também de quem frui as múltiplas narrativas – em múltiplas telas, múltiplas identidades.

Enquanto caímos, caem também muitos dos padrões e normas que não nos servem mais e que precisamos abandonar. Essa queda, por sua vez, revela não apenas a urgência de diversos rumos, mas rostos, vozes e narrativas outrora ignorados e oprimidos.

Na aviação, costuma-se dizer que o voo de uma aeronave é uma queda controlada de um ponto de partida a um determinado destino.

Propomos, então, reflexões sobre possíveis rumos para fazer, pensar e ensinar audiovisual. Sem deixar que a velocidade das coisas nos impeça de ver o que acontece, mas aproveitando o movimento.

Para terminar, lembramos as palavras de Fernando Sabino em Encontro Marcado: “Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro”.

Que possamos procurar juntos nesse próximo encontro da Socine.

***

Esclarecemos que o tema é indicativo, mas não exclusivo para proposição de trabalhos e/ou mesas temáticas.

A modalidade de inscrição deverá ser escolhida entre as QUATRO CATEGORIAS abaixo, cada qual com as seguintes exigências:

1. Comunicações Individuais: Propostas de mestres, doutorandos e/ou doutores contendo título (até 70 caracteres), resumo expandido (de até 4000 caracteres com espaço), resumo (500 caracteres), bibliografia (1000 caracteres) e mini-currículo (500 caracteres). As apresentações orais síncronas podem ter até 15 minutos cada.

2. Seminários Temáticos: As propostas de mestrandos, mestres, doutorandos e/ou doutores para apresentações individuais em Seminários Temáticos devem ser feitas indicando diretamente o seminário escolhido e conter: título (até 70 caracteres), resumo expandido (de até 4000 caracteres com espaço), resumo (500 caracteres), bibliografia (1000 caracteres) e mini-currículo (500 caracteres). Os resumos dos Seminários Temáticos em vigor encontram-se disponíveis no site da Socine. As apresentações orais síncronas podem ter até 15 minutos cada.

Importante: propostas não arroladas nas sessões dos Seminários Temáticos (que estão limitados a 18 trabalhos no total) serão redistribuídos para avaliação por dois pareceristas, de acordo com a titulação do proponente, para as outras modalidades do encontro: mestrandos serão avaliados para Painéis, e mestres, doutorandos e doutores serão avaliados para sessões de Comunicações Individuais.

3. Sessões pré-constituídas: os participantes podem escolher entre os dois formatos abaixo.

1. Mesa temática – devem conter 3 participantes que apresentarão individualmente uma comunicação de forma síncrona (15 minutos cada); ou 2. Formato Livre – ao invés de uma mesa com 3 apresentações de 15 minutos, é possível realizar performances artísticas (apresentação de uma obra de arte ou experimentação audiovisual, compreendidas portanto como formas de conhecimento/pesquisa), entrevistas ao vivo, discussão crítica sobre trabalhos em progresso, relatos de experiência ou outras formas de divulgação do conhecimento e debate sobre problemas relativos aos Estudos de Cinema e Audiovisual que não se apresentem no formato de Comunicação Oral tradicionalmente presente em eventos científicos. O tempo máximo para todas as apresentações é de 45 min. Esse limite de tempo deve ser cuidadosamente observado para oportunizar o debate após as apresentações. A pessoa que coordena a sessão será responsável pela gestão do tempo.

A sessão deve ser constituída por, no mínimo, um doutor. Os outros dois membros, caso sejam acadêmicos, devem estar, no mínimo, cursando o Mestrado, e caso sejam profissionais da área (realizadores, artistas ou técnicos) não precisam comprovar titulação mínima, mas precisam submeter um portfólio comprovando sua atuação profissional de pelo menos três anos anteriores à submissão da proposta. Todos os membros devem estar devidamente associados à SOCINE.

As propostas de Sessões Pré-Constituídas devem conter: Título da sessão (até 70 caracteres), resumo da sessão (até 500 caracteres), descrição do formato das apresentações (formato mesa ou formato livre, caso formato livre descrição objetiva deste formato – 1000 caracteres), estrutura necessária (500 caracteres), justificativa para o formato (2000 caracteres), bibliografia (1000 caracteres), contribuições/proposta de cada membro da sessão (título 70 caracteres para cada e resumo expandido de até 4000 caracteres com espaço cada), mini-currículo (500 caracteres).

IMPORTANTE: A submissão é feita em conjunto pelos participantes de uma vez só (um submete e outros se inscrevem se associando a esta sessão).

4. Painéis: espaço para mestrandos com apresentações orais síncronas de 15 minutos cada. As propostas devem conter: título (até 70 caracteres), resumo expandido (de até 4000 caracteres com espaço), resumo (500 caracteres), bibliografia (1000 caracteres) e mini-currículo (500 caracteres).

IMPORTANTE: independente da modalidade de apresentação, os trabalhos aprovados poderão ser apresentados apenas pelo participante que inscreveu a comunicação. Não é permitida a leitura do trabalho por terceiros.

COAUTORIA: Ao inscrever um trabalho em coautoria, ambos os autores devem apontar a natureza de coautoria do trabalho e, caso um dos coautores não se inscreva no evento, o trabalho não será aceito.

TEMPO DAS SESSÕES: Devido ao formato remoto, as sessões de apresentação serão síncronas, com 1h15 de duração total, sendo 45 minutos reservados às apresentações e 30 minutos para o debate.

O cadastro e a inscrição para o XXIV Encontro da SOCINE serão efetuados em três etapas, descritas a seguir:

ETAPA 1 – Cadastramento/Recadastramento eletrônico de sócias/sócios e pagamento da anuidade. O pagamento será via Paypal na área do associado do website. O pagamento é obrigatório para a segunda etapa (submissão de trabalhos).

Período de pagamento da anuidade: de 18 de janeiro a 26 de abril (com vencimento neste dia)

* Valor da anuidade: R$196,00 profissionais / R$98,00 estudantes e profissionais sem vínculo. Sócios estrangeiros: $60 profissionais / $30 estudantes e profissionais sem vínculo.

O pagamento da anuidade é imprescindível para a efetivação da inscrição e a submissão de propostas para o próximo encontro.

