O XXIV Encontro SOCINE será promovido de forma remota pela ESPM entre os dias 25 a 29 de outubro de 2021.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento da inscrição dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Importante ressaltar que esse é um pagamento diferente do feito anteriormente, relacionado à anuidade. Dessa forma, são dois pagamentos: anuidade (já pago) e inscrição do Encontro (a pagar). Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento da inscrição deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

– Primeiro prazo – Prazo: 05 de julho a 25 de julho – R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $60 profissionais / $30 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Segundo prazo – 26 de julho a 01 de agosto – R$226,00 (profissionais) / R$113,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $70 profissionais / $35 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Prazo final – 02 de agosto a 08 de agosto – R$266,00 (profissionais) / R$133,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $80 profissionais / $40 estudantes/profissionais sem vínculo;

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Marcus Vinicius Azevedo de Mesquita (UnB)

Minicurrículo

    Mestrando em Artes Visuais e bacharel em audiovisual, pela Universidade de Brasília – UnB. Atua em diferentes áreas da produção cinematográfica, dentre outras realizações, co-roteirizou e co-dirigiu o curta-metragem Afronte, premiado em diferentes festivais de cinema e o longa Rumo, em fase de finalização. Produtor da Mostra Competitiva de Cinema Negro – Adélia Sampaio e do documentário Filhas de Lavadeiras e um dos curadores do Festival Universitário de Brasília em 2019.

Ficha do Trabalho

Título

    A imagética decolonial de corpos negros LGBT+ no cinema negro

Seminário

    Cinemas negros: estéticas, narrativas e políticas audiovisuais na África e nas afrodiásporas.

Resumo

    Este artigo busca compreender a maneira como o curta-metragem NEGRUM3 (2018), constrói um discurso decolonial acerca das vivências de negros LGBTQ+, ao desenvolver narrativas cinematográficas sobre as experiências de diferentes jovens da cidade de São Paulo. Adotaremos como perspectiva metodológica o exame dos elementos que compõem a linguagem cinematográfica, para compreender como o filme desenvolve narrativas que relacionam corporeidade e experiência negra como forma de resistência.

Resumo expandido

    Os estudos sobre a história do cinema brasileiro demonstram que determinados grupos foram representados de forma estereotipada e relegados a papéis de subalternidade. Pode-se afirmar que negros e LGBTQ+ têm sido representados pelos meios de comunicação por meio de um conjunto de estereótipos que se amalgamaram ao imaginário social e constituem mecanismo de manutenção das estruturas de poder que compõem a sociedade brasileiro em que predomina o racismo disfarçado ou “por denegação” (Gonzalez, 2018).
    Observa-se, porém, o crescimento de novas produções que mudam, nos últimos anos, as perspectivas segundo as quais se apresentam personagens negros LGBT+. Essas produções fazem parte de um grupo que se constitui a partir dos questionamentos dos movimentos sociais e da maior visibilidade que as pautas reivindicadas por eles adquirem atualmente.
    Assumo o Cinema Negro como a possibilidade de remodelar a forma como grupos que interseccionam diferentes opressões, como raça e sexualidade, são representados nas produções cinematográficas brasileiras; pois permite compreendê-lo, não apenas como uma produção de cinema com a temática negra, mas como um cinema produzido por negros, com temáticas sobre a população negra.
    Sendo assim, esse artigo propõe uma análise do filme NEGRUM3 (2018), do diretor Diego Paulino, que se coaduna a um discurso decolonial, para construir novos referentes simbólicos em uma “luta pela criação de um mundo onde muitos mundos possam existir, e onde, portanto, diferentes concepções de tempo, espaço e subjetividades possam coexistir e também se relacionar produtivamente” (Maldonado-Torres, 2019, p. 36).
    A decolonialidade constitui-se como um projeto político e acadêmico que busca sistematizar o processo histórico da colonialidade do poder, do ser e do saber, ou seja, “uma lógica global de desumanização que é capaz de existir até mesmo na ausência de colônias formais” (Maldonado-Torres, p. 36, 2019) e propõe construir estratégias para transformar a realidade das populações afrodiaspóricas. Esse projeto constitui-se a partir da centralidade da raça como um elemento estruturante das relações desenvolvidas no mundo moderno.
    A decolonialidade pressupõe a luta por uma outra estrutura social em que diferentes concepções de mundo, de tempos, de espaços e de subjetividades possam coexistir, bem como relacionar-se (Maldonado-Torres, 2019). Destaca-se na epistemologia decolonial que todo conhecimento produzido é corporalmente e coletivamente localizado. O resultado é o rompimento com o modelo de gênero, sexo e raça do colonizador, que durante muito tempo, direcionou as suas performances na busca de se inserir nesse padrão de normalidade imposto pelo colonialismo. Essa atitude decolonial, conforme explica Maldonado-Torres, faz o sujeito emergir “como um pensador, um criador/artista, um ativista” (p.46, 2019), um corpo questionador, que busca zonas de contato para compreender diferentes experiências de vida.
    A produção artística tem um papel preponderante nesse giro decolonial, por congregar na experiência estética corpo e mente. O filme NEGRUM3 elabora, por meio de imagens, um discurso que busca uma ruptura epistemológica e social com a presença negra na produção de conhecimento e cultura. Observa-se que o diretor reinterpreta as suas vivências por meio de seu filme, ao mesmo tempo em que contribui para a reformulação do imaginário acerca de corpos negros LGBTQ+.
    Para compreender como o discurso é construído no curta, realizaremos uma análise fílmica. De acordo com Aumont e Marie (2004), faz-se necessário considerar o filme como uma obra artística autônoma, que estabelece formações textuais, que fundamentam os seus significados em estruturas narrativas, por meio de aparatos visuais e sonoros. Adotaremos como perspectiva metodológica a análise dos elementos que compõem a linguagem cinematográfica. Todos esses elementos serão analisados para compreender as matrizes discursivas desenvolvidas pelo filme.

