O XXIV Encontro SOCINE será promovido de forma remota pela ESPM entre os dias 25 a 29 de outubro de 2021.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento da inscrição dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Importante ressaltar que esse é um pagamento diferente do feito anteriormente, relacionado à anuidade. Dessa forma, são dois pagamentos: anuidade (já pago) e inscrição do Encontro (a pagar). Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento da inscrição deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

– Primeiro prazo – Prazo: 05 de julho a 25 de julho – R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $60 profissionais / $30 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Segundo prazo – 26 de julho a 01 de agosto – R$226,00 (profissionais) / R$113,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $70 profissionais / $35 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Prazo final – 02 de agosto a 08 de agosto – R$266,00 (profissionais) / R$133,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $80 profissionais / $40 estudantes/profissionais sem vínculo;

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Vitor Oliveira Côrtes (UFF)

Minicurrículo

    Graduação em Cinema em Audiovisual, Universidade Federal do Ceará (2012 – 2016). Mestre em Cinema e Audiovisual, Universidade Federal Fluminense (2017 – 2020). Vídeo-instalação sobre arquitetura do passado, no Centro Cultural Banco do Nordeste (2014). Voluntário do Museu da Imagem e do Som/CE em (2015 e 2019) e na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2018).

Ficha do Trabalho

Título

    O COSMOPOLITA NACIONAL: OS CINEMAS DE ARTE E O FILME BRASILEIRO

Seminário

    Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil

Resumo

    O objetivo é fazer uma pequena historia dos cinemas de arte a partir dos textos de Ely Azeredo e, em menor escala, Alberto Shatovsky, tendo em vista a presença do filme brasileiro nesse tipo de espaço. Procurar-se-á dar maior ênfase ao período em que essa colocação – ao menos, como justificativa – fez-se mais atuante a partir dos anos 1970, com o Estatuto dos Cinemas de Arte – e explicar, sobretudo, a queda desse projeto com base nas noções postuladas por Ortiz Ramos ao setor cinematográfico.

Resumo expandido

    Em sua origem, a ideia de se manter, no Brasil, um “cinema de arte” veio atrelada a um tipo de consumo multicultural, ou cosmopolita. Isto é, todo o filme poderia ser exibido nesse tipo de espaço, à medida que possuísse uma, ou série de qualidades, que o distinguissem frente à média das produções que chegassem ao mercado exibidor. Do período 1950-60, essa visão cosmopolita é a que parece se destacar nos textos de Ely Azeredo – que, em companhia de Alberto Shatovsky, parece ter sido dos críticos e jornalistas cariocas que mais incentivou o desenvolvimento e formação desse tipo de sala. Tendo em vista que a procedência dos filmes não adquiriu qualquer critério especial aos cinemas de arte, a inserção do produto brasileiro nesse espaço não deixava de ser fato impossível, mas sujeito a inflexões da mentalidade crítica em voga – que, a bem saber, apresentava matizes diferentes sobre o cinema nacional. Quanto a isso, basta mencionar que o primeiro Conselho Consultivo, formado sob inspiração do que teria sido o pioneiro cinema de arte do país – o Cine Mesbla, na cidade do Rio de Janeiro – reunia desde os mais severos intérpretes do filme brasileiro – a nível de um Moniz Vianna e Décio Vieira Ottoni – como também seus analistas mais contemporizadores – a exemplo de Pedro Lima e Alex Viany. Apesar disso, essa suposta vertente multicultural, ou cosmopolita, teve um maior aprofundamento sobre o cinema nacional a partir dos anos 1970, quando as propostas voltadas à criação do Estatuto dos Cinemas de Arte passaram a incluir o desenvolvimento do filme brasileiro – ou melhor, de determinado “tipo” de filme brasileiro – como estímulo para se consolidar a formação de um circuito voltado a salas de arte. Ou seja, propunha-se que o estímulo às salas em foco também produzisse, no Brasil, estímulo à produção de filmes “médios” e “menores”, nas palavras de Alberto Shatovsky. Filmes que, em tese, apresentariam dificuldades – quando mesmo, total impossibilidade – de serem exibidos, caso sua apresentação ficasse limitada ao que seria o mercado exibidor tradicional.

