O XXIV Encontro SOCINE será promovido de forma remota pela ESPM entre os dias 25 a 29 de outubro de 2021.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento da inscrição dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Importante ressaltar que esse é um pagamento diferente do feito anteriormente, relacionado à anuidade. Dessa forma, são dois pagamentos: anuidade (já pago) e inscrição do Encontro (a pagar). Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento da inscrição deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

– Primeiro prazo – Prazo: 05 de julho a 25 de julho – R$196,00 (profissionais) / R$98,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $60 profissionais / $30 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Segundo prazo – 26 de julho a 01 de agosto – R$226,00 (profissionais) / R$113,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $70 profissionais / $35 estudantes/profissionais sem vínculo;

– Prazo final – 02 de agosto a 08 de agosto – R$266,00 (profissionais) / R$133,00 (estudantes/profissionais sem vínculo). Sócios estrangeiros: $80 profissionais / $40 estudantes/profissionais sem vínculo;

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados,
Segue abaixo a lista dos Seminários Temáticos aprovados para o triênio 2020-2022. Devido ao grande número de Seminários propostos, 22 no total, o Conselho da SOCINE endossou a aprovação de 16 Seminários, ao invés dos 14 informados originalmente na chamada, levando em consideração que as próximas sedes comportam o aumento de STs. Importante frisar que o acréscimo de STs não diminui o espaço das outras modalidades, pois os STs continuarão correspondendo a 50% do evento, tendo sua ampliação gerado mais espaço para as outras modalidades também.
Os pareceres estarão disponíveis aos proponentes. Dois STs foram selecionados como suplentes e serão informados de sua colocação na suplência.
Para confirmação do ST, os coordenadores dos STs selecionados terão de pagar a anuidade de 2020 entre 06/01/2020 e 19/01/2020. Caso um/a coordenador/a de um ST selecionado não realize o pagamento da anuidade no prazo acima indicado, será convocado um ST suplente (que tiver sido aprovado, mas não contemplado dentro do número possível) e os coordenadores terão o prazo de 20/01/2020 a 26/01/2020 para realizar o pagamento da anuidade de 2020.

Seminários Temáticos (2020-2022) (em ordem alfabética)
Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados
Cinema Comparado
Cinema e Educação
Cinema experimental: histórias, teorias e poéticas
Cinema no Brasil: a história, a escrita da história e as estratégias de sobrevivência
Cinemas mundiais entre mulheres: feminismos contemporâneos em perspectiva
Cinemas negros: estéticas, narrativas e políticas audiovisuais na África e nas afrodiásporas
Cinemas pós-coloniais e periféricos
Estética e plasticidade da direção de fotografia
Estética e teoria da direção de arte audiovisual
Estilo e som no audiovisual
Estudos de Roteiro e Escrita Audiovisual
Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil
Montagem Audiovisual: Reflexões e Experiências
Outros Filmes
Teoria de Cineastas

O XXIII Encontro SOCINE acontecerá na Unisinos, em Porto Alegre, de 08 a 11 de outubro de 2019.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

Primeiro prazo: 10 de junho a 12 de julho – R$190,00 (profissionais) / R$95,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Segundo prazo: 15 de julho a 26 de julho – R$220,00 (profissionais) / R$110,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Prazo final: 29 de julho a 02 de agosto – R$260,00 (profissionais) / R$130,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

O XXII Encontro SOCINE acontecerá na UFG, em Goiânia, de 23 a 26 de outubro de 2018.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

Primeiro prazo (R$185,00 profissionais/R$92,50 estudantes): de 10 de julho a 10 de agosto;

Segundo prazo (R$215,00 profissionais/R$107,50 estudantes): de 13 a 24 de agosto;

Prazo final (R$255,00 profissionais/R$127,50 estudantes): de 27 a 31 de agosto. 

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Caros,

Estamos divulgando, dentro do prazo previsto no cronograma de 2018 para a Socine, os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019. Gostaríamos, primeiramente, de agradecer o trabalho dos Conselheiros e dos membros do Comitê Científico, que atuam como pareceristas e trabalharam dentro dos prazos estabelecidos na última reunião do conselho, em dezembro, na ECA/USP.

