Dando continuidade à realização de pesquisas com nossos associados, a Socine disponibilizou o novo questionário do Censo 2021. Realizamos algumas alterações a partir de sugestões de membros da Socine, como a inclusão de uma pergunta sobre orientação sexual e da opção “Não responder” nas perguntas relacionadas a gênero, raça e orientação sexual, assim como da opção “Outro” nestas perguntas, possibilitando que preenchamos com termos mais adequados, caso as opções não nos contemplem. Também incluímos a possibilidade de preenchimento de uma segunda instituição para as pessoas vinculadas a mais de uma. Contamos com a participação de todas/os/es!
A discussão sobre o Censo de 2020 deverá acontecer ainda no primeiro semestre deste ano. Comunicaremos em breve.

Segue uma prévia do calendário de 2021, que pode eventualmente sofrer alterações (caso haja ajustes, eles serão comunicados assim que possível):

  1. Prazo inicial para pagamento da anuidade: 18 de janeiro (segunda-feira)
  1. Prazo final para pagamento da anuidade: 26 de abril (segunda-feira)
  1. Submissão de propostas: de 15 de março (segunda-feira) até 26 de abril (segunda-feira)
  1. Divulgação das propostas selecionadas: 05 de julho (segunda-feira)
  1. Período para pagamento da taxa de participação no evento:

1º. Prazo: 05 de julho a 25 de julho – R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

2º. Prazo: 26 de julho a 01 de agosto – R$226,00 (profissionais) / R$113,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Prazo final: 02 de agosto a 08 de agosto – R$266,00 (profissionais) / R$133,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

  1. Chamada de candidaturas às eleições da Socine: 23 de agosto a 20 de setembro
  1. Divulgação programação do XXIV Encontro: 13 de setembro (segunda-feira)
  1. Inscrição de ouvintes:  13 de setembro a 26 de outubro
  1. Divulgação das candidaturas homologadas (Eleições da Socine): 04 de outubro
  1. XXIV Encontro anual da Socine: 26 a 29 de outubro
  1. Eleições Socine: 27 e 28 de outubro (via sistema)
  1. Assembleia e posse da nova diretoria: 29 de outubro
  1. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos do XXIV Encontro anual da Socine:  até 17 de dezembro

Prezadas pessoas associadas,

Gostaríamos de iniciar o ano informando alguns pontos importantes sobre a atuação da Socine em 2021. Primeiro, que realizaremos o XXIV Encontro anual da Socine entre os dias 26 e 29 de outubro, de forma virtual, com apoio da ESPM. Por decisão conjunta da Diretoria e comissões organizadoras, o Encontro que aconteceria na UNILA ficou postergado para 2022, para ser realizado de forma presencial. A comissão da ESPM-Rio, cujo evento estava programado para acontecer posteriormente, aceitou organizar o Encontro remoto deste ano. Dessa forma, o XXIV Encontro será sediado virtualmente pela ESPM e o XXV Encontro será realizado na Unila em 2022. Com a mudança de instituições, um novo tema para o XXIV Encontro deve ser anunciado.

 

Gostaríamos de comunicar também que a Diretoria, junto aos Conselhos, decidiu congelar o valor da anuidade para o ano de 2021. Assim, excepcionalmente, os valores não passarão pelo reajuste anual regular. A decisão foi tomada levando em consideração o contexto de pandemia e crise no país. Os sócios podem pagar a anuidade na Área do Associado em nosso site. O valor é de R$196,00 (profissionais) e R$98,00 (estudantes e profissionais sem vínculo).

 

Está disponível o calendário 2021, que pode eventualmente sofrer alterações (caso haja ajustes, eles serão comunicados assim que possível).

Caros associados,
a partir do dia 18/12/2020 a Secretaria da SOCINE entrará em recesso e retornará às atividades em 11/01/2021. Dessa forma, não teremos atendimento via email e redes sociais neste período. Agradecemos a compreensão de todos e desejamos boas festas.

