O XXIV Encontro SOCINE será promovido de forma remota pela ESPM entre os dias 25 a 29 de outubro de 2021.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento da inscrição dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Importante ressaltar que esse é um pagamento diferente do feito anteriormente, relacionado à anuidade. Dessa forma, são dois pagamentos: anuidade (já pago) e inscrição do Encontro (a pagar). Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento da inscrição deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

– Primeiro prazo – Prazo: 05 de julho a 25 de julho – R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $60 profissionais / $30 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Segundo prazo – 26 de julho a 01 de agosto – R$226,00 (profissionais) / R$113,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $70 profissionais / $35 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Prazo final – 02 de agosto a 08 de agosto – R$266,00 (profissionais) / R$133,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $80 profissionais / $40 estudantes/profissionais sem vínculo;

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    NEZI HEVERTON CAMPOS DE OLIVEIRA (UFF)

Minicurrículo

    Possui graduação em Comunicação Social com habilitação em Cinema pela Universidade de São Paulo (1994) e mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2006). É doutorando do Programa de pós-graduação em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal Fluminense. É assessor técnico da Vice Direção de Patrimônio Cultural e Divulgação Científica da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, onde atua nas áreas do Patrimônio Cultural, da Divulgação Científica e da Produção Audiovisual.

Ficha do Trabalho

Título

    Revisitando a chanchada na historiografia recente do cinema brasileiro

Resumo

    A partir de uma perspectiva historiográfica, esse trabalho se propõe a refletir sobre a onda de valorização e ressignificação das chanchadas, tendo como objeto de análise um conjunto de trabalhos acadêmicos publicados a partir dos anos 1980. O objetivo é depurar o processo revisionista por meio da análise de elementos sintáticos e semânticos dos filmes e de aspectos afeitos à sua produção, recepção e consumo que acabaram por consagrar a chanchada como principal gênero cinematográfico brasileiro.

Resumo expandido

    Uma revisão bibliográfica da história do cinema brasileiro, sobretudo das obras mais panorâmicas, vai revelar o destaque dado a certos filmes em detrimento de outros. Historiadores, assim como a crítica e os arquivos cinematográficos, têm papel ativo na seleção do que deve ser lembrado ou esquecido. Filmes desprezados em determinados contextos são reexaminados, ressignificados e revalorizados em outros, em sintonia com as tendências estéticas e o cenário político-cultural de cada momento.
    O filme tem uma riqueza de significação que nem sempre é apreendida no momento em que foi realizado. O mundo que ele cria ou registra precisa de tempo para ser compreendido e avaliado. O significado de um filme só pode ser absorvido quando não apenas seus recursos cinematográficos (imagem, som, cenários, figurinos, etc) são considerados, mas também seu autor, público, crítica e todo o contexto social, cultural e político em que ele está inserido.
    Assistimos nas últimas décadas a uma onda de valorização das chanchadas que pode ser comprovada pelo significativo crescimento da literatura sobre o tema. Nessas novas leituras, as vertentes estéticas, os modelos de produção e os padrões de recepção e consumo do gênero transformaram-se em objeto de interesse. Consagradas pelas audiências mais populares, as chanchadas foram durante muito tempo rejeitadas pela crítica cinematográfica e pela elite culta e tratadas como filmes “mal feitos” ou cópias canhestras dos musicais hollywoodianos. O adjetivo “chanchada” utilizado naqueles tempos carregava um forte caráter pejorativo, associado a filmes de baixa qualidade, sem qualquer valor estético ou cultural. O processo de substantivação do termo, que redundou na consagração da chanchada como principal gênero cinematográfico brasileiro, só ocorreu definitivamente “quando passou a abarcar um conjunto específico de filmes, vindo em seguida, a perder sua carga pejorativa, num processo levado a cabo não apenas pela crítica, mas também pela historiografia do cinema brasileiro”. (FREIRE, 2011: 68)
    O marco inaugural desse processo de releitura das chanchadas pode ser atribuído ao artigo de João Luiz Vieira publicado na Revista “Filme Cultura” em 1983: “Este é meu, é seu, é nosso – Introdução à paródia no cinema brasileiro”. Nesse mesmo ano, a coleção “Tudo é História” da editora Brasiliense publica o livreto “A chanchada no cinema brasileiro” de Afrânio Catani e José Inácio de Melo Souza. O jornalista Sérgio Augusto dará maior impulso à empreitada revisionista com “Esse mundo é um pandeiro”, publicado em 1989. Em seguida, vários outros trabalhos, desenvolvidos no meio acadêmico, vão demarcar diferentes facetas dessa onda de valorização e ressignificação das chanchadas: “Chanchada – Cinema e imaginário das classes populares na década de 50” (1993) de Rosângela de Oliveira Dias; “Tristezas não pagam dívidas – Cinema e política nos anos da Atlântida” (2001), de Mônica Rugai Bastos; “Cinema carioca nos anos 30 e 40 – Os filmes musicais nas telas da cidade” (2003), de Suzana Cristina de Souza Ferreira; e “Fotogramas do Brasil: as chanchadas” (2015) de Bernadette Lyra. Também merecem igual destaque os artigos “O corpo popular, a chanchada revisitada, ou a comédia carioca por excelência” e “Descascando o abacaxi carnavalesco da chanchada: a invenção de um gênero cinematográfico nacional”, publicados respectivamente por João Luiz Vieira e Rafael de Luna Freire em 2003 e 2011. Vieira ainda escreveu o capítulo dedicado às chanchadas em “História do cinema brasileiro” (1987), obra organizada por Fernão Ramos, e depois reeditada em 2018 como “Nova História do Cinema Brasileiro”, numa versão revisada e ampliada, em dois volumes, organizada por Ramos e Sheila Schvarzman.
    A partir de uma análise historiográfica das obras citadas, esse trabalho se propõe a investigar os meandros desse processo revisionista, depurando tanto aspectos sintáticos e semânticos dos filmes, quanto aqueles relacionados à sua produção, recepção e consumo.

