Ficha do Proponente

Proponente

    Gisella Cardoso Franco (UFF)

Minicurrículo

    Gisella é graduada em Comunicação na UFF e tecnóloga em Cinema pela Estácio. É Gerente de Produção na H2O Films. Foi curadora e produtora de mostras de cinema nos CCBBs e na Caixa Cultural. De 2009 à 2012 foi Coordenadora de Difusão e Acesso da Secretaria de Estado de Cultura. Em 2013 foi Assessora de Curadoria e Programação do cinema do IMS. Foi Gerente de Projetos na República Pureza por mais de 4 anos, onde produziu diferentes projetos, como o programa “O País do Cinema“ (Canal Brasil).

Ficha do Trabalho

Título

    Inventar mundos: uma análise crítica do Programa Imagens em Movimento

Resumo

    O que o fazer cinema nas escolas públicas apontam sobre mundos inventados e desejados? A partir da pesquisa sobre o programa “Imagens em Movimento”, buscamos uma reflexão que contribua para o debate sobre cinema e educação. Novas subjetividades e possibilidades que surgem do movimento de realização desse projeto e desses filmes; evocando a experiência sensível do cinema em sua capacidade de ocupar e ressignificar espaços; a expressão da representatividade, da alteridade e da territorialidade.

Resumo expandido

    Se fazer cinema é inventar mundos, de que mundos se constitui o que fazemos, pensamos ou assistimos como cinema? A que mundos estes mesmos mundos gostariam de se dirigir como um desejo de investigação, de diálogo, de produção e apreensão? Que sonhos são construídos e traçados por esse outro que é o aluno? Como o cinema e o audiovisual podem fazer parte da leitura, percepção e interação dessa criança na escola e no mundo?
    O estudo do Imagens em Movimento, programa voltado para formação audiovisual de jovens estudantes realizado em escolas da rede pública, busca uma reflexão teórica que contribua para o debate sobre cinema e educação. Envolve pensar a experiência sensível do cinema em sua capacidade de ocupar e ressignificar espaços; pensar o processo de estruturação simbólica na educação e formação social de indivíduos. O foco dessa pesquisa, que hoje está em um estágio embrionário, partirá da análise das experiências práticas e de construções narrativas do programa Imagens em Movimento ao longo dos seus dez anos de realização, a partir de uma revisitação de filmes e exercícios, mas, sobretudo, através de uma colheita ativa de conversas, impressões e memórias de alunos e professores que participaram do projeto.
    Uma busca sobre como o cinema pode entrar na escola como um “outro”, provocando uma experiência à parte dela, como observou e propôs Alain Bergala. Segundo Bergala, “a arte não se ensina; mas se encontra, se experimenta e se transmite por outras vias além do discurso”. A arte é dobra, é aquilo que não se define e não se fecha, é um espaço para incertezas, mistérios e onde a criação e o mágico acontecem. Nos interessa buscar como esses grupos e pessoas perceberam a experiência de integrar esse programa, conectando-os com os caminhos e ideias dos filmes realizados. Pensar sobre como o conceito de lugar de fala já se colocava em prática há um tempo, antes mesmo dessa expressão estar tão no centro do debate como está hoje, através de uma produção que representou novos espaços de vozes, falas, escritas e existências.
    Os filmes realizados em escolas se expressam como respiro diante da falta de epistemologias pensáveis por esses grupos sociais e se tornam um contraponto à invisibilidade de olhares periféricos, suburbanos e oprimidos. Um novo espaço é conquistado por sujeitos que não costumam ter acesso à produção cinematográfica produzida pelo mercado e tampouco aos meios de se fazer um filme; nesse encontro, cria-se um olhar novo e por muitas vezes revolucionário. Um novo olhar que questiona o próprio significado da palavra “periférico”; que questiona o significado do lugar dessa periferia, nos lembrando o quanto esse conceito deve estar relacionado com a posição da pessoa que pensa. Afinal, periférico para quem?
    Sentimos que a experiência de realização de projetos como esse (pensando também em outros como o Inventar com a Diferença e o Cinead) apontam para outras potências e caminhos, para outras formas de se estar na escola, de se estar no mundo e de se estar em ambientes marcados pela violência e desigualdade que é tão comum no entorno de escolas públicas, em especial no território brasileiro e nos tantos meandros e cantos que podemos alcançar. Exatamente por isso, a experiência de projetos assim alcança uma função clínica, de cuidado, retomando uma ideia presente na obra de Deleuze que parece cada vez mais colocada em prática e que inevitavelmente se faz – ou deveria se fazer – presente num processo educativo.
    Pensar a experiência como aprendizado, capaz de evocar a representatividade, a alteridade e a territorialidade. Subjetividades e possibilidades que surgem na pulsão do movimento criativo desses filmes e projetos. Confrontados com a prática, com o que se colheu em dez anos de um projeto inserido no contexto de um país desigual mas ainda sonhador, o que esses conceitos têm hoje a nos dizer em termos de inquietações? O que o fazer e o pensar cinema nas escolas públicas apontam sobre mundos inventados e desejados?