Secretaria SOCINE

24/11 – Terça-feira – 19h

Estética da Aproximação aplicada à minissérie Capitu   

Isabel Alencar de Castro

A proposta se situa entre a televisão e as artes visuais. O objeto deste olhar são duas cenas da minissérie “Capitu” (2008), de Luiz Fernando Carvalho. A metodologia é a Estética da Aproximação, de minha autoria, aplicada como análise de imagens. O objetivo foi investigar as relações entre as imagens em movimento e as artes visuais que se manifestam na estética da minissérie produzida pelo diretor. A reflexão partiu do conceito de “impureza”, segundo Badiou (2002), somado aos conceitos de “presença/ausência” e Stimmung, de Gumbrecht (2014), para, assim, configurar a proposta da Estética da Aproximação. A proposta foi constituída pelo entrelaçamento de cenas audiovisuais e pinturas associadas a elas, em que foi possível inferir uma ação construtiva comum, chamada de simetria de procedimento artístico, que gerou duas subcategorias: na cena “Espelho”, gera o “Espelhamento” e na cena “Satírico”, se refere ao “Travestimento”.

Link da live – https://youtu.be/V8v-cgUNIMs

 

25/11 – Quarta-feira – 19h

A alteridade do fantasma: a espectralidade no cinema de Pedro Costa

Bruno Carboni Gödecke / Julio Bezerra

Partindo da definição de que a alteridade é a condição do que é “outro” em relação a mim, portanto, do que é diferente, contrastante e inapreensível, a presente videoconferência buscará demonstrar como tal questão aparece no cinema de Pedro Costa, mesclada às temáticas fantasmais de seus filmes. Para abordar tais temas, convocaremos para um diálogo as reflexões de Roland Barthes e Jacques Derrida a respeito das possíveis relações espectrais estabelecidas entre observador e as imagens fotográficas e do cinema.

Link da live – https://youtu.be/PKrmCR9GzhY

 

26/11 – Quinta-feira – 19h

Cinema e crise da composição

Hermano Arraes Callou

A ideia de que um filme é um todo composto de partes em relação é uma das noções mais intuitivas da teoria e crítica cinematográfica. A razão pela qual nos acostumamos a encontrar em Griffith a origem mítica do cinema é por ele ter amadurecido uma certa maneira de analisar o todo fílmico em partes e de reconstituí-lo em uma síntese de novo nível, que reconhecemos como a forma cinematográfica de compor. O modelo compositivo do fazer cinematográfico se sustenta a despeito da ausência de consenso de onde a ação compositiva do cineasta se encontra – a montagem e a decupagem foram, certamente, suas figuras mais comuns, mas sabemos como a mise-en-scène também ocupou tal papel -, a ponto de que raramente nos interrogamos dos limites da compreensão analítica-sintética do cinema. Esta palestra pretende discorrer sobre um conjunto de tendências do cinema de vanguarda que recusou o trabalho de composição, cujos modos de fazer procedurais não configuram o que entendemos por formas de compor.

Link da live – https://youtu.be/U06H8e4VGVs

 

27/11 –Sexta-feira – 19h

Existe um Film d art brasileiro?

Sheila Schvarzman

É possível pensar no Brasil em film d’ arte como na Europa? Seriam Inocência, Guaranis, adaptações de romances históricos, peças ou óperas, obras desse gênero que buscava enobrecer o cinema? Fitas de elegia a efemérides nacionais como O Grito do Ipiranga (1917) ou   regionalismos como Um Ranchinho de Palha (1909)   podem ser acomodados nessa designação no Brasil? Não se trata de buscar o cânone, mas como serviu para realizadores afirmarem sua herança cultural e a contribuição que legavam ao país.  Rastros que demarcam diálogos culturais e sociais, tendo o filme por foco de cruzamentos com o que se via nas telas, a literatura, o teatro, a música, os livros escolares, o circo, as revistas ilustradas e as sensibilidades locais. Intermidialidades transnacionais.  Um híbrido das vivências da terra de origem e da imigração: acomodação e rejeição que se mostra, inclusive, pela ausência dos filmes, muitos destruídos pelos imigrantes que raspavam o registro para pagar dívidas com a prata.

Link da live – https://youtu.be/_j_0TguwHfw

17/11 – Terça-feira – 17h

Duplo em Dostoiévski: A questão da identidade nos filmes de Ayoade e Villeneuve     

Fabíola Paes De Almeida Tarapanoff

“Doppelgänger”. Originário da mitologia germânica, o termo significa “duplo ambulante” e refere-se a uma criatura capaz de escolher uma vítima e “copiar” suas características. No romance “”O duplo””, Fiódor Dostoiévski traz a história de Yakov Petrovich Golyadkin e o encontro com seu sósia, que deseja ter sua vida. Instigante, o tema já foi abordado no cinema por várias vezes e em duas obras recentes: “”O homem duplicado”” (2014), de Denis Villeneuve e “”O duplo”” (2015), de Richard Ayoade. A proposta é apresentar uma palestra e abrir espaço para discutir a questão do duplo no romance e como se traduz no cinema. A metodologia inclui: levantamento bibliográfico e análise semiótica e dialógica das obras. A fundamentação teórica inclui autores como José Saramago, Dostoiévski, Mikhail Bakhtin, Irene Machado, Bella Jozef, Zygmunt Bauman e Stuart Hall.

