A SOCINE (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) repudia com veemência a conduta e o discurso do então secretário especial da Cultura do atual governo federal, que citou o então ministro da propaganda do governo nazista em pronunciamento publicado em 16/01/2020.

Esse tipo de discurso, criminoso e inaceitável, tenta associar ao âmbito da arte – reino por excelência da pluralidade e da liberdade – um pensamento e uma prática pautados pela intolerância e pelo autoritarismo.

Atos dessa natureza devem ser execrados e devidamente punidos a fim de que não se tornem prática corrente devido à sua banalização em tempos de retrocesso e obscurantismo.

A exoneração do secretário não é suficiente se o programa de fomento à cultura lançado por ele, construído com bases de inspiração declaradamente nazi-fascista, não for também revisto e reelaborado de acordo com os princípios democráticos e humanitários que devem reger qualquer política pública cultural.

A diretoria

Outros Filmes

Resumo

    O seminário temático propõe refletir sobre os “outros filmes”, os filmes que a crítica e as histórias de cinema canônicas (centradas no filme de autor, na ficção e em formatos de longa-metragem) têm deixado à margem. Entre eles, encontramos o filme de “utilidade” (institucional, turístico, didático, publicitário), o filme amador e doméstico e os chamados filmes “efêmeros” e filmes “órfãos”. Tendo em vista que a maior parte dessa produção acaba por sobreviver em arquivos, interessa-nos também discutir o próprio espaço do arquivo audiovisual e os percursos migratórios das imagens. Como se constitui um arquivo de imagens em movimento? Qual a relação entre o arquivo e a criação de novos filmes? Como desenvolver e aplicar teorias e metodologias que nos ajudem a interrogar a produção, circulação e sobrevivência das imagens não canônicas do cinema?

Introdução

    O grupo de trabalho Outros Filmes foi originalmente criado em 2013 no âmbito do Encontro da Associação dos Investigadores da Imagem em Movimento (AIM) de Portugal. Desde então, o grupo acontece anualmente e vem constituindo uma rede de pesquisadores (espalhados em países como Portugal, Brasil, Itália, Espanha e França) interessados pela investigação dos filmes não canônicos. Em 2016, as então coordenadoras do GT editaram um dossiê temático na revista portuguesa de cinema Aniki, onde foram apresentados os resultados alcançados nos primeiros três anos do grupo. Nesse dossiê, foi proposto também um debate teórico em torno do campo que identificamos como “outros filmes”.
    O termo “outros filmes” foi pensado para designar objetos e pesquisas que não compartilham do cânone das histórias de cinema, tradicionalmente centradas no cinema de autor, na ficção e nos formatos em longa-metragem. Em outras palavras, os “outros filmes” “são filmes que não são filmes ou na expressão original not-a-movie films” (Streible, 2009), filmes que tradicionalmente não ocupam as salas de cinema, tais como filmes amadores, metragens não identificadas, imagens de circuito de vigilância, filmes universitários e didáticos, dentre outros.
    Apenas nos anos 1990 passamos a identificar em maior quantidade iniciativas (tanto no campo acadêmico como no da preservação audiovisual) que buscam chamar atenção para a necessidade da crítica e da história do cinema incorporarem em suas narrativas essas imagens. Nessa década, surge no contexto anglo-saxão a discussão em torno dos “orphanfilms”, filmes cujos autores são desconhecidos e sobre os quais não são investidos poderes e saberes que garantam sua duração nos arquivos e na própria história do cinema. Também no final da década de 1990 são publicados os primeiros trabalhos de Roger Odin e Patricia Zimmermann sobre o cinema amador. Esse movimento que começa nos anos 1990 ganha força nos anos 2000, testemunhamos um aumento de publicações, no Brasil e no exterior, que recusam o paradigma estético autoral e incorporam não só novos objetos, como, também, novas práticas teórico-metodológicas.
    O GT “outros filmes” foi criado na esteira desses acontecimentos como espaço de valorização dos estudos em torno desse “outro” cinema. Em Portugal, o GT tem contado com a participação anual de inúmeros pesquisadores brasileiros, alguns deles com artigos publicados no dossiê da revista Aniki. Entendemos que trazer o GT para a Socine permitirá a consolidação desse debate no Brasil e a ampliação da rede de pesquisa já constituída nos encontros da AIM.

