O XXIV Encontro SOCINE será promovido de forma remota pela ESPM entre os dias 25 a 29 de outubro de 2021.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento da inscrição dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Importante ressaltar que esse é um pagamento diferente do feito anteriormente, relacionado à anuidade. Dessa forma, são dois pagamentos: anuidade (já pago) e inscrição do Encontro (a pagar). Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento da inscrição deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

– Primeiro prazo – Prazo: 05 de julho a 25 de julho – R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $60 profissionais / $30 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Segundo prazo – 26 de julho a 01 de agosto – R$226,00 (profissionais) / R$113,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $70 profissionais / $35 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Prazo final – 02 de agosto a 08 de agosto – R$266,00 (profissionais) / R$133,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $80 profissionais / $40 estudantes/profissionais sem vínculo;

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Alice Andrade Drummond (USP)

Minicurrículo

    Alice Andrade Drummond é realizadora, diretora e professora de fotografia, e mestranda em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA-USP com bolsa CAPES e pesquisa sobre representações audiovisuais de catástrofes contemporâneas. É também sócia da produtora audiovisual A Flor e a Náusea e membra do DAFB – Coletivo de mulheres e pessoas transgênero do departamento de fotografia do cinema brasileiro.

Ficha do Trabalho

Título

    Investigando quadros de dor: uma pedagogia para a imagem da catástrofe

Seminário

    Cinema e Educação

Resumo

    Ao perscrutar imagens dos rompimentos das barragens de minério em Mariana e Brumadinho, à luz da metodologia teórico-prática aplicada por Harun Farocki em A Prata e a Cruz (2010), a exposição põe em contato os grandiloquentes registros dessa catástrofe produzidos pela grande mídia, imagens de cineastas profissionais do ocorrido e aquelas captadas por atingidos enquanto fugiam e gravavam a sua dor, a fim de investigar como estas imagens tomam posição e ensejam o conhecimento frente à catástrofe.

Resumo expandido

    Algumas inquietações sobre formas de ver, produzir e analisar imagens de eventos catastróficos motivam e permeiam esta exposição. Diante do incessante fluxo de imagens de dor em tempos de visibilidade total – onde vemos até o que não gostaríamos – o que propõe a criação audiovisual frente às catástrofes? Como se dá o conhecimento pelas imagens em meio a atual transparência imagética contrastada com uma apreensão tão opaca do real?

    Não é de hoje que nos deparamos com imagens de dor que “penetram todas as casas”, como atentou David Perlov em seu Diário 1973-1983 (1983) ao pensar no início da cobertura televisiva de guerras à época da guerra de Yom Kippur. No entanto, é notável que a partir dos registros audiovisuais amadores do atentado às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001 algo sobre nossa apreensão veio se alterando: a grande mídia tem perdido seu monopólio discursivo sobre imagens de catástrofes. Quem agora produz tais imagens são também cidadãos atingidos correndo pela vida enquanto gravam cenas dos escombros e da morte. Foi também assim que assistimos ao desastre na usina nuclear de Fukushima em 2011, disseminado mundialmente pelos numerosos vídeos captados por habitantes locais. Similarmente, e bem mais próximo a nós, em 2015 e 2019 deparamos-nos com inúmeras imagens dos rompimentos das barragens de rejeitos de minério de ferro que se abateram sobre Mariana e Brumadinho em Minas Gerais.

    A despeito da cobertura midiática destes crimes em Minas nos ter oferecido imagens inimagináveis, que superam o imaginário de um filme de ficção científica, estas foram pouco investigadas na sua real conexão com o nosso tempo. Partindo do conhecimento gerado por outras mãos que agora empunham suas câmeras, algumas perguntas vêm à mente: por que as imagens grandiloquentes registradas e exibidas pelo telejornalismo, com seus drones que “a tudo vêem”, parecem-nos menos didáticas daquelas captadas pelos celulares trêmulos dos que filmaram ao tempo que fugiam para não serem soterrados? O que se altera na produção e pensamento críticos quando não apenas filmamos a dor dos outros (SONTAG, 2003) mas também gravamos a nossa própria dor? Cineastas profissionais e movimentos sociais, no corpo-a-corpo com os atingidos, também se debruçaram sobre essa catástrofe e nos propuseram distintas imagens, mas resta averiguar de que forma e se de fato elas diferem daquelas produzidas pela grande mídia. Estaria o nosso imaginário comprometido diante da visibilidade total? Essa transparência imagética acarretaria numa inacessibilidade ao acontecimento, uma vez que a onipresença de imagens poderia ofuscar noções da história?

