Ficha do Proponente

Proponente

    Leonardo Alvares Vidigal (UFMG)

Minicurrículo

    Leonardo Vidigal é professor associado e orientador no Programa de Pós-Graduação em Artes e no curso de graduação de Cinema de Animação e Artes Digitais da Escola de Belas Artes, na Universidade Federal de Minas Gerais. É mestre e doutor em Comunicação Social também pela UFMG e fez pós-doutorado na Goldmiths, University of London, para o qual realizou o filme “Minha Boca, Minha Arma” (2016), com Delmar Mavignier.

Ficha do Trabalho

Título

    Cultura sound-system e obras audiovisuais: teorias em diálogo

Seminário

    Estilo e som no audiovisual

Resumo

    A apresentação irá procurar colocar em diálogo filmes sobre sound systems com a teoria do som no cinema e o aparato teórico mobilizado para se estudar estes grupos. A interrelação entre as três faixas de frequência que compõem a cultura sound system (material, corporal e sociocultural) e a “dominância sonora” exercida por eles na ocupação de espaços públicos serão analisados nos filmes a partir de conceitos como ponto de escuta, para se compreender tais obras e sua dimensão política.

Resumo expandido

    Filmes realizados sobre a experiência da música, seja entre os que a produzem, entre os que a reproduzem, ou os que a vivenciam, oferecem oportunidades bastante interessantes de análise quando confrontados com a teoria do som no cinema. Tais oportunidades se tornam ainda mais frutíferas quando estudamos filmes de sound systems, apresentados em encontros anteriores como os que têm como tema principal os coletivos que tocam predominantemente o gênero musical conhecido como reggae, compostos por selectors (DJs), operadores (engenheiros de som) e MCs (Mestres de Cerimônia), além do público que vive, vibra e dança essa cultura.

    Obras ficcionais como Babylon (Franco Rosso, 1981) e documentários como Sound Business (Molly Dineen, 1981), Dancehall Vibes (Ruppert Gabriel, 1994), Minha Boca, Minha Arma (Leonardo Vidigal e Delmar Mavignier (2016) e Sound System, a voz da quebrada (Fernando Augusto, 2019), podem ser pensados a partir das três faixas de frequência [wavebands] propostas pelo teórico jamaicano Julian Henriques para se analisar os sound systems (podemos abreviar para “sounds”), relacionando-as com a organização das equipes de filmagem e de som. A faixa de frequência material, relacionada aos alto-falantes e outros aparatos técnicos, é personificada pelo engenheiro de som dos sounds e pelo técnico de som, mixador e editor sonoro no filme; a faixa de frequência corporal, ligada à escolha das músicas certas e consequente favorecimento da dança, é personificada pelo selector nos sounds e pelo editor no filme, que seleciona as músicas escolhidas previamente pelo DJ; e faixa de frequência sociocultural, que é a compreensão do contexto cultural e comunicação com o público, personificada pelo MC nos sounds e pelo diretor no filme.

    Dessa maneira, esse esquema também pode ser empregado na análise dos filmes, pensando nas analogias entre as equipes, mas talvez a teoria mais produtiva seja aquela onde Henriques identifica a “dominância sonora” exercida pelos sound systems na ocupação de espaços públicos, onde o som o som em si é tanto uma fonte como uma expressão desse poder, pois está em todo o lugar. Esse poder pode ser colocado em contraste com a atividade do câmera, que organiza as imagens em planos e tomadas de forma separada, de um ponto de vista por vez. Assim, o par ponto de vista/ponto de escuta pode começar a ser empregado em uma análise de como os filmes de sound systems tranformam essa cultura em obras audiovisuais.

    Aqui podemos trabalhar com a diferenciação sonora entre o cinema ficcional e documental. Na seara documental, desde que as equipes de filmagem ganharam total mobilidade e se tornou possível gravar o som direto ao mesmo tempo que as imagens, a inserção de sons não captados in loco ou música pós-sincronizada na montagem se tornou um problema, sendo necessário que a equipe de som geralmente privilegie a captação direta, para satisfazer a expectativa de veracidades desses filmes. Nesse caso, o ponto de escuta subjetivo pode ser associado ao ponto de escuta do técnico de som, que pode se sobrepor a uma das pessoas filmadas, enquanto que, nos filmes estudados, as fontes sonoras geralmente são os enormes alto-falantes customizados dos sound systems. Por outro lado, as equipes de som dos filmes ficcionais conseguem ter uma liberdade muito maior para trabalhar as três camadas de som do filme: vozes, efeitos sonoros e música (não esquecendo do “silêncio” temperado pelo som ambiente). Os pontos de escuta são relacionados a personagens, espaços e aos espectadores, o que abre espaço para pensarmos nas diferenças entre o público de um filme (sentado, contemplativo, seguro, preso à narrativa, com pontos de vista e de escuta direcionados), e o público de um evento real de sound system (de pé, participativo, exposto, livre da narrativa, com pontos de vista e de escuta múltiplos). Dessa maneira, podemos tentar compreender melhor estes filmes e sua dimensão política de modo transversal e interdisciplinar.

