A SOCINE (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) repudia com veemência a conduta e o discurso do então secretário especial da Cultura do atual governo federal, que citou o então ministro da propaganda do governo nazista em pronunciamento publicado em 16/01/2020.

Esse tipo de discurso, criminoso e inaceitável, tenta associar ao âmbito da arte – reino por excelência da pluralidade e da liberdade – um pensamento e uma prática pautados pela intolerância e pelo autoritarismo.

Atos dessa natureza devem ser execrados e devidamente punidos a fim de que não se tornem prática corrente devido à sua banalização em tempos de retrocesso e obscurantismo.

A exoneração do secretário não é suficiente se o programa de fomento à cultura lançado por ele, construído com bases de inspiração declaradamente nazi-fascista, não for também revisto e reelaborado de acordo com os princípios democráticos e humanitários que devem reger qualquer política pública cultural.

A diretoria

Cinema e Educação

Resumo

    Esta re-proposição emerge do fortalecimento e proliferação de práticas e pesquisas em torno da pedagogia das imagens, que atravessam diferentes áreas do conhecimento, territórios plurais, saberes diversos e tem estado presente nos encontros do seminário de Cinema e Educação do último biênio. Cinema e educação são expansões para além da escola, para além da projeção em sala escura. Cinema e educação se aproximam pelo que potencializam na criação de processos subjetivos, convocando sempre um gesto ético, estético e político. Isso porque a política se ocupa do que nos afeta, de como sentimos e do que pode ser experimentado, logo, de modos de ser e viver, de construção de relações e subjetividades. Neste sentido, o seminário visa potencializar o intercâmbio de trabalhos, práticas, experimentações com as imagens, com metodologias e dispositivos de engajamento consigo e com o real, formativas de singularidades, inventivas de mundos.

Introdução

    O entendimento de que a imagem é um modo de pensamento e veículo de uma inteligência sempre esteve presente na teoria do cinema. O cinema pensa o mundo. E nessa afirmativa talvez esteja a central justificativa para a realização de um seminário de trabalho na relação entre cinema e educação.
    Tomamos o pensamento não como um atributo mental, mas sensível, que atravessa o corpo. Poderíamos dizer que esse conhecimento que se corporifica é uma experiência, uma sabedoria que não se dá na lógica da razão, da consciência, mas de uma herança cultural. No entanto, desde a modernidade Benjamin já alertava para um outro tipo de experiência que o autor denomina como vivência, distanciando-se da anterior, que é baseada nas narrativas tradicionais e na oralidade (BENJAMIN, 2012).
    Nas vivências contemporâneas predominam a fragmentação e a instantaneidade, tendo como consequência o desconhecimento de nossas histórias, de nossas imagens, de nossa produção cultural e cinematografia, ou seja, de nossa memória (DUARTE, 2009). Como atuar com cinema e educação nesse contexto?
    Entendemos aqui o cinema e a educação em sentido amplo. O cinema não está restrito à arquitetura da sala escura, ele transita alterando os modos habituais de ser espectador, transformando a ambiência e as relações do espaço aonde chega. Hoje, com o maior acesso a dispositivos móveis de comunicação e funções audiovisuais, todos somos potenciais produtores de imagens. Cinema é um encontro, é um dispositivo, é memória.
    A educação igualmente não se limita aos muros das escolas e instituições formais de ensino, se apresenta para nós como uma experiência fundamentalmente de possibilidade de afirmação da igualdade entre os sujeitos, suas inteligências e potências de aprendizagem, tal como a experiência do cinema (RANCIÈRE, 2011).
    Ao longo dos últimos anos o Seminário vem reunindo trabalhos que permitem pensar de que maneira o cinema atravessa processos subjetivos, convocando sempre um gesto ético e político a cada exibição de filmes ou produção de imagens. São comunicações que se aproximam metodologicamente na hipótese de uma pedagogia das imagens e/ou da autonomia e emancipação, por meio da criação com o cinema, afirmando singularidades e diversidades (FREIRE, 1996).
    Portanto, é fundamental darmos continuidade às reflexões sobre os trabalhos com imagens e sons que tocam estudantes de níveis e cursos variados, indígenas, trabalhadores do campo, comunidades quilombolas; e que articulem estratégias para a implementação da lei 13.006 acerca do cinema nacional na Educação Básica, bem como as ações na educação não-formal, instituições ligadas à saúde pública e de centros culturais. O Seminário é um ponto de encontro das práticas e saberes para o desenvolvimento da Rede KINO (Rede Latino Americana de Educação, Cinema e Audiovisual).
    É na articulação e indissociabilidade dos domínios pedagógicos, estéticos e políticos, com a imagem para além da sala de aula, que se encontra nossa defesa deste Seminário.