Objetivo

    O ST tem por objetivo criar um espaço de reflexão sobre a temática dos “outros filmes”, nutrindo particular interesse em pesquisas que apresentam estudos de casos originais oriundos das várias cinematografias nacionais. No campo dos “outros filmes” identificamos aquelas produções que não fazem parte do cânone do cinema, como os filmes institucionais, os filmes turísticos e de atualidade, as imagens amadoras e de câmera de vigilância, os filmes com fins didáticos, dentre outros. O interesse pelas imagens não canônicas acaba também por nos conduzir para dentro dos arquivos audiovisuais. Nesse sentido o ST pretende agregar pesquisadores interessados nas políticas e estratégias empregadas por diferentes acervos na salvaguarda e difusão de imagens tradicionalmente vistas como descartáveis e “menores”. O ST deseja ser um espaço interdisciplinar e acolher contribuições vindas de áreas como os estudos de cinema e arte, os estudos culturais, a história, os estudos de memória.

Aspecto

    Como colocado na justificativa, o campo dos “outros filmes” é relativamente novo e as primeiras iniciativas podem ser reconhecidas no final dos anos 1990, principalmente a partir dos trabalhos do teórico francês Roger Odin; da socióloga americana Patricia Zimmermann e do movimento desencadeado pela comunidade arquivística anglo-saxã que propõe a discussão em torno dos “orphanfilms”. Cabe ressaltar que nos anos 1990 surge uma série de inciativas no universo dos arquivos audiovisuais de valorização das imagens não canônica do cinema. Na França, foram criadas as primeiras Cinematecas Regionais, que interessadas em salvaguardar a cultura local, acabaram por se configurar como centros de preservação do cinema não profissional. Em 1994, teve lugar, no Nederlands Filmmuseum de Amsterdã, um seminário sobre os primeiros filmes de não ficção da história do cinema. Em 1997, foram iniciados os trabalhos na National Film Preservation Foundation, que assumiu como missão “salvar os filmes americanos que provavelmente não sobreviveriam sem investimento público”.

    O interesse acadêmico e arquivístico sobre essas imagens acontece no mesmo momento. Se, de um lado, a academia passa a produzir teorias e métodos de abordagem para esse cinema que se encontrava, até então, à margem dos estudos cinematográficos, de outro, os arquivos audiovisuais começam a incorporar em suas agendas de trabalho a missão de salvaguardar e patrimonializar imagens entendidas como descartáveis. Assim, novos aportes teóricos e metodológicos desenvolvem-se concomitante a novas formas de arquivar e à criação de novos arquivos. Tendo como ponto de partida esse entrelaçamento, o ST “outros filmes” propõe como enfoque os filmes não-canônicos e as questões que colocam aos arquivos de imagens.

    Nesse sentido, as pesquisas que nos interessam são, principalmente, aquelas que interrogam as imagens não apenas a partir do ponto de vista estético, mas também da sua materialidade, como imagens sobreviventes e migrantes que resistem, apesar de tudo, às ações do tempo e dos homens. Para nós, a “política das imagens” é como coloca Stuart Hall uma política da representação, um campo onde os sentidos estão em permanente disputa. Mas ela é também, uma política de seleção de visibilidade e permanência, nos arquivos e na própria história do cinema. O ST quer pensar também os filmes que estão acessíveis apenas ilegalmente e outros que ainda precisam ser descobertos; quer pensar os filmes que correm o risco de tornar-se permanentemente invisíveis devido a falta de recursos, negligência ou por conta da decomposição física do suporte material. Ao propor refletir sobre “outros filmes”, o ST quer revisitar o não-canônico com vistas a novas formas do fazer histórico.

    Dentre as principais referências teóricas do ST estão investigadores que desde o início da década de 2000 promovem estudos originais nesse campo. Nos contextos europeu e anglo-saxão, podemos mencionar além dos já citados Patricia Zimmermann e Roger Odin (referências incontornáveis nos estudos do cinema amador), pesquisadores como Sylvie Lindeperg, Christa Blumlinger, Jean-Pierre Bertin-Maghit, Vicente Sanchez-Biosca e Antonio Weinrichter, que a partir de diferentes perspectivas desenvolvem trabalhos sobre a migração das imagens. Cabe destacar também os trabalhos de Dan-Streible e Nico de Klerk que conduzem a discussão em torno dos “filmes órfãos” e “efêmeros”. No Brasil, podemos citar os trabalhos de Andrea França e Consuelo Lins, que nos últimos anos desenvolveram pesquisas em torno do cinema silencioso brasileiro de não ficção e dos filmes amadores, propondo também novas abordagens metodológicas para esses objetos. Por fim, é importante mencionar que no Brasil a temática tem atraído principalmente pesquisadores das novas gerações interessados em questionar o contexto de produção, os processos de patrimonialização e os caminhos migratórios dessas “outras imagens” do passado e do presente.

