O XXIV Encontro SOCINE será promovido de forma remota pela ESPM entre os dias 25 a 29 de outubro de 2021.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento da inscrição dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Importante ressaltar que esse é um pagamento diferente do feito anteriormente, relacionado à anuidade. Dessa forma, são dois pagamentos: anuidade (já pago) e inscrição do Encontro (a pagar). Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento da inscrição deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

– Primeiro prazo – Prazo: 05 de julho a 25 de julho – R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $60 profissionais / $30 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Segundo prazo – 26 de julho a 01 de agosto – R$226,00 (profissionais) / R$113,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $70 profissionais / $35 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Prazo final – 02 de agosto a 08 de agosto – R$266,00 (profissionais) / R$133,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $80 profissionais / $40 estudantes/profissionais sem vínculo;

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Márcio Câmara (UFPE)

Minicurrículo

    Bacharel em Artes no Cinema pela San Francisco State University (SFSU) (1993) é Mestre em Comunicação, com ênfase nos Estudos de Som no Cinema, pela Universidade Federal Fluminense (UFF) (2013) e Doutorando no Programa Pós Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com pesquisa sobre o Som no Cinema. Técnico de Som Direto, Realizador Audiovisual e Professor do Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade de Fortaleza (UNIFOR).

Ficha do Trabalho

Título

    As escolas sonoras americana e francesa: origem, tradição e hibridismo

Seminário

    Estilo e som no audiovisual

Resumo

    O artigo pretende apresentar uma pesquisa em desenvolvimento que busca refletir sobre o surgimento e constituição de duas “escolas sonoras”: a americana e a francesa. Procura definir seus pontos distintos e também convergentes, explorando as interferências dessas escolas na sonoridade de outras cinematografias.

Resumo expandido

    Na pesquisa de mestrado intitulada O Som Direto no Cinema Brasileiro: entre a criatividade e a técnica (CÂMARA, 2019), quando analisei as atuações criativas de Técnicos de Som Direto no cinema brasileiro contemporâneo, por meio de uma historiografia sonora, era recorrente ouvir comentários sobre a influência que duas “escolas sonoras” – a francesa e a americana – tiveram no som cinematográfico feito no Brasil. Para as pessoas entrevistadas na pesquisa havia uma declarada sonoridade advinda da maneira como escutamos os filmes feitos na França e nos Estados Unidos, delimitando uma maneira específica de ouvir o mundo: a americana que priorizaria o som em close, em detrimento do espaço onde os personagens estão inseridos, e a francesa que enfatizaria o som do espaço junto com a ação.
    Parto da interseção entre som e imagem para entender a origem das citadas escolas: a transição do cinema silencioso para o falado, período que começa em 1927 e vai até 1934, sendo que em alguns países esse tempo foi mais estendido, como no caso do Japão que foi até 1940 (FREIBERG, 1987). Uma das primeiras distinções que pode ser escutada na sonoridade dos filmes feitos nesses dois países é que nos Estados Unidos se enfatizava a inteligibilidade da fala dentro da história da trama do filme. Já a realidade francesa enfatizava um modelo alternativo onde o som servia para reproduzir uma performance dos atores, geralmente vindos diretamente do rádio ou do teatro, sendo os filmes franceses desse período feitos como extensão dessas outras atividades (O’BRIEN, 2005). Essa tradição se estendeu para o Brasil com filmes como Alô, alô carnaval (1936) de Adhemar Gonzaga, quando as cantoras e cantores de rádio inundaram a tela do cinema brasileiro, aproveitando o já reconhecimento do público (COSTA, 2008).
    Importante notar também a divergência técnica do cinema francês para o cinema americano quando a estandardização de procedimentos de regravação e outras técnicas de gravação multi-pista só ocorreram na França nos anos 1940, durante a ocupação alemã – uma década depois de Hollywood -. Mesmo assim, naquele período, o som direto manteve-se extremamente comum na história do cinema francês (LASTRA, 2000).
    Aponto ainda para o período da metade dos anos 1950 para o começo dos anos 1960 como decisivo para investigar as diferenças entre uma escola e a outra. Nessa confluência tivemos a introdução de aparatos de gravação leve, com câmeras como a Cameflex e o gravador de som Nagra, que se estabeleceu como norma até o final dos anos 1980 (PUCCINI, 2017). Esses novos instrumentos de trabalho viabilizaram, através da liberdade de filmar, novas maneiras de significar e entender o mundo, sendo o gênero documentário o que logo abraçou essa oportunidade. Enquanto que o método francês – cinema vérité – registrava as interações entre o cineasta e o objeto filmado, o americano tentava mostrar o cotidiano dos atores sociais retratados por meio de uma interferência mínima – direct cinema – (MAMBER, 1974). Nessas duas vertentes estéticas o uso do som imprimiu um diferencial e as diferentes práticas ajudaram a consolidar o som como parte importante, em muitos casos, imprescindível, do processo audiovisual. No caso francês, o Grupo Sincrônico Rápido afirmava em manifesto: “temos que filmar para o som!” (RUSPOLI, 1963), acentuando a proposta de som político que Caroline Zéau aponta no trabalho sonoro de Antonie Bonfanti e sua escuta como um compromisso com a verdade. No caso oposto, segundo relatou o Técnico de Som Direto Romeu Quinto durante sua entrevista: “o som americano é o som da mentira!” (CÂMARA, 2019).
    A identificação dessas duas sonoridades, suas intervenções nas diversas cinematografias mundiais e a representação dessas influências na realidade sonora do cinema brasileiro, nos dois períodos históricos propostos, são focos do meu doutorado. Intenciono, assim, problematizar a intervenção de uma escola ou outra, ou mesmo um modelo híbrido que utiliza das duas sonoridades.

