O XXIV Encontro SOCINE será promovido de forma remota pela ESPM entre os dias 25 a 29 de outubro de 2021.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento da inscrição dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Importante ressaltar que esse é um pagamento diferente do feito anteriormente, relacionado à anuidade. Dessa forma, são dois pagamentos: anuidade (já pago) e inscrição do Encontro (a pagar). Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento da inscrição deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

– Primeiro prazo – Prazo: 05 de julho a 25 de julho – R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $60 profissionais / $30 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Segundo prazo – 26 de julho a 01 de agosto – R$226,00 (profissionais) / R$113,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $70 profissionais / $35 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Prazo final – 02 de agosto a 08 de agosto – R$266,00 (profissionais) / R$133,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $80 profissionais / $40 estudantes/profissionais sem vínculo;

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Cláudia Cardoso Mesquita (UFMG)

Minicurrículo

    Professora do curso de graduação e do programa de pós-graduação em Comunicação Social da UFMG, onde integra o grupo de pesquisa Poéticas da Experiência. Pesquisadora do cinema brasileiro, com mestrado e doutorado na ECA-USP. Em 2018/19, realizou pós-doutorado na UFC, desenvolvendo o projeto “O presente como história – estéticas da elaboração no cinema brasileiro contemporâneo”. Publicou, com Consuelo Lins, o livro “Filmar o real – sobre o documentário brasileiro contemporâneo” (2008).

Ficha do Trabalho

Título

    Emergências fílmicas das mulheres sem-terra como sujeitas políticas

Seminário

    Cinemas mundiais entre mulheres: feminismos contemporâneos em perspectiva

Resumo

    A memória das lutas populares pela terra agrícola, tal como inscritas nas imagens do cinema brasileiro, esboça – com limites, mas também com potências e nuances – o protagonismo das mulheres. Partimos do desejo de inventariar algumas dessas imagens, ensaiando com elas em torno das aparições das mulheres, dos sentidos atribuídos à experiência feminina e dos efeitos subjetivos e políticos da organização das sem-terra, tal como elaborados pelo documentário brasileiro.

Resumo expandido

    A memória das lutas populares pela terra agrícola, tal como inscritas nas imagens do cinema brasileiro, esboça – com limites, mas também com potências e nuances – o protagonismo das mulheres. Caso paradigmático de Elizabeth Teixeira, militante das Ligas Camponesas, personagem central de Cabra marcado para morrer (E. Coutinho, 1984). E também de Roseli Nunes da Silva – cuja história de luta acompanhamos em Terra para Rose (1987), com reverberações em trabalhos posteriores de Tetê Moraes, que registrou o primeiro grande acampamento do MST no Rio Grande do Sul, em 1986.
    Partimos do desejo de inventariar algumas dessas imagens, ensaiando com elas em torno das aparições das mulheres, dos sentidos atribuídos à experiência feminina e dos efeitos subjetivos e políticos da organização das trabalhadoras rurais, tal como elaborados pelo documentário brasileiro. Move-nos o desejo de “historicizar a estética”, como propõe Naara Fontinele dos Santos (2020): ao analisar as imagens, buscar enredá-las na complexidade de processos históricos mais abrangentes, de que os filmes participam.
    De modo a tecer aproximações e contextualizações, vamos nos concentrar, nesta apresentação, em registros que documentam a gênese do MST na região sul do Brasil: Encruzilhada Natalino (A. Centeno, 1981), A classe roceira (Berenice Mendes, 1985) e Terra para Rose (Tetê Moraes, 1987).
    Encruzilhada Natalino apresenta uma síntese precisa da crise no campo gaúcho deflagrada pela monocultura da soja, estimulada pelo Estado nos anos 1970. Endividados, sem terra e forçados à migração, dois mil colonos e colonas sem-terra prefiguraram, em 1981, a “lona preta” como forma de luta pela reforma agrária (SIGAUD, 2009). Em meio às manifestações no acampamento, registradas em super 8, chama atenção a aparição de uma mulher, que discursa com veemência: “Sempre fomos deixadas de lado. Fomos feitas para trabalhar e a previdência não considera a gente como trabalhadora”.
    Reivindicação central, que nos conduz a outro filme pioneiro: A classe roceira, registro do primeiro acampamento do MST no Paraná, em 1985. Depois de apresentá-lo através do trabalho de mulheres e homens, Berenice pergunta a Dona Marlene, que lava roupas, sobre “a união das mulheres na luta pela terra”. Mesmo que não se demore sobre a questão feminina, a referência à organização específica das mulheres sem-terra sinaliza toda uma mobilização fora de campo: os movimentos autônomos de camponesas, emergentes nos anos 1980, em sua luta por direitos trabalhistas (só assegurados às mulheres pela Constituição de 1988).
    Cenas de trabalho feminino também pontuam Terra para Rose, primeiro fruto da aliança ética de Tetê Moraes com as sem-terra que conheceu acampadas na Fazenda Annoni (RS), em 1986. O filme se ancora nos percursos e falas de algumas delas –especialmente de Rose, mãe de três filhos que, na pressão pela desapropriação da fazenda, marcha durante 28 dias até Porto Alegre, com um bebê de nove meses no colo.
    Além de flagrar a emergência das mulheres sem-terra como sujeitas políticas, Terra para Rose recorre a momentos de dialetização, na montagem, quando encena – de maneira peculiar – a luta de classes. Caso do confronto entre as falas de Bolívar Annoni, proprietário da fazenda, e de Rose, jovem acampada. A escolha por contrapor o discurso do latifundiário ao que diz uma camponesa sem-terra desestabiliza hierarquias de gênero, confrontando a tradicional invisibilidade das mulheres na construção imagética da classe trabalhadora (SCOTT, 1988).
    Opção coerente com a experiência feminina nos processos de luta pela terra, quando, para Schwendler (2009), duas construções parecem se colocar simultaneamente em jogo: a da “identidade sem-terra” (“como classe que se põe em luta para a transformação das condições materiais da existência”) e da “mulher sem-terra” – “ao questionar e reconstruir, a partir da sua inserção em diferentes espaços, a condição histórica de participação da mulher na sociedade” (p. 204).

