O XXIV Encontro SOCINE será promovido de forma remota pela ESPM entre os dias 25 a 29 de outubro de 2021.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento da inscrição dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Importante ressaltar que esse é um pagamento diferente do feito anteriormente, relacionado à anuidade. Dessa forma, são dois pagamentos: anuidade (já pago) e inscrição do Encontro (a pagar). Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento da inscrição deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

– Primeiro prazo – Prazo: 05 de julho a 25 de julho – R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $60 profissionais / $30 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Segundo prazo – 26 de julho a 01 de agosto – R$226,00 (profissionais) / R$113,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $70 profissionais / $35 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Prazo final – 02 de agosto a 08 de agosto – R$266,00 (profissionais) / R$133,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $80 profissionais / $40 estudantes/profissionais sem vínculo;

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Angela Nelly dos Santos Gomes (UFPA)

Minicurrículo

    Docente do curso de bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Pará. Doutoranda no PPG Comunicação, Cultura e Amazônia, PPGCOM/UFPA. Mestre em Comunicação pela UMESP-SP. Roteirista, documentarista, produtora, jornalista.

Ficha do Trabalho

Título

    Decolonialidade e resistência no cinema indígena da Amazônia

Seminário

    Cinemas pós-coloniais e periféricos

Resumo

    Esta comunicação propõe uma reflexão sobre o cinema indígena da Amazônia para compreender em que aspectos essa produção pode ser entendida como forma de resistência à colonialidade. Partimos das teorias decoloniais e do conceito de indigenização para analisar o cinema como meio importante de estratégia cultural e comunicacional na luta contra a invisibilidade e por reivindicações de direitos dos povos originários da Amazônia, ao mesmo tempo que extrapola essa instrumentalidade.

Resumo expandido

    Esta comunicação propõe uma reflexão sobre o cinema indígena da Amazônia para compreender em que aspectos essa produção pode ser entendida como forma de resistência à colonialidade. Partimos das teorias decoloniais (QUIJANO, 2009; MIGNOLO, 2005) e do conceito de indigenização (SAHLINS, 1997) para analisar o cinema como meio importante de estratégia cultural e comunicacional na luta contra a invisibilidade e por reivindicações de direitos dos povos originários da Amazônia, ao mesmo tempo que extrapola essa instrumentalidade.

    Nas últimas décadas o cinema e o audiovisual em geral tornaram-se meios importantes utilizados pelos povos originários para desenvolver estratégias culturais e comunicacionais, com o objetivo de dar visibilidade à sua cultura, seu modo de vida e às suas lutas nas mais diversas esferas. Nesse sentido passou a ser elemento relevante de reivindicações, seja de direitos, ancestralidades, igualdades ou diferenças. E na Amazônia isso não é diferente.

    A Amazônia tem sido vista desde o início da colonização como um espaço repositório de “recursos naturais”, um lugar inerte, de reserva de riquezas à espera de exploração e expropriação, como se aqui houvesse um vazio demográfico (SOUSA, 2019). Um espaço cuja representação tem sido ao longo do tempo carregada de um viés estereotipado, impactando também no olhar sobre sua população indígena. Olhar que também foi construído pelas representações imagéticas e narrativas audiovisuais exógenas.

    Porém, hoje há um cinema indígena pulsante na Amazônia. Um cinema autóctone com um olhar endógeno e “indigenizado” (SAHLINS, 1997a, apud, MENDONÇA, 2014, p.17) pois ao mesmo tempo que utiliza da linguagem, narrativa e regras de produção cinematográfica, as adapta e as transforma. O cinema indígena usa a tecnologia e a linguagem para forjar uma nova percepção de si, fazer uma reconexão com o território, corpos, espaços e saberes, e desvelando uma outra perspectiva sobre os povos originários e a Amazônia em si, mostrando que esta é um espaço vivo e em movimento, cheio de singularidades que resultam em uma teia complexa de representações discursivas e imagéticas conformando suas identidades.

    Essa indigenização pode significar um deslocamento tanto histórico quanto geográfico na produção e representação de imagens e narrativas audiovisuais da região e dos povos indígenas locais, pois há um entendimento partilhado por indígenas e indigenistas de que o cinema permite romper o fosso da invisibilidade e do desconhecimento sobre a história e o modo de vida dos vários povos indígenas no Brasil.

    Assim, o interesse deste estudo se detém mais nas relações sociopolíticas ou culturais que implicam o fazer cinematográfico indígena ao se produzir de dentro e a seu modo. E como este cinema se converte numa importante produção simbólica dos povos indígenas na luta contra a subalternização a que têm sido submetidos historicamente, e que na Amazônia a situação é potencializada por ocuparem esse espaço, que por si também carrega as marcas da opressão e subalternização históricas, do colonialismo e da colonialidade (MIGNOLO, 2005).

Bibliografia

    MENDONÇA, Augusta A. N. de. “Fechando pra conta bater”: a indigenização dos projetos sociais Xakriabá. Belo Horizonte, 2014. Tese – (Doutorado) – UFMG.
    MIGNOLO, Walter D. A colonialidade de cabo a rabo: o hemisfério ocidental no horizonte conceitual da modernidade. In: Edgardo Lander (Org.), A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Buenos Aires: Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais, 2005.
    _____________ Colonialidade: O lado mais escuro da modernidade. Trad. Marco Oliveira. RBCS Vol. 32 n° 94, junho/2017.
    NUNES, Karliane Macedo. Imagens indígenas em movimento: história, cultura e cosmovisão nos cinemas Huni Kuin, Kuikuro e Mbyá-guarani. 2017. Tese (doutorado).
    QUIJANO, Anibal. Colonialidade do Poder e Classificação Social. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula (Orgs.). Epistemologias do Sul. Coimbra-Portugal. Edições ALMEDINA. AS, 2009.
    SOUZA, Márcio. História da Amazônia: do período pré-colombiano aos desafios do século XXI.Rio, 2019