Link da live: https://youtu.be/bJESQyy5WD4

 

18/11 – Quarta-feira – 19h

Cinema no Mundo em Colapso: formando outros desejos          

Kênia Freitas / Tatiana Carvalho Costa / Janaína Oliveira / Carol Almeida

Vinculada a proposta “Cinema no Mundo em Colapso: horizontes possíveis na cultura fílmica”, questionamos as (im)possibilidades de se pensar e fazer cinema em um mundo em processo de dissolução. A constatação de que as formações tradicionais em Cinema são insuficientes para dar conta de perspectivas fora dos centramentos branco, masculino, cis e hétero normativos nos parece evidente. Interessa-nos, então, mais do que reformar ausências e invisibilidades incontornáveis, o desafio de imaginar e desejar outros paradigmas para o ensino, a pesquisa e o pensamento sobre o Cinema. No debate chamamos para a conversa as ideias de Poética Negra Feminista de Denise Ferreira da Silva, de Nova Cultura Fílmica do Girish Shambu, da Fabulação Crítica com Saidiya Hartman, do Tempo Espiralar ao lado de Leda Maria Martins e de um Cinema-Quilombo a partir de Beatriz Nascimento. Tentando imaginar com essa constelação formas mais implicadas e opacas de ensinar e aprender na relação/ralação cinema e mundo.

Link da live: https://youtu.be/j8qmf-H80Ss

 

19/11 – Quinta-feira – 19h

Cinema no Mundo em Colapso: horizontes possíveis na cultura fílmica em conversa com Girish Shambu               

Janaína Oliveira / Carol Almeida / Kênia Freitas / Tatiana Carvalho Costa / Girish Shambu 

Com tradução de Carla Maia

Vinculada à proposta “Cinema no Mundo em Colapso: formando outros desejos”, a atividade consiste em estabelecer uma conversa sobre como o repertório discursivo em torno do conceito de tradicional de cinefilia não mais consegue dar conta de tensionar pontos centrais de nossa relação afetiva com o cinema. Se de um lado temos a cinefilia tal como ela foi estabelecida a partir de uma fortuna crítica muito sedimentada por noções de autorismo e os rituais em torno da figura do “autor”, do outro, temos a provocação do crítico Girish Shambu que nos lança o termo “cultura fílmica” e, com ele, nos permite pensar em outros paradigmas fundantes do cinema. Nossa proposta consiste, realizar o debate com o crítico Girish Shambu em torno da ideia de “cultura fílmica” e o que ele tem a nos dizer sobre a imanência e transcendência das imagens, sobre o direito à opacidade nas expressões audiovisuais e sobre práticas críticas e curatoriais que se desdobram quando nos deslocamos epistemologicamente de algumas chaves de análises fílmicas.

Link da live: https://youtu.be/op_QqnL5Vk0

10/11 – Terça-feira – 19h

História e Memória Em Documentários Feministas: Realismo, Pós-Modernismo e Psicanálise

Mariana Nicotera de Souza

Proponho uma análise de documentários feministas lançados nas últimas duas décadas dentro do quadro teórico da teoria feminista de documentário sob 3 lentes: dos debates realistas/antirrealistas dos anos 1970,da historiografia, e da psicanálise. Contextualizo as abordagens desses documentários feministas em relação aos debates realistas/antirrealistas dos anos 1970 onde aponto para uma teoria que faça uma reapropriação da abordagem dualista e simplista encontrada na maioria dos trabalhos sobre documentários. Também investigo possíveis funções ideológicas das narrativas históricas, e aponto como os projetos de reconstrução do passado podem implicar desejos políticos feministas do presente. Identifico a intersecção psicológica de eventos passados e presentes mediados pela memória e outros processos psicológicos, mediado pelo próprio texto do documentário. No encontro entre o diretor e o(s) objeto(s) do filme, pretendo explorar simultaneamente a natureza concreta e abstrata do passado recuperado.