    Fruto, talvez, do aumento sobre a produção cinematográfica ao final dos anos 1960, a partir da década seguinte, portanto, o cinema nacional agora passava a ser inserido como uma das justificativas principais a fim de que se incentivasse a criação das salas de arte – e para isto, defendendo-se também a criação do Estatuto dos Cinemas de Arte, fator indispensável, diga-se, para o fortalecimento de uma cadeia de salas desse tipo. Porém, o Estatuto em questão jamais chegou a ser aprovado, tendo como um de seus opositores Roberto Farias – último presidente do Instituto Nacional de Cinema e, logo depois, da Embrafilme. Nessa disputa, é possível notar reflexos do conflito existente no setor cinematográfico nacional que, no período 1950-60, Ortiz Ramos classificou entre o grupo “nacionalista” e o “industrialista-universalista”. Talvez devido à posição de liderança na política cinematográfica nacional, Farias se utiliza de discurso que abrange os dois polos. Num lado, colocando-se avesso a tentativas de coibir a livre iniciativa – no sentido de não proibir a vinda do filme estrangeiro sobre o país. Noutro lado, porém, antagonizando-se a uma mentalidade de espetáculo que procederia a uma distinção do público – segundo Farias, uma distinção produto dos cinemas de arte, levando com que se formassem supostos “guetos culturais” – como também pontifica que seu interesse maior é pelo desenvolvimento do “filme de arte brasileiro”.

    Este trabalho busca, portanto, traçar a inserção do filme brasileiro nos cinemas de arte, discutindo brevemente a fase de 1950-60, e alongando-se no papel de destaque que o cinema nacional acabou por ganhar nos anos 1970, tendo em vista o projeto do Estatuto dos Cinemas de Arte. Chegando-se, por fim, a uma discussão sobre o embate que levou à derrocada do projeto, tendo os conceitos de Ortiz Ramos como referenciais explicativos.

Bibliografia

    AZEREDO, Ely. Operação Exorcismo. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 16 de jun. de 1958. Suplemento Dominical. Cinema, p. 6.

    ______. Situação dos Cinemas de Arte. Filme Cultura: Instituto Nacional do Cinema, n. 3, p. 51, jan./fev. 1966.

    ______. Movimento Nacional pelo Cinema de Arte. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 08 de set. de 1966. Caderno B, p. 8.

    ______. Encontro Nacional dos Cinemas de Arte. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 29 de nov. de 1966. Caderno B, p. 2.

    ______. Estatuto do Cinema de Arte: O Projeto da “Abertura” para os Filmes. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 31 mar. de 1979. Caderno B, p. 2.

    RAMOS, José Mário Ortiz. Cinema, Estado e Lutas Culturais: Anos 50, 60, 70. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983. 175 p.

    SHATOVSKY, Alberto; PEREIRA, José Haroldo. O Problema da Exibição. Filme Cultura, Rio de Janeiro: Embrafilme, n. 31, p. 4-14, nov. 1978.

    VARTUCK, Pola. Farias contra Privilégio à Fita de Arte. O Estado de São Paulo, São Paulo, 1 de fev. de 1976. p. 14.

Prezados,
Segue abaixo a lista dos Seminários Temáticos aprovados para o triênio 2020-2022. Devido ao grande número de Seminários propostos, 22 no total, o Conselho da SOCINE endossou a aprovação de 16 Seminários, ao invés dos 14 informados originalmente na chamada, levando em consideração que as próximas sedes comportam o aumento de STs. Importante frisar que o acréscimo de STs não diminui o espaço das outras modalidades, pois os STs continuarão correspondendo a 50% do evento, tendo sua ampliação gerado mais espaço para as outras modalidades também.
Os pareceres estarão disponíveis aos proponentes. Dois STs foram selecionados como suplentes e serão informados de sua colocação na suplência.
Para confirmação do ST, os coordenadores dos STs selecionados terão de pagar a anuidade de 2020 entre 06/01/2020 e 19/01/2020. Caso um/a coordenador/a de um ST selecionado não realize o pagamento da anuidade no prazo acima indicado, será convocado um ST suplente (que tiver sido aprovado, mas não contemplado dentro do número possível) e os coordenadores terão o prazo de 20/01/2020 a 26/01/2020 para realizar o pagamento da anuidade de 2020.