Bibliografia

    CÂMARA, Márcio. Som Direto no Cinema Brasileiro: fragmentos de uma história. Fortaleza: Editora RDS, 2º edição, 2019.

    COSTA, Fernando Morais da. O som no cinema brasileiro. Rio de Janeiro: Editora 7Letras, 2008.

    FREIBERG, Freda. The Transition to Sound in Japan. History on/and/in Film. Perth: History & Film Association of Australia, 1987.

    LASTRA, James. Sound technology and the American cinema: perception, representation, modernity. New York: Columbia University Press, 2000.

    PUCCINI, Sérgio. Antoine Bonfanti e a escuta do mundo em documentários não controlados. Doc On-line, n. 22, setembro de 2017.

    MAMBER, Stephen. Cinema verite in America, studies in uncontrolled documentary. Cambridge: The MIT Press. 1974.

    O’BRIEN, Charles. Cinema’s conversion to sound: technology and film style in France and the U.S. Bloomington: Indiana University. Press, 2005.

    RUSPOLI, Mario. Le group synchrone léger. Unesco, 1963.

Prezados,
Segue abaixo a lista dos Seminários Temáticos aprovados para o triênio 2020-2022. Devido ao grande número de Seminários propostos, 22 no total, o Conselho da SOCINE endossou a aprovação de 16 Seminários, ao invés dos 14 informados originalmente na chamada, levando em consideração que as próximas sedes comportam o aumento de STs. Importante frisar que o acréscimo de STs não diminui o espaço das outras modalidades, pois os STs continuarão correspondendo a 50% do evento, tendo sua ampliação gerado mais espaço para as outras modalidades também.
Os pareceres estarão disponíveis aos proponentes. Dois STs foram selecionados como suplentes e serão informados de sua colocação na suplência.
Para confirmação do ST, os coordenadores dos STs selecionados terão de pagar a anuidade de 2020 entre 06/01/2020 e 19/01/2020. Caso um/a coordenador/a de um ST selecionado não realize o pagamento da anuidade no prazo acima indicado, será convocado um ST suplente (que tiver sido aprovado, mas não contemplado dentro do número possível) e os coordenadores terão o prazo de 20/01/2020 a 26/01/2020 para realizar o pagamento da anuidade de 2020.