    Buscando mapear, escavar e ir nas minúcias, numa espécie de arqueologia do que se há para ver – ver por entre e ver através – retomamos Harun Farocki que em sua videoinstalação A Prata e a Cruz (2010) resgata e executa uma dissecação de fragmentos de uma pintura acerca da colonização da América espanhola para depois recompô-los, relacionando versões da história forjadas pelas artes e destacando aquela assumida pelos oprimidos. No caso do rompimento da barragem em Brumadinho alguns telejornais, por meio de zooms, slow motions e intervenções gráficas, também reescalonaram e destacaram partes das imagens, mas o procedimento ali apresentou-se apenas como uma leitura do ocorrido que reverencia certo sensacionalismo, adicionando ainda mais choque às imagens. Paradoxalmente, tal como no trabalho de Farocki, há nesta metodologia que apura os quadros uma potência analítica. Algo que o cinema engajado com a compreensão do hoje também possa se empenhar a fim de ativamente “abrir os olhos”, como sugere Didi-Huberman no prefácio ao livro Desconfiar de las imágenes de Farocki.

    Propomos estudar alguns registros audiovisuais da catástrofe em Minas Gerais em sua multiplicidade de olhares e formatos, num exercício de tomar emprestado metodologias teórico-práticas empenhadas no desencobrimento e que possam contribuir para uma pedagogia destas imagens.

Bibliografia

    BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 2012.

    DIDI-HUBERMAN, Georges. “Cómo abrir los ojos”. In: FAROCKI, Harun. Desconfiar de las imágenes. Buenos Aires: Caja Negra, 2015.

    ________________. Quando as imagens tomam posição: o olho da história, I. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2017.

    FAROCKI, Harun. Desconfiar de las imágenes. Buenos Aires: Caja Negra, 2015.

    FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

    GALERA, Daniel. “Ondas catastróficas”. In: Revista Serrote. São Paulo: n. 32, jul/2019.

    KRENAK, Ailton. O amanhã não está à venda. São Paulo: Cia das Letras, 2020.

    MONTEIRO, Lúcia Ramos. “Diante da catástrofe. Imagem em movimento, imagem-apagamento e cemitério marinho”. In: ARS. São Paulo: n. 33, v. 16, ago/2018.

    SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. São Paulo: Cia das Letras, 2003.

    XAVIER, Ismail. O Discurso Cinematográfico: a opacidade e a transparência. São Paulo: Paz e Terra, 2005.

Prezados,
Segue abaixo a lista dos Seminários Temáticos aprovados para o triênio 2020-2022. Devido ao grande número de Seminários propostos, 22 no total, o Conselho da SOCINE endossou a aprovação de 16 Seminários, ao invés dos 14 informados originalmente na chamada, levando em consideração que as próximas sedes comportam o aumento de STs. Importante frisar que o acréscimo de STs não diminui o espaço das outras modalidades, pois os STs continuarão correspondendo a 50% do evento, tendo sua ampliação gerado mais espaço para as outras modalidades também.
Os pareceres estarão disponíveis aos proponentes. Dois STs foram selecionados como suplentes e serão informados de sua colocação na suplência.
Para confirmação do ST, os coordenadores dos STs selecionados terão de pagar a anuidade de 2020 entre 06/01/2020 e 19/01/2020. Caso um/a coordenador/a de um ST selecionado não realize o pagamento da anuidade no prazo acima indicado, será convocado um ST suplente (que tiver sido aprovado, mas não contemplado dentro do número possível) e os coordenadores terão o prazo de 20/01/2020 a 26/01/2020 para realizar o pagamento da anuidade de 2020.