Objetivo

    ● Manter-se como um seminário de referência para metodologias, análises, práticas e experimentações com cinema e audiovisual em contextos ampliados de educação e pedagogias;
    ● Construir uma rede de intercâmbio e aprendizagem com cineastas, pesquisadores, professores, educadores audiovisuais que atuam em diferentes territórios com o cinema, atravessados pela pedagogia das imagens, com metodologias e dispositivos de engajamento consigo e com o real, formativas de singularidades, inventivas de mundos;

    ● Contribuir para consolidação das pesquisas e práticas em cinema-educação no Brasil e na América Latina, especialmente, no cruzamento dos caminhos da Rede KINO (Rede Latino Americana de Educação, Cinema e Audiovisual).

Aspecto

    A multiplicidade dos meios de produção, distribuição e circulação audiovisual na sociedade moderna contribuíram para a expansão do “objeto cinema”, fazendo com que não tenhamos uma única definição do que outrora reconhecíamos como “sétima arte”. Amount e Marie (2012) propõem algumas: substituto do olhar; linguagem; escrita; pensamento; manifestação de afeto; simbolização do desejo; arte. Dentre estas, Fresquet (2013) aponta que a perspectiva do cinema como arte é a mais ausente no campo da educação.
    Nesse contexto, Bergala (2008), crítico, produtor e professor de cinema, na condição de consultor de um projeto de educação artística e cultural para as escolas francesas no início dos anos 2000, propôs uma metodologia para aprendizagem do cinema focada no gesto de criação. A “pedagogia da criação” de Bergala conjuga um olhar de espectador para as imagens em movimento juntamente com a análise criativa do que se vê. Trata-se de estabelecer uma relação estética com o filme compartilhando não apenas as emoções de personagens, mas as de seu criador, o que favorece a abordagem do filme como um processo de criação quando se contempla e quando se cria.
    É preciso reconhecer as contribuições que a metodologia da pedagogia da criação e seus principais dispositivos tiveram para a área de Cinema-Educação no Brasil, no desenvolvimento de variados grupos de pesquisa, práticas, oficinas etc. As proposições e provocações de Bergala, impulsionaram novos dispositivos criados por professores, oficineiros, pesquisadores. E novas perspectivas de diálogo também.
    A metodologia de Bergala para o cinema, por exemplo, encontra pontos de convergência nos estudos e propostas brasileiras de arte/educação, especialmente no que tange à Abordagem Triangular de Barbosa (2012) e às ações de ver, contextualizar e fazer. Ainda que com diferentes nomes, proporcionar momentos de visualização/apreciação, leitura/análise e fazer/criação são etapas presentes nas duas propostas. Em ambos os casos, a percepção da imagem (fixa ou em movimento) e a experiência de seu fazer são possibilidades de experiências formativas estéticas.
    Seguindo o movimento dessa tríade de ações com a criação/cinema/educação, vale destacar, não exaustivamente, mas para fins de análise, três perspectivas de desdobramentos dos trabalhos em cinema-educação atualmente, que conectam os trabalhos dos coordenadores proponentes deste seminário e também grande parte das pesquisas na área: 1) a exibição; 2) o fazer cinematográfico; 3) a pesquisa.
    Em primeiro lugar, podemos falar do acontecimento fílmico. Da experiência de sua exibição na construção de uma comunidade de cinema, quando pensamos em termos de curadoria do que exibimos, e de que ordenamentos do espaço e do tempo os filmes nos oferecem. Um olhar neste sentido aponta uma abordagem pedagógica da experiência do ver junto e o que ela envolve em termos de partilhar um sensível comum, formação de um novo sensorium, experiência potencialmente capaz de criar novos afetos, novos corpos, destruir modelos de verdade e construir novas verdades. Como diria Chimamanda Adichie, contrapondo-se ao perigo da história única (2009). Assim, aquilo que se exibe e a experiência de ver é em si uma dimensão política, educativa, formativa, porque construtora de subjetividade (DELEUZE, 2005; SAFATLE, 2015).
    No caso das oficinas e/ou projetos que desenvolvem práticas de criação com as imagens em movimento destacamos uma abordagem do fazer cinema e o que ela envolve em termos de pessoas e mundos que foram invisibilizados e que podem ou não serem vistos, histórias que foram deturpadas e podem ou não serem contadas, imaginários e realidades a serem forjadas, subjetividades que se agenciam e que se afirmam nesse fazer na criação de uma educação/de um cinema contra hegemônico, decolonial, transgressor, feminista (hooks, 2013).
    No último caso, o que tem acontecido é um número crescente de trabalhos que no contato cinema-educação, adotam um fazer cartográfico, tal como no documentário, no risco do real, na tentativa de se aproximar da relação cinema-educação além da perspectiva recognitivista da aprendizagem – que não é da ordem da causa-efeito, sujeito-objeto, mas de afetações em processos imprevisíveis, que o exercício cartográfico tem se mostrado o mais apropriado (MIGLIORIN, 2015; KASTRUP, PASSOS, 2012).
    Assim, em uma abordagem “teleológica” das metodologias, arriscamos dizer que a pesquisa em educação tem aprendido muito com o cinema e os cineastas, assim como o cinema e os cineastas têm aprendido com educadores audiovisuais de variadas áreas, no que se refere a ousadia, autonomia, valentia nos modos “marginais” de realização cinematográfica, que abrem processos subjetivos até então estagnados, na desconstrução e decolonização do pensamento, das imagens, “ficções visionárias”, de um modo “certo” de realizar e construir conhecimento com o cinema, alternativas, perturbações, fabulações de outro mundo possível (MOMBAÇA, 2017).