Bibliografia

    BARON, Jaimie. The Archive Effect – Found footage and the audiovisual experience of history. London: Routledge, 2014.

    BERTIN-MAGHIT, Jean-Pierre (dir.). Lorsque Clio s’empare du documentaire. Volume II: Archives, témoignage, mémoire. Paris: L’Harmattan, 2011.

    BLANK, Thais.; SAMPAIO, Sofia.; SCHEFER, Raquel. “Filmes utilitários, amadores, órfãos e efêmeros: repensando o cinema a partir dos outros filmes” in Aniki – Revista Portuguesa da Imagem em Movimento, v. 3, p. 200-2013, 2016.

    BLÜMLINGER, Christa. Cinéma de seconde main : Esthétique du remploi dans l’art du film et des nouveaux médias. Paris: Klincksieck, 2013.

    BRAKHAGE, Stan. “Manuel pour prendre et donner les films”. Trafic, no 42, verão 2002, pp. 17-38.

    CHERCHI USAI, Paolo. “What is an Orphan Film ? Definition, Rationale and Controversy”, Orphans of the Storm I: Saving “Orphan Films” in the Digital Age. University of South Carolina, Setembro, 1999. http://www.sc.edu/filmsymposium/archive/orphans2001/usai.html

    COMOLLI, Jean-Louis. ‘Cinema contra espetáculo’, in Catalogo do forumdoc.bh.2001, 5 Festival do Filme Documentário e Etnográfico. Belo Horizonte: 2001.

    DELEUZE, Gilles, GUATTARI, Félix. Kafka : Pour une littérature mineure, Paris: Minuit, 2016.

    FOSTER, Hal. “An Archival Impulse”, October, nº 110, outono 2004, pp. 3-22. http://isites.harvard.edu/fs/docs/icb.topic837293.files/FosterArchivalImpulse.pdf.

    GIANIKIAN, Yervant e LUCCHI, Angela. “The Wolf-Beat Century”. In: Politics of Memory (ed. Marco Scotini and Elisabetta Galasso). Berlin: Archive.

    HALL, Stuart. Cultura e Representação. Rio de Janeiro: Editora PUC – Rio, 2016.

    HERTOGS, Dan, DE KLERK, Nico (eds.). Uncharted Territory: Essays on Early Nonfiction Film. Amsterdam: Strichting Nederlands Filmmuseum, 1997.

    LINDEPERG, Sylvie. La Voie des images : Quatre histoires de tournage au printemps-été 1944. Paris: Verdier, 2013.

    LINDEPERG, Sylvie. “Images d’archives : l’emboîtement des regards”, Images documentaires, n° 63, 2008.

    LINS, Consuelo; BLANK, Thais. “Filmes de família, cinema amador e a memória do mundo”. In Significação-Revista de Cultura Audiovisual, v. 39, p. 52-74, 2012.

    MARTINS, Andrea França; ANDUEZA, Nicolas. “O cinema de arquivo e a (des)pedagogia das sensibilidades: uma imersão em outros espaços e tempos”. In Acervo: Revista do Arquivo Nacional, v. 32, p. 64-77, 2019.

    MARTINS, Andrea França; ANDUEZA, Nicolas. “Presente que irrompe – Fotogenia e Montagem”. In Revista Eco-Pós (Online), v. 20, p. 145-160-160, 201

    RODOVALHO, Beatriz. “Boas moças: a desconstrução do olhar masculine por meio da retomada do filme doméstico”. In Arquivos em Movimento: Seminário Internacional de Cinema de Arquivo. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2017.

    STREIBLE, Dan. “The State of Orphan Films: Editor’s Introduction”, The Moving Image, vol. 9, no1, primavera 2009.

    VIGNAUX, Valérie, TURQUETY, Benoît (dir.). L’Amateur en cinéma : Un autre paradigme. Histoire, esthétique, marges et institutions. Paris: AFRHC, 2016.

    ODIN, Roger (dir.). Le film de famille : usage privé, usage public. Paris: Méridiens Klincksieck, 1995.

    ODIN, Roger (dir.). Le Cinéma en amateur, Communications, no 68. Paris: Seuil, 1999.

    ZIMMERMANN, Patricia R.. Reel Families: A Social History of Amateur Film. Bloomington / Indianapolis: Indiana University Press, 1995.