Bibliografia

    GONÇALVES, Renata. (Re)politizando o conceito de gênero: a participação política das mulheres no MST. Mediações, Londrina, v. 14, n.2, p. 198-216, Jul/Dez. 2009.
    LOPES A. & BUTTO A. Mulheres na reforma agrária – a experiência recente no Brasil. Brasília: MDA, 2010.
    SANTOS, Naara Fontinele. Quando o cinema se oculta e se expande no coração da desordem – potências críticas do documentário brasileiro (1960-1976) (Tese de Doutorado). Paris/Belo Horizonte, Paris 3/UFMG, 2020.
    SCHWENDLER, Sônia Fátima. A participação da mulher na luta pela terra: dilemas e conquistas e SIGAUD, Lygia. A engrenagem das ocupações de terra. IN: Fernandes, B.M; Medeiros, L.S; e Paulilo, M.I. (orgs.) Lutas camponesas contemporâneas: condições, dilemas e conquistas, v.2. A diversidade das formas das lutas no campo. São Paulo: Editora Unesp, 2009.
    SCOTT, Joan. Gender and the Politics of History. NY: Columbia University Press, 1988.

Prezados,
Segue abaixo a lista dos Seminários Temáticos aprovados para o triênio 2020-2022. Devido ao grande número de Seminários propostos, 22 no total, o Conselho da SOCINE endossou a aprovação de 16 Seminários, ao invés dos 14 informados originalmente na chamada, levando em consideração que as próximas sedes comportam o aumento de STs. Importante frisar que o acréscimo de STs não diminui o espaço das outras modalidades, pois os STs continuarão correspondendo a 50% do evento, tendo sua ampliação gerado mais espaço para as outras modalidades também.
Os pareceres estarão disponíveis aos proponentes. Dois STs foram selecionados como suplentes e serão informados de sua colocação na suplência.
Para confirmação do ST, os coordenadores dos STs selecionados terão de pagar a anuidade de 2020 entre 06/01/2020 e 19/01/2020. Caso um/a coordenador/a de um ST selecionado não realize o pagamento da anuidade no prazo acima indicado, será convocado um ST suplente (que tiver sido aprovado, mas não contemplado dentro do número possível) e os coordenadores terão o prazo de 20/01/2020 a 26/01/2020 para realizar o pagamento da anuidade de 2020.