Bibliografia

    ADICHIE, Chimamanda. O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

    AUMONT, J. & MARIE, Michel. Dicionário teórico crítico de cinema. 5˚ edição, Campinas, SP: Papirus, 2012.

    BARBOSA, A. M. A imagem no ensino da arte. São Paulo: Perspectiva, 2012.

    BENJAMIN, Walter. Magia e Técnica, arte e Política. São Paulo: Brasiliense, 2012.

    BERGALA, Alain. A Hipótese-Cinema: pequeno tratado de transmissão do cinema dentro e fora da escola. Rio de Janeiro: Booklink; CINEAD-LISE-FE/UFRJ, 2008.

    DELEUZE, Gilles. A imagem-tempo. Tradução de Eloisa de Araujo Ribeiro. São Paulo: Brasiliense, 2005.

    DUARTE, Rosália. Cinema e Educação. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009.

    FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

    FRESQUET, A. Cinema e Educação: reflexões e experiências com estudantes de educação básica, dentro e “fora” da escola. 1˚ edição, Rio de Janeiro: Autêntica, 2013.

    hooks, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2013.

    KASTRUP, V.; PASSOS, E. Pistas do método da cartografia: pesquisa intervenção e produção da subjetividade. Porto Alegre: Sulina, 2012.

    MIGLIORIN, C. Inevitavelmente cinema: educação, política e mafuá. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2015.

    MOMBAÇA, Jota. Rumo à uma redistribuição desobediente de gênero e anticolonial da violência. São Paulo: Fundação Bienal (32a. Bienal de São Paulo Incerteza Viva) e OIP oficina imaginação política, 2017.

    RANCIÈRE, Jacques. O Mestre ignorante: cinco lições sobre a emancipação intelectual. Belo Horizonte, Autêntica editora, 2011.

    SAFATLE, Vladimir. Circuito dos Afetos: Corpos políticos, Desamparo, Fim do Indivíduo. São Paulo: Cosac Naify, 2015.

Coordenadores

    Fernanda Omelczuk Walter
    Ana Paula Nunes
    Clarisse Maria Castro de Alvarenga

 

Após discussões, a Diretoria e os Conselhos Deliberativo e Fiscal e Comitê Científico da SOCINE definiram as principais datas para este ano. O XXIV Encontro SOCINE acontecerá de 6 a 9 de outubro de 2020 na Unila, em Foz do Iguaçu. Confira o calendário das atividades de 2020:

  1. Prazo do pagamento da anuidade para Coordenadores de Seminário Temático: 06 de janeiro (segunda-feira) a 19 de janeiro (domingo): R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo);