    WEINRICHTER, Antonio. Metraje encontrado. La apropriación em el cine documental y experimental. Pamplona: Fondo de Publicaciones del Gobierno de Navarra, 2009.

Coordenadores

    Thais Blank
    Beatriz Rodovalho
    Andrea França Martins

 

Após discussões, a Diretoria e os Conselhos Deliberativo e Fiscal e Comitê Científico da SOCINE definiram as principais datas para este ano. O XXIV Encontro SOCINE acontecerá de 6 a 9 de outubro de 2020 na Unila, em Foz do Iguaçu. Confira o calendário das atividades de 2020:

  1. Prazo do pagamento da anuidade para Coordenadores de Seminário Temático: 06 de janeiro (segunda-feira) a 19 de janeiro (domingo): R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo);

  1. Prazo do pagamento da anuidade para Coordenadores de Seminário Temático (suplentes): 20 de janeiro (segunda-feira) a 26 de janeiro (domingo);

  1. Prazo inicial do pagamento da anuidade: 03 de fevereiro (segunda-feira);

  1. Prazo final do pagamento da anuidade: até 04 de maio (segunda-feira);

  1. Submissão de propostas: até 04 de maio (segunda-feira);

  1. Divulgação propostas selecionadas: 29 de junho (segunda-feira);

  1. Período pagamento:

 1º. Prazo: 29 de junho a 19 de julho – R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo);

2º. Prazo: 20 de julho a 02 de agosto – R$226,00 (profissionais) / R$113,00 (estudantes/profissionais sem vínculo);

Prazo final: 03 de agosto a 09 de agosto  – R$266,00 (profissionais) / R$133,00 (estudantes/profissionais sem vínculo).

  1. Divulgação programação: 07 de setembro (segunda-feira);

  1. Inscrição de ouvintes: 07 de setembro a 06 de outubro;

  1. XXIV SOCINE– Unila (Foz do Iguaçu): 06 a 09 de outubro;

  1. Assembleia: 09 de outubro;

  1. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos do XXII EncontroSOCINE:  até 13 de dezembro.

Prezados,
Segue abaixo a lista dos Seminários Temáticos aprovados para o triênio 2020-2022. Devido ao grande número de Seminários propostos, 22 no total, o Conselho da SOCINE endossou a aprovação de 16 Seminários, ao invés dos 14 informados originalmente na chamada, levando em consideração que as próximas sedes comportam o aumento de STs. Importante frisar que o acréscimo de STs não diminui o espaço das outras modalidades, pois os STs continuarão correspondendo a 50% do evento, tendo sua ampliação gerado mais espaço para as outras modalidades também.
Os pareceres estarão disponíveis aos proponentes. Dois STs foram selecionados como suplentes e serão informados de sua colocação na suplência.
Para confirmação do ST, os coordenadores dos STs selecionados terão de pagar a anuidade de 2020 entre 06/01/2020 e 19/01/2020. Caso um/a coordenador/a de um ST selecionado não realize o pagamento da anuidade no prazo acima indicado, será convocado um ST suplente (que tiver sido aprovado, mas não contemplado dentro do número possível) e os coordenadores terão o prazo de 20/01/2020 a 26/01/2020 para realizar o pagamento da anuidade de 2020.

Seminários Temáticos (2020-2022) (em ordem alfabética)
Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados
Cinema Comparado
Cinema e Educação
Cinema experimental: histórias, teorias e poéticas
Cinema no Brasil: a história, a escrita da história e as estratégias de sobrevivência
Cinemas mundiais entre mulheres: feminismos contemporâneos em perspectiva
Cinemas negros: estéticas, narrativas e políticas audiovisuais na África e nas afrodiásporas
Cinemas pós-coloniais e periféricos
Estética e plasticidade da direção de fotografia
Estética e teoria da direção de arte audiovisual
Estilo e som no audiovisual
Estudos de Roteiro e Escrita Audiovisual
Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil
Montagem Audiovisual: Reflexões e Experiências
Outros Filmes
Teoria de Cineastas

Diretoria

  • Angela Freire Prysthon (UFPE) – Presidente
  • Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – Vice-presidente
  • Cristian da Silva Borges (USP) – Tesoureiro
  • Fernando Morais da Costa (UFF) – Secretário Acadêmico

 

