Ficha do Proponente

Proponente

    Laura Souza Pereira (UNICAMP)

Minicurrículo

    Possui graduação em Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos (2018). Atualmente, é mestranda em Multimeios na Universidade Estadual de Campinas e pesquisadora na área de Políticas Públicas e História do Audiovisual.

Ficha do Trabalho

Título

    Conselhos de cinema no Brasil: aproximações entre setor e Estado

Resumo

    Este trabalho procura realizar uma análise historiográfica comparativa entre os conselhos de cinema existentes na história da cinematografia brasileira. São eles o Conselho Superior de Cinema, o Concine e os Conselhos Consultivo e Deliberativo do Instituto Nacional de Cinema. O objetivo é levantar pontos de similitude e diferença entre tais experiências no que se refere a participação do setor em espaços institucionalizados de formulação de políticas cinematográficas.

Resumo expandido

    Quase sempre ligado ao Estado (AUTRAN, 2013; BERNARDET, 2009), o cinema brasileiro se desenvolveu marcado por uma série de disputas. Se a atividade cinematográfica no Brasil é dependente do Estado e a construção de políticas para o setor é marcada por disputas culturais, é urgente refletir sobre os diversos níveis de colaboração dos profissionais de cinema na construção das políticas públicas dentro dos governos.

    A primeira proposta de criação de um órgão estatal de cinema sob o comando do setor produtor foi em forma de conselho. Em 1945, Jorge Amado encaminha um projeto de criação do Conselho Nacional de Cinema — CNC. No entanto, a tramitação do projeto foi interrompida frente à criação de um análogo: o projeto de criação do Instituto Nacional de Cinema — INC (SIMIS, 2008a).

    Encaminhado à Câmara dos Deputados em 1952, o projeto do INC sofreu diversas alterações e o órgão foi criado mais de uma década depois. Com o objetivo de formular e executar a política governamental relativa ao cinema, o INC possuía dois Conselhos: o Deliberativo, composto exclusivamente por representantes do governo; e o Consultivo, constituído por cinco representantes do setor (SIMIS, 2008a).

    O INC foi extinto em 1975 e suas responsabilidades divididas entre a Embrafilme o Concine, este último responsável pela formulação de normas e regulação da atividade cinematográfica. Anita Simis argumenta que a substituição do Instituto pelo Concine acentua o caráter de intervenção do regime militar no cinema (SIMIS, 2008b, p. 37). No Concine extingue-se a divisão entre conselho consultivo e deliberativo característico do INC, ao passo que cria-se uma estrutura com 13 representantes, sendo apenas três — não mais cinco — do setor cinematográfico. Contudo, em 1986, acompanhando a abertura do regime, o órgão ampliou sua composição de 13 para 25 representantes, entre eles 11 da sociedade civil e 12 do governo.

    Com a extinção da Embrafilme e do Concine em 1990 pelo governo Collor, acentua-se no Brasil uma crise profunda na produção de filmes. A solução para a crise foi encontrada no modelo de financiamento indireto com as leis de incentivo fiscal. No entanto, este modelo de produção não consegue atingir a tão desejada sustentabilidade do setor e a produção declina no final da década.

    Em meio ao fim de um novo ciclo de produção, o setor cinematográfico retoma a discussão sobre o papel do Estado no cinema, cuja repercussão cria, através de medida provisória, ”um novo marco institucional para o audiovisual brasileiro” (IKEDA, 2015, p. 40). Aos moldes do que funcionava nos tempos da Embrafilme, com o tripé Embrafilme, Concine e Fundação do Cinema Brasileiro (SOUSA, 2018), a MP nº2.228-1/01, cria um tripé de desenvolvimento cinematográfico baseado em três organismos: a Agência Nacional do Cinema, a Secretaria do Audiovisual e o Conselho Superior de Cinema — CSC.

    O CSC iniciou sua atuação no ano de 2003 com a função de formular a política cinematográfica brasileira. A composição do órgão, com formação inicial de 12 membros, sendo sete representantes de ministérios e cinco do setor cinematográfico, é alterada em 2003. O número de conselheiros se expande de 12 para 18, sendo 9 ministros de Estado e 9 membros não governamentais, o que transforma o Conselho Superior de Cinema em um órgão paritário.

    Entre diferenças e semelhanças, a história dos conselhos de cinema no Brasil constituem uma parte importante da trajetória de formulação de políticas culturais no país e evidenciam como o Estado se liga ao setor produtor (SIMIS, 2008b). Este trabalho, portanto, tem como objetivo levantar as similitudes e diferenças entre os conselhos de cinema existentes na cinematografia nacional, a fim de estabelecer como se deu a participação dos profissionais de cinema na formulação de políticas para o setor.