Seminários Temáticos (2020-2022) (em ordem alfabética)
Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados
Cinema Comparado
Cinema e Educação
Cinema experimental: histórias, teorias e poéticas
Cinema no Brasil: a história, a escrita da história e as estratégias de sobrevivência
Cinemas mundiais entre mulheres: feminismos contemporâneos em perspectiva
Cinemas negros: estéticas, narrativas e políticas audiovisuais na África e nas afrodiásporas
Cinemas pós-coloniais e periféricos
Estética e plasticidade da direção de fotografia
Estética e teoria da direção de arte audiovisual
Estilo e som no audiovisual
Estudos de Roteiro e Escrita Audiovisual
Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil
Montagem Audiovisual: Reflexões e Experiências
Outros Filmes
Teoria de Cineastas

O XXIII Encontro SOCINE acontecerá na Unisinos, em Porto Alegre, de 08 a 11 de outubro de 2019.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

Primeiro prazo: 10 de junho a 12 de julho – R$190,00 (profissionais) / R$95,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Segundo prazo: 15 de julho a 26 de julho – R$220,00 (profissionais) / R$110,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Prazo final: 29 de julho a 02 de agosto – R$260,00 (profissionais) / R$130,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

O XXII Encontro SOCINE acontecerá na UFG, em Goiânia, de 23 a 26 de outubro de 2018.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

Primeiro prazo (R$185,00 profissionais/R$92,50 estudantes): de 10 de julho a 10 de agosto;

Segundo prazo (R$215,00 profissionais/R$107,50 estudantes): de 13 a 24 de agosto;

Prazo final (R$255,00 profissionais/R$127,50 estudantes): de 27 a 31 de agosto. 

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Caros,

Estamos divulgando, dentro do prazo previsto no cronograma de 2018 para a Socine, os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019. Gostaríamos, primeiramente, de agradecer o trabalho dos Conselheiros e dos membros do Comitê Científico, que atuam como pareceristas e trabalharam dentro dos prazos estabelecidos na última reunião do conselho, em dezembro, na ECA/USP.

Explicamos aqui brevemente a mecânica da avaliação dos STs, para que fique transparente para aqueles que foram proponenetes, bem como para os associados em geral. Terminado o prazo da chamada, recebemos 17 propostas.
Uma primeira fase da avaliação constou de uma triagem mais técnica, a cargo da Secretaria, que conferiu se todos os Seminários propostos cumpriam os requisitos pré-estabelecidos e divulgados na chamada. Nesta fase, tivemos um Seminário recusado, por não cumprir tais requisitos. Na segunda fase, cada Seminário contou com dois pareceristas, designados dentre os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal que não foram proponentes de STs neste ano, além dos membros do Comitê Científico. Em caso de dois pareceres positivos, o Seminário já estaria aprovado. Em caso de dois pareceres negativos, o Seminário já estaria recusado. Houve uma terceira fase, para casos de desempate, para quando o Seminário tivera um parecer positivo e um negativo. Quatro seminários ficaram nessa situação, e precisaram de um terceiro pareceista, também designado dentre Conselhos e Comitê.

Ao fim das avaliações, temos a seguinte situação: são 14 seminários temáticos aprovados para o biênio; 3 foram reprovados.

Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019 da SOCINE:

  1. Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados

  2. Cinema brasileiro contemporâneo: política, estética, invenção

  3. Cinema comparado

  4. Cinema e Educação

  5. Cinema Negro africano e diaspórico – Narrativas e representações

  6. Cinemas pós-coloniais e periféricos

  7. Corpo, gesto e atuação

  8. Estilo e som no audiovisual

  9. Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil

  10. Interseções Cinema e Arte

  11. Montagem Audiovisual: reflexões e experiências

  12. Mulheres no cinema e audiovisual

  13. Teoria dos Cineastas

  14. Teorias e análises da direção de fotografia

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

É um número expressivo de STs, maior do que nos anos anteriores. A diretoria acredita que ao corroborar, no fim do processo, esse resultado das avaliações, teremos, ao mesmo tempo, uma pluralidade de temas que hoje são pertinentes aos estudos de Cinema e Audiovisual no Brasil, e o respeito à divisão, nos próximos encontros anuais, entre o espaço destinado aos Seminários, às mesas pré-constituídas, comunicações individuais e painéis.

Abraços,
A Diretoria.

 

O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.