Seminários Temáticos (2020-2022) (em ordem alfabética)
Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados
Cinema Comparado
Cinema e Educação
Cinema experimental: histórias, teorias e poéticas
Cinema no Brasil: a história, a escrita da história e as estratégias de sobrevivência
Cinemas mundiais entre mulheres: feminismos contemporâneos em perspectiva
Cinemas negros: estéticas, narrativas e políticas audiovisuais na África e nas afrodiásporas
Cinemas pós-coloniais e periféricos
Estética e plasticidade da direção de fotografia
Estética e teoria da direção de arte audiovisual
Estilo e som no audiovisual
Estudos de Roteiro e Escrita Audiovisual
Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil
Montagem Audiovisual: Reflexões e Experiências
Outros Filmes
Teoria de Cineastas

O XXIII Encontro SOCINE acontecerá na Unisinos, em Porto Alegre, de 08 a 11 de outubro de 2019.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

Primeiro prazo: 10 de junho a 12 de julho – R$190,00 (profissionais) / R$95,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Segundo prazo: 15 de julho a 26 de julho – R$220,00 (profissionais) / R$110,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Prazo final: 29 de julho a 02 de agosto – R$260,00 (profissionais) / R$130,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

O XXII Encontro SOCINE acontecerá na UFG, em Goiânia, de 23 a 26 de outubro de 2018.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

Primeiro prazo (R$185,00 profissionais/R$92,50 estudantes): de 10 de julho a 10 de agosto;

Segundo prazo (R$215,00 profissionais/R$107,50 estudantes): de 13 a 24 de agosto;

Prazo final (R$255,00 profissionais/R$127,50 estudantes): de 27 a 31 de agosto. 

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Caros,

Estamos divulgando, dentro do prazo previsto no cronograma de 2018 para a Socine, os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019. Gostaríamos, primeiramente, de agradecer o trabalho dos Conselheiros e dos membros do Comitê Científico, que atuam como pareceristas e trabalharam dentro dos prazos estabelecidos na última reunião do conselho, em dezembro, na ECA/USP.

Explicamos aqui brevemente a mecânica da avaliação dos STs, para que fique transparente para aqueles que foram proponenetes, bem como para os associados em geral. Terminado o prazo da chamada, recebemos 17 propostas.
Uma primeira fase da avaliação constou de uma triagem mais técnica, a cargo da Secretaria, que conferiu se todos os Seminários propostos cumpriam os requisitos pré-estabelecidos e divulgados na chamada. Nesta fase, tivemos um Seminário recusado, por não cumprir tais requisitos. Na segunda fase, cada Seminário contou com dois pareceristas, designados dentre os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal que não foram proponentes de STs neste ano, além dos membros do Comitê Científico. Em caso de dois pareceres positivos, o Seminário já estaria aprovado. Em caso de dois pareceres negativos, o Seminário já estaria recusado. Houve uma terceira fase, para casos de desempate, para quando o Seminário tivera um parecer positivo e um negativo. Quatro seminários ficaram nessa situação, e precisaram de um terceiro pareceista, também designado dentre Conselhos e Comitê.

Ao fim das avaliações, temos a seguinte situação: são 14 seminários temáticos aprovados para o biênio; 3 foram reprovados.

Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019 da SOCINE:

  1. Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados

  2. Cinema brasileiro contemporâneo: política, estética, invenção

  3. Cinema comparado

  4. Cinema e Educação

  5. Cinema Negro africano e diaspórico – Narrativas e representações

  6. Cinemas pós-coloniais e periféricos

  7. Corpo, gesto e atuação

  8. Estilo e som no audiovisual

  9. Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil

  10. Interseções Cinema e Arte

  11. Montagem Audiovisual: reflexões e experiências

  12. Mulheres no cinema e audiovisual

  13. Teoria dos Cineastas

  14. Teorias e análises da direção de fotografia

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

É um número expressivo de STs, maior do que nos anos anteriores. A diretoria acredita que ao corroborar, no fim do processo, esse resultado das avaliações, teremos, ao mesmo tempo, uma pluralidade de temas que hoje são pertinentes aos estudos de Cinema e Audiovisual no Brasil, e o respeito à divisão, nos próximos encontros anuais, entre o espaço destinado aos Seminários, às mesas pré-constituídas, comunicações individuais e painéis.

Abraços,
A Diretoria.

 

O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.