O XXIV Encontro SOCINE será promovido de forma remota pela ESPM entre os dias 25 a 29 de outubro de 2021.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento da inscrição dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Importante ressaltar que esse é um pagamento diferente do feito anteriormente, relacionado à anuidade. Dessa forma, são dois pagamentos: anuidade (já pago) e inscrição do Encontro (a pagar). Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento da inscrição deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

– Primeiro prazo – Prazo: 05 de julho a 25 de julho – R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $60 profissionais / $30 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Segundo prazo – 26 de julho a 01 de agosto – R$226,00 (profissionais) / R$113,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $70 profissionais / $35 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Prazo final – 02 de agosto a 08 de agosto – R$266,00 (profissionais) / R$133,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $80 profissionais / $40 estudantes/profissionais sem vínculo;

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ (grupo CNPq))

Minicurrículo

    Doutora em Comunicação pela UFRJ (com período sanduíche na Universidade Paris 3 sob orientação de Michel Chion) e em Música pela UNIRIO. Pós-doutora em Música pela UFRJ, graduada em Comunicação (habilitações Jornalismo e Cinema) e mestre em Letras pela UFF. Foi professora substituta da Escola de Comunicação da UFRJ e do curso de Cinema da UFF. Autora do livro “A música no cinema de Robert Bresson”, membro do Conselho Deliberativo da SOCINE e coordenadora do GP Cinema da Intercom

Ficha do Trabalho

Título

    Música “nacional” em adaptações de livros brasileiros no Cinema Novo

Seminário

    Estilo e som no audiovisual

Resumo

    Analisamos o uso de música clássica preexistente em “Menino de Engenho” (Walter Lima Jr, 1965) e “Capitu” (Paulo César Saraceni, 1968), ambos adaptações de obras literárias brasileiras, como uma prática estilística do que Claudia Gorbman chamou de “música de autor”. Há nesses filmes do Cinema Novo uma característica nacional quanto ao uso da música, com presença marcante de Villa-Lobos em “Menino de Engenho”, e, em “Capitu”, constrói-se um panorama de diversos compositores brasileiros.

Resumo expandido

    O Cinema Novo brasileiro tinha, entre seus objetivos, revelar um Brasil não apresentado costumeiramente nas telas e a realização de filmes que não tivessem como modelo Hollywood, empregando uma “estética da fome”. Na temática, isso se deu muito com filmes sobre populações rurais do Nordeste brasileiro. No caso da música, usa um procedimento estilístico comum aos anos 60 (presente na Nouvelle Vague, por exemplo – ver Alvim, 2017a; ver também Hubbert, 2014): o emprego frequente de música preexistente. Há um lado prático nisso: não seria necessário pagar toda uma orquestra e, muitas vezes, como o nome das peças não era indicado, nem mesmo a gravadora.
    Retomando o conceito de Claudia Gorbman (2007) de “música de autor”, gostaríamos de discutir a música como um todo dos filmes “Menino de Engenho” (Walter Lima Jr, 1965) e “Capitu” (Paulo César Saraceni, 1968) como passível de ser enquadrada no conceito. Para Gorbman (2007), uma das características da “música de autor” é ser escolhida pelo diretor do filme de acordo com seu gosto musical. Gorbman parte do conceito e cria uma lista de diretores melômanos do cinema contemporâneo, porém, tal lógica de controle sobre a música (por exemplo, com uso de obras preexistentes entre outros procedimentos) já existia no Cinema Moderno, como observado pela autora em artigo anterior.
    Os dois referidos filmes fazem parte de um momento do Cinema Novo em que os diretores, diante da dificuldade de público e com a situação política de ditadura militar, passaram a realizar adaptações literárias, privilegiando, segundo seu ideário, obras clássicas da Literatura brasileira, como é o caso dos livros de José Lins do Rego e de Machado de Assis, em que se baseiam os filmes de Lima Jr e Saraceni, respectivamente. Mais ainda, observamos que a trilha musical de “Capitu” é feita com obras de compositores clássicos brasileiros, como que fazendo um “panorama nacional”, além da presença marcante de obras de Villa-Lobos (compositor de faceta nacionalista) em “Menino de engenho”.
    No caso de Walter Lima Jr, a posição do diretor em relação à música de filme é mais clara que a de Saraceni. Embora considerado de uma “segunda geração” de diretores do Cinema Novo (CARVALHO, 2009), Lima Jr foi assistente de Glauber Rocha em “Deus e o diabo na terra do sol” (1964), e foi quem teria sugerido a Glauber a inclusão das peças de Villa-Lobos no filme, contribuindo para construir toda uma “alegoria da pátria” (GUERRINI JR, 2009). Lima Jr vem de uma família de músicos amadores e disse que gostaria de ser músico se não fosse cineasta (GUERRINI JR, 2009). Em “Menino de engenho”, além da predominância de Villa-Lobos, há música de Alberto Nepomuceno, compositor também considerado “nacionalista”, e canções originais de Pedro Santos, cuja letra foi escrita pelo próprio Walter Lima – algo, para Gorbman (2007), característico de uma postura autoral. As músicas entram repentinamente no filme e, por vezes, finalizam sequências, com cortes bruscos, semelhantemente ao estilo dos filmes de Godard.
    No caso de Capitu, há um maior panorama de “música clássica brasileira”, só com peças preexistentes e incluindo composições do Padre José Maurício, Joaquim Manoel da Câmara, Elias Álvares Lobo, Carlos Gomes, Villa-Lobos e Lorenzo Fernandes. Encontramos as peças dos compositores da época de D. João (José Maurício e Joaquim Manuel) e de Pedro II (Álvares Lobo) numa série de discos produzidos em 1965. O uso estilístico no filme é semelhante ao de Menino de Engenho. Já a peça de Carlos Gomes é ouvida num momento-chave do filme, em performance diegética. Embora na primeira vez em que Saraceni usou música de Villa-Lobos, em “Arraial do Cabo” (1959), a ideia tenha sido de Mário Carneiro (ALVIM, 2017b), o diretor voltou a utilizar peças do compositor em “O desafio” (1965) e volta a fazê-lo em “Capitu”.