  1. Prazo do pagamento da anuidade para Coordenadores de Seminário Temático (suplentes): 20 de janeiro (segunda-feira) a 26 de janeiro (domingo);

  1. Prazo inicial do pagamento da anuidade: 03 de fevereiro (segunda-feira);

  1. Prazo final do pagamento da anuidade: até 04 de maio (segunda-feira);

  1. Submissão de propostas: até 04 de maio (segunda-feira);

  1. Divulgação propostas selecionadas: 29 de junho (segunda-feira);

  1. Período pagamento:

 1º. Prazo: 29 de junho a 19 de julho – R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo);

2º. Prazo: 20 de julho a 02 de agosto – R$226,00 (profissionais) / R$113,00 (estudantes/profissionais sem vínculo);

Prazo final: 03 de agosto a 09 de agosto  – R$266,00 (profissionais) / R$133,00 (estudantes/profissionais sem vínculo).

  1. Divulgação programação: 07 de setembro (segunda-feira);

  1. Inscrição de ouvintes: 07 de setembro a 06 de outubro;

  1. XXIV SOCINE– Unila (Foz do Iguaçu): 06 a 09 de outubro;

  1. Assembleia: 09 de outubro;

  1. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos do XXII EncontroSOCINE:  até 13 de dezembro.

Prezados,
Segue abaixo a lista dos Seminários Temáticos aprovados para o triênio 2020-2022. Devido ao grande número de Seminários propostos, 22 no total, o Conselho da SOCINE endossou a aprovação de 16 Seminários, ao invés dos 14 informados originalmente na chamada, levando em consideração que as próximas sedes comportam o aumento de STs. Importante frisar que o acréscimo de STs não diminui o espaço das outras modalidades, pois os STs continuarão correspondendo a 50% do evento, tendo sua ampliação gerado mais espaço para as outras modalidades também.
Os pareceres estarão disponíveis aos proponentes. Dois STs foram selecionados como suplentes e serão informados de sua colocação na suplência.
Para confirmação do ST, os coordenadores dos STs selecionados terão de pagar a anuidade de 2020 entre 06/01/2020 e 19/01/2020. Caso um/a coordenador/a de um ST selecionado não realize o pagamento da anuidade no prazo acima indicado, será convocado um ST suplente (que tiver sido aprovado, mas não contemplado dentro do número possível) e os coordenadores terão o prazo de 20/01/2020 a 26/01/2020 para realizar o pagamento da anuidade de 2020.

Seminários Temáticos (2020-2022) (em ordem alfabética)
Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados
Cinema Comparado
Cinema e Educação
Cinema experimental: histórias, teorias e poéticas
Cinema no Brasil: a história, a escrita da história e as estratégias de sobrevivência
Cinemas mundiais entre mulheres: feminismos contemporâneos em perspectiva
Cinemas negros: estéticas, narrativas e políticas audiovisuais na África e nas afrodiásporas
Cinemas pós-coloniais e periféricos
Estética e plasticidade da direção de fotografia
Estética e teoria da direção de arte audiovisual
Estilo e som no audiovisual
Estudos de Roteiro e Escrita Audiovisual
Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil
Montagem Audiovisual: Reflexões e Experiências
Outros Filmes
Teoria de Cineastas

Diretoria

  • Angela Freire Prysthon (UFPE) – Presidente
  • Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – Vice-presidente
  • Cristian da Silva Borges (USP) – Tesoureiro
  • Fernando Morais da Costa (UFF) – Secretário Acadêmico

 

Conselho Deliberativo

  • Marcel Vieira Barreto Silva (UFPB)
  • Mariana Baltar (UFF)
  • Karla Holanda (UFF)
  • Sheila Schvarzman (UAM)
  • Denise Tavares da Silva (UFF)
  • Osmar Gonçalves dos Reis Filho (UFC)
  • Patrícia Moran Fernandes (USP)
  • Pedro Maciel Guimarães Junior (UNICAMP)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
  • Milena Szafir (UFC)
  • Jamer Guterres de Mello (UAM)
  • Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
  • Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
  • Lisandro Nogueira (UFG)

 

Representantes discentes

  • Wendell Marcel Alves da Costa (UFRN)
  • Marcela D. de Oliveira Soalheiro Cruz (PUC-Rio)

 

Conselho fiscal

  • Suzana Reck Miranda (UFSCAR)
  • Hadija Chalupe da Silva (UFF)
  • Luiz Augusto Coimbra de Rezende Filho (UFRJ)

 

Comitê Científico

  • Cezar Migliorin
  • Alessandra Brandão
  • Denize Araújo
  • Bernadette Lyra
  • Maria Helena Costa
  • Luciana Correa de Araujo

 

Caros associados,

Estará aberta nesta segunda-feira, 21 de outubro de 2019, até o dia 18 de novembro de 2019, a chamada para proposição ou reproposição dos Seminários Temáticos para o triênio 2020-2022 da SOCINE.

