Ficha do Proponente

Proponente

    Pablo Rossi Barreira (PPGCine UFF)

Minicurrículo

    Designer Gráfico e Audiovisual, com bacharelado em Design pela ESDI/UERJ e Cinema e Audiovisual pela UFF. Pesquisa influências pedagógicas modernas no ensino de arte e técnica no Brasil nos anos 1950 e 60, ênfase no ensino superior de cinema. Atua como documentarista, diretor de corte ao vivo e projetista de identidades visuais para instituições culturais.

Ficha do Trabalho

Título

    Nostalgia e Ruínas: a UNB em 3 filmes nacionais.

Resumo

    A partir da crítica cultural de Frederic Jameson sobre as fragmentações narrativas da pós-modernidade e dos elementos nostálgicos mobilizados pelas ruínas no contexto da modernidade descritos por Andreas Huyssen, analisaremos 3 documentários brasileiros que tiveram como tema a cidade de Brasília e especificamente a sua universidade como marcador do projeto modernizador democrático brasileiro, interrompido pelo Golpe Civil Militar de 1964.

Resumo expandido

    O Brasil não foi formado como consequência de suas relações e dinâmicas internas e sim organizado como sistema escravista monocultor, para cumprir determinação econômica externa. Essa ontologia colonial, apesar de essencialmente capitalista, se opõe ao fortalecimento de mercado interno em nosso país. Já no posterior processo de integração econômica na modernidade industrial, a colonialidade redundou em uma situação definida como Subdesenvolvimento. A intelectualidade modernizante nacional, capaz de desvelar tais incongruências estruturais, experimenta como em sua constituição essa profunda ambiguidade, onde sua expressão está viabilizada na própria restrição da sociedade fundada no extermínio da classe de mão de obra e na imobilidade social. O não enfrentamento dessa limitação intrínseca, condição da divisão internacional do trabalho, e a consequente negação da transformação como projeto de nação, tem gerado ciclos trágicos e contínuos, no sentido de terem uma modernização de resultados previsíveis, sem inclusão ou reparação real.
    O desenvolvimento é em grande medida incompatível com o modelo de economia importadora/exportadora e com o trabalho precarizado extremo, sem fortalecimento de mercado interno. No Brasil, a intelectualidade, constituída por uma classe média com acesso privilegiado ao Estado, performa narrativas de agenciamento modernizante que, quando avançadas, tensionam os dilemas das suas condições de produção atomizadas e, fatalmente, ao não se concluírem e desmoronarem, restauram as os ideais que lhe dão legitimidade, o horizonte de transformação e inclusão, assim como restauram a legitimidade de sua classe produtora e dos princípios modernos parciais do Estado que lhe sustenta. Os enunciados progressistas, ao se conservarem nessas circunstâncias irrealizáveis e portanto utópicas, geram uma dinâmica que dilui os aspectos de sua crônica suspensa e inconclusa, fornecendo, como experiência, o sentimento de nostalgia.
    A Universidade de Brasília é um dos maiores marcos simbólicos das intensões de modernização democrática brasileira, experimentadas na década de 1950 e 60. A UnB, mesmo enquanto ainda apenas se estruturava, reuniu com grande entusiasmo e provavelmente boa dose de euforia, um grupo de intelectuais, dirigentes e jovens em torno da área norte do Plano Piloto, ansiosos por construir novas bases para o Brasil, com uma universidade autônoma e a serviço do desenvolvimento nacional. Tal projeto de construção, de um país novo, passava por uma nova capital, uma nova arquitetura, além é claro da nova universidade. A soma desses fatores operou um tipo de tábula rasa em que o país poderia se pensar como uma página em branco, dissolvendo as noções de passado, presente e futuro, como uma nova colonização, agora humanista e no planalto central.
    Brasília, contradição de uma cidade nova, filme de Joaquim Pedro de Andrade de 1967, Barra 68, sem perder a ternura, de Vladimir Carvalho, lançado em 2001, e UnB, Utopia Distopia, de Jorge Bodanzky, 2020, registram em sua diacronia uma gradual romantização a medida que os filmes se afastam temporalmente dos eventos que relatam, o Golpe de 1964 e seus desdobramentos mais imediatos sentidos ne UnB.
    Brasília, reconhecida como patrimônio mundial em 1987, menos de 30 anos depois de inaugurada, foi a primeira obra do século XX a ganhar tal distinção, normalmente conferida a conjuntos urbanos mais antigos. Registra a crença ingênua no progresso e na humanidade na qual a UnB se alinhou antes de ser invadida por militares armados, por diversas vezes. Ruína de si mesma, a capital modernista é testemunho de proporções geográficas de um futuro coletivo quase idílico imaginado, que desmoronou por um presente liberal e conservador possível. Sua herança, na ausência de uma modernização efetiva, ocupa o lugar de uma possibilidade de modernização, que pula etapas, que tangencia suas próprias contradições e que permite sonhar, se não com um futuro mais ideal, com um presente menos real.