ETAPA 2 – Submissão eletrônica das propostas de trabalho, apenas pelo site (www.socine.org.br) e apenas uma submissão por autor, inclusive no caso de coautoria.

* Período de inscrições: de 15 de março a 26 de abril.

Lembramos que NÃO SERÃO ACEITAS submissões enviadas por e-mail, apenas aquelas submetidas através do site.

ETAPA 3 – Pagamento da taxa de inscrição no Encontro (após divulgação dos trabalhos aprovados). O pagamento será via Paypal na área do associado do website. Lembrando que este é um pagamento DIFERENTE do feito anteriormente, referente à Anuidade. São necessários dois pagamentos: primeiro, da anuidade da Sociedade; depois, da inscrição do Encontro.

* Período de pagamento das inscrições:
+ Primeiro prazo – Prazo: 05 de julho a 25 de julho – R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $60 profissionais / $30 estudantes/profissionais sem vínculo;

+ Segundo prazo – 26 de julho a 01 de agosto – R$226,00 (profissionais) / R$113,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $70 profissionais / $35 estudantes/profissionais sem vínculo;

+ Prazo final – 02 de agosto a 08 de agosto – R$266,00 (profissionais) / R$133,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $80 profissionais / $40 estudantes/profissionais sem vínculo;

IMPORTANTE: Participantes que tiveram trabalho selecionado, mas que NÃO pagaram a inscrição, NÃO poderão apresentar. Caso você tenha pagado a inscrição e seu trabalho não conste na programação divulgada, entre em contato com a Secretaria da SOCINE.

Quaisquer dúvidas ou dificuldades devem ser encaminhadas diretamente ao e-mail da secretaria: socine@socine.org.br 

Atenciosamente,
A Diretoria

Convocatoria de Ponencias
SOCINE 2021

XXIV ENCUENTRO SOCINE – Desafiar la gravedad: incertidumbres, tránsitos y rumbos para las caídas.
25 a 29 de Octubre de 2021 (lunes a viernes)
ESPM (Modo remoto sincrónico)

Ya están abiertas las inscripciones para el XXIV Encuentro SOCINE, que se realizará de forma remota por la ESPM del 25 al 29 de octubre de 2021. El tema del encuentro será:

Desafiar la gravedad: incertidumbres, tránsitos y rumbos para las caídas.

Todos conocen la historia: mientras miraba la luna y pensaba en lo que la mantenía en el cielo, Newton vio caer una manzana de su huerto. Entonces comprendió que la luna no estaba suspendida y estática, sino que caía continuamente.

Posteriormente, Einstein propuso que la gravedad se encargaría de regular el movimiento de los objetos inertes.

Para la cosmología, la gravedad es lo que hace que la materia dispersa se aglutine, y una vez unida, permanezca intacta. Esto es lo que permite la existencia de la mayoría de los objetos que podemos ver en el universo.

Desde un punto de vista práctico, es más simple: la gravedad es la fuerza que da peso a las cosas en la Tierra y hace que caigan al suelo.

Estamos cayendo. No solo por la fuerza de la gravedad, sino por la gravedad de las cosas. Por el peso de estar quietos, encerrados, aislados e inertes frente a uno de los momentos más graves de la historia, agravado, aún, por otras fuerzas que también exigen una enorme resistencia.

Estamos cayendo, frente a las incertidumbres del Audiovisual, que busca diferentes formas de viabilizar la creación y producción de nuevas obras, mientras ve crecer el público en múltiples mercados y plataformas. Lo cual, en Brasil, es atacado a pesar de que ocupa la quinta posición en el ranking de las actividades económicamente más relevantes del país.

Caemos incluso en las fallas de conexión a Internet. “¡Tu audio está desconectado!”, “¿Puedes oírme?”, “Se está congelando un poco, mejor apagar el video”. Pantallas apagadas, a punto de caer, en aulas que también tuvieron que buscar otros medios.

Como alerta Ailton Krenak en Ideias para adiar o fim do mundo (Ideas para posponer el fin del mundo): “Esto es un abismo, esto es una caída. Entonces, la pregunta sería: ‘¿Por qué tenemos tanto miedo de una caída si en otras épocas no hicimos nada más que caer?’ Ya hemos caído en diferentes escalas y en diferentes lugares del mundo. Pero tenemos mucho miedo de lo que pueda pasar cuando caigamos. Sentimos inseguridad, una paranoia de caer porque las otras posibilidades que se abren exigen implosionar esta casa que heredamos, que llevamos cómodamente con estilo, pero pasamos todo el tiempo muertos de miedo. Entonces, tal vez lo que tengamos que hacer es encontrar un paracaídas. No eliminar la caída, sino inventar y fabricar miles de paracaídas coloridos, divertidos y hasta placenteros”.

Fue el movimiento lo que nos trajo hasta aquí: al yuxtaponerse los cuadros, todo se desestabiliza. La palabra Cine, hermana de Cinemática, de Cinética, está hoy en tránsito, como siempre estuvo, mutante. Pasamos de lo mudo a lo sonoro, del blanco y negro al color, de lo analógico a lo digital. Más mutaciones y maravillas.

Cuando Alicia de Lewis Carroll cae en la madriguera del conejo, entra en otros mundos, otras narrativas posibles, otra lógica. Una especie de trance que nos prepara para un tránsito entre estos mundos, en constante caída. El tránsito y la fugacidad son la experiencia misma de la caída, eternamente resignificada.

La experiencia de quienes narran – es también de quienes disfrutan de las múltiples narrativas – en múltiples pantallas, múltiples identidades.

A medida que caemos, también lo hacen muchos de los patrones y normas que ya no nos sirven y que debemos abandonar. Esta caída, a su vez, revela no solo la urgencia de distintos caminos, sino rostros, voces y narrativas otrora ignoradas y oprimidas.

En la aviación, a menudo se dice que el vuelo de un avión es una caída controlada desde un punto de partida hasta un destino determinado.

Proponemos, entonces, reflexiones sobre posibles orientaciones para realizar, pensar y enseñar el audiovisual, sin dejar que la velocidad de las cosas nos impida ver lo que pasa, sino aprovechando el movimiento.

Finalmente, recordamos las palabras de Fernando Sabino en Encontro Marcado (Encuentro Marcado): “Hacer de la interrupción un camino nuevo, de la caída, un paso de danza, del miedo, una escalera, del sueño, un puente, de la búsqueda, un encuentro”.