Lembramos que, de acordo com decisão de Assembleia Geral da Socine (2019), ficou estabelecido que os Seminários Temáticos teriam APENAS nesta seleção um prazo de três anos, com nova proposição/reproposição em 2022, com o objetivo de deslocar os períodos de proposição para não coincidirem com as eleições para Diretoria e Conselhos.

Para inscrever a proposta basta entrar com a senha no PAINEL DO ASSOCIADO e no Menu inicial clicar em ENCONTRO, do lado esquerdo da tela, e em seguida aparecerá a opção PROPOSTA DE SEMINÁRIO. Um dos coordenadores submete a proposta e os outros dois podem assinar clicando na opção “Incorporar-se à proposta”.

As diretrizes para proposição e reproposição de Seminários Temáticos para os Encontros anuais de 2020, 2021 e 2022 são:

 

  1. Quem pode propor

Cada seminário proposto deve contar com a assinatura de três coordenadores doutores de diferentes Instituições de Ensino Superior e/ou de pesquisa e que tenham apresentado trabalho em, no mínimo, dois encontros da SOCINE. Membros da Diretoria, Conselhos Deliberativo e Fiscal e Comitê Científico não podem propor Seminários.

Para confirmação do ST, os coordenadores dos STs selecionados terão de pagar a anuidade de 2020 entre 06/01/2020 e 19/01/2020. Caso um/a coordenador/a de um ST selecionado não realize o pagamento da anuidade no prazo acima indicado, será convocado um ST suplente (que tiver sido aprovado, mas não contemplado dentro do número possível) e os coordenadores terão o prazo de 20/01/2020 a 26/01/2020 para realizar o pagamento da anuidade de 2020.

 

  1. Natureza do Seminário Temático

Os Seminários Temáticos são espaços para reunião de pesquisadoras e pesquisadores interessados por determinado tema do cinema e/ou do audiovisual, por um tempo definido.

 

  1. Número de Seminários Temáticos por Encontro

Após discussão, o Conselho Deliberativo decidiu manter o número de 14 STs.

 

  1. Tempo de duração dos Seminários Temáticos

Os STs terão duração de 3 anos (apenas na seleção deste ano)

 

  1. Reproposição de Seminários

Os STs poderão ser repropostos até 2 vezes, perfazendo o máximo de 6 anos (devido a mudança aprovada para essa seleção, alguns STs poderão vir a completar 7 anos). A cada reproposição devem se modificar pelo menos dois coordenadores, observando os critérios do item 1.  A partir da primeira reproposição deverá haver diversidade regional com representação de pelo menos 2 regiões.

 

  1. Apresentação de Propostas

As propostas de Seminários Temáticos devem acompanhar as seguintes indicações:

Título (até 100 caracteres); resumo curto (até 1.000 caracteres);  Introdução /Justificativa (até 3.000 caracteres); Objetivos (até 1.000 caracteres); Aspectos teórico-metodológicos (até 5.000 caracteres); Referências bibliográficas (entre 10 e 15 referências) e mini-currículo de cada coordenador (1000 caracteres). Em caso de reproposição, relato do último biênio.

 

  1. Avaliação – Procedimentos técnicos
  2. Em um primeiro momento, a secretaria acadêmica verificará se todos os requisitos formais foram atendidos. O não atendimento a esses quesitos acarreta a inabilitação da proposta.
  3. Em seguida, as propostas formalmente habilitadas serão encaminhadas para avaliação por uma comissão composta por membros do Conselho Deliberativo e do Comitê Científico. Essa comissão, composta por cinco pessoas, avaliará todas as propostas.
  4. A seleção realizada pela Comissão será ratificada pela Diretoria, Conselhos Deliberativo, Fiscal e Comitê Científico.