Bibliografia

    1- BERGALA, Alain: A Hipótese-Cinema. Pequeno Tratado de Transmissão do Cinema Dentro e Fora da Escola. Rio de Janeiro: Booklink – Cineadlise-Fe/UFRJ, 2008.

    2- FRESQUET, Adriana: “Cinema e Educação. Reflexões e Experiências com Professores e Estudantes de Educação Básica, Dentro e “Fora” Da Escola”. Autêntica, 2013.
    3- FRESQUET, Adriana: “Cinema, Infância e Educação”, UFRJ, 2003.
    4- DELEUZE, Gilles: “Crítica e clínica”. São Paulo: Editora 34, 1997..
    5- MIGLIORIN, Cezar. Cinema e escola, sob o risco da democracia. In: FRESQUET, Adriana (Org.). Dossiê cinema e educação #1: uma relação sobre a hipótese de alteridade de Alain Bergala. Rio de Janeiro: UFRJ, 2011
    6- RIBEIRO, Djamila: “Lugar de Fala”. Coleção Feminismos Plurais, Edição Revista em Parceria com a Pólen Livros. 2017.
    7- SPIVAK, Gayatri: “Pode o subalterno falar?”, 2010 e 1985. Editora UFMG.
    8- SILVA, Cintia: “Arte Como Saúde: Crítica, Clínica e o Povo Que Falta”. Revista Viso. 2016. Universidade Federal de Ouro Preto.

CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

Prezadas e prezados, está aberta a partir de hoje, 23 de junho de 2020, a chamada de propostas para ações SOCINE EM CASA, criada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual.

COMO FUNCIONA

SOCINE EM CASA é uma programação de atividades a serem realizadas ainda em 2020, propostas pelos associados e chanceladas pela SOCINE, com transmissão por videoconferência. As atividades serão realizadas na plataforma ZOOM, em conta gerenciada da Sociedade, e transmitidas via Youtube. As ações propostas pelos associados serão divulgadas pela SOCINE em suas redes sociais e meios institucionais (email, site) e a Sociedade vai disponibilizar cards para divulgação em redes sociais por parte dos proponentes. Não é necessário qualquer pagamento para propor atividades e a SOCINE certificará os proponentes e convidados (mas não o público ouvinte).

Os proponentes são responsáveis pelo conteúdo das atividades e opiniões apresentadas, assim como pelo gerenciamento da atividade, incluindo seus aspectos técnicos.

Cada proponente pode enviar apenas uma proposta e a ação deve se restringir a uma atividade/live, não podendo ser uma série de atividades.

QUEM PODE PROPOR

As propostas podem ser enviadas por até 3 proponentes, sendo obrigatório que um deles seja associado da SOCINE com anuidade em dia.

O QUE PODE SER PROPOSTO

Podem ser propostas conversas, palestras e performances em formato ao vivo.

COMO INSCREVER UMA PROPOSTA

Acesse o link e preencha o formulário. (Necessário que apenas um proponente preencha com as informações de todos). 

PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS

De 23 de junho de 2020 a 20 de julho de 2020, para ações a serem realizadas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Posteriormente será lançada uma nova chamada para os interessados em promover atividades entre os meses de outubro e novembro de 2020.

Pede-se que os proponentes indiquem o período de realização das atividades. No entanto, a montagem da programação dependerá da quantidade de propostas enviadas. Se for necessário ajustar datas para evitar choques, a secretaria da Socine entrará em contato com os(as) proponentes.

Caras e caros associados,

Seguindo as normas do edital para as eleições 2019/2021 da SOCINE, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral. A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir das 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

Diretoria (Chapa única)
Cristian Borges (USP) – (Presidente)
Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – (Vice-Presidente)
Amaranta Cesar (UFRB) – (Secretária)
Gabriela Machado Ramos de Almeida (FACS) – (Tesoureira)

Conselho Deliberativo
Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
Edileuza Penha Souza (UNB)
Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
Jamer Guterres de Mello (UAM)
Joao Vitor Resende Leal (FAPCOM)
Julio Carlos Bezerra (UFMS)
Lisandro Nogueira (UFG)
Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Maria Leite Chiaretti (USP)
Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
Mariana Baltar Freire (UFF)
Milena Szafir (UFC)
Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
Patricia Rebello da Silva (UERJ)
Rafael de Luna Freire (UFF)
Rogerio Ferraraz (UAM)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)

Representantes Discentes
Ana Caroline de Almeida (UFPE)
Esmejoano L. da Silva de França (UFPB)
Jocimar Soares Dias Junior (UFF)

Conselho Fiscal
Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
Fábio Raddi Uchôa (UTP)
Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
Miriam de Souza Rossini (UFRGS)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE

 

ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021

Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.

A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:

LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com

Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.

Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.

A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.

eleição será realizada pelo sistema da SOCINEa partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.

Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.

Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente

 

ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.

Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);

Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;

Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;

Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.

Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.

Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.