O XXIV Encontro SOCINE será promovido de forma remota pela ESPM entre os dias 25 a 29 de outubro de 2021.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento da inscrição dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Importante ressaltar que esse é um pagamento diferente do feito anteriormente, relacionado à anuidade. Dessa forma, são dois pagamentos: anuidade (já pago) e inscrição do Encontro (a pagar). Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento da inscrição deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

– Primeiro prazo – Prazo: 05 de julho a 25 de julho – R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $60 profissionais / $30 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Segundo prazo – 26 de julho a 01 de agosto – R$226,00 (profissionais) / R$113,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $70 profissionais / $35 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Prazo final – 02 de agosto a 08 de agosto – R$266,00 (profissionais) / R$133,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $80 profissionais / $40 estudantes/profissionais sem vínculo;

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    David Ken Gomes Terao (Unicamp)

Minicurrículo

    David Ken Gomes Terao é doutorando em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas, realizando pesquisa sobre apropriações do melodrama no cinema contemporâneo brasileiro. É mestre na mesma instituição com pesquisa sobre o melodrama no cinema de Christian Petzold e graduado pela Universidade Federal do Ceará. Em 2020 ministrou o curso “Um percurso pelo melodrama de Fassbinder” pela Escola no Cinema.

Ficha do Trabalho

Título

    O melodrama no cinema brasileiro e o paradigma do popular

Resumo

    Como etapa anterior a uma análise de uma filmografia contemporânea brasileira a partir de matrizes melodramáticas, essa comunicação irá problematizar a noção de popular vinculada a ele pelas teorias já existentes, propondo uma abordagem que leva em conta a especificidade da cultura de consumo e a realidade social brasileiras, ao mesmo tempo em que reconhece a força da sua permanência cultural e sua possibilidade de atuar enquanto terreno de disputa narrativa de povos, comunidades e identidades.

Resumo expandido

    Nos estudos do melodrama, muito se evidencia de seu caráter de matriz narrativa popular, sobretudo nos comentários a respeito de seu surgimento enquanto gênero teatral na Europa após a Revolução Francesa. Martin-Barbero (1997) comenta seu caráter de grande espetáculo da cultura de massa que constituiu uma “imagem unificada do popular”, replicada a posteriori nos folhetins, no cinema e no jornalismo sensacionalista. Zamour (2016) vai ainda mais longe, afirmando que o melodrama é um gênero “do povo para o povo”, uma “fábrica de povos” na similaridade das imagens que produz com a realidade das comunidades populares e sua história.

    Martin-Barbero observa, em relação à realidade latino-americana que o melodrama é um meio privilegiado de reconhecimento do popular na região a partir das mediações estabelecidas com a cultura massiva. Tal constatação, que parece um caminho ideal para pensar uma série de apropriações do melodrama no cinema brasileiro, precisa no entanto ser lida com cuidado, uma vez que um olhar para o consumo de mídias massivas e para as bilheterias de cinema no país revela quais meios efetivamente mediam essa identificação.

    É importante problematizar o conceito de popular em vez de simplesmente colar o engajamento emocional do melodrama no cinema a uma garantia de sucesso das obras e visibilidade cultural por todos os sujeitos ditos populares. Há nisto o duplo problema de que por um lado, como lembram Bernardet e Galvão (1983), nosso cinema ligou diretamente a noção de popular a ideais variados de nação, mas que não necessariamente chegam até as classes baixas, e por outro lado, é um fato de que ele não é a mídia mais popular dentre o que é produzido no país, o mercado interno de exibição sendo hegemonicamente dominado há décadas pelo produto estrangeiro de Hollywood, fato observado por teóricos diversos e lembrado por Schvarzman (2018) na análise dos filmes brasileiros que mesmo com essa limitação alcançaram grandes bilheterias.

    O melodrama enquanto elemento discursivo-narrativo popular se encontra concentrado na televisão, meio de difusão mais pulverizado do que o cinema e onde se encontram diferentes usos das matrizes melodramáticas, seja nas fórmulas dramatúrgicas de telenovela e séries televisivas, seja no apelo moral direto dos programas policiais sensacionalistas, continuidade televisiva da “imprensa marrom” que Barbero lembra ter origens na literatura melodramáticas dos cordéis.