Que podamos buscar juntos en el próximo encuentro SOCINE.

***

Aclaramos que el tema es indicativo, pero no exclusivo, para la proposición de ponencias y/o mesas temáticas.

La modalidad de registro debe elegirse entre las CUATRO CATEGORIAS a continuación, cada una con los siguientes requisitos:

1. Comunicaciones Individuales: Propuestas de maestrandos, másteres, doctorandos y/o doctores que contengan título (hasta 70 caracteres), resumen ampliado (hasta 4.000 caracteres con espacio), resumen (500 caracteres), bibliografía (1.000 caracteres) y mini currículum (500 caracteres). Las presentaciones orales sincrónicas pueden durar hasta 15 minutos cada una.

2. Seminarios Temáticos: Las propuestas de maestrandos, másteres, doctorandos y/o doctores para presentaciones individuales en Seminarios Temáticos deberán ser efectuadas indicándose directamente el seminario elegido e incluir: título (hasta 70 caracteres), resumen extendido (hasta 4.000 caracteres con espacio), resumen (500 caracteres), bibliografía (1.000 caracteres) y mini currículo (500 caracteres). Los resúmenes de los Seminarios Temáticos vigentes se encuentran disponibles en el sitio de la SOCINE. Cada presentación oral sincrónica dispondrá de un máximo de 15 minutos cada una.

Importante: los trabajos no elegidos en las sesiones de los Seminarios Temáticos (limitados a 18 trabajos en total) serán redistribuidos para dos evaluadores, de acuerdo con la titulación del proponente, para las otras modalidades del encuentro: maestrandos serán reevaluados para Paneles y másteres, doctorandos y doctores serán reevaluados para sesiones de Ponencias Individuales.

3. Sesiones Preconstituidas: Los participantes pueden elegir entre los dos formatos a continuación.

1. Mesa temática – debe incluir 3 participantes que presentarán individualmente una ponencia de forma sincrónica (15 minutos cada una), o 2. Formato libre – en vez de una mesa con 3 presentaciones de 15 minutos, se pueden realizar presentaciones artísticas (presentación de una obra de arte o experimentación audiovisual, entendidas como formas de conocimiento/investigación), entrevistas en vivo, discusión crítica sobre trabajos en progreso, informes de experiencias u otras formas de divulgación de conocimiento y debate sobre problemas relacionados con los Estudios de Cine y Audiovisuales que no se presenten en el formato de Ponencia Oral tradicionalmente presente en eventos científicos. El tiempo máximo para todas las presentaciones es de 45 min. Este límite de tiempo debe observarse cuidadosamente para hacer posible el debate después de las presentaciones. La persona que coordina la sesión será responsable de la gestión del tiempo.

La sesión debe incluir al menos un doctor. Los otros dos miembros, si son académicos, deben estar al menos cursando un máster, y si son profesionales del rubro (realizadores, artistas o técnicos), no necesitan demostrar calificaciones mínimas, pero deben presentar un portfolio que demuestre su actividad profesional de al menos tres años antes de la presentación de la propuesta. Todos los miembros deben estar debidamente asociados a SOCINE.
Las propuestas de Sesiones Preconstituidas deben incluir: Título de la sesión (hasta 70 caracteres), resumen de la sesión (hasta 500 caracteres), descripción del formato de presentación (formato de mesa o formato libre, en caso de formato libre, hay que incluir una descripción objetiva de este formato – 1000 caracteres), estructura necesaria (500 caracteres), justificación del formato (2.000 caracteres), bibliografía (1.000 caracteres), contribuciones/propuesta de cada miembro de la sesión (título 70 caracteres para cada uno y resumen extendido de hasta 4.000 caracteres con espacio cada uno), mini currículo (500 caracteres).

IMPORTANTE: Los participantes deben someter el trabajo en conjunto una sola vez (uno somete el trabajo y los otros se inscriben, asociándose a esta sesión).

4. Paneles: espacio para maestrandos con presentaciones orales sincrónicas de un máximo de 15 minutos cada una. Las propuestas deben incluir: título (hasta 70 caracteres), resumen extendido (de hasta 4.000 caracteres con espacio), resumen (500 caracteres), bibliografía (1.000 caracteres) y mini currículo (500 caracteres).

IMPORTANTE: independientemente del modo de presentación, solo podrá presentar el trabajo aprobado el participante que registró la ponencia. No está permitida la lectura del trabajo por parte de terceros.

COAUTORIA: Al inscribir un trabajo en coautoría, ambos autores deben señalar la naturaleza de la coautoría del trabajo y, si uno de los coautores no se registra para el evento, el trabajo no será aceptado.
TIEMPO DE SESIÓN: Debido al formato remoto, las sesiones de presentación serán sincrónicas, con una duración total de 1h15m, con 45 minutos reservados para presentaciones y 30 minutos para debate.
El registro y la inscripción al XXIV Encuentro SOCINE se realizarán en tres etapas, descritas a continuación.

ETAPA 1 – Registro/inscripción electrónica de socias/socios y pago de la cuota anual. El pago se realizará vía Paypal en el área de miembros del sitio web. El pago es obligatorio para la segunda etapa (envío de trabajos).

* Período de pago de la anualidad: del 18 de enero al 26 de abril (vence en este día).

* Valor de la anualidad: R$196,00 profesionales / R$98,00 estudiantes y profesionales sin vínculo. Socios extranjeros: U$S60 profesionales / U$S30 estudiantes y profesionales sin vínculo.
El pago de la cuota anual es esencial para registrarse y presentar propuestas para el próximo encuentro.

ETAPA 2 – Envío electrónico de propuestas de trabajo, solo a través del sitio web (www.socine.org.br) y un solo envío por autor, incluso en el caso de coautoría.

* Período de inscripción: del 15 de marzo al 26 de abril.

Tenga en cuenta que NO SE ACEPTARÁN las presentaciones enviadas por correo electrónico, solo aquellas enviadas a través del sitio web.

ETAPA 3 – Pago de la cuota de inscripción del Encuentro (después de la divulgación de los trabajos aprobados). El pago será vía Paypal en el área del asociado del sitio web. Recordando que este es un pago DIFERENTE del hecho anteriormente, referente a la anualidad. Se requieren dos pagos: primero,  la cuota anual de la SOCINE; segundo, la inscripción en el Encuentro.

