Ficha do Proponente

Proponente

    NEZI HEVERTON CAMPOS DE OLIVEIRA (UFF)

Minicurrículo

    Possui graduação em Comunicação Social com habilitação em Cinema pela Universidade de São Paulo (1994) e mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2006). É doutorando do Programa de pós-graduação em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal Fluminense. É assessor técnico da Vice Direção de Patrimônio Cultural e Divulgação Científica da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, onde atua nas áreas do Patrimônio Cultural, da Divulgação Científica e da Produção Audiovisual.

Ficha do Trabalho

Título

    Revisitando a chanchada na historiografia recente do cinema brasileiro

Resumo

    A partir de uma perspectiva historiográfica, esse trabalho se propõe a refletir sobre a onda de valorização e ressignificação das chanchadas, tendo como objeto de análise um conjunto de trabalhos acadêmicos publicados a partir dos anos 1980. O objetivo é depurar o processo revisionista por meio da análise de elementos sintáticos e semânticos dos filmes e de aspectos afeitos à sua produção, recepção e consumo que acabaram por consagrar a chanchada como principal gênero cinematográfico brasileiro.

Resumo expandido

    Uma revisão bibliográfica da história do cinema brasileiro, sobretudo das obras mais panorâmicas, vai revelar o destaque dado a certos filmes em detrimento de outros. Historiadores, assim como a crítica e os arquivos cinematográficos, têm papel ativo na seleção do que deve ser lembrado ou esquecido. Filmes desprezados em determinados contextos são reexaminados, ressignificados e revalorizados em outros, em sintonia com as tendências estéticas e o cenário político-cultural de cada momento.
    O filme tem uma riqueza de significação que nem sempre é apreendida no momento em que foi realizado. O mundo que ele cria ou registra precisa de tempo para ser compreendido e avaliado. O significado de um filme só pode ser absorvido quando não apenas seus recursos cinematográficos (imagem, som, cenários, figurinos, etc) são considerados, mas também seu autor, público, crítica e todo o contexto social, cultural e político em que ele está inserido.
    Assistimos nas últimas décadas a uma onda de valorização das chanchadas que pode ser comprovada pelo significativo crescimento da literatura sobre o tema. Nessas novas leituras, as vertentes estéticas, os modelos de produção e os padrões de recepção e consumo do gênero transformaram-se em objeto de interesse. Consagradas pelas audiências mais populares, as chanchadas foram durante muito tempo rejeitadas pela crítica cinematográfica e pela elite culta e tratadas como filmes “mal feitos” ou cópias canhestras dos musicais hollywoodianos. O adjetivo “chanchada” utilizado naqueles tempos carregava um forte caráter pejorativo, associado a filmes de baixa qualidade, sem qualquer valor estético ou cultural. O processo de substantivação do termo, que redundou na consagração da chanchada como principal gênero cinematográfico brasileiro, só ocorreu definitivamente “quando passou a abarcar um conjunto específico de filmes, vindo em seguida, a perder sua carga pejorativa, num processo levado a cabo não apenas pela crítica, mas também pela historiografia do cinema brasileiro”. (FREIRE, 2011: 68)
    O marco inaugural desse processo de releitura das chanchadas pode ser atribuído ao artigo de João Luiz Vieira publicado na Revista “Filme Cultura” em 1983: “Este é meu, é seu, é nosso – Introdução à paródia no cinema brasileiro”. Nesse mesmo ano, a coleção “Tudo é História” da editora Brasiliense publica o livreto “A chanchada no cinema brasileiro” de Afrânio Catani e José Inácio de Melo Souza. O jornalista Sérgio Augusto dará maior impulso à empreitada revisionista com “Esse mundo é um pandeiro”, publicado em 1989. Em seguida, vários outros trabalhos, desenvolvidos no meio acadêmico, vão demarcar diferentes facetas dessa onda de valorização e ressignificação das chanchadas: “Chanchada – Cinema e imaginário das classes populares na década de 50” (1993) de Rosângela de Oliveira Dias; “Tristezas não pagam dívidas – Cinema e política nos anos da Atlântida” (2001), de Mônica Rugai Bastos; “Cinema carioca nos anos 30 e 40 – Os filmes musicais nas telas da cidade” (2003), de Suzana Cristina de Souza Ferreira; e “Fotogramas do Brasil: as chanchadas” (2015) de Bernadette Lyra. Também merecem igual destaque os artigos “O corpo popular, a chanchada revisitada, ou a comédia carioca por excelência” e “Descascando o abacaxi carnavalesco da chanchada: a invenção de um gênero cinematográfico nacional”, publicados respectivamente por João Luiz Vieira e Rafael de Luna Freire em 2003 e 2011. Vieira ainda escreveu o capítulo dedicado às chanchadas em “História do cinema brasileiro” (1987), obra organizada por Fernão Ramos, e depois reeditada em 2018 como “Nova História do Cinema Brasileiro”, numa versão revisada e ampliada, em dois volumes, organizada por Ramos e Sheila Schvarzman.
    A partir de uma análise historiográfica das obras citadas, esse trabalho se propõe a investigar os meandros desse processo revisionista, depurando tanto aspectos sintáticos e semânticos dos filmes, quanto aqueles relacionados à sua produção, recepção e consumo.