Bibliografia

    AUMONT, Jacques, e MICHEL, Marie. A análise do filme. Lisboa: Edições texto & grafia, 2004.
    ARAÚJO, Joel Zito. A negação do Brasil: o negro na telenovela brasileira. São Paulo: Senac, 2000.
    CARVALHO, Noel dos Santos. Introdução. In: De, Jeferson. Dogma Feijoada: O cinema negro brasileiro. Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Cultura – Fundação Padre Anchieta, São Paulo, 2005.
    GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro e a intelectualidade negra descolonizando os currículos. In: BERNARDINO-COSTA, Joaze; MALDONADO-TORRES, Nelson; GROSFOGUEL, Ramón. Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico. Autêntica, Belo Horizonte, 2019.
    GONZÁLEZ, Lélia. Primavera para as Rosas Negras. Rio de Janeiro: Diáspora Negra, 2018
    LACERDA JÚNIOR, Luiz Francisco Buarque de. Cinema gay brasileiro: políticas de representação e além. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 2015.
    NASCIMENTO, Abdias. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. Editora Perspectiva SA, 2016.

Prezados,
Segue abaixo a lista dos Seminários Temáticos aprovados para o triênio 2020-2022. Devido ao grande número de Seminários propostos, 22 no total, o Conselho da SOCINE endossou a aprovação de 16 Seminários, ao invés dos 14 informados originalmente na chamada, levando em consideração que as próximas sedes comportam o aumento de STs. Importante frisar que o acréscimo de STs não diminui o espaço das outras modalidades, pois os STs continuarão correspondendo a 50% do evento, tendo sua ampliação gerado mais espaço para as outras modalidades também.
Os pareceres estarão disponíveis aos proponentes. Dois STs foram selecionados como suplentes e serão informados de sua colocação na suplência.
Para confirmação do ST, os coordenadores dos STs selecionados terão de pagar a anuidade de 2020 entre 06/01/2020 e 19/01/2020. Caso um/a coordenador/a de um ST selecionado não realize o pagamento da anuidade no prazo acima indicado, será convocado um ST suplente (que tiver sido aprovado, mas não contemplado dentro do número possível) e os coordenadores terão o prazo de 20/01/2020 a 26/01/2020 para realizar o pagamento da anuidade de 2020.

