Ficha do Proponente

Proponente

    Marcus Vinicius Azevedo de Mesquita (UnB)

Minicurrículo

    Mestrando em Artes Visuais e bacharel em audiovisual, pela Universidade de Brasília – UnB. Atua em diferentes áreas da produção cinematográfica, dentre outras realizações, co-roteirizou e co-dirigiu o curta-metragem Afronte, premiado em diferentes festivais de cinema e o longa Rumo, em fase de finalização. Produtor da Mostra Competitiva de Cinema Negro – Adélia Sampaio e do documentário Filhas de Lavadeiras e um dos curadores do Festival Universitário de Brasília em 2019.

Ficha do Trabalho

Título

    A imagética decolonial de corpos negros LGBT+ no cinema negro

Seminário

    Cinemas negros: estéticas, narrativas e políticas audiovisuais na África e nas afrodiásporas.

Resumo

    Este artigo busca compreender a maneira como o curta-metragem NEGRUM3 (2018), constrói um discurso decolonial acerca das vivências de negros LGBTQ+, ao desenvolver narrativas cinematográficas sobre as experiências de diferentes jovens da cidade de São Paulo. Adotaremos como perspectiva metodológica o exame dos elementos que compõem a linguagem cinematográfica, para compreender como o filme desenvolve narrativas que relacionam corporeidade e experiência negra como forma de resistência.

Resumo expandido

    Os estudos sobre a história do cinema brasileiro demonstram que determinados grupos foram representados de forma estereotipada e relegados a papéis de subalternidade. Pode-se afirmar que negros e LGBTQ+ têm sido representados pelos meios de comunicação por meio de um conjunto de estereótipos que se amalgamaram ao imaginário social e constituem mecanismo de manutenção das estruturas de poder que compõem a sociedade brasileiro em que predomina o racismo disfarçado ou “por denegação” (Gonzalez, 2018).
    Observa-se, porém, o crescimento de novas produções que mudam, nos últimos anos, as perspectivas segundo as quais se apresentam personagens negros LGBT+. Essas produções fazem parte de um grupo que se constitui a partir dos questionamentos dos movimentos sociais e da maior visibilidade que as pautas reivindicadas por eles adquirem atualmente.
    Assumo o Cinema Negro como a possibilidade de remodelar a forma como grupos que interseccionam diferentes opressões, como raça e sexualidade, são representados nas produções cinematográficas brasileiras; pois permite compreendê-lo, não apenas como uma produção de cinema com a temática negra, mas como um cinema produzido por negros, com temáticas sobre a população negra.
    Sendo assim, esse artigo propõe uma análise do filme NEGRUM3 (2018), do diretor Diego Paulino, que se coaduna a um discurso decolonial, para construir novos referentes simbólicos em uma “luta pela criação de um mundo onde muitos mundos possam existir, e onde, portanto, diferentes concepções de tempo, espaço e subjetividades possam coexistir e também se relacionar produtivamente” (Maldonado-Torres, 2019, p. 36).
    A decolonialidade constitui-se como um projeto político e acadêmico que busca sistematizar o processo histórico da colonialidade do poder, do ser e do saber, ou seja, “uma lógica global de desumanização que é capaz de existir até mesmo na ausência de colônias formais” (Maldonado-Torres, p. 36, 2019) e propõe construir estratégias para transformar a realidade das populações afrodiaspóricas. Esse projeto constitui-se a partir da centralidade da raça como um elemento estruturante das relações desenvolvidas no mundo moderno.
    A decolonialidade pressupõe a luta por uma outra estrutura social em que diferentes concepções de mundo, de tempos, de espaços e de subjetividades possam coexistir, bem como relacionar-se (Maldonado-Torres, 2019). Destaca-se na epistemologia decolonial que todo conhecimento produzido é corporalmente e coletivamente localizado. O resultado é o rompimento com o modelo de gênero, sexo e raça do colonizador, que durante muito tempo, direcionou as suas performances na busca de se inserir nesse padrão de normalidade imposto pelo colonialismo. Essa atitude decolonial, conforme explica Maldonado-Torres, faz o sujeito emergir “como um pensador, um criador/artista, um ativista” (p.46, 2019), um corpo questionador, que busca zonas de contato para compreender diferentes experiências de vida.
    A produção artística tem um papel preponderante nesse giro decolonial, por congregar na experiência estética corpo e mente. O filme NEGRUM3 elabora, por meio de imagens, um discurso que busca uma ruptura epistemológica e social com a presença negra na produção de conhecimento e cultura. Observa-se que o diretor reinterpreta as suas vivências por meio de seu filme, ao mesmo tempo em que contribui para a reformulação do imaginário acerca de corpos negros LGBTQ+.
    Para compreender como o discurso é construído no curta, realizaremos uma análise fílmica. De acordo com Aumont e Marie (2004), faz-se necessário considerar o filme como uma obra artística autônoma, que estabelece formações textuais, que fundamentam os seus significados em estruturas narrativas, por meio de aparatos visuais e sonoros. Adotaremos como perspectiva metodológica a análise dos elementos que compõem a linguagem cinematográfica. Todos esses elementos serão analisados para compreender as matrizes discursivas desenvolvidas pelo filme.