Bibliografia

    AUGUSTO, S. Este mundo é um pandeiro: a chanchada de Getúlio a JK. SP: Companhia das Letras, 1989.
    BASTOS, M. R. Tristezas não pagam dívidas: cinema e política nos anos da Atlântida. SP: Olho d’Água, 2001.
    CATANI, A. M.; SOUZA, J. I. M. A chanchada no cinema brasileiro. SP: Brasiliense, 1983.
    DIAS, R. O. Chanchada: cinema e imaginário das classes populares na década de 50. RJ: Relume-Dumará, 1993.
    FERREIRA, S. C. S. Cinema carioca nos anos 30 e 40: os filmes musicais nas telas da cidade. SP: Annablume 2003.
    FREIRE, R. L; Descascando o abacaxi carnavalesco da chanchada: a invenção de um gênero cinematográfico nacional. Contracampo, Niterói: UFF, n. 23, p. 66-85, 2011.
    LYRA, B. Fotogramas do Brasil: as chanchadas. SP: A lápis, 2015
    VIEIRA, J. L. Este é meu, é seu, é nosso – Introdução à paródia no cinema brasileiro. Filme Cultura. RJ, n. 41-42, p. 22-29, 1983.
    _____. O corpo popular, a chanchada revisitada, ou a comédia carioca por excelência. Acervo, RJ, v. 16, n.1, p. 45-62, 2003

CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

Prezadas e prezados, está aberta a partir de hoje, 23 de junho de 2020, a chamada de propostas para ações SOCINE EM CASA, criada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual.

COMO FUNCIONA

SOCINE EM CASA é uma programação de atividades a serem realizadas ainda em 2020, propostas pelos associados e chanceladas pela SOCINE, com transmissão por videoconferência. As atividades serão realizadas na plataforma ZOOM, em conta gerenciada da Sociedade, e transmitidas via Youtube. As ações propostas pelos associados serão divulgadas pela SOCINE em suas redes sociais e meios institucionais (email, site) e a Sociedade vai disponibilizar cards para divulgação em redes sociais por parte dos proponentes. Não é necessário qualquer pagamento para propor atividades e a SOCINE certificará os proponentes e convidados (mas não o público ouvinte).

Os proponentes são responsáveis pelo conteúdo das atividades e opiniões apresentadas, assim como pelo gerenciamento da atividade, incluindo seus aspectos técnicos.

Cada proponente pode enviar apenas uma proposta e a ação deve se restringir a uma atividade/live, não podendo ser uma série de atividades.

QUEM PODE PROPOR

As propostas podem ser enviadas por até 3 proponentes, sendo obrigatório que um deles seja associado da SOCINE com anuidade em dia.

O QUE PODE SER PROPOSTO

Podem ser propostas conversas, palestras e performances em formato ao vivo.

COMO INSCREVER UMA PROPOSTA

Acesse o link e preencha o formulário. (Necessário que apenas um proponente preencha com as informações de todos). 

PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS

De 23 de junho de 2020 a 20 de julho de 2020, para ações a serem realizadas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Posteriormente será lançada uma nova chamada para os interessados em promover atividades entre os meses de outubro e novembro de 2020.

Pede-se que os proponentes indiquem o período de realização das atividades. No entanto, a montagem da programação dependerá da quantidade de propostas enviadas. Se for necessário ajustar datas para evitar choques, a secretaria da Socine entrará em contato com os(as) proponentes.

Caras e caros associados,

Seguindo as normas do edital para as eleições 2019/2021 da SOCINE, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral. A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir das 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

Diretoria (Chapa única)
Cristian Borges (USP) – (Presidente)
Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – (Vice-Presidente)
Amaranta Cesar (UFRB) – (Secretária)
Gabriela Machado Ramos de Almeida (FACS) – (Tesoureira)

Conselho Deliberativo
Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
Edileuza Penha Souza (UNB)
Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
Jamer Guterres de Mello (UAM)
Joao Vitor Resende Leal (FAPCOM)
Julio Carlos Bezerra (UFMS)
Lisandro Nogueira (UFG)
Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Maria Leite Chiaretti (USP)
Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
Mariana Baltar Freire (UFF)
Milena Szafir (UFC)
Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
Patricia Rebello da Silva (UERJ)
Rafael de Luna Freire (UFF)
Rogerio Ferraraz (UAM)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)

Representantes Discentes
Ana Caroline de Almeida (UFPE)
Esmejoano L. da Silva de França (UFPB)
Jocimar Soares Dias Junior (UFF)

Conselho Fiscal
Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
Fábio Raddi Uchôa (UTP)
Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
Miriam de Souza Rossini (UFRGS)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE

 

ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021

Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.

A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:

LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com

Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.

Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.

A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.

eleição será realizada pelo sistema da SOCINEa partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.

Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.

Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente

 

ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.

Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);

Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;

Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;

Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.

Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.

Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.