Bibliografia

    AUGUSTO, S. Este mundo é um pandeiro: a chanchada de Getúlio a JK. SP: Companhia das Letras, 1989.
    BASTOS, M. R. Tristezas não pagam dívidas: cinema e política nos anos da Atlântida. SP: Olho d’Água, 2001.
    CATANI, A. M.; SOUZA, J. I. M. A chanchada no cinema brasileiro. SP: Brasiliense, 1983.
    DIAS, R. O. Chanchada: cinema e imaginário das classes populares na década de 50. RJ: Relume-Dumará, 1993.
    FERREIRA, S. C. S. Cinema carioca nos anos 30 e 40: os filmes musicais nas telas da cidade. SP: Annablume 2003.
    FREIRE, R. L; Descascando o abacaxi carnavalesco da chanchada: a invenção de um gênero cinematográfico nacional. Contracampo, Niterói: UFF, n. 23, p. 66-85, 2011.
    LYRA, B. Fotogramas do Brasil: as chanchadas. SP: A lápis, 2015
    VIEIRA, J. L. Este é meu, é seu, é nosso – Introdução à paródia no cinema brasileiro. Filme Cultura. RJ, n. 41-42, p. 22-29, 1983.
    _____. O corpo popular, a chanchada revisitada, ou a comédia carioca por excelência. Acervo, RJ, v. 16, n.1, p. 45-62, 2003

Prezados,
Segue abaixo a lista dos Seminários Temáticos aprovados para o triênio 2020-2022. Devido ao grande número de Seminários propostos, 22 no total, o Conselho da SOCINE endossou a aprovação de 16 Seminários, ao invés dos 14 informados originalmente na chamada, levando em consideração que as próximas sedes comportam o aumento de STs. Importante frisar que o acréscimo de STs não diminui o espaço das outras modalidades, pois os STs continuarão correspondendo a 50% do evento, tendo sua ampliação gerado mais espaço para as outras modalidades também.
Os pareceres estarão disponíveis aos proponentes. Dois STs foram selecionados como suplentes e serão informados de sua colocação na suplência.
Para confirmação do ST, os coordenadores dos STs selecionados terão de pagar a anuidade de 2020 entre 06/01/2020 e 19/01/2020. Caso um/a coordenador/a de um ST selecionado não realize o pagamento da anuidade no prazo acima indicado, será convocado um ST suplente (que tiver sido aprovado, mas não contemplado dentro do número possível) e os coordenadores terão o prazo de 20/01/2020 a 26/01/2020 para realizar o pagamento da anuidade de 2020.