* Período de pago de las inscripciones:
+ Primer período – Fecha límite: 05 de julio al 25 de julio – R$ 196,00 (profesionales) / R$ 98,00 (estudiantes / profesionales sin vínculo). Socios extranjeros: U$S 60 profesionales / U$S 30 estudiantes/profesionales sin vínculo.

+ Segundo período – 26 de julio al 01 de agosto – R$ 226,00 (profesionales) / R$ 113,00 (estudiantes /profesionales sin vínculo). Socios extranjeros: U$S 70 profesionales / U$S 35 estudiantes/profesionales sin vínculo.

+ Plazo final – 02 de agosto al 08 de agosto – R$266,00 (profesionales) / R$133,00 (estudiantes/profesionales sin vínculo). Socios extranjeros: U$S80 profesionales / U$S40 estudiantes/profesionales sin vínculo.

IMPORTANTE: Los participantes cuyos trabajos fueron seleccionados, pero que NO hayan pagado la cuota de inscripción, NO podrán presentarse. En caso de que usted haya pagado la inscripción y su trabajo no conste en la programación publicada, póngase en contacto con la Secretaría de SOCINE.

Cualquier duda o dificultad debe enviarse directamente al correo electrónico de la secretaría: socine@socine.org.br 

Atentamente, La Junta Directiva

Call for Papers
SOCINE 2021

XXIV SOCINE MEETING – Challenging gravity: uncertainties, transits, and directions for falls
October 25-29, 2021 (Monday to Friday)
ESPM (Synchronous Remote Mode)

Registration is open for the XXIV SOCINE Meeting, which will be promoted remotely by ESPM from October 25-29, 2021. The theme of the meeting will be:

Challenging gravity: uncertainties, transits, and directions for falls

Everyone knows the story: as Newton watched the moon and thought about what kept it in the sky, he saw an apple fall from his orchard. He understood, then, that the moon was not suspended and static, but that it was continually falling.

Later, Einstein proposed that gravity would be responsible for regulating the movement of inert objects.

For cosmology, gravity is what causes dispersed matter to agglutinate, and once agglutinated, to remain intact. That is what allows for the existence of most of the objects that we can see in the universe.

From a practical point of view, it is simpler: gravity is the force that gives weight to things on Earth and causes them to fall to the ground.

We are falling. Not by the force of gravity alone, but by the gravity of things. We are falling because of the weight of being still, confined, isolated, and inert in the face of one of the most serious moments in history, exacerbated by other forces that also require enormous resistance.

We are falling, faced with the uncertainties of the Audiovisual, which seeks different ways to enable the creation and production of new works while watching the public grow across multiple markets and platforms. Which, in Brazil, is under attack, even occupying the fifth position in the ranking of the most economically relevant activities in the country.

We have fallen even when internet connection crashes. “You’re mute!”, “Can you hear me?”, “It’s crashing a little bit, better turn off the video.” Screens off, on the verge of falling, in classes that also had to seek other means.

As Ailton Krenak warns us in Ideias para adiar o fim do mundo (Ideas to postpone the end of the world): “This is an abyss, this is a fall. So, the question would be: ‘Why are you so afraid of a fall if we have done nothing in other ages but fall?’ We have fallen in different scales and different places in the world. But we’re very afraid of what might happen when we fall. We feel vulnerable, paranoid about falling because the other possibilities that open up require imploding this house that we inherited, that we comfortably carry in great style, but spend the entire time scared of. So maybe what we need to do is figure out a parachute. Not to eliminate the fall, but to invent and manufacture thousands of colourful, fun, including pleasurable parachutes.”

It was the movement that brought us here: the movement of the frames destabilises it all when put together. The word Cinema, sister of Kinematics, Kinetics, and, today, in transit, as it has always been, mutant. We moved from silent to sound, from black and white to colour, from analogue to digital movies. More mutations and wonders.

When Lewis Carroll’s Alice falls into the rabbit hole, she enters other worlds, other possible narratives, other logics. A kind of trance that prepares us to transit between these worlds, constantly falling. Traffic and transience are the very experience of falling, eternally re-signified. The experience of those who narrate – and also those who enjoy the multiple narratives – in multiple screens, multiple identities.

As we fall, many of the standards and norms that no longer serve us and we need to abandon also fall. This fall, in turn, reveals not only the urgency for various directions, but faces, voices, and narratives once ignored and oppressed.

In aviation, it is often said that the flight of an aircraft is a controlled drop from a point of departure to a given destination.

We propose, then, reflections on possible directions to make, think, and teach audiovisual. Not letting the speed of things stop us from seeing what happens, but enjoying the movement.

Finally, we recall Fernando Sabino’s words in Encontro Marcado (A Time to Meet): “Make of the interruption a new path, of the fall, a step dance, of the fear, a stairway, of the dream, a bridge, of the search, an encounter.”

May we search together at Socine meeting.

***

We would like to explain that the topic is indicative but not exclusive for proposing papers and/or thematic tables.

Applications must be chosen from the FOUR CATEGORIES below, each with the following requirements:

1. Individual Communications: Proposals by masters, doctoral candidates and/or PhDs with a title (up to 70 characters), expanded abstract (up to 4,000 characters with space), abstract (500 characters), bibliography (1,000 characters) and mini-curriculum (500 characters). Synchronous oral presentations may be up to 15 minutes each.

2. Thematic Seminars: Proposals by master’s degree students, masters, doctoral candidates and/or PhDs for individual presentations in Thematic Seminars should be made indicating directly the seminar chosen and should contain: title (up to 70 characters), expanded abstract (up to 4,000 characters with space), abstract (500 characters), bibliography (1,000 characters) and mini-curriculum (500 characters). Abstracts of the current Thematic Seminars are available on Socine’s website. Oral presentations can take up to 15 minutes each.

Important: proposals not listed in the sessions of the Thematic Seminars (which are limited to 18 papers in total) will be redistributed for evaluation by two reviewers, according to the title of the proponent, to the other modalities of the meeting: masters’ degree students will be evaluated for Panels, and masters, doctoral students and PhDs will be evaluated for Individual Communications sessions.