 

  1. Avaliação – Critérios

Os critérios de avaliação abaixo listados visam situar os cinco integrantes da comissão sobre o Seminário Temático proposto. Para efeitos de avaliação a proposta deverá contemplar os seguintes critérios:

  1. Indicar a articulação pré-existente entre as pesquisas dos proponentes;
  2. Indicar a rede de pesquisadores que se imagina compor no Brasil e fora, a partir do seminário.
  3. Indicar o potencial de nucleação e construção de redes.
  4. Situar a contribuição do ST para o(s) campo(s) de conhecimento, em termos teóricos, metodológicos e analíticos.
  5. Justificar a singularidade da proposta em relação ao campo do conhecimento.
  6. Situar a proposta apresentada em relação às pesquisas existentes.
  7. Indicar hipóteses sobre a importância do seminário para a pesquisa proposta;
  8. Mostrar coerência dos objetivos com a proposta geral do ST;

 

– Para a reproposição do STs serão ainda considerados os relatórios anuais dos dois últimos anos a serem anexados à proposta.

 

  1. Relatório Anual

Os coordenadores devem apresentar um relatório sobre a dinâmica dos STs nos últimos dois anos, discriminando número de inscritos a cada ano, número de trabalhos aprovados, vinculação institucional, titulação dos participantes e vinculação regional. Estes dados devem ser solicitados à Secretaria da SOCINE e posteriormente anexados a proposta de reproposição. Para a reproposição do STs, estes dados quantitativos sobre os últimos anos podem ser utilizados a título de desempate.

 

A lista final de STs aprovados será divulgada no dia 16 de dezembro de 2019.

 

Conforme indicado acima, em janeiro os coordenadores dos STs aprovados terão de realizar o pagamento da anuidade de 2020 para confirmação do ST. O não pagamento de um coordenador gera a exclusão do ST da lista de aprovados e um ST suplente será convocado, tendo os coordenadores deste um prazo para o pagamento da anuidade para confirmação do Seminário.

Buenas noches, Boa noite, Mba’eichapa nde pyhare! Como nosotros hablamos en la frontera com nuestro imperfecto portunhol que mescla esta linguagem selvática entre o guarani, o português e o castelhano.

Queremos convidar todas/os a fazer uma reflexão do porquê é importante neste momento histórico fazermos o Encontro da Socine na Universidade Federal da Integração Latino-Americana, a UNILA, na região da fronteira, onde de um lado temos a imponência das Cataratas do Iguazu – cenário dos filmes A Missão, Happy Together, Pela Janela, La Embrujada, e tantos mais -, e o Rio Iguazu, e do outro lado temos o grande Rio Paraná na fronteira com o Paraguai. Por ali também é possível contemplarmos o encontro dos dois rios.

Mas por que a UNILA?

Neste exato momento, no Equador, vivemos uma insurreição popular, quando os movimentos indígenas desceram das montanhas, dos seus pueblitos na beira do que um dia foi um vulcão, e organizados em caminhões e ônibus chegam à cidade de Quito para dizer não ao capital, para dizer não à mão sangrenta do Fundo Monetário Internacional que apunhala as veias abertas da América Latina. Ele sabem da necessidade de lutar pela soberania de seu povo. Alguns destes indígenas possivelmente podem ser pais, mães, parentes de nossos estudantes da UNILA, que vindos de tantos outros países da América Latina e do Caribe, ao chegar à UNILA muitas vezes falam mais aimara, quéchua, creolé e guarani do que propriamente o castellano e o português.

Fazer a Socine na UNILA é entender que do outro lado da fronteira encontramos o Paraguai, um país destruído pela Grande Guerra (eles não gostam que chamamos de Guerra do Paraguai, a guerra nunca foi deles, sempre foi da Argentina, do Brasil, do Uruguay e do imperialismo que massacrou e assassinou praticamente todos os homens daquele país). É o país reerguido pelas mãos das mulheres e que infelizmente também viveu a maior ditadura da América Latina sob o comando do ditador Strossner (homenageado por Bolsonaro recentemente em Foz do Iguaçu), um ditador que enterrava suas vítimas mortas nos porões da própria casa. O Paraguai é um país que até hoje não tem nenhum curso de Cinema e Audiovisual em uma universidade pública e que só recentemente, em 2018, aprovou sua Ley de Cine depois de incansáveis esforços dos cineastas, gestores e entidades daquele país.