Conselho Deliberativo

  • Marcel Vieira Barreto Silva (UFPB)
  • Mariana Baltar (UFF)
  • Karla Holanda (UFF)
  • Sheila Schvarzman (UAM)
  • Denise Tavares da Silva (UFF)
  • Osmar Gonçalves dos Reis Filho (UFC)
  • Patrícia Moran Fernandes (USP)
  • Pedro Maciel Guimarães Junior (UNICAMP)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
  • Milena Szafir (UFC)
  • Jamer Guterres de Mello (UAM)
  • Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
  • Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
  • Lisandro Nogueira (UFG)

 

Representantes discentes

  • Wendell Marcel Alves da Costa (UFRN)
  • Marcela D. de Oliveira Soalheiro Cruz (PUC-Rio)

 

Conselho fiscal

  • Suzana Reck Miranda (UFSCAR)
  • Hadija Chalupe da Silva (UFF)
  • Luiz Augusto Coimbra de Rezende Filho (UFRJ)

 

Comitê Científico

  • Cezar Migliorin
  • Alessandra Brandão
  • Denize Araújo
  • Bernadette Lyra
  • Maria Helena Costa
  • Luciana Correa de Araujo

 

Caros associados,

Estará aberta nesta segunda-feira, 21 de outubro de 2019, até o dia 18 de novembro de 2019, a chamada para proposição ou reproposição dos Seminários Temáticos para o triênio 2020-2022 da SOCINE.

Lembramos que, de acordo com decisão de Assembleia Geral da Socine (2019), ficou estabelecido que os Seminários Temáticos teriam APENAS nesta seleção um prazo de três anos, com nova proposição/reproposição em 2022, com o objetivo de deslocar os períodos de proposição para não coincidirem com as eleições para Diretoria e Conselhos.

Para inscrever a proposta basta entrar com a senha no PAINEL DO ASSOCIADO e no Menu inicial clicar em ENCONTRO, do lado esquerdo da tela, e em seguida aparecerá a opção PROPOSTA DE SEMINÁRIO. Um dos coordenadores submete a proposta e os outros dois podem assinar clicando na opção “Incorporar-se à proposta”.

As diretrizes para proposição e reproposição de Seminários Temáticos para os Encontros anuais de 2020, 2021 e 2022 são:

 

  1. Quem pode propor

Cada seminário proposto deve contar com a assinatura de três coordenadores doutores de diferentes Instituições de Ensino Superior e/ou de pesquisa e que tenham apresentado trabalho em, no mínimo, dois encontros da SOCINE. Membros da Diretoria, Conselhos Deliberativo e Fiscal e Comitê Científico não podem propor Seminários.

Para confirmação do ST, os coordenadores dos STs selecionados terão de pagar a anuidade de 2020 entre 06/01/2020 e 19/01/2020. Caso um/a coordenador/a de um ST selecionado não realize o pagamento da anuidade no prazo acima indicado, será convocado um ST suplente (que tiver sido aprovado, mas não contemplado dentro do número possível) e os coordenadores terão o prazo de 20/01/2020 a 26/01/2020 para realizar o pagamento da anuidade de 2020.

 

  1. Natureza do Seminário Temático

Os Seminários Temáticos são espaços para reunião de pesquisadoras e pesquisadores interessados por determinado tema do cinema e/ou do audiovisual, por um tempo definido.

 

  1. Número de Seminários Temáticos por Encontro

Após discussão, o Conselho Deliberativo decidiu manter o número de 14 STs.

 

  1. Tempo de duração dos Seminários Temáticos

Os STs terão duração de 3 anos (apenas na seleção deste ano)

 

  1. Reproposição de Seminários

Os STs poderão ser repropostos até 2 vezes, perfazendo o máximo de 6 anos (devido a mudança aprovada para essa seleção, alguns STs poderão vir a completar 7 anos). A cada reproposição devem se modificar pelo menos dois coordenadores, observando os critérios do item 1.  A partir da primeira reproposição deverá haver diversidade regional com representação de pelo menos 2 regiões.

 

  1. Apresentação de Propostas

As propostas de Seminários Temáticos devem acompanhar as seguintes indicações:

Título (até 100 caracteres); resumo curto (até 1.000 caracteres);  Introdução /Justificativa (até 3.000 caracteres); Objetivos (até 1.000 caracteres); Aspectos teórico-metodológicos (até 5.000 caracteres); Referências bibliográficas (entre 10 e 15 referências) e mini-currículo de cada coordenador (1000 caracteres). Em caso de reproposição, relato do último biênio.

