O XXIV Encontro SOCINE será promovido de forma remota pela ESPM entre os dias 25 a 29 de outubro de 2021.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento da inscrição dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Importante ressaltar que esse é um pagamento diferente do feito anteriormente, relacionado à anuidade. Dessa forma, são dois pagamentos: anuidade (já pago) e inscrição do Encontro (a pagar). Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento da inscrição deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

– Primeiro prazo – Prazo: 05 de julho a 25 de julho – R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $60 profissionais / $30 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Segundo prazo – 26 de julho a 01 de agosto – R$226,00 (profissionais) / R$113,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $70 profissionais / $35 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Prazo final – 02 de agosto a 08 de agosto – R$266,00 (profissionais) / R$133,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $80 profissionais / $40 estudantes/profissionais sem vínculo;

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)

Minicurrículo

    Marcelo R. S. Ribeiro é professor de História e Teorias do Cinema e do Audiovisual, atuando desde maio de 2017 na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Autor do livro Do inimaginável (2019), coordena o grupo de pesquisa Arqueologia do Sensível e participa do Laboratório de Análise Fílmica, desenvolvendo e orientando pesquisas sobre imagem, história e direitos humanos. É doutor em Arte e Cultura Visual pela Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (2016).

Coautor

    Marina Lordelo Carneiro (UFBA)

Ficha do Trabalho

Título

    Escravidão, terror branco: casas assombradas em O Nó do Diabo e Açúcar

Seminário

    Cinemas pós-coloniais e periféricos

Resumo

    Duas abordagens recentes da herança histórica da escravidão, assim como da persistência do racismo estrutural no Brasil contemporâneo, recorrem a elementos dos gêneros do horror e do fantástico. Este artigo interroga como o Engenho Wanderley, em Açúcar (2017), e a casa da família Vieira, em O Nó do Diabo (2018), são construídos com base em diferentes investimentos topofílicos e topofóbicos, atualizando o topos da casa assombrada e insinuando a releitura da escravidão como terror branco.

Resumo expandido

    Duas tentativas recentes de abordar aspectos da história da escravidão transatlântica, sua herança histórica e a persistência do racismo estrutural no Brasil contemporâneo, recorrem a elementos dos gêneros do horror e fantástico, com destaque para o topos da casa assombrada. Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira situam Açúcar (2017) no Engenho Wanderley, enquanto, em O Nó do Diabo (2018), os diretores Ramon Porto Mota, Jhésus Tribuzi, Gabriel Martins e Ian Abé compõem uma narrativa episódica em torno da casa da família Vieira. Em ambos, a casa-grande é relida – ou revisitada, em um movimento espectral – como casa assombrada.

    Percorrendo os anos de 2018 (em episódio com direção de Ramon Porto Mota), 1987 (direção de Gabriel Martins), 1921 (direção de Ian Abé), 1871 (direção de Jhésus Tribuzi) e 1818 (direção de Ramon Porto Mota) de forma diacrônica e regressiva, a estrutura de O Nó do Diabo é fundamental para a construção de uma perspectiva diante da história, que interroga o racismo do tempo presente e experiências do passado escravista a que está relacionado. Se, no campo da história, a violência fundadora do arquivo da escravidão deve ser confrontada por meio do que Saidiya Hartman (2020) denomina fabulação crítica, no campo do cinema, a ficção se revela como uma forma de suplementar as lacunas do arquivo, por meio de procedimentos imaginativos e da criação de narrativas que operam como atos socialmente simbólicos (nos termos de Fredric Jameson), permitindo delimitar uma retrospectiva histórica ficcional que remonta à estruturalidade do racismo a partir do processo de escravização.

    Em Açúcar, a narrativa se situa diegeticamente no presente, mas os traços de outros tempos atravessam e assombram o retorno de Bethânia ao engenho de sua família, sugerindo uma relação afetiva complexa entre a protagonista e o espaço herdado. A estadia da protagonista na casa familiar é assombrada por espectros anacrônicos, que convertem tudo o que é familiar em estranho. O filme explora os efeitos associados ao que Freud designou por meio do conceito de unheimlich, cuja intraduzibilidade conduz ao oxímoro estranho familiar ou simplesmente às noções de estranho ou inquietante. A estranheza se torna a condição de possibilidade de uma transformação que se opera na própria figura de Bethânia, inscrevendo-se em sua aparência.