Fazer a Socine na UNILA é entender que estamos a 20 minutos também da Argentina, este país que 1918 teve uma insurgência estudantil, a Reforma de Córdoba, quando os estudantes, entusiasmados pelo momento histórico pós Revolução Russa e pós Revolução Mexicana, entenderam que era preciso avançar na defesa da universidade pública e da sua autonomia e construir uma sociedade mais justa para além dos muros da universidade, na perspectiva de reconhecer toda classe trabalhadora, que em sua maioria sempre esteve e segue fora dos muros da nossa universidade.

A UNILA nos lembra o tempo todo que também vem de Cuba os brados de um povo revolucionário que há 60 anos tomou as rédeas da sua história e fez com que a ilha pudesse ser um respiro de outra humanidade não só pautada pelo capital, ali foi criada a Escuela Internacional de Cine e Television, onde Gabriel Garcia Marquez, Fidel Castro e Fernando Birri manifestaram também suas utopias no/pelo cinema. Nos lembra que foi o Haiti, este país negro, um dos primeiros a lutar pela sua independência. A UNILA nos lembra todos os dias que desde o Chile o neoliberalismo aprofunda as mazelas de um povo que hoje já não conta mais com previdência, educação e saúde pública. A UNILA nos lembra todos os dias que a soberania do povo venezuelano é permanentemente ameaçada pelo imperialismo e sua ambição pelo ouro negro do mundo, o petróleo. A UNILA é um lugar que nos provoca todos os dias a sairmos das nossas posições confortáveis e privilegiadas da docência, da pesquisa, da extensão, nos provoca a entender que ao rompermos com a perspectiva eurocêntrica de mundo, também precisamos construir novas epistemologias, novas estratégias de resistência e, neste sentido, nos provoca todo tempo a buscar horizontes revolucionários para um mundo sem machismo, sem exploração do homem pelo homem, sem racismo, sem lgtefobia, sem todas as formas de preconceito e de opressão. A UNILA nos faz todos os dias lembrar que precisamos entender que a arte, a ciência, a filosofia é o que nos permite caminhos utópicos de liberdade.

A cidade de Foz do Iguaçu e a região também carregam profundas cicatrizes no território. Uma região que faz parte do que um dia foram os 30 povos guaraníticos que resistiram aos bandeirantes e que abriram parte do caminho Peabiru que ligava um oceano ao outro. Estamos sobre o aqüífero guarani, em meio a uma vasta extensão de Mata Atlântica, uma região em que as Sete Quedas foram caladas pela construção de uma das maiores obras da engenharia do mundo, a Itaipu. Vale lembrar que esta construção não se deu sem derramar sangue indígena, sem traumatizar muitas de suas gentes arrancadas de suas terras (mas também por lá não se gosta de falar sobre o assunto, de se rememorar os traumas desta época).

Mas é também uma região que acolhe uma das maiores comunidades árabes do mundo, além de muitas outras etnias. Foz do Iguaçu e a região da fronteira nos lembram todos os dias que são as mulheres paseras, laranjas, empregadas domésticas, comerciantes que carregam um mundo nas costas e que cruzam a fronteira carregando também sonhos, elas estão nas lendas e nos imaginários. Afinal, não sei se vocês sabem, mas as Cataratas do Iguaçu são de Naipi uma bela indígena caiguangue que ali resguarda o cair de suas águas. Já o Rio Paraná é resguardado pelo olhar de Jupira, uma indígena do povo acarayense que desde a Ilha Acaray olha todos os dias para a Ponte Internacional da Amizade.

Vamos parando por aqui por que não nos faltam motivos para conquistar suas mentes e corações e sensibilizá-los para estar na UNILA no ano que vem. Venham uns dias antes, ou então permaneçam uns dias depois, por que além de todas as inquietações que nos movem em nossas pesquisas, além dos karaokês nacionais e internacionais que lhes proporcionaremos, também há muito que se conhecer pela fronteira. E nós generosamente queremos acolhê-los num pequeno/grande pedaço e abraço de nossa América Latina…nessa América Latina que nos escancara todos os dias que o Brasil também é parte deste continente. E não poderíamos deixar de dizer, mesmo com todas as críticas que lhe sejam possíveis, que a UNILA foi criada e sonhada pelo nosso ex-presidente Luiz Ignácio Lula da Silva e por isso também, fazer a Socine na UNILA é seguirmos denunciando que Lula é um preso político! Nós esperamos vocês na UNILA em 2020.