3. Pre-constituted sessions: participants can choose between the two formats below.

1. Thematic table – must contain 3 participants who will present a communication individually in a synchronous manner (15 minutes each); or 2. Free Format – instead of a table with 3 presentations of 15 minutes, it is possible to carry out artistic performances (presentation of a work of art or audiovisual experimentation, understood as forms of knowledge/research), live interviews, critical discussion about works in progress, experience reports or other ways of disseminating knowledge and debate on problems related to Film and Audiovisual Studies that do not appear in the Oral Communication format traditionally present in scientific events. The maximum time for all presentations is 45 min. This time limit must be carefully observed to make the debate possible after the presentations. The session coordinator will be responsible for time management.

The session must be composed of at least one PhD researcher. The other two members, if academics, must be at least attending a master’s degree, and if they are professionals in the field (directors, artists or technicians), they do not need to prove minimum qualifications, but they need to submit a portfolio proving their professional performance of at least three years prior to the submission of the proposal. All members must be properly affiliated with SOCINE.

Proposals for Pre-Constituted Sessions must include: Session title (up to 70 characters), session abstract (up to 500 characters), description of the presentation format (table format or free format, if free format, objective description of this format – 1,000 characters), necessary structure (500 characters), justification for the format (2,000 characters), bibliography (1,000 characters), contributions/proposal of each member of the session (title 70 characters for each and expanded abstract of up to 4,000 characters with space for each), mini-curriculum (500 characters).

IMPORTANT: The submission is made jointly by the participants at once (one submits and the others register for this submission by joining this session).

4. Panels: space for master’s degree students with oral presentations of 15 minutes each. The proposals must include: title (up to 70 characters), extended abstract (up to 4,000 characters with space), abstract (500 characters), bibliography (1,000 characters) and mini-curriculum (500 characters).

IMPORTANT: regardless of the presentation modality, the papers approved may be presented only by the participant who registered the communication. The reading of the work by third parties is not allowed.

CO-AUTHORSHIP: When registering a work in co-authorship, both authors must indicate the co-authorship nature of the work and if one of the co-authors does not register, the work will not be accepted.

SESSION TIME: Due to the remote format, the presentation sessions will be synchronous, with a total duration of 1h15m, with 45 minutes reserved for presentations and 30 minutes for debate.

Registration and subscription for the XXIV SOCINE Meeting are being carried out in three steps, described below:

STEP 1 – Electronic registration/re-registration of members and payment of the annual fee. Payment will be via Paypal in the member’s area of the website. Payment is mandatory for the second stage (submission of papers).

* Period of payment of the annual fee: from January 18 to April 26 (due on this day)

* Annual fee: R$ 196.00 professionals / R$ 98.00 students and professionals without a contract. Foreign members: USD$ 60 professionals / USD$ 30 students and professionals without a contract.

Payment of the annual fee is mandatory for the registration and submission of proposals for the next meeting.

STEP 2 – Electronic entry of proposals, only by the site (www.socine.org.br) and only one entry per author, even in the case of co-authorship.

* Period of registration: from March 15 to April 26.

We remind you that submissions sent by email WILL NOT BE ACCEPTED, only those submitted through the website.

STEP 3 – Payment of the registration fee for the Meeting (after disclosure of works approved). Payment will be via Paypal in the member’s area of the website. Recalling that this is a DIFFERENT payment from the previous one, regarding the annual fee. Two payments are required: first, the annual fee of the Society; second, the subscription to the Meeting.

* Period of payment of registrations:
+ First term – Term: July 5 to July 25 – R$196.00 (professionals) / R$98.00 (students/professionals without a contract). Foreign members: USD$ 60 professionals / USD$ 30 students /professionals without a contract;

+ Second term – July 26 to August 1 – R$226.00 (professionals) / R$113.00 (students/professionals without a contract). Foreign members: USD$ 70 professionals / USD$ 35 students/professionals without a contract;

 + Final deadline – August 2 to August 8 – R$ 266,00 (professionals) / R$ 133,00 (students/professionals without a contract). Foreign members: USD$ 80 professionals / USD$ 40 students /professionals without a contract;

IMPORTANT: Participants who had their work selected, but DID NOT pay the subscription, WILL NOT be able to present. If you have paid the entry and your work is not included in the program divulged, please contact the SOCINE Secretariat.

Any doubts or difficulties please address directly to the secretary’s e-mail: socine@socine.org.br

Sincerely, The Board

Dando continuidade à realização de pesquisas com nossos associados, a Socine disponibilizou o novo questionário do Censo 2021. Realizamos algumas alterações a partir de sugestões de membros da Socine, como a inclusão de uma pergunta sobre orientação sexual e da opção “Não responder” nas perguntas relacionadas a gênero, raça e orientação sexual, assim como da opção “Outro” nestas perguntas, possibilitando que preenchamos com termos mais adequados, caso as opções não nos contemplem. Também incluímos a possibilidade de preenchimento de uma segunda instituição para as pessoas vinculadas a mais de uma. Contamos com a participação de todas/os/es!
A discussão sobre o Censo de 2020 deverá acontecer ainda no primeiro semestre deste ano. Comunicaremos em breve.

Prezadas pessoas associadas,

Gostaríamos de iniciar o ano informando alguns pontos importantes sobre a atuação da Socine em 2021. Primeiro, que realizaremos o XXIV Encontro anual da Socine entre os dias 26 e 29 de outubro, de forma virtual, com apoio da ESPM. Por decisão conjunta da Diretoria e comissões organizadoras, o Encontro que aconteceria na UNILA ficou postergado para 2022, para ser realizado de forma presencial. A comissão da ESPM-Rio, cujo evento estava programado para acontecer posteriormente, aceitou organizar o Encontro remoto deste ano. Dessa forma, o XXIV Encontro será sediado virtualmente pela ESPM e o XXV Encontro será realizado na Unila em 2022. Com a mudança de instituições, um novo tema para o XXIV Encontro deve ser anunciado.

 

Gostaríamos de comunicar também que a Diretoria, junto aos Conselhos, decidiu congelar o valor da anuidade para o ano de 2021. Assim, excepcionalmente, os valores não passarão pelo reajuste anual regular. A decisão foi tomada levando em consideração o contexto de pandemia e crise no país. Os sócios podem pagar a anuidade na Área do Associado em nosso site. O valor é de R$196,00 (profissionais) e R$98,00 (estudantes e profissionais sem vínculo).

