Ficha do Proponente

Proponente

    Marina Mapurunga de Miranda Ferreira (UFRB/USP)

Minicurrículo

    Professora de Som do curso de Cinema da UFRB, onde coordena o projeto de extensão SONatório – Laboratório de Pesquisa, Prática e Experimentação Sonora. Doutoranda em Sonologia, no PPGMUS-ECA/USP, onde desenvolve pesquisa que investiga estratégias de reativação da escuta no ensino de som em cursos de Cinema. Mestra em Comunicação pela UFF, especialista em Audiovisual em Meios Eletrônicos pela UFC e realizadora audiovisual pela Escola Pública de Audiovisual de Fortaleza Vila das Artes.

Ficha do Trabalho

Título

    Da reativação da escuta na formação audiovisual

Seminário

    Cinema e Educação

Resumo

    Neste trabalho, proponho uma reflexão sobre a escuta na formação de estudantes de audiovisual. Comento sobre uma escuta automatizada que vai se modelando pelos padrões utilizados na indústria audiovisual e parto para um contexto pedagógico que se volta a uma conscientização da escuta. A partir disso, proponho algumas estratégias que chamo de “reativação da escuta”, baseadas em práticas sonoras que transitam pela arte sonora e pela música.

Resumo expandido

    As práticas sonoras ensinadas em cursos de graduação em Cinema e Audiovisual geralmente se voltam a uma produção sonora relacionada à cadeia produtiva da indústria audiovisual. Estas práticas são necessárias para que a/o estudante entenda como tem funcionado uma produção de som para o audiovisual, mas geralmente trazem poucas reflexões e discussões sobre uma ação essencial para o nosso trabalho com o som: a escuta.

    Nestas práticas convencionais, há um automatismo relacionado a uma assepsia sonora em que, na captação de som direto, busca-se um som audível e sem interferências externas às vozes dos atores. Na edição de som, eliminam os estalidos da fala, a salivação, as respirações ofegantes. Evitam-se as “falhas” da voz, entre outros mecanismos que vão se tornando padrões destas práticas. Essas práticas se modelam a um modo de fazer do mercado, que acaba sendo visto como o modo “correto” de se fazer cinema. Contudo existem outros modos de fazer e pensar cinema, e não há um modo certo ou errado.

    Me atraem esses outros modos de fazer cinema e de ensinar cinema, em que a escuta tem um papel importante tanto na formação do/da estudante enquanto realizador/a audiovisual quanto em sua formação como pessoa. Precisamos reativar a escuta, experienciá-la. Dar ouvidos a própria escuta. Stengers (2017, p. 11) propõe “reativar” no sentido de “recuperar a capacidade de honrar a experiência, toda experiência que nos importa, não como ‘nossa’, mas sim como experiência que nos ‘anima’, que nos faz testemunhar o que não somos nós”. A experimentação nos leva a descobertas, a explorar o desconhecido. Reativar implica se colocar em risco.

    Nesta apresentação, parto de um contexto não industrial, mas pedagógico que procura se distanciar de uma educação bancária que “sugere uma dicotomia inexistente homens-mundo. Homens simplesmente no mundo e não com o mundo e com os outros. Homens espectadores e não recriadores do mundo.” (FREIRE, 2016, p. 87) e busca se aproximar de uma educação libertadora, conscientizadora, em que o/a educando/a descobre e desenvolve sua própria capacidade criadora, em que educador/a e educando/a se libertam mutuamente para serem criadores de novas/outras realidades. Parto de um lugar em que os processos de criação, experimentação, sonora em sala de aula se dão por uma relação de afetos, pelas vontades de se expressar, de jogar/brincar/curtir, de construir juntas/tos.

    Poderíamos pensar tais processos de criação como insurgências micropolíticas (cf. ROLNIK, 2018)? As estratégias artísticas podem intervir na vida social e instaurar espaços para os processos de experimentação. “A intenção de insurgir-se micropoliticamente é a ‘potencialização’ da vida: reapropriar-se da força vital em sua potência criadora” (ROLNIK, 2018, p. 132). O modo de cooperação da insurgência micropolítica se dá por “ressonância entre frequências de afetos para construção do ‘comum’”. Como podemos reativar a escuta? Exercitando-a? Tornando-a consciente?

    O significado de escuta pode ir para além de um ouvir coclear. Escutar também é estar atenta a, dar ouvidos a, perceber. A escuta têm diversos modos, tipos e qualidades. Escutar o meio também é nos escutar, entendermos a partir do fora, o que há dentro. Escutar o exterior, para escutar a si mesmo (Cf. NANCY, 2014, p. 30). Para Ingold (2008, p. 28), o som não existe no lado interno, nem no lado externo de uma interface entre mente e mundo, mas ele é produzido como qualidade experimental entre perceptor e seu ambiente.