Explicamos aqui brevemente a mecânica da avaliação dos STs, para que fique transparente para aqueles que foram proponenetes, bem como para os associados em geral. Terminado o prazo da chamada, recebemos 17 propostas.
Uma primeira fase da avaliação constou de uma triagem mais técnica, a cargo da Secretaria, que conferiu se todos os Seminários propostos cumpriam os requisitos pré-estabelecidos e divulgados na chamada. Nesta fase, tivemos um Seminário recusado, por não cumprir tais requisitos. Na segunda fase, cada Seminário contou com dois pareceristas, designados dentre os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal que não foram proponentes de STs neste ano, além dos membros do Comitê Científico. Em caso de dois pareceres positivos, o Seminário já estaria aprovado. Em caso de dois pareceres negativos, o Seminário já estaria recusado. Houve uma terceira fase, para casos de desempate, para quando o Seminário tivera um parecer positivo e um negativo. Quatro seminários ficaram nessa situação, e precisaram de um terceiro pareceista, também designado dentre Conselhos e Comitê.

Ao fim das avaliações, temos a seguinte situação: são 14 seminários temáticos aprovados para o biênio; 3 foram reprovados.

Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019 da SOCINE:

  1. Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados

  2. Cinema brasileiro contemporâneo: política, estética, invenção

  3. Cinema comparado

  4. Cinema e Educação

  5. Cinema Negro africano e diaspórico – Narrativas e representações

  6. Cinemas pós-coloniais e periféricos

  7. Corpo, gesto e atuação

  8. Estilo e som no audiovisual

  9. Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil

  10. Interseções Cinema e Arte

  11. Montagem Audiovisual: reflexões e experiências

  12. Mulheres no cinema e audiovisual

  13. Teoria dos Cineastas

  14. Teorias e análises da direção de fotografia

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

É um número expressivo de STs, maior do que nos anos anteriores. A diretoria acredita que ao corroborar, no fim do processo, esse resultado das avaliações, teremos, ao mesmo tempo, uma pluralidade de temas que hoje são pertinentes aos estudos de Cinema e Audiovisual no Brasil, e o respeito à divisão, nos próximos encontros anuais, entre o espaço destinado aos Seminários, às mesas pré-constituídas, comunicações individuais e painéis.

Abraços,
A Diretoria.

 

O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Tiago José Lemos Monteiro (IFRJ/UAM)

Minicurrículo

    Doutor em Comunicação pela UFF (2012), Mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ (2006) e possui graduação em Comunicação Social (Radialismo) pela mesma instituição (2004). Atualmente, realiza estágio pós-doutoral na Universidade Anhembi-Morumbi. Professor Efetivo do Curso de Bacharelado em Produção Cultural e da Pós-Graduação Lato Sensu em Linguagens Artísticas, Cultura e Educação do IFRJ – Campus Nilópolis. Além disso, atua como roteirista e realizador audiovisual independente.

Ficha do Trabalho

Título

    SNUFF À BRASILEIRA: MARKETING DE EXPLORAÇÃO NO CINEMA DA BOCA

Seminário

    Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil

Resumo

    Tomando por objeto o thriller policial Snuff, vítimas do prazer (1977), produzido e dirigido por Claudio Cunha e escrito por Carlos Reichenbach, este trabalho tem por objetivo discutir os métodos e estratégias de promoção adotados por alguns produtores e cineastas da Boca do Lixo, a partir de uma perspectiva teórica que busca o estabelecimento de interfaces entre a produção da Boca e aquilo que usualmente é reconhecido como estética da exploração (ou exploitation).