 

  1. Avaliação – Procedimentos técnicos
  2. Em um primeiro momento, a secretaria acadêmica verificará se todos os requisitos formais foram atendidos. O não atendimento a esses quesitos acarreta a inabilitação da proposta.
  3. Em seguida, as propostas formalmente habilitadas serão encaminhadas para avaliação por uma comissão composta por membros do Conselho Deliberativo e do Comitê Científico. Essa comissão, composta por cinco pessoas, avaliará todas as propostas.
  4. A seleção realizada pela Comissão será ratificada pela Diretoria, Conselhos Deliberativo, Fiscal e Comitê Científico.

 

  1. Avaliação – Critérios

Os critérios de avaliação abaixo listados visam situar os cinco integrantes da comissão sobre o Seminário Temático proposto. Para efeitos de avaliação a proposta deverá contemplar os seguintes critérios:

  1. Indicar a articulação pré-existente entre as pesquisas dos proponentes;
  2. Indicar a rede de pesquisadores que se imagina compor no Brasil e fora, a partir do seminário.
  3. Indicar o potencial de nucleação e construção de redes.
  4. Situar a contribuição do ST para o(s) campo(s) de conhecimento, em termos teóricos, metodológicos e analíticos.
  5. Justificar a singularidade da proposta em relação ao campo do conhecimento.
  6. Situar a proposta apresentada em relação às pesquisas existentes.
  7. Indicar hipóteses sobre a importância do seminário para a pesquisa proposta;
  8. Mostrar coerência dos objetivos com a proposta geral do ST;

 

– Para a reproposição do STs serão ainda considerados os relatórios anuais dos dois últimos anos a serem anexados à proposta.

 

  1. Relatório Anual

Os coordenadores devem apresentar um relatório sobre a dinâmica dos STs nos últimos dois anos, discriminando número de inscritos a cada ano, número de trabalhos aprovados, vinculação institucional, titulação dos participantes e vinculação regional. Estes dados devem ser solicitados à Secretaria da SOCINE e posteriormente anexados a proposta de reproposição. Para a reproposição do STs, estes dados quantitativos sobre os últimos anos podem ser utilizados a título de desempate.

 

A lista final de STs aprovados será divulgada no dia 16 de dezembro de 2019.

 

Conforme indicado acima, em janeiro os coordenadores dos STs aprovados terão de realizar o pagamento da anuidade de 2020 para confirmação do ST. O não pagamento de um coordenador gera a exclusão do ST da lista de aprovados e um ST suplente será convocado, tendo os coordenadores deste um prazo para o pagamento da anuidade para confirmação do Seminário.

Buenas noches, Boa noite, Mba’eichapa nde pyhare! Como nosotros hablamos en la frontera com nuestro imperfecto portunhol que mescla esta linguagem selvática entre o guarani, o português e o castelhano.

Queremos convidar todas/os a fazer uma reflexão do porquê é importante neste momento histórico fazermos o Encontro da Socine na Universidade Federal da Integração Latino-Americana, a UNILA, na região da fronteira, onde de um lado temos a imponência das Cataratas do Iguazu – cenário dos filmes A Missão, Happy Together, Pela Janela, La Embrujada, e tantos mais -, e o Rio Iguazu, e do outro lado temos o grande Rio Paraná na fronteira com o Paraguai. Por ali também é possível contemplarmos o encontro dos dois rios.

Mas por que a UNILA?

Neste exato momento, no Equador, vivemos uma insurreição popular, quando os movimentos indígenas desceram das montanhas, dos seus pueblitos na beira do que um dia foi um vulcão, e organizados em caminhões e ônibus chegam à cidade de Quito para dizer não ao capital, para dizer não à mão sangrenta do Fundo Monetário Internacional que apunhala as veias abertas da América Latina. Ele sabem da necessidade de lutar pela soberania de seu povo. Alguns destes indígenas possivelmente podem ser pais, mães, parentes de nossos estudantes da UNILA, que vindos de tantos outros países da América Latina e do Caribe, ao chegar à UNILA muitas vezes falam mais aimara, quéchua, creolé e guarani do que propriamente o castellano e o português.

Fazer a Socine na UNILA é entender que do outro lado da fronteira encontramos o Paraguai, um país destruído pela Grande Guerra (eles não gostam que chamamos de Guerra do Paraguai, a guerra nunca foi deles, sempre foi da Argentina, do Brasil, do Uruguay e do imperialismo que massacrou e assassinou praticamente todos os homens daquele país). É o país reerguido pelas mãos das mulheres e que infelizmente também viveu a maior ditadura da América Latina sob o comando do ditador Strossner (homenageado por Bolsonaro recentemente em Foz do Iguaçu), um ditador que enterrava suas vítimas mortas nos porões da própria casa. O Paraguai é um país que até hoje não tem nenhum curso de Cinema e Audiovisual em uma universidade pública e que só recentemente, em 2018, aprovou sua Ley de Cine depois de incansáveis esforços dos cineastas, gestores e entidades daquele país.