Bibliografia

    ALVIM, L. A música clássica preexistente no cinema de diretores da Nouvelle Vague – anos 50 e 60. Tese (Doutorado em Música) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2017a.
    ______. Música e som em três documentários brasileiros curta-metragem de 1959: nacionalismos, tradição, modernismos e identidade brasileira. Doc On-Line, v.22, 2017b.
    CARVALHO, M. do S. Cinema Novo Brasileiro. In: MASCARELLO, F. (org.) História do Cinema Mundial. 5. ed. Campinas: Papirus, 2009.
    GORBMAN, C. Auteur music. In: GOLDMARK, D.; KRAMER; L., LEPPERT, R. (Org.). Beyond the soundtrack: representing music in cinema. Los Angeles: University of California Press, 2007.
    GUERRINI JR, I. A música no cinema brasileiro: os inovadores anos sessenta. São Paulo: Terceira Margem, 2009.
    HUBBERT, J. The Compilation Soundtrack from the 1960 to the Present. NEUMEYER, D. (Ed.). The Oxford Handbook of Film Music Studies. Oxford: Oxford University Press, 2014.

    Discos: “Música na corte Brasileira” (4 volumes), 1965

Prezados,
Segue abaixo a lista dos Seminários Temáticos aprovados para o triênio 2020-2022. Devido ao grande número de Seminários propostos, 22 no total, o Conselho da SOCINE endossou a aprovação de 16 Seminários, ao invés dos 14 informados originalmente na chamada, levando em consideração que as próximas sedes comportam o aumento de STs. Importante frisar que o acréscimo de STs não diminui o espaço das outras modalidades, pois os STs continuarão correspondendo a 50% do evento, tendo sua ampliação gerado mais espaço para as outras modalidades também.
Os pareceres estarão disponíveis aos proponentes. Dois STs foram selecionados como suplentes e serão informados de sua colocação na suplência.
Para confirmação do ST, os coordenadores dos STs selecionados terão de pagar a anuidade de 2020 entre 06/01/2020 e 19/01/2020. Caso um/a coordenador/a de um ST selecionado não realize o pagamento da anuidade no prazo acima indicado, será convocado um ST suplente (que tiver sido aprovado, mas não contemplado dentro do número possível) e os coordenadores terão o prazo de 20/01/2020 a 26/01/2020 para realizar o pagamento da anuidade de 2020.