    Nos dois filmes, revisitar a casa-grande como casa assombrada pelos fantasmas da escravidão é o que torna possível reconhecer a multiplicidade de afetos que constituem a casa como lugar contraditório de engajamento emocional de diferentes personagens, entendidos como figuras da história. Neste sentido, a partir de interpelações do conceito de topofilia proposto por Yi-fu Tuan (2012), é possível explorar os diferentes investimentos topofílicos e topofóbicos de que as casas se tornam objeto, os dois filmes limitam as possibilidades de suas abordagens da história da escravidão às perspectivas e sensibilidades que comandam a domesticidade, que permanecem associadas à branquitude como forma de subjetivação, embora sejam também assombradas por figuras de alteridade convocadas pelos filmes de formas mais ou menos saturadas ou estereotipadas.

    Dessa forma, configura-se um campo de forças, marcado pela tensão entre a opacidade e a difícil legibilidade dos traços da experiência histórica da escravidão, de um lado, e a transparência e a legibilidade convencional a eles conferida pelos códigos de gêneros narrativos, que obedecem a economias simbólicas específicas associadas ao terror e ao fantástico. Em diálogo com Grada Kilomba (2019), que enfatiza o racismo como problemática branca, e considerando o argumento de bell hooks de que nomear o que a branquitude representa na imaginação negra é geralmente falar de terror, pensamos que esse campo de forças precisa ser compreendido por meio de uma leitura a contrapelo, que deve incidir tanto sobre a história quanto sobre as narrativas fílmicas, reconhecendo a escravidão como terror branco.

Bibliografia

    FREUD, Sigmund. O inquietante. In: ______. História de uma neurose infantil (O homem dos lobos): além do princípio do prazer e outros textos. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 328-376.

    HARTMAN, Saidiya. Vênus em dois atos. Tradução Fernanda Sousa e Marcelo R. S. Ribeiro. Revista ECO-Pós, v. 23, n. 3, p. 12–33, 24 dez. 2020. Disponível em: https://revistaecopos.eco.ufrj.br/eco_pos/article/view/27640. Acesso em: 19 abr 2021.

    hooks, bell. Olhares negros: raça e representação. Trad. Stephanie Borges. São Paulo: Elefante, 2019.

    JAMESON, Fredric. O inconsciente político: a narrativa como ato socialmente simbólico. Trad. Valter Lellis Siqueira. São Paulo: Ática, 1992.

    KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Trad. Jess Oliveira. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.

    TUAN, Yi-fu. Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. Trad. Lívia de Oliveira. São Paulo: Difel, 1980

Prezados,
Segue abaixo a lista dos Seminários Temáticos aprovados para o triênio 2020-2022. Devido ao grande número de Seminários propostos, 22 no total, o Conselho da SOCINE endossou a aprovação de 16 Seminários, ao invés dos 14 informados originalmente na chamada, levando em consideração que as próximas sedes comportam o aumento de STs. Importante frisar que o acréscimo de STs não diminui o espaço das outras modalidades, pois os STs continuarão correspondendo a 50% do evento, tendo sua ampliação gerado mais espaço para as outras modalidades também.
Os pareceres estarão disponíveis aos proponentes. Dois STs foram selecionados como suplentes e serão informados de sua colocação na suplência.
Para confirmação do ST, os coordenadores dos STs selecionados terão de pagar a anuidade de 2020 entre 06/01/2020 e 19/01/2020. Caso um/a coordenador/a de um ST selecionado não realize o pagamento da anuidade no prazo acima indicado, será convocado um ST suplente (que tiver sido aprovado, mas não contemplado dentro do número possível) e os coordenadores terão o prazo de 20/01/2020 a 26/01/2020 para realizar o pagamento da anuidade de 2020.