Fazer a Socine na UNILA é entender que estamos a 20 minutos também da Argentina, este país que 1918 teve uma insurgência estudantil, a Reforma de Córdoba, quando os estudantes, entusiasmados pelo momento histórico pós Revolução Russa e pós Revolução Mexicana, entenderam que era preciso avançar na defesa da universidade pública e da sua autonomia e construir uma sociedade mais justa para além dos muros da universidade, na perspectiva de reconhecer toda classe trabalhadora, que em sua maioria sempre esteve e segue fora dos muros da nossa universidade.

A UNILA nos lembra o tempo todo que também vem de Cuba os brados de um povo revolucionário que há 60 anos tomou as rédeas da sua história e fez com que a ilha pudesse ser um respiro de outra humanidade não só pautada pelo capital, ali foi criada a Escuela Internacional de Cine e Television, onde Gabriel Garcia Marquez, Fidel Castro e Fernando Birri manifestaram também suas utopias no/pelo cinema. Nos lembra que foi o Haiti, este país negro, um dos primeiros a lutar pela sua independência. A UNILA nos lembra todos os dias que desde o Chile o neoliberalismo aprofunda as mazelas de um povo que hoje já não conta mais com previdência, educação e saúde pública. A UNILA nos lembra todos os dias que a soberania do povo venezuelano é permanentemente ameaçada pelo imperialismo e sua ambição pelo ouro negro do mundo, o petróleo. A UNILA é um lugar que nos provoca todos os dias a sairmos das nossas posições confortáveis e privilegiadas da docência, da pesquisa, da extensão, nos provoca a entender que ao rompermos com a perspectiva eurocêntrica de mundo, também precisamos construir novas epistemologias, novas estratégias de resistência e, neste sentido, nos provoca todo tempo a buscar horizontes revolucionários para um mundo sem machismo, sem exploração do homem pelo homem, sem racismo, sem lgtefobia, sem todas as formas de preconceito e de opressão. A UNILA nos faz todos os dias lembrar que precisamos entender que a arte, a ciência, a filosofia é o que nos permite caminhos utópicos de liberdade.

A cidade de Foz do Iguaçu e a região também carregam profundas cicatrizes no território. Uma região que faz parte do que um dia foram os 30 povos guaraníticos que resistiram aos bandeirantes e que abriram parte do caminho Peabiru que ligava um oceano ao outro. Estamos sobre o aqüífero guarani, em meio a uma vasta extensão de Mata Atlântica, uma região em que as Sete Quedas foram caladas pela construção de uma das maiores obras da engenharia do mundo, a Itaipu. Vale lembrar que esta construção não se deu sem derramar sangue indígena, sem traumatizar muitas de suas gentes arrancadas de suas terras (mas também por lá não se gosta de falar sobre o assunto, de se rememorar os traumas desta época).

Mas é também uma região que acolhe uma das maiores comunidades árabes do mundo, além de muitas outras etnias. Foz do Iguaçu e a região da fronteira nos lembram todos os dias que são as mulheres paseras, laranjas, empregadas domésticas, comerciantes que carregam um mundo nas costas e que cruzam a fronteira carregando também sonhos, elas estão nas lendas e nos imaginários. Afinal, não sei se vocês sabem, mas as Cataratas do Iguaçu são de Naipi uma bela indígena caiguangue que ali resguarda o cair de suas águas. Já o Rio Paraná é resguardado pelo olhar de Jupira, uma indígena do povo acarayense que desde a Ilha Acaray olha todos os dias para a Ponte Internacional da Amizade.

Vamos parando por aqui por que não nos faltam motivos para conquistar suas mentes e corações e sensibilizá-los para estar na UNILA no ano que vem. Venham uns dias antes, ou então permaneçam uns dias depois, por que além de todas as inquietações que nos movem em nossas pesquisas, além dos karaokês nacionais e internacionais que lhes proporcionaremos, também há muito que se conhecer pela fronteira. E nós generosamente queremos acolhê-los num pequeno/grande pedaço e abraço de nossa América Latina…nessa América Latina que nos escancara todos os dias que o Brasil também é parte deste continente. E não poderíamos deixar de dizer, mesmo com todas as críticas que lhe sejam possíveis, que a UNILA foi criada e sonhada pelo nosso ex-presidente Luiz Ignácio Lula da Silva e por isso também, fazer a Socine na UNILA é seguirmos denunciando que Lula é um preso político! Nós esperamos vocês na UNILA em 2020.