 

Está disponível o calendário 2021, que pode eventualmente sofrer alterações (caso haja ajustes, eles serão comunicados assim que possível).

Caros associados,
a partir do dia 18/12/2020 a Secretaria da SOCINE entrará em recesso e retornará às atividades em 11/01/2021. Dessa forma, não teremos atendimento via email e redes sociais neste período. Agradecemos a compreensão de todos e desejamos boas festas.

Secretaria SOCINE

24/11 – Terça-feira – 19h

Estética da Aproximação aplicada à minissérie Capitu   

Isabel Alencar de Castro

A proposta se situa entre a televisão e as artes visuais. O objeto deste olhar são duas cenas da minissérie “Capitu” (2008), de Luiz Fernando Carvalho. A metodologia é a Estética da Aproximação, de minha autoria, aplicada como análise de imagens. O objetivo foi investigar as relações entre as imagens em movimento e as artes visuais que se manifestam na estética da minissérie produzida pelo diretor. A reflexão partiu do conceito de “impureza”, segundo Badiou (2002), somado aos conceitos de “presença/ausência” e Stimmung, de Gumbrecht (2014), para, assim, configurar a proposta da Estética da Aproximação. A proposta foi constituída pelo entrelaçamento de cenas audiovisuais e pinturas associadas a elas, em que foi possível inferir uma ação construtiva comum, chamada de simetria de procedimento artístico, que gerou duas subcategorias: na cena “Espelho”, gera o “Espelhamento” e na cena “Satírico”, se refere ao “Travestimento”.

Link da live – https://youtu.be/V8v-cgUNIMs

 

25/11 – Quarta-feira – 19h

A alteridade do fantasma: a espectralidade no cinema de Pedro Costa

Bruno Carboni Gödecke / Julio Bezerra

Partindo da definição de que a alteridade é a condição do que é “outro” em relação a mim, portanto, do que é diferente, contrastante e inapreensível, a presente videoconferência buscará demonstrar como tal questão aparece no cinema de Pedro Costa, mesclada às temáticas fantasmais de seus filmes. Para abordar tais temas, convocaremos para um diálogo as reflexões de Roland Barthes e Jacques Derrida a respeito das possíveis relações espectrais estabelecidas entre observador e as imagens fotográficas e do cinema.

Link da live – https://youtu.be/PKrmCR9GzhY

 

26/11 – Quinta-feira – 19h

Cinema e crise da composição

Hermano Arraes Callou

A ideia de que um filme é um todo composto de partes em relação é uma das noções mais intuitivas da teoria e crítica cinematográfica. A razão pela qual nos acostumamos a encontrar em Griffith a origem mítica do cinema é por ele ter amadurecido uma certa maneira de analisar o todo fílmico em partes e de reconstituí-lo em uma síntese de novo nível, que reconhecemos como a forma cinematográfica de compor. O modelo compositivo do fazer cinematográfico se sustenta a despeito da ausência de consenso de onde a ação compositiva do cineasta se encontra – a montagem e a decupagem foram, certamente, suas figuras mais comuns, mas sabemos como a mise-en-scène também ocupou tal papel -, a ponto de que raramente nos interrogamos dos limites da compreensão analítica-sintética do cinema. Esta palestra pretende discorrer sobre um conjunto de tendências do cinema de vanguarda que recusou o trabalho de composição, cujos modos de fazer procedurais não configuram o que entendemos por formas de compor.

Link da live – https://youtu.be/U06H8e4VGVs

 

27/11 –Sexta-feira – 19h

Existe um Film d art brasileiro?

Sheila Schvarzman

É possível pensar no Brasil em film d’ arte como na Europa? Seriam Inocência, Guaranis, adaptações de romances históricos, peças ou óperas, obras desse gênero que buscava enobrecer o cinema? Fitas de elegia a efemérides nacionais como O Grito do Ipiranga (1917) ou   regionalismos como Um Ranchinho de Palha (1909)   podem ser acomodados nessa designação no Brasil? Não se trata de buscar o cânone, mas como serviu para realizadores afirmarem sua herança cultural e a contribuição que legavam ao país.  Rastros que demarcam diálogos culturais e sociais, tendo o filme por foco de cruzamentos com o que se via nas telas, a literatura, o teatro, a música, os livros escolares, o circo, as revistas ilustradas e as sensibilidades locais. Intermidialidades transnacionais.  Um híbrido das vivências da terra de origem e da imigração: acomodação e rejeição que se mostra, inclusive, pela ausência dos filmes, muitos destruídos pelos imigrantes que raspavam o registro para pagar dívidas com a prata.

Link da live – https://youtu.be/_j_0TguwHfw

17/11 – Terça-feira – 17h

Duplo em Dostoiévski: A questão da identidade nos filmes de Ayoade e Villeneuve     

Fabíola Paes De Almeida Tarapanoff

“Doppelgänger”. Originário da mitologia germânica, o termo significa “duplo ambulante” e refere-se a uma criatura capaz de escolher uma vítima e “copiar” suas características. No romance “”O duplo””, Fiódor Dostoiévski traz a história de Yakov Petrovich Golyadkin e o encontro com seu sósia, que deseja ter sua vida. Instigante, o tema já foi abordado no cinema por várias vezes e em duas obras recentes: “”O homem duplicado”” (2014), de Denis Villeneuve e “”O duplo”” (2015), de Richard Ayoade. A proposta é apresentar uma palestra e abrir espaço para discutir a questão do duplo no romance e como se traduz no cinema. A metodologia inclui: levantamento bibliográfico e análise semiótica e dialógica das obras. A fundamentação teórica inclui autores como José Saramago, Dostoiévski, Mikhail Bakhtin, Irene Machado, Bella Jozef, Zygmunt Bauman e Stuart Hall.