Bibliografia

    HENRIQUES, Julian. Sonic bodies: Reggae Sound-systems, performance techniques and ways of knowing. Londres: Continuum Books, 2011.

    ______________. A Dominância Sônica e a Festa de Sound System de Reggae. Revista Eco-Pós, v. 23, n. 1, 2020, pags. 44-80.

    VIDIGAL, Leonardo. Reggae Documentaries in Brazil. In: Carolyn Cooper (Org.) Global Reggae. Kingston: Canoe Press, 2012.

    ______________. Enredando imagens e sons do Brasil, Jamaica e Reino Unido: documentários sobre reggae e a cultura dos sound-systems In: Valente, Antonio Costa e Capucho, Rita (orgs.) Avanca: Cinema 2016. Avanca : Editora Cineclube de Avanca, 2016.

    ___________________. Analisando filmes sobre sound-systems: Sound Business e Babylon. Anais JISMA, RIO DE JANEIRO, 4ª EDIÇÃO, 2019.

    VIDIGAL, Leonardo; MORAIS, Marina de. Ponto de escuta e tridimensionalidade sonora na ficção e no documentário.PÓS:Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA/UFMG. v.10, n.19: mai.2020.

CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

Prezadas e prezados, está aberta a partir de hoje, 23 de junho de 2020, a chamada de propostas para ações SOCINE EM CASA, criada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual.

COMO FUNCIONA

SOCINE EM CASA é uma programação de atividades a serem realizadas ainda em 2020, propostas pelos associados e chanceladas pela SOCINE, com transmissão por videoconferência. As atividades serão realizadas na plataforma ZOOM, em conta gerenciada da Sociedade, e transmitidas via Youtube. As ações propostas pelos associados serão divulgadas pela SOCINE em suas redes sociais e meios institucionais (email, site) e a Sociedade vai disponibilizar cards para divulgação em redes sociais por parte dos proponentes. Não é necessário qualquer pagamento para propor atividades e a SOCINE certificará os proponentes e convidados (mas não o público ouvinte).

Os proponentes são responsáveis pelo conteúdo das atividades e opiniões apresentadas, assim como pelo gerenciamento da atividade, incluindo seus aspectos técnicos.

Cada proponente pode enviar apenas uma proposta e a ação deve se restringir a uma atividade/live, não podendo ser uma série de atividades.

QUEM PODE PROPOR

As propostas podem ser enviadas por até 3 proponentes, sendo obrigatório que um deles seja associado da SOCINE com anuidade em dia.

O QUE PODE SER PROPOSTO

Podem ser propostas conversas, palestras e performances em formato ao vivo.

COMO INSCREVER UMA PROPOSTA

Acesse o link e preencha o formulário. (Necessário que apenas um proponente preencha com as informações de todos). 

PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS

De 23 de junho de 2020 a 20 de julho de 2020, para ações a serem realizadas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Posteriormente será lançada uma nova chamada para os interessados em promover atividades entre os meses de outubro e novembro de 2020.

Pede-se que os proponentes indiquem o período de realização das atividades. No entanto, a montagem da programação dependerá da quantidade de propostas enviadas. Se for necessário ajustar datas para evitar choques, a secretaria da Socine entrará em contato com os(as) proponentes.

Caras e caros associados,

Seguindo as normas do edital para as eleições 2019/2021 da SOCINE, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral. A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir das 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

Diretoria (Chapa única)
Cristian Borges (USP) – (Presidente)
Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – (Vice-Presidente)
Amaranta Cesar (UFRB) – (Secretária)
Gabriela Machado Ramos de Almeida (FACS) – (Tesoureira)

Conselho Deliberativo
Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
Edileuza Penha Souza (UNB)
Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
Jamer Guterres de Mello (UAM)
Joao Vitor Resende Leal (FAPCOM)
Julio Carlos Bezerra (UFMS)
Lisandro Nogueira (UFG)
Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Maria Leite Chiaretti (USP)
Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
Mariana Baltar Freire (UFF)
Milena Szafir (UFC)
Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
Patricia Rebello da Silva (UERJ)
Rafael de Luna Freire (UFF)
Rogerio Ferraraz (UAM)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)

Representantes Discentes
Ana Caroline de Almeida (UFPE)
Esmejoano L. da Silva de França (UFPB)
Jocimar Soares Dias Junior (UFF)

Conselho Fiscal
Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
Fábio Raddi Uchôa (UTP)
Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
Miriam de Souza Rossini (UFRGS)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE

 

ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021

Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.

A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:

LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com

Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.

Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.

A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.

eleição será realizada pelo sistema da SOCINEa partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.

Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.

Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente

 

ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.

Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);

Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;

Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;

Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.

Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.

Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.