Fran Rebelatto

Prezados e prezadas,
Estamos preparando a publicação dos anais do XXIII Encontro SOCINE, realizado de 08 a 11 de outubro de 2019 na UNISINOS, em Porto Alegre. Os resumos de todos os trabalhos aprovados para o Encontro serão incluídos nos anais digitais, publicados em nosso site. Já para a publicação dos textos completos, convidamos a todos que apresentaram trabalho que enviem seus textos, de acordo com as normas de publicaçãoaté as 23h59min do dia 06 de dezembro de 2019, exclusivamente para o e-mail anais@socine.org.br.

Esclarecemos que textos fora das normas não serão publicados e não haverá nova chamada para correção ou adequação e que apenas trabalhos efetivamente apresentados podem ser enviados. Na página das normas de publicação é possível baixar o documento modelo, no qual deve ser inserido seu texto seguindo as normas indicadas.

Lembramos que o envio não é obrigatório, e não impossibilita a publicação do artigo em outros periódicos desde que sejam feitas alterações.

Todos os envios terão confirmação de recebimento. Caso não receba a confirmação em alguns dias, entre em contato com a secretaria através do e-mail socine@socine.org.br. Após o prazo final, não aceitaremos mais pedidos de inclusão de trabalho.

A publicação está prevista para fevereiro de 2020 e contará com número de registro (ISBN).

Na última sexta-feira, dia 11/10, a Comissão Eleitoral divulgou durante a Assembleia Ordinária o resultado das Eleições para o Biênio 2019-2021. Segue abaixo (os eleitos estão em negrito):

 

Total de votantes: 271 sócios

Diretoria

Em branco
24 votos – 8,9%

Presidente – Cristian Borges (USP)
Vice-Presidente – Ramayana Lira de Sousa (UNISUL)
Secretária – Amaranta Cesar (UFRB)
Tesoureira – Gabriela Machado Ramos de Almeida (UniRitter)
247 votos – 91,1%

Conselho deliberativo

Em branco
2 votos – 0,7%

1º Mariana Baltar Freire (UFF)
182 votos – 67,2%

2º Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
135 votos – 49,8%

3º Rafael de Luna Freire (UFF)
127 votos – 46,9%

4º Eduardo Tulio Baggio (Unespar)
125 votos – 46,1%

5º Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
123 votos – 45,4%

6º Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)
122 votos – 45,0%

7º Milena Szafir (UFC)
118 votos – 43,5%

8º Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
112 votos – 41,3%

9º Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
103 votos – 38,0%

10º Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
102 votos – 37,6%

11º Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
100 votos – 36,9%

12º Edileuza Penha de Souza (UnB)
99 votos – 36,5%

13º Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
99 votos – 36,5%

14º Rogerio Ferraraz (UAM)
99 votos – 36,5%

15º Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
99 votos – 36,5%

16º Julio Carlos Bezerra (UFMS)
98 votos – 36,2%

17º Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
97 votos – 35,8%

18º Lisandro Nogueira (UFG)
94 votos – 34,7%

19º Patricia Rebello da Silva (UERJ)
92 votos – 33,9%

20º Maria Leite Chiaretti (USP)
84 votos – 31,0%

21º João Vitor Resende Leal (Fapcom)
38 votos – 14,0%

OBSERVAÇÃO: O candidato Jamer Guterres de Mello (UAM) teve 114 votos (42,1%), ficando assim em 8º, no entanto, desistiu da vaga devido ao convite para coordenar um Seminário Temático a ser reproposto (com o novo formato de ST aprovado, membros do Conselho e Diretoria não podem propor/repropor ST). O resultado acima já considera isso.

Representantes discentes

Em branco
30 votos – 11,1%

1º Ana Caroline de Almeida Doutoranda/PPGCOM – UFPE
195 votos – 72,0%

2º Jocimar Soares Dias Junior Doutorando/PPGCine – UFF
122 votos – 45,0%

3º Esmejoano Lincol da Silva de França Mestrando/PPGCOM – UFPB
115 votos – 42,4%

Conselho fiscal

Em branco
30 votos – 11,1%

1º Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
142 votos – 52,4%

2º Fábio Raddi Uchôa (UTP)
110 votos – 40,6%

3º Miriam de Souza Rossini (UFRGS)
105 votos – 38,7%

4º Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
102 votos – 37,6%

5º Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
98 votos – 36,2%