Seminários Temáticos (2020-2022) (em ordem alfabética)
Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados
Cinema Comparado
Cinema e Educação
Cinema experimental: histórias, teorias e poéticas
Cinema no Brasil: a história, a escrita da história e as estratégias de sobrevivência
Cinemas mundiais entre mulheres: feminismos contemporâneos em perspectiva
Cinemas negros: estéticas, narrativas e políticas audiovisuais na África e nas afrodiásporas
Cinemas pós-coloniais e periféricos
Estética e plasticidade da direção de fotografia
Estética e teoria da direção de arte audiovisual
Estilo e som no audiovisual
Estudos de Roteiro e Escrita Audiovisual
Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil
Montagem Audiovisual: Reflexões e Experiências
Outros Filmes
Teoria de Cineastas

O XXIII Encontro SOCINE acontecerá na Unisinos, em Porto Alegre, de 08 a 11 de outubro de 2019.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

Primeiro prazo: 10 de junho a 12 de julho – R$190,00 (profissionais) / R$95,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Segundo prazo: 15 de julho a 26 de julho – R$220,00 (profissionais) / R$110,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Prazo final: 29 de julho a 02 de agosto – R$260,00 (profissionais) / R$130,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

O XXII Encontro SOCINE acontecerá na UFG, em Goiânia, de 23 a 26 de outubro de 2018.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

Primeiro prazo (R$185,00 profissionais/R$92,50 estudantes): de 10 de julho a 10 de agosto;

Segundo prazo (R$215,00 profissionais/R$107,50 estudantes): de 13 a 24 de agosto;

Prazo final (R$255,00 profissionais/R$127,50 estudantes): de 27 a 31 de agosto. 

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Caros,

Estamos divulgando, dentro do prazo previsto no cronograma de 2018 para a Socine, os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019. Gostaríamos, primeiramente, de agradecer o trabalho dos Conselheiros e dos membros do Comitê Científico, que atuam como pareceristas e trabalharam dentro dos prazos estabelecidos na última reunião do conselho, em dezembro, na ECA/USP.

Explicamos aqui brevemente a mecânica da avaliação dos STs, para que fique transparente para aqueles que foram proponenetes, bem como para os associados em geral. Terminado o prazo da chamada, recebemos 17 propostas.
Uma primeira fase da avaliação constou de uma triagem mais técnica, a cargo da Secretaria, que conferiu se todos os Seminários propostos cumpriam os requisitos pré-estabelecidos e divulgados na chamada. Nesta fase, tivemos um Seminário recusado, por não cumprir tais requisitos. Na segunda fase, cada Seminário contou com dois pareceristas, designados dentre os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal que não foram proponentes de STs neste ano, além dos membros do Comitê Científico. Em caso de dois pareceres positivos, o Seminário já estaria aprovado. Em caso de dois pareceres negativos, o Seminário já estaria recusado. Houve uma terceira fase, para casos de desempate, para quando o Seminário tivera um parecer positivo e um negativo. Quatro seminários ficaram nessa situação, e precisaram de um terceiro pareceista, também designado dentre Conselhos e Comitê.

Ao fim das avaliações, temos a seguinte situação: são 14 seminários temáticos aprovados para o biênio; 3 foram reprovados.

Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019 da SOCINE:

  1. Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados

  2. Cinema brasileiro contemporâneo: política, estética, invenção

  3. Cinema comparado

  4. Cinema e Educação

  5. Cinema Negro africano e diaspórico – Narrativas e representações

  6. Cinemas pós-coloniais e periféricos

  7. Corpo, gesto e atuação

  8. Estilo e som no audiovisual

  9. Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil

  10. Interseções Cinema e Arte

  11. Montagem Audiovisual: reflexões e experiências

  12. Mulheres no cinema e audiovisual

  13. Teoria dos Cineastas

  14. Teorias e análises da direção de fotografia

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

É um número expressivo de STs, maior do que nos anos anteriores. A diretoria acredita que ao corroborar, no fim do processo, esse resultado das avaliações, teremos, ao mesmo tempo, uma pluralidade de temas que hoje são pertinentes aos estudos de Cinema e Audiovisual no Brasil, e o respeito à divisão, nos próximos encontros anuais, entre o espaço destinado aos Seminários, às mesas pré-constituídas, comunicações individuais e painéis.

Abraços,
A Diretoria.

 

O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.