Seminários Temáticos (2020-2022) (em ordem alfabética)
Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados
Cinema Comparado
Cinema e Educação
Cinema experimental: histórias, teorias e poéticas
Cinema no Brasil: a história, a escrita da história e as estratégias de sobrevivência
Cinemas mundiais entre mulheres: feminismos contemporâneos em perspectiva
Cinemas negros: estéticas, narrativas e políticas audiovisuais na África e nas afrodiásporas
Cinemas pós-coloniais e periféricos
Estética e plasticidade da direção de fotografia
Estética e teoria da direção de arte audiovisual
Estilo e som no audiovisual
Estudos de Roteiro e Escrita Audiovisual
Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil
Montagem Audiovisual: Reflexões e Experiências
Outros Filmes
Teoria de Cineastas

O XXIII Encontro SOCINE acontecerá na Unisinos, em Porto Alegre, de 08 a 11 de outubro de 2019.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

Primeiro prazo: 10 de junho a 12 de julho – R$190,00 (profissionais) / R$95,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Segundo prazo: 15 de julho a 26 de julho – R$220,00 (profissionais) / R$110,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Prazo final: 29 de julho a 02 de agosto – R$260,00 (profissionais) / R$130,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

O XXII Encontro SOCINE acontecerá na UFG, em Goiânia, de 23 a 26 de outubro de 2018.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

Primeiro prazo (R$185,00 profissionais/R$92,50 estudantes): de 10 de julho a 10 de agosto;

Segundo prazo (R$215,00 profissionais/R$107,50 estudantes): de 13 a 24 de agosto;

Prazo final (R$255,00 profissionais/R$127,50 estudantes): de 27 a 31 de agosto. 

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Caros,

Estamos divulgando, dentro do prazo previsto no cronograma de 2018 para a Socine, os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019. Gostaríamos, primeiramente, de agradecer o trabalho dos Conselheiros e dos membros do Comitê Científico, que atuam como pareceristas e trabalharam dentro dos prazos estabelecidos na última reunião do conselho, em dezembro, na ECA/USP.

Explicamos aqui brevemente a mecânica da avaliação dos STs, para que fique transparente para aqueles que foram proponenetes, bem como para os associados em geral. Terminado o prazo da chamada, recebemos 17 propostas.
Uma primeira fase da avaliação constou de uma triagem mais técnica, a cargo da Secretaria, que conferiu se todos os Seminários propostos cumpriam os requisitos pré-estabelecidos e divulgados na chamada. Nesta fase, tivemos um Seminário recusado, por não cumprir tais requisitos. Na segunda fase, cada Seminário contou com dois pareceristas, designados dentre os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal que não foram proponentes de STs neste ano, além dos membros do Comitê Científico. Em caso de dois pareceres positivos, o Seminário já estaria aprovado. Em caso de dois pareceres negativos, o Seminário já estaria recusado. Houve uma terceira fase, para casos de desempate, para quando o Seminário tivera um parecer positivo e um negativo. Quatro seminários ficaram nessa situação, e precisaram de um terceiro pareceista, também designado dentre Conselhos e Comitê.

Ao fim das avaliações, temos a seguinte situação: são 14 seminários temáticos aprovados para o biênio; 3 foram reprovados.

Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019 da SOCINE:

  1. Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados

  2. Cinema brasileiro contemporâneo: política, estética, invenção

  3. Cinema comparado

  4. Cinema e Educação

  5. Cinema Negro africano e diaspórico – Narrativas e representações

  6. Cinemas pós-coloniais e periféricos

  7. Corpo, gesto e atuação

  8. Estilo e som no audiovisual

  9. Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil

  10. Interseções Cinema e Arte

  11. Montagem Audiovisual: reflexões e experiências

  12. Mulheres no cinema e audiovisual

  13. Teoria dos Cineastas

  14. Teorias e análises da direção de fotografia

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

É um número expressivo de STs, maior do que nos anos anteriores. A diretoria acredita que ao corroborar, no fim do processo, esse resultado das avaliações, teremos, ao mesmo tempo, uma pluralidade de temas que hoje são pertinentes aos estudos de Cinema e Audiovisual no Brasil, e o respeito à divisão, nos próximos encontros anuais, entre o espaço destinado aos Seminários, às mesas pré-constituídas, comunicações individuais e painéis.

Abraços,
A Diretoria.

 

O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.