Seminários Temáticos (2020-2022) (em ordem alfabética)
Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados
Cinema Comparado
Cinema e Educação
Cinema experimental: histórias, teorias e poéticas
Cinema no Brasil: a história, a escrita da história e as estratégias de sobrevivência
Cinemas mundiais entre mulheres: feminismos contemporâneos em perspectiva
Cinemas negros: estéticas, narrativas e políticas audiovisuais na África e nas afrodiásporas
Cinemas pós-coloniais e periféricos
Estética e plasticidade da direção de fotografia
Estética e teoria da direção de arte audiovisual
Estilo e som no audiovisual
Estudos de Roteiro e Escrita Audiovisual
Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil
Montagem Audiovisual: Reflexões e Experiências
Outros Filmes
Teoria de Cineastas

O XXIII Encontro SOCINE acontecerá na Unisinos, em Porto Alegre, de 08 a 11 de outubro de 2019.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

Primeiro prazo: 10 de junho a 12 de julho – R$190,00 (profissionais) / R$95,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Segundo prazo: 15 de julho a 26 de julho – R$220,00 (profissionais) / R$110,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Prazo final: 29 de julho a 02 de agosto – R$260,00 (profissionais) / R$130,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

O XXII Encontro SOCINE acontecerá na UFG, em Goiânia, de 23 a 26 de outubro de 2018.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

Primeiro prazo (R$185,00 profissionais/R$92,50 estudantes): de 10 de julho a 10 de agosto;

Segundo prazo (R$215,00 profissionais/R$107,50 estudantes): de 13 a 24 de agosto;

Prazo final (R$255,00 profissionais/R$127,50 estudantes): de 27 a 31 de agosto. 

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Caros,

Estamos divulgando, dentro do prazo previsto no cronograma de 2018 para a Socine, os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019. Gostaríamos, primeiramente, de agradecer o trabalho dos Conselheiros e dos membros do Comitê Científico, que atuam como pareceristas e trabalharam dentro dos prazos estabelecidos na última reunião do conselho, em dezembro, na ECA/USP.

Explicamos aqui brevemente a mecânica da avaliação dos STs, para que fique transparente para aqueles que foram proponenetes, bem como para os associados em geral. Terminado o prazo da chamada, recebemos 17 propostas.
Uma primeira fase da avaliação constou de uma triagem mais técnica, a cargo da Secretaria, que conferiu se todos os Seminários propostos cumpriam os requisitos pré-estabelecidos e divulgados na chamada. Nesta fase, tivemos um Seminário recusado, por não cumprir tais requisitos. Na segunda fase, cada Seminário contou com dois pareceristas, designados dentre os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal que não foram proponentes de STs neste ano, além dos membros do Comitê Científico. Em caso de dois pareceres positivos, o Seminário já estaria aprovado. Em caso de dois pareceres negativos, o Seminário já estaria recusado. Houve uma terceira fase, para casos de desempate, para quando o Seminário tivera um parecer positivo e um negativo. Quatro seminários ficaram nessa situação, e precisaram de um terceiro pareceista, também designado dentre Conselhos e Comitê.

Ao fim das avaliações, temos a seguinte situação: são 14 seminários temáticos aprovados para o biênio; 3 foram reprovados.

Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019 da SOCINE:

  1. Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados

  2. Cinema brasileiro contemporâneo: política, estética, invenção

  3. Cinema comparado

  4. Cinema e Educação

  5. Cinema Negro africano e diaspórico – Narrativas e representações

  6. Cinemas pós-coloniais e periféricos

  7. Corpo, gesto e atuação

  8. Estilo e som no audiovisual

  9. Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil

  10. Interseções Cinema e Arte

  11. Montagem Audiovisual: reflexões e experiências

  12. Mulheres no cinema e audiovisual

  13. Teoria dos Cineastas

  14. Teorias e análises da direção de fotografia

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

É um número expressivo de STs, maior do que nos anos anteriores. A diretoria acredita que ao corroborar, no fim do processo, esse resultado das avaliações, teremos, ao mesmo tempo, uma pluralidade de temas que hoje são pertinentes aos estudos de Cinema e Audiovisual no Brasil, e o respeito à divisão, nos próximos encontros anuais, entre o espaço destinado aos Seminários, às mesas pré-constituídas, comunicações individuais e painéis.

Abraços,
A Diretoria.

 

O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.