Seminários Temáticos (2020-2022) (em ordem alfabética)
Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados
Cinema Comparado
Cinema e Educação
Cinema experimental: histórias, teorias e poéticas
Cinema no Brasil: a história, a escrita da história e as estratégias de sobrevivência
Cinemas mundiais entre mulheres: feminismos contemporâneos em perspectiva
Cinemas negros: estéticas, narrativas e políticas audiovisuais na África e nas afrodiásporas
Cinemas pós-coloniais e periféricos
Estética e plasticidade da direção de fotografia
Estética e teoria da direção de arte audiovisual
Estilo e som no audiovisual
Estudos de Roteiro e Escrita Audiovisual
Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil
Montagem Audiovisual: Reflexões e Experiências
Outros Filmes
Teoria de Cineastas

O XXIII Encontro SOCINE acontecerá na Unisinos, em Porto Alegre, de 08 a 11 de outubro de 2019.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

Primeiro prazo: 10 de junho a 12 de julho – R$190,00 (profissionais) / R$95,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Segundo prazo: 15 de julho a 26 de julho – R$220,00 (profissionais) / R$110,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Prazo final: 29 de julho a 02 de agosto – R$260,00 (profissionais) / R$130,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

O XXII Encontro SOCINE acontecerá na UFG, em Goiânia, de 23 a 26 de outubro de 2018.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

Primeiro prazo (R$185,00 profissionais/R$92,50 estudantes): de 10 de julho a 10 de agosto;

Segundo prazo (R$215,00 profissionais/R$107,50 estudantes): de 13 a 24 de agosto;

Prazo final (R$255,00 profissionais/R$127,50 estudantes): de 27 a 31 de agosto. 

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Caros,

Estamos divulgando, dentro do prazo previsto no cronograma de 2018 para a Socine, os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019. Gostaríamos, primeiramente, de agradecer o trabalho dos Conselheiros e dos membros do Comitê Científico, que atuam como pareceristas e trabalharam dentro dos prazos estabelecidos na última reunião do conselho, em dezembro, na ECA/USP.

Explicamos aqui brevemente a mecânica da avaliação dos STs, para que fique transparente para aqueles que foram proponenetes, bem como para os associados em geral. Terminado o prazo da chamada, recebemos 17 propostas.
Uma primeira fase da avaliação constou de uma triagem mais técnica, a cargo da Secretaria, que conferiu se todos os Seminários propostos cumpriam os requisitos pré-estabelecidos e divulgados na chamada. Nesta fase, tivemos um Seminário recusado, por não cumprir tais requisitos. Na segunda fase, cada Seminário contou com dois pareceristas, designados dentre os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal que não foram proponentes de STs neste ano, além dos membros do Comitê Científico. Em caso de dois pareceres positivos, o Seminário já estaria aprovado. Em caso de dois pareceres negativos, o Seminário já estaria recusado. Houve uma terceira fase, para casos de desempate, para quando o Seminário tivera um parecer positivo e um negativo. Quatro seminários ficaram nessa situação, e precisaram de um terceiro pareceista, também designado dentre Conselhos e Comitê.

Ao fim das avaliações, temos a seguinte situação: são 14 seminários temáticos aprovados para o biênio; 3 foram reprovados.

Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019 da SOCINE:

  1. Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados

  2. Cinema brasileiro contemporâneo: política, estética, invenção

  3. Cinema comparado

  4. Cinema e Educação

  5. Cinema Negro africano e diaspórico – Narrativas e representações

  6. Cinemas pós-coloniais e periféricos

  7. Corpo, gesto e atuação

  8. Estilo e som no audiovisual

  9. Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil

  10. Interseções Cinema e Arte

  11. Montagem Audiovisual: reflexões e experiências

  12. Mulheres no cinema e audiovisual

  13. Teoria dos Cineastas

  14. Teorias e análises da direção de fotografia

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

É um número expressivo de STs, maior do que nos anos anteriores. A diretoria acredita que ao corroborar, no fim do processo, esse resultado das avaliações, teremos, ao mesmo tempo, uma pluralidade de temas que hoje são pertinentes aos estudos de Cinema e Audiovisual no Brasil, e o respeito à divisão, nos próximos encontros anuais, entre o espaço destinado aos Seminários, às mesas pré-constituídas, comunicações individuais e painéis.

Abraços,
A Diretoria.

 

O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.