Link da live: https://youtu.be/bJESQyy5WD4

 

18/11 – Quarta-feira – 19h

Cinema no Mundo em Colapso: formando outros desejos          

Kênia Freitas / Tatiana Carvalho Costa / Janaína Oliveira / Carol Almeida

Vinculada a proposta “Cinema no Mundo em Colapso: horizontes possíveis na cultura fílmica”, questionamos as (im)possibilidades de se pensar e fazer cinema em um mundo em processo de dissolução. A constatação de que as formações tradicionais em Cinema são insuficientes para dar conta de perspectivas fora dos centramentos branco, masculino, cis e hétero normativos nos parece evidente. Interessa-nos, então, mais do que reformar ausências e invisibilidades incontornáveis, o desafio de imaginar e desejar outros paradigmas para o ensino, a pesquisa e o pensamento sobre o Cinema. No debate chamamos para a conversa as ideias de Poética Negra Feminista de Denise Ferreira da Silva, de Nova Cultura Fílmica do Girish Shambu, da Fabulação Crítica com Saidiya Hartman, do Tempo Espiralar ao lado de Leda Maria Martins e de um Cinema-Quilombo a partir de Beatriz Nascimento. Tentando imaginar com essa constelação formas mais implicadas e opacas de ensinar e aprender na relação/ralação cinema e mundo.

Link da live: https://youtu.be/j8qmf-H80Ss

 

19/11 – Quinta-feira – 19h

Cinema no Mundo em Colapso: horizontes possíveis na cultura fílmica em conversa com Girish Shambu               

Janaína Oliveira / Carol Almeida / Kênia Freitas / Tatiana Carvalho Costa / Girish Shambu 

Com tradução de Carla Maia

Vinculada à proposta “Cinema no Mundo em Colapso: formando outros desejos”, a atividade consiste em estabelecer uma conversa sobre como o repertório discursivo em torno do conceito de tradicional de cinefilia não mais consegue dar conta de tensionar pontos centrais de nossa relação afetiva com o cinema. Se de um lado temos a cinefilia tal como ela foi estabelecida a partir de uma fortuna crítica muito sedimentada por noções de autorismo e os rituais em torno da figura do “autor”, do outro, temos a provocação do crítico Girish Shambu que nos lança o termo “cultura fílmica” e, com ele, nos permite pensar em outros paradigmas fundantes do cinema. Nossa proposta consiste, realizar o debate com o crítico Girish Shambu em torno da ideia de “cultura fílmica” e o que ele tem a nos dizer sobre a imanência e transcendência das imagens, sobre o direito à opacidade nas expressões audiovisuais e sobre práticas críticas e curatoriais que se desdobram quando nos deslocamos epistemologicamente de algumas chaves de análises fílmicas.

Link da live: https://youtu.be/op_QqnL5Vk0

10/11 – Terça-feira – 19h

História e Memória Em Documentários Feministas: Realismo, Pós-Modernismo e Psicanálise

Mariana Nicotera de Souza

Proponho uma análise de documentários feministas lançados nas últimas duas décadas dentro do quadro teórico da teoria feminista de documentário sob 3 lentes: dos debates realistas/antirrealistas dos anos 1970,da historiografia, e da psicanálise. Contextualizo as abordagens desses documentários feministas em relação aos debates realistas/antirrealistas dos anos 1970 onde aponto para uma teoria que faça uma reapropriação da abordagem dualista e simplista encontrada na maioria dos trabalhos sobre documentários. Também investigo possíveis funções ideológicas das narrativas históricas, e aponto como os projetos de reconstrução do passado podem implicar desejos políticos feministas do presente. Identifico a intersecção psicológica de eventos passados e presentes mediados pela memória e outros processos psicológicos, mediado pelo próprio texto do documentário. No encontro entre o diretor e o(s) objeto(s) do filme, pretendo explorar simultaneamente a natureza concreta e abstrata do passado recuperado.

Link da live: https://youtu.be/bIBgCEVr9j4

 

11/11 – Quarta-feira – 19h

Política pública de produção audiovisual para criança e adolescente: o papel da tevê brasileira

Marcus Tavares / Regina de Assis/ Marcos Ozorio

Nos últimos 20 anos, observa-se um declínio da produção de audiovisual voltada para crianças e adolescentes no Brasil. A área é marcada, com raras exceções, por iniciativas e ações pontuais tanto das tevês comerciais quanto das educativas, públicas e estatais. Há várias explicações para este cenário que vão da falta de comprometimento do Estado e do mercado ao não reconhecimento dos direitos das crianças e dos adolescentes de terem acesso a uma mídia de qualidade. O debate não é antigo, mas ainda requer visibilidade, conscientização e garantias práticas para além dos discursos políticos, empresariais e acadêmicos. A conversa proposta visa, portanto, ampliar o diálogo e estabelecer novas reflexões, iniciativas e parcerias. Participam da discussão a consultora em Educação e Mídia, professora Dra. Regina de Assis, o professor e Me. Marcos Ozorio e o jornalista e professor Dr. Marcus Tavares.

Link da live: https://youtu.be/BLmyrmAfp_I

 

12/11 – Quinta-feira – 19h

Cineastas e imagens dos povos – de Cabra Marcado para morrer a Martírio

Leandro Saraiva

A proposta comparativa pretende analisar Martírio (Vincent Carelli, 2017)  à luz de questões suscitadas por  Cabra Marcado para morrer (Eduardo Coutinho, 1984). O foco principal é o cotejo entre as formas de objetivação, na forma do filme, da posição do realizador frente ao processo documentado: Cabra se faz a partir da fragmentação das trajetórias, e do isolamento profissional do realizador, enquanto Martírio tem como base o projeto coletivo, histórico-profético, dos Guarani Kaiowá.

Link da live:  https://youtu.be/8ywCt22D4TE

 

13/11 – Sexta-feira – 19h

O Rosto do ator e a máscara teatral – dialogo entre YAMPOLSY e os teóricos do teatro

Guryva Cordeiro Portela

Com efeitos despersonalizantes a máscara ignora o eu do ator, ignora a vaidade e exige que ele se dissipe de seus falsetes, debruçando-se na expressividade da técnica e abandonando falácias realistas. Para o ator do teatro esta perspectiva é muito clara, manifestando-se em técnicas de várias escolas de atuação e culturas. Já para a construção do ator no cinema, a forma que foi solidificada nos estilos de filmes do eixo Europa-Hollywood não permite, ou não aparenta permitir, a existência dessa técnica do jogo da máscara teatral.

Nesse sentido, esta comunicação pretende discutir e evidenciar a necessidade de uma compreensão mais apurada sobre as técnicas de atuação cinematográficas em relação as técnicas teatrais. Para ampliar esse debate, proponho o pensamento de Mikhail Yampolsky em seu livro Mask face and machine face (1988), em paralelo às técnicas do eixo asiático Kabuki e Noh, e os autores teatrais basilares, entre eles, Meyerhold, Dario Fo.