Bibliografia

    AMANCIO, Tunico. Artes e manhas da Embrafilme. Niterói: EdUFF, 2000.
    AUTRAN, Arthur. O pensamento industrial cinematográfico brasileiro. São Paulo: Hucitec, 2013.
    BERNARDET, Jean-Claude. Cinema brasileiro: propostas para uma história. 2ª edição revista e ampliada. São Paulo: Companhia de Bolso, 2009.
    IKEDA, Marcelo. Cinema brasileiro a partir da retomada: aspectos econômicos e políticos. São Paulo: Summus, 2015.
    RAMOS, José Mário Ortiz. Cinema, Estado e lutas culturais — anos 50/60/70. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
    SIMIS, Anita. Estado e cinema no Brasil. 2ª edição. São Paulo: Annablume/Fapesp, 2008.
    SIMIS, Anita. Concine – 1976 a 1990. Políticas Culturais em Revista, Bahia, Ano 1, Nº 1, 2008, pp. 36-55.
    SOUSA, Ana Paula Silva e. Dos conflitos ao pacto: as lutas no campo cinematográfico brasileiro no século XXI. Tese (Doutorado). Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós Graduação em Sociologia, Campinas, 2018.

CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

Prezadas e prezados, está aberta a partir de hoje, 23 de junho de 2020, a chamada de propostas para ações SOCINE EM CASA, criada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual.

COMO FUNCIONA

SOCINE EM CASA é uma programação de atividades a serem realizadas ainda em 2020, propostas pelos associados e chanceladas pela SOCINE, com transmissão por videoconferência. As atividades serão realizadas na plataforma ZOOM, em conta gerenciada da Sociedade, e transmitidas via Youtube. As ações propostas pelos associados serão divulgadas pela SOCINE em suas redes sociais e meios institucionais (email, site) e a Sociedade vai disponibilizar cards para divulgação em redes sociais por parte dos proponentes. Não é necessário qualquer pagamento para propor atividades e a SOCINE certificará os proponentes e convidados (mas não o público ouvinte).

Os proponentes são responsáveis pelo conteúdo das atividades e opiniões apresentadas, assim como pelo gerenciamento da atividade, incluindo seus aspectos técnicos.

Cada proponente pode enviar apenas uma proposta e a ação deve se restringir a uma atividade/live, não podendo ser uma série de atividades.

QUEM PODE PROPOR

As propostas podem ser enviadas por até 3 proponentes, sendo obrigatório que um deles seja associado da SOCINE com anuidade em dia.

O QUE PODE SER PROPOSTO

Podem ser propostas conversas, palestras e performances em formato ao vivo.

COMO INSCREVER UMA PROPOSTA

Acesse o link e preencha o formulário. (Necessário que apenas um proponente preencha com as informações de todos). 

PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS

De 23 de junho de 2020 a 20 de julho de 2020, para ações a serem realizadas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Posteriormente será lançada uma nova chamada para os interessados em promover atividades entre os meses de outubro e novembro de 2020.

Pede-se que os proponentes indiquem o período de realização das atividades. No entanto, a montagem da programação dependerá da quantidade de propostas enviadas. Se for necessário ajustar datas para evitar choques, a secretaria da Socine entrará em contato com os(as) proponentes.

Caras e caros associados,

Seguindo as normas do edital para as eleições 2019/2021 da SOCINE, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral. A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir das 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

Diretoria (Chapa única)
Cristian Borges (USP) – (Presidente)
Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – (Vice-Presidente)
Amaranta Cesar (UFRB) – (Secretária)
Gabriela Machado Ramos de Almeida (FACS) – (Tesoureira)

Conselho Deliberativo
Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
Edileuza Penha Souza (UNB)
Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
Jamer Guterres de Mello (UAM)
Joao Vitor Resende Leal (FAPCOM)
Julio Carlos Bezerra (UFMS)
Lisandro Nogueira (UFG)
Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Maria Leite Chiaretti (USP)
Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
Mariana Baltar Freire (UFF)
Milena Szafir (UFC)
Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
Patricia Rebello da Silva (UERJ)
Rafael de Luna Freire (UFF)
Rogerio Ferraraz (UAM)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)

Representantes Discentes
Ana Caroline de Almeida (UFPE)
Esmejoano L. da Silva de França (UFPB)
Jocimar Soares Dias Junior (UFF)

Conselho Fiscal
Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
Fábio Raddi Uchôa (UTP)
Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
Miriam de Souza Rossini (UFRGS)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE

 

ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021

Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.

A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:

LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com

Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.

Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.

A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.

eleição será realizada pelo sistema da SOCINEa partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.

Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.

Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente

 

ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.

Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);

Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;

Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;

Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.

Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.

Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.