Fran Rebelatto

Prezados e prezadas,
Estamos preparando a publicação dos anais do XXIII Encontro SOCINE, realizado de 08 a 11 de outubro de 2019 na UNISINOS, em Porto Alegre. Os resumos de todos os trabalhos aprovados para o Encontro serão incluídos nos anais digitais, publicados em nosso site. Já para a publicação dos textos completos, convidamos a todos que apresentaram trabalho que enviem seus textos, de acordo com as normas de publicaçãoaté as 23h59min do dia 06 de dezembro de 2019, exclusivamente para o e-mail anais@socine.org.br.

Esclarecemos que textos fora das normas não serão publicados e não haverá nova chamada para correção ou adequação e que apenas trabalhos efetivamente apresentados podem ser enviados. Na página das normas de publicação é possível baixar o documento modelo, no qual deve ser inserido seu texto seguindo as normas indicadas.

Lembramos que o envio não é obrigatório, e não impossibilita a publicação do artigo em outros periódicos desde que sejam feitas alterações.

Todos os envios terão confirmação de recebimento. Caso não receba a confirmação em alguns dias, entre em contato com a secretaria através do e-mail socine@socine.org.br. Após o prazo final, não aceitaremos mais pedidos de inclusão de trabalho.

A publicação está prevista para fevereiro de 2020 e contará com número de registro (ISBN).

Na última sexta-feira, dia 11/10, a Comissão Eleitoral divulgou durante a Assembleia Ordinária o resultado das Eleições para o Biênio 2019-2021. Segue abaixo (os eleitos estão em negrito):

 

Total de votantes: 271 sócios

Diretoria

Em branco
24 votos – 8,9%

Presidente – Cristian Borges (USP)
Vice-Presidente – Ramayana Lira de Sousa (UNISUL)
Secretária – Amaranta Cesar (UFRB)
Tesoureira – Gabriela Machado Ramos de Almeida (UniRitter)
247 votos – 91,1%

Conselho deliberativo

Em branco
2 votos – 0,7%

1º Mariana Baltar Freire (UFF)
182 votos – 67,2%

2º Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
135 votos – 49,8%

3º Rafael de Luna Freire (UFF)
127 votos – 46,9%

4º Eduardo Tulio Baggio (Unespar)
125 votos – 46,1%

5º Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
123 votos – 45,4%

6º Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)
122 votos – 45,0%

7º Milena Szafir (UFC)
118 votos – 43,5%

8º Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
112 votos – 41,3%

9º Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
103 votos – 38,0%

10º Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
102 votos – 37,6%

11º Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
100 votos – 36,9%

12º Edileuza Penha de Souza (UnB)
99 votos – 36,5%

13º Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
99 votos – 36,5%

14º Rogerio Ferraraz (UAM)
99 votos – 36,5%

15º Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
99 votos – 36,5%

16º Julio Carlos Bezerra (UFMS)
98 votos – 36,2%

17º Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
97 votos – 35,8%

18º Lisandro Nogueira (UFG)
94 votos – 34,7%

19º Patricia Rebello da Silva (UERJ)
92 votos – 33,9%

20º Maria Leite Chiaretti (USP)
84 votos – 31,0%

21º João Vitor Resende Leal (Fapcom)
38 votos – 14,0%

OBSERVAÇÃO: O candidato Jamer Guterres de Mello (UAM) teve 114 votos (42,1%), ficando assim em 8º, no entanto, desistiu da vaga devido ao convite para coordenar um Seminário Temático a ser reproposto (com o novo formato de ST aprovado, membros do Conselho e Diretoria não podem propor/repropor ST). O resultado acima já considera isso.

Representantes discentes

Em branco
30 votos – 11,1%

1º Ana Caroline de Almeida Doutoranda/PPGCOM – UFPE
195 votos – 72,0%

2º Jocimar Soares Dias Junior Doutorando/PPGCine – UFF
122 votos – 45,0%

3º Esmejoano Lincol da Silva de França Mestrando/PPGCOM – UFPB
115 votos – 42,4%

Conselho fiscal

Em branco
30 votos – 11,1%

1º Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
142 votos – 52,4%

2º Fábio Raddi Uchôa (UTP)
110 votos – 40,6%

3º Miriam de Souza Rossini (UFRGS)
105 votos – 38,7%

4º Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
102 votos – 37,6%

5º Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
98 votos – 36,2%