Prezados,
Segue abaixo a lista dos Seminários Temáticos aprovados para o triênio 2020-2022. Devido ao grande número de Seminários propostos, 22 no total, o Conselho da SOCINE endossou a aprovação de 16 Seminários, ao invés dos 14 informados originalmente na chamada, levando em consideração que as próximas sedes comportam o aumento de STs. Importante frisar que o acréscimo de STs não diminui o espaço das outras modalidades, pois os STs continuarão correspondendo a 50% do evento, tendo sua ampliação gerado mais espaço para as outras modalidades também.
Os pareceres estarão disponíveis aos proponentes. Dois STs foram selecionados como suplentes e serão informados de sua colocação na suplência.
Para confirmação do ST, os coordenadores dos STs selecionados terão de pagar a anuidade de 2020 entre 06/01/2020 e 19/01/2020. Caso um/a coordenador/a de um ST selecionado não realize o pagamento da anuidade no prazo acima indicado, será convocado um ST suplente (que tiver sido aprovado, mas não contemplado dentro do número possível) e os coordenadores terão o prazo de 20/01/2020 a 26/01/2020 para realizar o pagamento da anuidade de 2020.

Seminários Temáticos (2020-2022) (em ordem alfabética)
Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados
Cinema Comparado
Cinema e Educação
Cinema experimental: histórias, teorias e poéticas
Cinema no Brasil: a história, a escrita da história e as estratégias de sobrevivência
Cinemas mundiais entre mulheres: feminismos contemporâneos em perspectiva
Cinemas negros: estéticas, narrativas e políticas audiovisuais na África e nas afrodiásporas
Cinemas pós-coloniais e periféricos
Estética e plasticidade da direção de fotografia
Estética e teoria da direção de arte audiovisual
Estilo e som no audiovisual
Estudos de Roteiro e Escrita Audiovisual
Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil
Montagem Audiovisual: Reflexões e Experiências
Outros Filmes
Teoria de Cineastas

O XXIII Encontro SOCINE acontecerá na Unisinos, em Porto Alegre, de 08 a 11 de outubro de 2019.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

Primeiro prazo: 10 de junho a 12 de julho – R$190,00 (profissionais) / R$95,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Segundo prazo: 15 de julho a 26 de julho – R$220,00 (profissionais) / R$110,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Prazo final: 29 de julho a 02 de agosto – R$260,00 (profissionais) / R$130,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

O XXII Encontro SOCINE acontecerá na UFG, em Goiânia, de 23 a 26 de outubro de 2018.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

Primeiro prazo (R$185,00 profissionais/R$92,50 estudantes): de 10 de julho a 10 de agosto;

Segundo prazo (R$215,00 profissionais/R$107,50 estudantes): de 13 a 24 de agosto;

Prazo final (R$255,00 profissionais/R$127,50 estudantes): de 27 a 31 de agosto. 

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Caros,

Estamos divulgando, dentro do prazo previsto no cronograma de 2018 para a Socine, os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019. Gostaríamos, primeiramente, de agradecer o trabalho dos Conselheiros e dos membros do Comitê Científico, que atuam como pareceristas e trabalharam dentro dos prazos estabelecidos na última reunião do conselho, em dezembro, na ECA/USP.

Explicamos aqui brevemente a mecânica da avaliação dos STs, para que fique transparente para aqueles que foram proponenetes, bem como para os associados em geral. Terminado o prazo da chamada, recebemos 17 propostas.
Uma primeira fase da avaliação constou de uma triagem mais técnica, a cargo da Secretaria, que conferiu se todos os Seminários propostos cumpriam os requisitos pré-estabelecidos e divulgados na chamada. Nesta fase, tivemos um Seminário recusado, por não cumprir tais requisitos. Na segunda fase, cada Seminário contou com dois pareceristas, designados dentre os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal que não foram proponentes de STs neste ano, além dos membros do Comitê Científico. Em caso de dois pareceres positivos, o Seminário já estaria aprovado. Em caso de dois pareceres negativos, o Seminário já estaria recusado. Houve uma terceira fase, para casos de desempate, para quando o Seminário tivera um parecer positivo e um negativo. Quatro seminários ficaram nessa situação, e precisaram de um terceiro pareceista, também designado dentre Conselhos e Comitê.

Ao fim das avaliações, temos a seguinte situação: são 14 seminários temáticos aprovados para o biênio; 3 foram reprovados.

Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019 da SOCINE:

  1. Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados

  2. Cinema brasileiro contemporâneo: política, estética, invenção

  3. Cinema comparado

  4. Cinema e Educação

  5. Cinema Negro africano e diaspórico – Narrativas e representações

  6. Cinemas pós-coloniais e periféricos

  7. Corpo, gesto e atuação

  8. Estilo e som no audiovisual

  9. Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil

  10. Interseções Cinema e Arte

  11. Montagem Audiovisual: reflexões e experiências

  12. Mulheres no cinema e audiovisual

  13. Teoria dos Cineastas

  14. Teorias e análises da direção de fotografia

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

É um número expressivo de STs, maior do que nos anos anteriores. A diretoria acredita que ao corroborar, no fim do processo, esse resultado das avaliações, teremos, ao mesmo tempo, uma pluralidade de temas que hoje são pertinentes aos estudos de Cinema e Audiovisual no Brasil, e o respeito à divisão, nos próximos encontros anuais, entre o espaço destinado aos Seminários, às mesas pré-constituídas, comunicações individuais e painéis.

Abraços,
A Diretoria.

 

O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.