    Nisso, é preciso levar em conta que sem a condição de produtos massivos, boa parte das produções da filmografia brasileira contemporânea que eventualmente trabalham com matrizes melodramáticas não pode ser considerada como popular num sentido de suas mediações e consumo pelo grande público, tendo em vista que boa parte da difusão dos títulos se dá na exibição restrita dos festivais de cinema e na tímida participação posterior nos circuitos de exibição. Ao mesmo tempo, não se pode deixar de lado o fato de que se há uma apropriação desse tipo de narrativa pelos realizadores, é porque o melodrama enquanto manifestação popular ainda é acessado culturalmente por eles em tal nível que há um desejo de reproduzi-lo em suas obras, independente de elas são exibidas e consumidas de forma massiva ou não. Nesse sentido, dentro da disciplina dos estudos culturais, a análise dos diferentes processos de formação da cultura observados por Williams (1979), bem como o caráter efêmero dos elementos da cultura popular de diferentes tempos, lembrado por Hall (2009), são contribuições que nos permitem compreender um modo de analisar o melodrama como uma forma de imaginação cujo caráter popular é mais concentrado ou rarefeito em diferentes mídias e que permanece até hoje como campo de disputas narrativas sobre povos, comunidades e identidades.

Bibliografia

    BERNARDET, J C; GALVÃO, M R. Cinema repercussões em caixa de eco ideológica, São Paulo, Brasiliense, 1983.

    HALL, S. Notas sobre a desconstrução do “popular”. In: HALL, Stuart. Da diáspora: identidade e mediações culturais. Organização de Liv Sovik. Belo Horizonte, MG: Editora da UFMG, 2009.

    HAMBURGER, E. Política e novela. In: HAMBURGER, E.; BUCCI, Eugênio (Org.). A TV aos 50 anos. Criticando a televisão brasileira no seu cinquentenário. São Paulo:Fundação Perseu Abramo, 2000.

    MARTÍN-BARBERO, J. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1997.

    SCHVARZMAN, S. Cinema brasileiro contemporâneo de grande bilheteria (2000-2016). In: RAMOS, F P; SCHVARZMAN, Sheila. Nova história do cinema brasileiro, v. 2. São paulo, SP: Edições Sesc, 2018.

    WILLIAMS, R. Marxismo e literatura. Rio de Janeiro, RJ: Zahar.

    ZAMOUR, F. Le mélodrame dans le cinéma contemporain: Une fabrique de peuples. Presses universitaires de Rennes, 2016

Prezados,
Segue abaixo a lista dos Seminários Temáticos aprovados para o triênio 2020-2022. Devido ao grande número de Seminários propostos, 22 no total, o Conselho da SOCINE endossou a aprovação de 16 Seminários, ao invés dos 14 informados originalmente na chamada, levando em consideração que as próximas sedes comportam o aumento de STs. Importante frisar que o acréscimo de STs não diminui o espaço das outras modalidades, pois os STs continuarão correspondendo a 50% do evento, tendo sua ampliação gerado mais espaço para as outras modalidades também.
Os pareceres estarão disponíveis aos proponentes. Dois STs foram selecionados como suplentes e serão informados de sua colocação na suplência.
Para confirmação do ST, os coordenadores dos STs selecionados terão de pagar a anuidade de 2020 entre 06/01/2020 e 19/01/2020. Caso um/a coordenador/a de um ST selecionado não realize o pagamento da anuidade no prazo acima indicado, será convocado um ST suplente (que tiver sido aprovado, mas não contemplado dentro do número possível) e os coordenadores terão o prazo de 20/01/2020 a 26/01/2020 para realizar o pagamento da anuidade de 2020.

