Ficha do Proponente

Proponente

    Tadeu Barbuto Bousada (UFES)

Minicurrículo

    Mestrando em Comunicação e Territorialidades pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES); bolsista Capes. Pesquisador na área de Comunicação, Cinema e Estudos Culturais, sendo integrante dos grupos de estudo Corpo, afeto e sensorialidade nos meios audiovisuais (UFES) e Núcleo de estudos do excesso nas narrativas audiovisuais (NEX-UFF). Graduado em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES); Redator e roteirista.

Ficha do Trabalho

Título

    Cinema e Cidade Armário: a representação da experiência queer.

Resumo

    O trabalho em questão volta-se para a compreensão do termo “cidade-armário”, enquanto categoria analítica, pensando não somente o espaço urbano como uma produção discursiva da heternormatividade, mas à sua revelia, as possibilidades de organização social dissidentes produzidas. O cinema transnacional será objeto de análise, em que buscar-se-á investigar, através da seleção de filmes contemporâneos, a experiência ética e estética da cidade pela perspectiva de corpos queer no mundo periférico.

Resumo expandido

    O que a paisagem urbana diz sobre a estrutura da cidade? Acostumamos a associar o termo “paisagem” aos aspectos visuais que compõem um determinado espaço físico delimitado. Quando pensamos a paisagem das metrópoles brasileiras, por exemplo, logo nos vem à cabeça, inúmeros elementos comuns ao interstício urbano: edifícios distribuídos em largas avenidas, onde circulam inúmeras pessoas como verdadeiros formigueiros sociais. Mas será que através desse olhar conseguimos compreender a leitura da paisagem urbana feita por todas e todos que nela habitam?
    Certamente, não. Em primeiro lugar, porque tal forma de interpelar o conceito de paisagem estigmatiza a percepção sobre a cidade, como se ela fosse ordenada por direcionamentos unilaterais. Na verdade, essa é a ideia que tentam nos vender, mesmo estando os interditos urbanos, de espaços a corpos marginalizados, escancarados em uma simples caminhada pelas ruas. Pensando o movimento antitético centro/periferia ainda mais volúvel em territórios que estão longe de estancar as heranças do colonialismo eurocêntrico, nossas cidades reafirmam paradigmas de uma cultura patriarcal e classista. Sobre os preceitos de Glória Anzáldua (1987), a cultura conforma as nossas crenças segundo paradigmas considerados imutáveis, estabelecidos em forma de leis e normas dominantes. Quem se beneficia com isso são, sobretudo, os homens responsáveis por naturalizar tais regras, enquanto cabe as mulheres e outros grupos o dever de reproduzi-las com fidelidade.
    Outro ponto a ser considerado é a percepção subjetiva que temos em relação a cidade, pois cada qual recepciona seus discursos e acessa os mapas culturais urbanos em conformidade com a posição que ocupa segundo os parâmetros de classe e identidade dominantes. Por isso, preferimos nos ater a ideia de paisagem tal qual um complexo campo discursivo; “uma estrutura social de inteligibilidade dentro da qual todas as práticas são comunicadas, negociadas e desafiadas” (Silva, 2008, p.4). A cidade aloca múltiplos fluxos de informação e eventos sociais, balizados por alicerces culturais hegemonizados. Isso explica porque a experiência de paisagem urbana, vivenciada por homens de classe média, não se dá nas mesmas condições que ilustram a realidade de mulheres suburbanas, muito menos, é capaz de expressar a subjetividade de pessoas que não assimilam os signos e códigos de um território marcado por uma dualidade despótica. Em concomitância com Buttler (2013 [1990]), as relações culturais de poder que marcam a diferenciação dos papéis sociais entre gêneros são expressas, sobretudo, pela linguagem. Não à toa, grande parte dos idiomas ocidentalizados apresentam um teor masculinista, generalizando a experiência feminina em suas cadeias de linguagem. Vamos além, ao pensar outras possibilidades de afirmação social, através da identidade, que não conseguem ser estaticamente nomeadas. Ora, se elas não existem para os vocabulários que reproduzem os paradigmas culturais a partir das práticas comunitárias, elas não conseguem ser absorvidas pela cidade e suas estruturas sociais.
    Tendo em vista esses apontamentos, a proposta de trabalho a ser apresentada busca pensar os complexos urbanos a partir da expressão “cidade-armário”, que representa não só as estruturas que fazem das cidades uma experiência cisgênera e heteronormativa, mas as formas de organização social produzidas no contra reflexo do seu território. Tendo o cinema contemporâneo transnacional como objeto de análise discursiva e estética, procuramos a compreensão da materialidade fílmica confeccionada sobre a perspectiva do corpo queer em periferias do mundo. Títulos como Meu Nome é Bagdá (Caru Alves de Souza, 2020), E Então Nós Dançamos (Levan Akin, 2019) e Tinta Bruta (Filipe Matzembacher e Márcio Reolon, 2018) serão utilizados nesse sentido, onde procuraremos expor além dos seus discursos, as nuances estéticas que reafirmam experiências de “desidentificação” (Muñoz, 1999) de corpos dissidentes no espaço urbano.