Link da live: https://youtu.be/ySnig2WexRo

Prezados (as),

Durante o primeiro semestre de 2020, a Socine solicitou a participação dos associados em uma pesquisa para compilar pela primeira vez os dados de quem compõe a Sociedade. Informações como gênero, raça, faixa etária, titulação, localização, vinculação acadêmica, entre outras, foram respondidas por 510 associados entre 03 de fevereiro e 21 de julho. A pesquisa intitulada Censo Socine 2020 está disponível em nosso site, no Menu, em Quem Somos, para consulta dos associados e da sociedade em geral. Compreendendo a importância de discutir os dados e pensar ações a partir deles, a Socine realizará uma Assembleia Extraordinária no primeiro semestre de 2021. Mais informações sobre essa assembleia serão divulgadas oportunamente no futuro. Agradecemos a todos os associados que participaram da pesquisa. Quaisquer dúvidas ou sugestões podem ser enviadas à nossa Secretaria pelo email socine@socine.org.br

Atenciosamente,

Diretoria SOCINE

03/11 – Terça-feira – 19h

Sylvio Lanna –  o cinema de invenção preservado ou deteriorado se reinventando no mundo digital

Francisco José Pereira da Costa Júnior

Entrevista com o cineasta Sylvio Lanna para percorrer sua carreira que se inicia junto ao núcleo mineiro do Cinema Marginal que se baseava no Rio de Janeiro, no final dos anos sessenta, passando pelo lançamento em 2019 do DVD de seu longa-metragem censurado pela Ditadura Militar, e finalizando com seus projetos digitais de cineclube, videoteca e filmes de celular. Versaremos sobre sua primeira produção, o curta-metragem “”O Roteiro do Gravador””, perdido na Cinemateca do MAM e refilmado no documentário “”IN MEMORIAM – O Roteiro do Gravador””, rodado em digital no ano 2019; a amizade com o cineasta paulista Andrea Tonacci que proporcionou a filmagem do longa “”Sagrada Família””; seu filme rodado no continente africano que se deteriorou e foi recuperado em parte; os anos 1980 e o retorno ao Brasil produzindo curtas em cores. Finalizaremos com a sua volta ao universo cinematográfico agora dentro da esfera digital e suas recentes parcerias, entre elas a com o cineasta e produtor Cavi Borges.

Link da live:  https://youtu.be/24g_3hDygFI

 

04/11 – Quarta-feira – 19h

De O Cangaceiro a Bacurau: quatro Nordestes e quatro Cangaços

Leandro Afonso

A proposta a seguir busca realizar uma breve análise de quatro filmes: O Cangaceiro (1953, Lima Barreto), Lampião, o Rei do Cangaço (1963, Carlos Coimbra), O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969, Glauber Rocha) e Bacurau (2019, Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles). Até que ponto podemos defender que referências além do cangaço (Dioguinho em SP, Jesuíno Brilhante no NE) chegam nos filmes? Como dialogam o professor de O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro com o de Bacurau? Em que o pernambucano Lunga, habitante de um futuro distópico, se aproxima do Lampião do paulista Coimbra? Como o mito imaginário da abertura de O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, do baiano Glauber filmando no seu estado, conversa com os outros longas? De que mais podemos falar do cangaço de Galdino Ferreira, interpretado pelo mineiro Milton Ribeiro, com seu rival na pele de Alberto Ruschel, um gaúcho – na dupla que consolidou o primeiro imaginário cinematográfico de cangaço?

Link da live: https://youtu.be/VWABrvP8PU0

 

05/11 – Quinta-feira – 19h

Dramaturgias da Memória – Da matéria bruta da experiência às simulações de si em documentários autobiográficos

Márcio Henrique Melo de Andrade

Esta palestra apresenta uma pesquisa de doutorado em torno dos atos narrativos autobiográficos nos documentários A imagem que falta (2014, Rithy Pahn), Isto não é um filme (2011, Jafar Panahi) e Elena (2013, Petra Costa). Tomando como objeto as operações entre narrativa e imagem desenvolvidas pelos cineastas, parte-se dos gêneros narrativos em sua concepção mais clássica – épico, dramático e lírico – para  pensar como os processos de criação de narrativas de si no documentário autobiográfico (SHERMAN, 1998; LANE, 2002; MACDONALD, 2013) podem levantar questões em torno dos processos, poéticas e autorias na escrita cinematográfica (SAYAD, 2008; MARAS, 2009; JOHANN, 2015). Partimos das distinções entre os modos de narrar desses três filmes para entender como os cineastas cristalizam um desejo de, ao invés de representar ‘objetivamente’ uma imagem de si, imaginar a própria interioridade. Assim, eles nos permitem pensar em como, ao nos narrar, não nos representamos, mas nos simulamos.

Link da live:  https://youtu.be/hKt-8OCE3b8

 

06/11 – Sexta-feira – 19h

Olga Preobrazhenskaya, As mulheres de Ryazan e a censura soviética

Camila Cattai de Moraes

Nossa proposta é a de apresentar o filme mais famoso da cineasta Olga Preobrazhenskaya (1881 – 1971), As mulheres de Ryazan, 1927, encomendado pelo Comitê Estadual de Cinematografia da URSS, a Sovkino em comemoração aos 10 anos da Revolução Russa. A URSS, sob o comando de Stalin, encomendou seis filmes de diferentes cineastas para que fossem exaltados o Estado soviético e a Revolução. Das seis obras, Preobrazhenskaya foi a única cineasta que encontrou problemas no lançamento de seu filme que foi censurado e lançado meses mais tarde, com alterações na montagem. O motivo da censura foi o de que a obra não exaltava da maneira esperada o papel do Estado na vida da mulher camponesa. Preobrazhenskaya em 1927 já havia dirigido seis filmes e pelo menos um deles já havia sofrido censura em seu lançamento. A cineasta até o lançamento da obra de 1927 era considerada uma cineasta de filmes infantis e a obra em questão foi a primeira oportunidade de Olga para lançar filmes para o público geral.

Link da live: https://youtu.be/QZb6f9PUjuQ

CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

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