Seminários Temáticos (2020-2022) (em ordem alfabética)
Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados
Cinema Comparado
Cinema e Educação
Cinema experimental: histórias, teorias e poéticas
Cinema no Brasil: a história, a escrita da história e as estratégias de sobrevivência
Cinemas mundiais entre mulheres: feminismos contemporâneos em perspectiva
Cinemas negros: estéticas, narrativas e políticas audiovisuais na África e nas afrodiásporas
Cinemas pós-coloniais e periféricos
Estética e plasticidade da direção de fotografia
Estética e teoria da direção de arte audiovisual
Estilo e som no audiovisual
Estudos de Roteiro e Escrita Audiovisual
Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil
Montagem Audiovisual: Reflexões e Experiências
Outros Filmes
Teoria de Cineastas

O XXIII Encontro SOCINE acontecerá na Unisinos, em Porto Alegre, de 08 a 11 de outubro de 2019.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

Primeiro prazo: 10 de junho a 12 de julho – R$190,00 (profissionais) / R$95,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Segundo prazo: 15 de julho a 26 de julho – R$220,00 (profissionais) / R$110,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Prazo final: 29 de julho a 02 de agosto – R$260,00 (profissionais) / R$130,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

O XXII Encontro SOCINE acontecerá na UFG, em Goiânia, de 23 a 26 de outubro de 2018.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

Primeiro prazo (R$185,00 profissionais/R$92,50 estudantes): de 10 de julho a 10 de agosto;

Segundo prazo (R$215,00 profissionais/R$107,50 estudantes): de 13 a 24 de agosto;

Prazo final (R$255,00 profissionais/R$127,50 estudantes): de 27 a 31 de agosto. 

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Caros,

Estamos divulgando, dentro do prazo previsto no cronograma de 2018 para a Socine, os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019. Gostaríamos, primeiramente, de agradecer o trabalho dos Conselheiros e dos membros do Comitê Científico, que atuam como pareceristas e trabalharam dentro dos prazos estabelecidos na última reunião do conselho, em dezembro, na ECA/USP.

Explicamos aqui brevemente a mecânica da avaliação dos STs, para que fique transparente para aqueles que foram proponenetes, bem como para os associados em geral. Terminado o prazo da chamada, recebemos 17 propostas.
Uma primeira fase da avaliação constou de uma triagem mais técnica, a cargo da Secretaria, que conferiu se todos os Seminários propostos cumpriam os requisitos pré-estabelecidos e divulgados na chamada. Nesta fase, tivemos um Seminário recusado, por não cumprir tais requisitos. Na segunda fase, cada Seminário contou com dois pareceristas, designados dentre os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal que não foram proponentes de STs neste ano, além dos membros do Comitê Científico. Em caso de dois pareceres positivos, o Seminário já estaria aprovado. Em caso de dois pareceres negativos, o Seminário já estaria recusado. Houve uma terceira fase, para casos de desempate, para quando o Seminário tivera um parecer positivo e um negativo. Quatro seminários ficaram nessa situação, e precisaram de um terceiro pareceista, também designado dentre Conselhos e Comitê.

Ao fim das avaliações, temos a seguinte situação: são 14 seminários temáticos aprovados para o biênio; 3 foram reprovados.

Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019 da SOCINE:

  1. Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados

  2. Cinema brasileiro contemporâneo: política, estética, invenção

  3. Cinema comparado

  4. Cinema e Educação

  5. Cinema Negro africano e diaspórico – Narrativas e representações

  6. Cinemas pós-coloniais e periféricos

  7. Corpo, gesto e atuação

  8. Estilo e som no audiovisual

  9. Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil

  10. Interseções Cinema e Arte

  11. Montagem Audiovisual: reflexões e experiências

  12. Mulheres no cinema e audiovisual

  13. Teoria dos Cineastas

  14. Teorias e análises da direção de fotografia

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

É um número expressivo de STs, maior do que nos anos anteriores. A diretoria acredita que ao corroborar, no fim do processo, esse resultado das avaliações, teremos, ao mesmo tempo, uma pluralidade de temas que hoje são pertinentes aos estudos de Cinema e Audiovisual no Brasil, e o respeito à divisão, nos próximos encontros anuais, entre o espaço destinado aos Seminários, às mesas pré-constituídas, comunicações individuais e painéis.

Abraços,
A Diretoria.

 

O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.