Bibliografia

    ANZALDÚA, Gloria. Borderlands/La frontera: the new mestiza. 4 ED. San Francisco:
    Aunte Lute Books, 2012.

    BUTLER, Judith. Deshacer el género. Tradução de Patrícia Soley-Beltran. Barcelona: Paidós, 2006.
    _____Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução de Renato Aguiar. Rio
    de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

    HALL, Stuart. A questão multicultural. In. HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: UFMG, 2003.

    MUÑOZ, José Esteban. 1999. Disidentifications: queers of color and the performance of politics. London: University of Minnesota Press.

    SEDGWICK, Eve Kosofsky. “A epistemologia do armário”. In: Cadernos Pagu, v. 28, n. 1, p. 19-54,
    jan. -jun. 2007

    SILVA, Joseli Maria. “A cidade dos corpos transgressores da heteronormatividade”. In: Geo UERJ.
    Rio de Janeiro, ano 10, v. 1, n. 18, p. 3-19, 1º semestre de 2008.

    VIEIRA JR., E. Realismo sensório no cinema contemporâneo [recurso eletrônico]. Vitória, ES: EDUFES, 2020.

CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

Prezadas e prezados, está aberta a partir de hoje, 23 de junho de 2020, a chamada de propostas para ações SOCINE EM CASA, criada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual.

COMO FUNCIONA

SOCINE EM CASA é uma programação de atividades a serem realizadas ainda em 2020, propostas pelos associados e chanceladas pela SOCINE, com transmissão por videoconferência. As atividades serão realizadas na plataforma ZOOM, em conta gerenciada da Sociedade, e transmitidas via Youtube. As ações propostas pelos associados serão divulgadas pela SOCINE em suas redes sociais e meios institucionais (email, site) e a Sociedade vai disponibilizar cards para divulgação em redes sociais por parte dos proponentes. Não é necessário qualquer pagamento para propor atividades e a SOCINE certificará os proponentes e convidados (mas não o público ouvinte).

Os proponentes são responsáveis pelo conteúdo das atividades e opiniões apresentadas, assim como pelo gerenciamento da atividade, incluindo seus aspectos técnicos.

Cada proponente pode enviar apenas uma proposta e a ação deve se restringir a uma atividade/live, não podendo ser uma série de atividades.

QUEM PODE PROPOR

As propostas podem ser enviadas por até 3 proponentes, sendo obrigatório que um deles seja associado da SOCINE com anuidade em dia.

O QUE PODE SER PROPOSTO

Podem ser propostas conversas, palestras e performances em formato ao vivo.

COMO INSCREVER UMA PROPOSTA

Acesse o link e preencha o formulário. (Necessário que apenas um proponente preencha com as informações de todos). 

PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS

De 23 de junho de 2020 a 20 de julho de 2020, para ações a serem realizadas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Posteriormente será lançada uma nova chamada para os interessados em promover atividades entre os meses de outubro e novembro de 2020.

Pede-se que os proponentes indiquem o período de realização das atividades. No entanto, a montagem da programação dependerá da quantidade de propostas enviadas. Se for necessário ajustar datas para evitar choques, a secretaria da Socine entrará em contato com os(as) proponentes.

Caras e caros associados,

Seguindo as normas do edital para as eleições 2019/2021 da SOCINE, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral. A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir das 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

Diretoria (Chapa única)
Cristian Borges (USP) – (Presidente)
Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – (Vice-Presidente)
Amaranta Cesar (UFRB) – (Secretária)
Gabriela Machado Ramos de Almeida (FACS) – (Tesoureira)

Conselho Deliberativo
Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
Edileuza Penha Souza (UNB)
Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
Jamer Guterres de Mello (UAM)
Joao Vitor Resende Leal (FAPCOM)
Julio Carlos Bezerra (UFMS)
Lisandro Nogueira (UFG)
Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Maria Leite Chiaretti (USP)
Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
Mariana Baltar Freire (UFF)
Milena Szafir (UFC)
Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
Patricia Rebello da Silva (UERJ)
Rafael de Luna Freire (UFF)
Rogerio Ferraraz (UAM)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)

Representantes Discentes
Ana Caroline de Almeida (UFPE)
Esmejoano L. da Silva de França (UFPB)
Jocimar Soares Dias Junior (UFF)

Conselho Fiscal
Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
Fábio Raddi Uchôa (UTP)
Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
Miriam de Souza Rossini (UFRGS)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE

 

ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021

Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.

A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:

LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com

Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.

Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.

A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.

eleição será realizada pelo sistema da SOCINEa partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.

Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.

Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente

 

ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.

Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);

Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;

Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;

Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.

Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.

Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.