Resumo expandido

    Este trabalho discute os métodos e estratégias de promoção adotados por alguns produtores e cineastas da Boca do Lixo (região do centro da cidade de São Paulo que se consagrou como um expressivo pólo de produção audiovisual popular-massiva e de gênero durante as décadas de 1970 e 1980), a partir de uma perspectiva teórica que busca o estabelecimento de interfaces entre a produção da Boca e aquilo que usualmente é reconhecido como estética da exploração (ou exploitation).
    A matriz histórica do exploitation pode ser identificada em um tipo muito particular de cinema produzido nos Estados Unidos entre as décadas de 1930 e 1950 e devidamente mapeado por Schaefer (1999). Imbuído do espírito pioneiro dos circos e feiras populares que fazem parte da matriz do espetáculo cinematográfico, e capitaneado por indivíduos com uma mentalidade comercial agressiva no sentido da maximização dos lucros a qualquer custo, o cinema de exploitation clássico se aproveitava de sua condição marginal em relação ao sistema de estúdios para abordar temas que certamente desafiariam os rígidos códigos de censura vigentes à época, como o uso de drogas, a homossexualidade, doenças venéreas e a delinquência juvenil. O cinema de exploração se valia de estratégias promocionais sensacionalistas com o intuito de atrair o público, não raro prometendo mais do que cumprindo e frequentemente recorrendo a dispositivos extra-fílmicos a fim de potencializar alguns efeitos de choque.
    Embora o exploitation não morra com os anos 1950, há que se considerar a mudança de cenário proporcionada pela crise do sistema de estúdios, o fim do Código Hays e uma maior tolerância a temas-tabu, no âmbito dos diversos movimentos contraculturais juvenis. Por fim, mesmo Hollywood, a partir de meados dos anos 1960, passa a produzir filmes e adotar procedimentos de marketing até então restritos ao universo do exploitation, a partir de fórmulas já testadas pelas produtoras independentes – o que leva alguns autores a considerar títulos como Tubarão, Star Wars e Caçadores da arca perdida como “exploitations de luxo”.
    Uma das características do cinema da Boca era precisamente a negociação direta que se estabelecia entre produtores e exibidores (que, não raro, também atuavam como co-produtores dos filmes), com vistas à maximização dos lucros de ambas as partes, e como forma de atenuar o impacto da ausência de investimentos oficiais. Este cenário, por um lado, tornava os produtores da Boca relativamente independentes dos mecanismos de financiamento e distribuição da Embrafilme, mas por outro obrigava os filmes a atingirem bons resultados de bilheteria logo no final de semana de estreia. Tal objetivo era parcialmente atingido mediante o emprego de técnicas publicitárias afeitas ao exploitation, manifestas nos títulos apelativos (e, muitas vezes, desconectados do verdadeiro conteúdo do filme), nos pôsteres que enfatizavam seu conteúdo erótico e, não raro, na disseminação sistemática de factóides como forma de mobilizar as audiências.
    Neste trabalho, investigo tais questões a partir do filme Snuff, vítimas do prazer (1977), thriller policial produzido e dirigido por Claudio Cunha e escrito por Carlos Reichenbach. A trama é ambientada nos bastidores de um falso filme undergound estadunidense rodado na Boca do Lixo, no qual as atrizes seriam verdadeiramente violentadas e mortas diante das câmeras. Aproveitando-se da controvérsia mundial provocada pela versão do produtor Allan Shackleton para o longa Snuff (1975), de Michael e Roberta Findlay, Cunha explorou a suposta natureza autêntica das imagens no material publicitário do filme, utilizando desde falsas declarações expostas nas bilheterias dos cinemas até entrevistas com espectadores anônimos. Como resultado, mais de 700 mil espectadores foram atraídos pelo Snuff à brasileira de Cunha, que ficou entre os 20 títulos mais rentáveis de seu ano de lançamento.

Bibliografia

    ABREU, Nuno César Pereira de. Boca do Lixo: cinema e classes populares. Tese (Doutorado) em Multimeios – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2002.
    FREY, Mattias. Extreme cinema: the transgressive rhetoric of today’s art film culture. New Jersey: Rutgers University Press, 2016.
    HAWKINS, Joan. Cutting edge: art-horror and the horrific avant-garde. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2000.
    KEREKES, David & SLATER, David. Killing for culture: from Edison to ISIS, a new history of death on film. London: Headpress, 2016.
    SCHAEFER, Eric. Bold! Daring! Shocking! True! A History of Exploitation Films, 1919-1959. Durhan & London: Duke University Press, 1999.
    ______. Pandering to the “goon trade”: framing the sexploitation audience through advertising. In: SCONCE, Jeffrey (org). Sleaze artists: cinema at the margins of taste, style and politics. Durhan and London: Duke University Press, 2007. pp. 19-46.