Bibliografia

    AUMONT, Jacques, e MICHEL, Marie. A análise do filme. Lisboa: Edições texto & grafia, 2004.
    ARAÚJO, Joel Zito. A negação do Brasil: o negro na telenovela brasileira. São Paulo: Senac, 2000.
    CARVALHO, Noel dos Santos. Introdução. In: De, Jeferson. Dogma Feijoada: O cinema negro brasileiro. Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Cultura – Fundação Padre Anchieta, São Paulo, 2005.
    GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro e a intelectualidade negra descolonizando os currículos. In: BERNARDINO-COSTA, Joaze; MALDONADO-TORRES, Nelson; GROSFOGUEL, Ramón. Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico. Autêntica, Belo Horizonte, 2019.
    GONZÁLEZ, Lélia. Primavera para as Rosas Negras. Rio de Janeiro: Diáspora Negra, 2018
    LACERDA JÚNIOR, Luiz Francisco Buarque de. Cinema gay brasileiro: políticas de representação e além. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 2015.
    NASCIMENTO, Abdias. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. Editora Perspectiva SA, 2016.

CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

Prezadas e prezados, está aberta a partir de hoje, 23 de junho de 2020, a chamada de propostas para ações SOCINE EM CASA, criada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual.

COMO FUNCIONA

SOCINE EM CASA é uma programação de atividades a serem realizadas ainda em 2020, propostas pelos associados e chanceladas pela SOCINE, com transmissão por videoconferência. As atividades serão realizadas na plataforma ZOOM, em conta gerenciada da Sociedade, e transmitidas via Youtube. As ações propostas pelos associados serão divulgadas pela SOCINE em suas redes sociais e meios institucionais (email, site) e a Sociedade vai disponibilizar cards para divulgação em redes sociais por parte dos proponentes. Não é necessário qualquer pagamento para propor atividades e a SOCINE certificará os proponentes e convidados (mas não o público ouvinte).

Os proponentes são responsáveis pelo conteúdo das atividades e opiniões apresentadas, assim como pelo gerenciamento da atividade, incluindo seus aspectos técnicos.

Cada proponente pode enviar apenas uma proposta e a ação deve se restringir a uma atividade/live, não podendo ser uma série de atividades.

QUEM PODE PROPOR

As propostas podem ser enviadas por até 3 proponentes, sendo obrigatório que um deles seja associado da SOCINE com anuidade em dia.

O QUE PODE SER PROPOSTO

Podem ser propostas conversas, palestras e performances em formato ao vivo.

COMO INSCREVER UMA PROPOSTA

Acesse o link e preencha o formulário. (Necessário que apenas um proponente preencha com as informações de todos). 

PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS

De 23 de junho de 2020 a 20 de julho de 2020, para ações a serem realizadas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Posteriormente será lançada uma nova chamada para os interessados em promover atividades entre os meses de outubro e novembro de 2020.

Pede-se que os proponentes indiquem o período de realização das atividades. No entanto, a montagem da programação dependerá da quantidade de propostas enviadas. Se for necessário ajustar datas para evitar choques, a secretaria da Socine entrará em contato com os(as) proponentes.

Caras e caros associados,

Seguindo as normas do edital para as eleições 2019/2021 da SOCINE, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral. A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir das 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

Diretoria (Chapa única)
Cristian Borges (USP) – (Presidente)
Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – (Vice-Presidente)
Amaranta Cesar (UFRB) – (Secretária)
Gabriela Machado Ramos de Almeida (FACS) – (Tesoureira)

Conselho Deliberativo
Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
Edileuza Penha Souza (UNB)
Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
Jamer Guterres de Mello (UAM)
Joao Vitor Resende Leal (FAPCOM)
Julio Carlos Bezerra (UFMS)
Lisandro Nogueira (UFG)
Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Maria Leite Chiaretti (USP)
Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
Mariana Baltar Freire (UFF)
Milena Szafir (UFC)
Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
Patricia Rebello da Silva (UERJ)
Rafael de Luna Freire (UFF)
Rogerio Ferraraz (UAM)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)

Representantes Discentes
Ana Caroline de Almeida (UFPE)
Esmejoano L. da Silva de França (UFPB)
Jocimar Soares Dias Junior (UFF)

Conselho Fiscal
Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
Fábio Raddi Uchôa (UTP)
Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
Miriam de Souza Rossini (UFRGS)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE

 

ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021

Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.

A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:

LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com

Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.

Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.

A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.

eleição será realizada pelo sistema da SOCINEa partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.

Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.

Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente

 

ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.

Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);

Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;

Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;

Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.

Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.

Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.