    Proponho, para a reativação desta escuta, engajada e atenta, algumas estratégias baseadas em práticas que transitam pela arte sonora e pela música, como a caminhada sonora (WESTERKAMP, 2007), a escuta profunda (OLIVEROS, 2005) e a criação de mapas sonoros (FERREIRA, 2020). Comento como algumas destas estratégias vêm sendo aplicadas no curso de Cinema e Audiovisual da UFRB e quais seus resultados.

Bibliografia

    FERREIRA, Marina. Treinar a escuta por meio de mapas sonoros em cursos de cinema e audiovisual. In: Anais do 3º CIAMI, III Encontro Regional da ANPAP NE. João Pessoa, 2020.
    FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 62 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2016.
    INGOLD, Tim. Pare, Olhe, Escute! Visão, Audição e Movimento Humano. In Ponto Urbe, 3, 2008. Disponível em: http://journals.openedition.org/pontourbe/1925 .
    NANCY, Jean-Luc. À escuta. Trad. Fernanda Bernardo. Belo Horizonte: Chão de Feira, 2014.
    OLIVEROS, Pauline. Deep Listening, A Composer’s Sound Practice. Lincoln: Deep Listening Publications, 2005.
    RANCIÈRE, Jacques. O Mestre Ignorante. Trad. Lilian do Valle. Belo Horizonte; Autêntica Editora, 2007. ROLNIK, Suely. Esferas da Insurreição. São Paulo, N-1 Edições, 2018.
    STENGERS, Isabelle. Reativar o animismo. Trad. Jamille P. Dias. Belo Horizonte: Ed. chão da feira, 2017.
    WESTERKAMP, Hildegard. Soundwalking. In: CARLYLE, A. (ed). Autumn Leaves. Double Entendre, Paris, 2007.

CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

Prezadas e prezados, está aberta a partir de hoje, 23 de junho de 2020, a chamada de propostas para ações SOCINE EM CASA, criada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual.

COMO FUNCIONA

SOCINE EM CASA é uma programação de atividades a serem realizadas ainda em 2020, propostas pelos associados e chanceladas pela SOCINE, com transmissão por videoconferência. As atividades serão realizadas na plataforma ZOOM, em conta gerenciada da Sociedade, e transmitidas via Youtube. As ações propostas pelos associados serão divulgadas pela SOCINE em suas redes sociais e meios institucionais (email, site) e a Sociedade vai disponibilizar cards para divulgação em redes sociais por parte dos proponentes. Não é necessário qualquer pagamento para propor atividades e a SOCINE certificará os proponentes e convidados (mas não o público ouvinte).

Os proponentes são responsáveis pelo conteúdo das atividades e opiniões apresentadas, assim como pelo gerenciamento da atividade, incluindo seus aspectos técnicos.

Cada proponente pode enviar apenas uma proposta e a ação deve se restringir a uma atividade/live, não podendo ser uma série de atividades.

QUEM PODE PROPOR

As propostas podem ser enviadas por até 3 proponentes, sendo obrigatório que um deles seja associado da SOCINE com anuidade em dia.

O QUE PODE SER PROPOSTO

Podem ser propostas conversas, palestras e performances em formato ao vivo.

COMO INSCREVER UMA PROPOSTA

Acesse o link e preencha o formulário. (Necessário que apenas um proponente preencha com as informações de todos). 

PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS

De 23 de junho de 2020 a 20 de julho de 2020, para ações a serem realizadas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Posteriormente será lançada uma nova chamada para os interessados em promover atividades entre os meses de outubro e novembro de 2020.

Pede-se que os proponentes indiquem o período de realização das atividades. No entanto, a montagem da programação dependerá da quantidade de propostas enviadas. Se for necessário ajustar datas para evitar choques, a secretaria da Socine entrará em contato com os(as) proponentes.

Caras e caros associados,

Seguindo as normas do edital para as eleições 2019/2021 da SOCINE, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral. A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir das 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

Diretoria (Chapa única)
Cristian Borges (USP) – (Presidente)
Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – (Vice-Presidente)
Amaranta Cesar (UFRB) – (Secretária)
Gabriela Machado Ramos de Almeida (FACS) – (Tesoureira)

Conselho Deliberativo
Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
Edileuza Penha Souza (UNB)
Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
Jamer Guterres de Mello (UAM)
Joao Vitor Resende Leal (FAPCOM)
Julio Carlos Bezerra (UFMS)
Lisandro Nogueira (UFG)
Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Maria Leite Chiaretti (USP)
Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
Mariana Baltar Freire (UFF)
Milena Szafir (UFC)
Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
Patricia Rebello da Silva (UERJ)
Rafael de Luna Freire (UFF)
Rogerio Ferraraz (UAM)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)

Representantes Discentes
Ana Caroline de Almeida (UFPE)
Esmejoano L. da Silva de França (UFPB)
Jocimar Soares Dias Junior (UFF)

Conselho Fiscal
Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
Fábio Raddi Uchôa (UTP)
Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
Miriam de Souza Rossini (UFRGS)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE

 

ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021

Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.

A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:

LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com

Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.

Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.

A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.

eleição será realizada pelo sistema da SOCINEa partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.

Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.

Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente

 

ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.

Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);

Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;

Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;

Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.

Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.

Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.