Seminários Temáticos (2020-2022) (em ordem alfabética)
Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados
Cinema Comparado
Cinema e Educação
Cinema experimental: histórias, teorias e poéticas
Cinema no Brasil: a história, a escrita da história e as estratégias de sobrevivência
Cinemas mundiais entre mulheres: feminismos contemporâneos em perspectiva
Cinemas negros: estéticas, narrativas e políticas audiovisuais na África e nas afrodiásporas
Cinemas pós-coloniais e periféricos
Estética e plasticidade da direção de fotografia
Estética e teoria da direção de arte audiovisual
Estilo e som no audiovisual
Estudos de Roteiro e Escrita Audiovisual
Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil
Montagem Audiovisual: Reflexões e Experiências
Outros Filmes
Teoria de Cineastas

O XXIII Encontro SOCINE acontecerá na Unisinos, em Porto Alegre, de 08 a 11 de outubro de 2019.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

Primeiro prazo: 10 de junho a 12 de julho – R$190,00 (profissionais) / R$95,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Segundo prazo: 15 de julho a 26 de julho – R$220,00 (profissionais) / R$110,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Prazo final: 29 de julho a 02 de agosto – R$260,00 (profissionais) / R$130,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

O XXII Encontro SOCINE acontecerá na UFG, em Goiânia, de 23 a 26 de outubro de 2018.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

Primeiro prazo (R$185,00 profissionais/R$92,50 estudantes): de 10 de julho a 10 de agosto;

Segundo prazo (R$215,00 profissionais/R$107,50 estudantes): de 13 a 24 de agosto;

Prazo final (R$255,00 profissionais/R$127,50 estudantes): de 27 a 31 de agosto. 

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Caros,

Estamos divulgando, dentro do prazo previsto no cronograma de 2018 para a Socine, os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019. Gostaríamos, primeiramente, de agradecer o trabalho dos Conselheiros e dos membros do Comitê Científico, que atuam como pareceristas e trabalharam dentro dos prazos estabelecidos na última reunião do conselho, em dezembro, na ECA/USP.

Explicamos aqui brevemente a mecânica da avaliação dos STs, para que fique transparente para aqueles que foram proponenetes, bem como para os associados em geral. Terminado o prazo da chamada, recebemos 17 propostas.
Uma primeira fase da avaliação constou de uma triagem mais técnica, a cargo da Secretaria, que conferiu se todos os Seminários propostos cumpriam os requisitos pré-estabelecidos e divulgados na chamada. Nesta fase, tivemos um Seminário recusado, por não cumprir tais requisitos. Na segunda fase, cada Seminário contou com dois pareceristas, designados dentre os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal que não foram proponentes de STs neste ano, além dos membros do Comitê Científico. Em caso de dois pareceres positivos, o Seminário já estaria aprovado. Em caso de dois pareceres negativos, o Seminário já estaria recusado. Houve uma terceira fase, para casos de desempate, para quando o Seminário tivera um parecer positivo e um negativo. Quatro seminários ficaram nessa situação, e precisaram de um terceiro pareceista, também designado dentre Conselhos e Comitê.

Ao fim das avaliações, temos a seguinte situação: são 14 seminários temáticos aprovados para o biênio; 3 foram reprovados.

Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019 da SOCINE:

  1. Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados

  2. Cinema brasileiro contemporâneo: política, estética, invenção

  3. Cinema comparado

  4. Cinema e Educação

  5. Cinema Negro africano e diaspórico – Narrativas e representações

  6. Cinemas pós-coloniais e periféricos

  7. Corpo, gesto e atuação

  8. Estilo e som no audiovisual

  9. Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil

  10. Interseções Cinema e Arte

  11. Montagem Audiovisual: reflexões e experiências

  12. Mulheres no cinema e audiovisual

  13. Teoria dos Cineastas

  14. Teorias e análises da direção de fotografia

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

É um número expressivo de STs, maior do que nos anos anteriores. A diretoria acredita que ao corroborar, no fim do processo, esse resultado das avaliações, teremos, ao mesmo tempo, uma pluralidade de temas que hoje são pertinentes aos estudos de Cinema e Audiovisual no Brasil, e o respeito à divisão, nos próximos encontros anuais, entre o espaço destinado aos Seminários, às mesas pré-constituídas, comunicações individuais e painéis.

Abraços,
A Diretoria.

 

O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.