Link da live: https://youtu.be/bIBgCEVr9j4

 

11/11 – Quarta-feira – 19h

Política pública de produção audiovisual para criança e adolescente: o papel da tevê brasileira

Marcus Tavares / Regina de Assis/ Marcos Ozorio

Nos últimos 20 anos, observa-se um declínio da produção de audiovisual voltada para crianças e adolescentes no Brasil. A área é marcada, com raras exceções, por iniciativas e ações pontuais tanto das tevês comerciais quanto das educativas, públicas e estatais. Há várias explicações para este cenário que vão da falta de comprometimento do Estado e do mercado ao não reconhecimento dos direitos das crianças e dos adolescentes de terem acesso a uma mídia de qualidade. O debate não é antigo, mas ainda requer visibilidade, conscientização e garantias práticas para além dos discursos políticos, empresariais e acadêmicos. A conversa proposta visa, portanto, ampliar o diálogo e estabelecer novas reflexões, iniciativas e parcerias. Participam da discussão a consultora em Educação e Mídia, professora Dra. Regina de Assis, o professor e Me. Marcos Ozorio e o jornalista e professor Dr. Marcus Tavares.

Link da live: https://youtu.be/BLmyrmAfp_I

 

12/11 – Quinta-feira – 19h

Cineastas e imagens dos povos – de Cabra Marcado para morrer a Martírio

Leandro Saraiva

A proposta comparativa pretende analisar Martírio (Vincent Carelli, 2017)  à luz de questões suscitadas por  Cabra Marcado para morrer (Eduardo Coutinho, 1984). O foco principal é o cotejo entre as formas de objetivação, na forma do filme, da posição do realizador frente ao processo documentado: Cabra se faz a partir da fragmentação das trajetórias, e do isolamento profissional do realizador, enquanto Martírio tem como base o projeto coletivo, histórico-profético, dos Guarani Kaiowá.

Link da live:  https://youtu.be/8ywCt22D4TE

 

13/11 – Sexta-feira – 19h

O Rosto do ator e a máscara teatral – dialogo entre YAMPOLSY e os teóricos do teatro

Guryva Cordeiro Portela

Com efeitos despersonalizantes a máscara ignora o eu do ator, ignora a vaidade e exige que ele se dissipe de seus falsetes, debruçando-se na expressividade da técnica e abandonando falácias realistas. Para o ator do teatro esta perspectiva é muito clara, manifestando-se em técnicas de várias escolas de atuação e culturas. Já para a construção do ator no cinema, a forma que foi solidificada nos estilos de filmes do eixo Europa-Hollywood não permite, ou não aparenta permitir, a existência dessa técnica do jogo da máscara teatral.

Nesse sentido, esta comunicação pretende discutir e evidenciar a necessidade de uma compreensão mais apurada sobre as técnicas de atuação cinematográficas em relação as técnicas teatrais. Para ampliar esse debate, proponho o pensamento de Mikhail Yampolsky em seu livro Mask face and machine face (1988), em paralelo às técnicas do eixo asiático Kabuki e Noh, e os autores teatrais basilares, entre eles, Meyerhold, Dario Fo.

Link da live: https://youtu.be/ySnig2WexRo

Prezados (as),

Durante o primeiro semestre de 2020, a Socine solicitou a participação dos associados em uma pesquisa para compilar pela primeira vez os dados de quem compõe a Sociedade. Informações como gênero, raça, faixa etária, titulação, localização, vinculação acadêmica, entre outras, foram respondidas por 510 associados entre 03 de fevereiro e 21 de julho. A pesquisa intitulada Censo Socine 2020 está disponível em nosso site, no Menu, em Quem Somos, para consulta dos associados e da sociedade em geral. Compreendendo a importância de discutir os dados e pensar ações a partir deles, a Socine realizará uma Assembleia Extraordinária no primeiro semestre de 2021. Mais informações sobre essa assembleia serão divulgadas oportunamente no futuro. Agradecemos a todos os associados que participaram da pesquisa. Quaisquer dúvidas ou sugestões podem ser enviadas à nossa Secretaria pelo email socine@socine.org.br

Atenciosamente,

Diretoria SOCINE

03/11 – Terça-feira – 19h

Sylvio Lanna –  o cinema de invenção preservado ou deteriorado se reinventando no mundo digital