Bibliografia

    FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. 34º Edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2007
    HUYSSEN, Andreas. Nostalgia for Ruins. Grey Room, n. 23, 2006, pp. 6–21.
    JAMESON, Frederic. Pós-modernismo, a lógica cultural do capitalismo tardio. São Paulo: Ática, 1997
    RIBEIRO, Darcy. A Universidade Necessária. Editora Paz e Terra. 1969.
    SALMERON, Roberto A. A Universidade Interrompida: Brasília 1964- 1965. 2a Edição. Editora Universidade de Brasília, 2007.
    Universidade de Brasília (UnB) – Conselho Diretor da Fundação. Plano Orientador da Universidade de Brasília, Editora Universidade de Brasília, 1962.

    BARRA 68, sem perder a ternura. Direção: Vladimir Carvalho. Produção: Folkino filmes.
    BRASÍLIA, contradições de uma cidade nova. Direção: Joaquim Pedro de Andrade. Produção: Jean Claude Bernardet.
    UNB utopia distopia. Direção: Jorge Bodanzky. Produção: Bruno Caldas. Duração 77 min. Digital.

CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

Prezadas e prezados, está aberta a partir de hoje, 23 de junho de 2020, a chamada de propostas para ações SOCINE EM CASA, criada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual.

COMO FUNCIONA

SOCINE EM CASA é uma programação de atividades a serem realizadas ainda em 2020, propostas pelos associados e chanceladas pela SOCINE, com transmissão por videoconferência. As atividades serão realizadas na plataforma ZOOM, em conta gerenciada da Sociedade, e transmitidas via Youtube. As ações propostas pelos associados serão divulgadas pela SOCINE em suas redes sociais e meios institucionais (email, site) e a Sociedade vai disponibilizar cards para divulgação em redes sociais por parte dos proponentes. Não é necessário qualquer pagamento para propor atividades e a SOCINE certificará os proponentes e convidados (mas não o público ouvinte).

Os proponentes são responsáveis pelo conteúdo das atividades e opiniões apresentadas, assim como pelo gerenciamento da atividade, incluindo seus aspectos técnicos.

Cada proponente pode enviar apenas uma proposta e a ação deve se restringir a uma atividade/live, não podendo ser uma série de atividades.

QUEM PODE PROPOR

As propostas podem ser enviadas por até 3 proponentes, sendo obrigatório que um deles seja associado da SOCINE com anuidade em dia.

O QUE PODE SER PROPOSTO

Podem ser propostas conversas, palestras e performances em formato ao vivo.

COMO INSCREVER UMA PROPOSTA

Acesse o link e preencha o formulário. (Necessário que apenas um proponente preencha com as informações de todos). 

PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS

De 23 de junho de 2020 a 20 de julho de 2020, para ações a serem realizadas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Posteriormente será lançada uma nova chamada para os interessados em promover atividades entre os meses de outubro e novembro de 2020.

Pede-se que os proponentes indiquem o período de realização das atividades. No entanto, a montagem da programação dependerá da quantidade de propostas enviadas. Se for necessário ajustar datas para evitar choques, a secretaria da Socine entrará em contato com os(as) proponentes.

Caras e caros associados,

Seguindo as normas do edital para as eleições 2019/2021 da SOCINE, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral. A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir das 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

Diretoria (Chapa única)
Cristian Borges (USP) – (Presidente)
Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – (Vice-Presidente)
Amaranta Cesar (UFRB) – (Secretária)
Gabriela Machado Ramos de Almeida (FACS) – (Tesoureira)

Conselho Deliberativo
Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
Edileuza Penha Souza (UNB)
Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
Jamer Guterres de Mello (UAM)
Joao Vitor Resende Leal (FAPCOM)
Julio Carlos Bezerra (UFMS)
Lisandro Nogueira (UFG)
Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Maria Leite Chiaretti (USP)
Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
Mariana Baltar Freire (UFF)
Milena Szafir (UFC)
Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
Patricia Rebello da Silva (UERJ)
Rafael de Luna Freire (UFF)
Rogerio Ferraraz (UAM)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)

Representantes Discentes
Ana Caroline de Almeida (UFPE)
Esmejoano L. da Silva de França (UFPB)
Jocimar Soares Dias Junior (UFF)

Conselho Fiscal
Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
Fábio Raddi Uchôa (UTP)
Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
Miriam de Souza Rossini (UFRGS)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE

 

ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021

Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.

A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:

LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com

Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.

Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.

A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.

eleição será realizada pelo sistema da SOCINEa partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.

Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.

Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente

 

ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.

Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);

Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;

Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;

Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.

Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.

Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.