Seminários Temáticos (2020-2022) (em ordem alfabética)
Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados
Cinema Comparado
Cinema e Educação
Cinema experimental: histórias, teorias e poéticas
Cinema no Brasil: a história, a escrita da história e as estratégias de sobrevivência
Cinemas mundiais entre mulheres: feminismos contemporâneos em perspectiva
Cinemas negros: estéticas, narrativas e políticas audiovisuais na África e nas afrodiásporas
Cinemas pós-coloniais e periféricos
Estética e plasticidade da direção de fotografia
Estética e teoria da direção de arte audiovisual
Estilo e som no audiovisual
Estudos de Roteiro e Escrita Audiovisual
Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil
Montagem Audiovisual: Reflexões e Experiências
Outros Filmes
Teoria de Cineastas

O XXIII Encontro SOCINE acontecerá na Unisinos, em Porto Alegre, de 08 a 11 de outubro de 2019.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

Primeiro prazo: 10 de junho a 12 de julho – R$190,00 (profissionais) / R$95,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Segundo prazo: 15 de julho a 26 de julho – R$220,00 (profissionais) / R$110,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Prazo final: 29 de julho a 02 de agosto – R$260,00 (profissionais) / R$130,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

O XXII Encontro SOCINE acontecerá na UFG, em Goiânia, de 23 a 26 de outubro de 2018.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

Primeiro prazo (R$185,00 profissionais/R$92,50 estudantes): de 10 de julho a 10 de agosto;

Segundo prazo (R$215,00 profissionais/R$107,50 estudantes): de 13 a 24 de agosto;

Prazo final (R$255,00 profissionais/R$127,50 estudantes): de 27 a 31 de agosto. 

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Caros,

Estamos divulgando, dentro do prazo previsto no cronograma de 2018 para a Socine, os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019. Gostaríamos, primeiramente, de agradecer o trabalho dos Conselheiros e dos membros do Comitê Científico, que atuam como pareceristas e trabalharam dentro dos prazos estabelecidos na última reunião do conselho, em dezembro, na ECA/USP.

Explicamos aqui brevemente a mecânica da avaliação dos STs, para que fique transparente para aqueles que foram proponenetes, bem como para os associados em geral. Terminado o prazo da chamada, recebemos 17 propostas.
Uma primeira fase da avaliação constou de uma triagem mais técnica, a cargo da Secretaria, que conferiu se todos os Seminários propostos cumpriam os requisitos pré-estabelecidos e divulgados na chamada. Nesta fase, tivemos um Seminário recusado, por não cumprir tais requisitos. Na segunda fase, cada Seminário contou com dois pareceristas, designados dentre os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal que não foram proponentes de STs neste ano, além dos membros do Comitê Científico. Em caso de dois pareceres positivos, o Seminário já estaria aprovado. Em caso de dois pareceres negativos, o Seminário já estaria recusado. Houve uma terceira fase, para casos de desempate, para quando o Seminário tivera um parecer positivo e um negativo. Quatro seminários ficaram nessa situação, e precisaram de um terceiro pareceista, também designado dentre Conselhos e Comitê.

Ao fim das avaliações, temos a seguinte situação: são 14 seminários temáticos aprovados para o biênio; 3 foram reprovados.

Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019 da SOCINE:

  1. Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados

  2. Cinema brasileiro contemporâneo: política, estética, invenção

  3. Cinema comparado

  4. Cinema e Educação

  5. Cinema Negro africano e diaspórico – Narrativas e representações

  6. Cinemas pós-coloniais e periféricos

  7. Corpo, gesto e atuação

  8. Estilo e som no audiovisual

  9. Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil

  10. Interseções Cinema e Arte

  11. Montagem Audiovisual: reflexões e experiências

  12. Mulheres no cinema e audiovisual

  13. Teoria dos Cineastas

  14. Teorias e análises da direção de fotografia

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

É um número expressivo de STs, maior do que nos anos anteriores. A diretoria acredita que ao corroborar, no fim do processo, esse resultado das avaliações, teremos, ao mesmo tempo, uma pluralidade de temas que hoje são pertinentes aos estudos de Cinema e Audiovisual no Brasil, e o respeito à divisão, nos próximos encontros anuais, entre o espaço destinado aos Seminários, às mesas pré-constituídas, comunicações individuais e painéis.

Abraços,
A Diretoria.

 

O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.