Francisco José Pereira da Costa Júnior

Entrevista com o cineasta Sylvio Lanna para percorrer sua carreira que se inicia junto ao núcleo mineiro do Cinema Marginal que se baseava no Rio de Janeiro, no final dos anos sessenta, passando pelo lançamento em 2019 do DVD de seu longa-metragem censurado pela Ditadura Militar, e finalizando com seus projetos digitais de cineclube, videoteca e filmes de celular. Versaremos sobre sua primeira produção, o curta-metragem “”O Roteiro do Gravador””, perdido na Cinemateca do MAM e refilmado no documentário “”IN MEMORIAM – O Roteiro do Gravador””, rodado em digital no ano 2019; a amizade com o cineasta paulista Andrea Tonacci que proporcionou a filmagem do longa “”Sagrada Família””; seu filme rodado no continente africano que se deteriorou e foi recuperado em parte; os anos 1980 e o retorno ao Brasil produzindo curtas em cores. Finalizaremos com a sua volta ao universo cinematográfico agora dentro da esfera digital e suas recentes parcerias, entre elas a com o cineasta e produtor Cavi Borges.

Link da live:  https://youtu.be/24g_3hDygFI

 

04/11 – Quarta-feira – 19h

De O Cangaceiro a Bacurau: quatro Nordestes e quatro Cangaços

Leandro Afonso

A proposta a seguir busca realizar uma breve análise de quatro filmes: O Cangaceiro (1953, Lima Barreto), Lampião, o Rei do Cangaço (1963, Carlos Coimbra), O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969, Glauber Rocha) e Bacurau (2019, Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles). Até que ponto podemos defender que referências além do cangaço (Dioguinho em SP, Jesuíno Brilhante no NE) chegam nos filmes? Como dialogam o professor de O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro com o de Bacurau? Em que o pernambucano Lunga, habitante de um futuro distópico, se aproxima do Lampião do paulista Coimbra? Como o mito imaginário da abertura de O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, do baiano Glauber filmando no seu estado, conversa com os outros longas? De que mais podemos falar do cangaço de Galdino Ferreira, interpretado pelo mineiro Milton Ribeiro, com seu rival na pele de Alberto Ruschel, um gaúcho – na dupla que consolidou o primeiro imaginário cinematográfico de cangaço?

Link da live: https://youtu.be/VWABrvP8PU0

 

05/11 – Quinta-feira – 19h

Dramaturgias da Memória – Da matéria bruta da experiência às simulações de si em documentários autobiográficos

Márcio Henrique Melo de Andrade

Esta palestra apresenta uma pesquisa de doutorado em torno dos atos narrativos autobiográficos nos documentários A imagem que falta (2014, Rithy Pahn), Isto não é um filme (2011, Jafar Panahi) e Elena (2013, Petra Costa). Tomando como objeto as operações entre narrativa e imagem desenvolvidas pelos cineastas, parte-se dos gêneros narrativos em sua concepção mais clássica – épico, dramático e lírico – para  pensar como os processos de criação de narrativas de si no documentário autobiográfico (SHERMAN, 1998; LANE, 2002; MACDONALD, 2013) podem levantar questões em torno dos processos, poéticas e autorias na escrita cinematográfica (SAYAD, 2008; MARAS, 2009; JOHANN, 2015). Partimos das distinções entre os modos de narrar desses três filmes para entender como os cineastas cristalizam um desejo de, ao invés de representar ‘objetivamente’ uma imagem de si, imaginar a própria interioridade. Assim, eles nos permitem pensar em como, ao nos narrar, não nos representamos, mas nos simulamos.

Link da live:  https://youtu.be/hKt-8OCE3b8

 

06/11 – Sexta-feira – 19h

Olga Preobrazhenskaya, As mulheres de Ryazan e a censura soviética

Camila Cattai de Moraes

Nossa proposta é a de apresentar o filme mais famoso da cineasta Olga Preobrazhenskaya (1881 – 1971), As mulheres de Ryazan, 1927, encomendado pelo Comitê Estadual de Cinematografia da URSS, a Sovkino em comemoração aos 10 anos da Revolução Russa. A URSS, sob o comando de Stalin, encomendou seis filmes de diferentes cineastas para que fossem exaltados o Estado soviético e a Revolução. Das seis obras, Preobrazhenskaya foi a única cineasta que encontrou problemas no lançamento de seu filme que foi censurado e lançado meses mais tarde, com alterações na montagem. O motivo da censura foi o de que a obra não exaltava da maneira esperada o papel do Estado na vida da mulher camponesa. Preobrazhenskaya em 1927 já havia dirigido seis filmes e pelo menos um deles já havia sofrido censura em seu lançamento. A cineasta até o lançamento da obra de 1927 era considerada uma cineasta de filmes infantis e a obra em questão foi a primeira oportunidade de Olga para lançar filmes para o público geral.

Link da live: https://youtu.be/QZb6f9PUjuQ

CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

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