Ficha do Proponente

Proponente

    Demian Albuquerque Garcia (UPJV – UNESPAR)

Minicurrículo

    Demian Garcia é doutorando em Cinema na UPJV, professor do curso de Cinema e Audiovisual da UNESPAR. Sua pesquisa se concentra na construção de emoções através do som no cinema japonês. Seus centros de interesse são: a escritura sonora, cinema de horror e cinema japonês. Integra o Laboratório de Pesquisa CRAE, UPJV, França; e os grupos de pesquisa Kinedária: arte, poética, cinema, vídeo (Unespar/CNPq) e LAPIS – Laboratório de Pesquisa de Imagens e Sons (UFPE/CNPq). www.demiangarcia.net

Ficha do Trabalho

Título

    Entre os ruídos e a música – a fronteira indefinida no cinema japonês

Seminário

    Estilo e som no audiovisual

Resumo

    O cinema japonês nutre uma relação particular com sua cultura tradicional, e o cinema contemporâneo é marcado por essa ligação histórica. Se em Ring, Hideo Nakata pede ao seu compositor uma música sem melodia, K. Kurosawa utilisa sons da natureza e da tecnologia para indicar a presença da morte – o som da conexão internet vira o leitmotiv do fantasma. Essa comunicação quer explorar essa fronteira indefinida entre o design sonoros e música na construção de emoções nos filmes de fantasmas.

Resumo expandido

    O cinema japonês nutre uma relação particular com o som e a música ligada à sua cultura tradicional, e o cinema de fantasmas contemporâneo fica marcado por essa ligação histórica. Por exemplo, em Ringu (1998) o diretor Hideo Nakata pede ao seu compositor, Kenji Kawai, para criar uma música sem melodia, que funcionará como efeitos sonoros. Chiados estridentes e guinchos aparecem para despertar o terror do espectador cada vez que a fita VHS for lançada ou que a presença de Sadako for sentida. As flautas e tambores tradicionais do teatro kabuki, que anunciam a presença dos fantasmas nos kaidan eiga (filmes de fantasma clássicos), são transformados em rangidos agudos e drones muito graves. A música e alguns efeitos sonoros pontuais são normalmente extra-diegéticos nos filmes de horror, mas aqui, eles vem também da diegése: o som do vídeo maldito, da conexão internet, do telefone que toca, de sons guturais de garganta, de miados de gatos, gritos, do vento, da chuva, etc. A música se transforma em camadas sonoras que navegam entre sons da natureza e da tecnologia. Em Kiyoshi Kurosawa os ruídos de água, da floresta e do vento indicam a presença da morte e perturbam os pensamentos dos protagonistas. Em Kairo (2001), o som da conexão internet se torna o leitmotiv do fantasma/vírus que se espalha pela sociedade ‘Tokyoita”. Kurosawa utiliza sons diegéticos – como som de cortinas de plástico, computadores e até uma máquina de lavar – para criar a sonoridade das cenas e construir a emoção no público. O drone é muito usado no cinema de horror ocidental para criar tensão, mas no Japão ele possui camadas suplementares: primeiramente sua ligação com os tambores do kabuki que produzem uma sonoridade grave e contínua para anunciar eventos sobrenaturais, mas também evocando os terremotos, que para os japoneses lembram aqueles que realmente aconteceram, como o de 1995 em Kobe – esse fenômeno natural aparece em alguns filmes de Kurosawa, como Cure de 1997 e Retribuição de 2006. Muitas vezes os sons do cotidiano se transformam em uma peça de música concreta, como já prenunciado por Tōru Takemitsu em Kwaidan, de Masaki Kobayashi em 1964.
    Embora os elementos sonoros dos filmes japoneses de fantasmas sejam, em grande parte, os mesmos do cinema ocidental, sua utilização é diferente. Os filmes japoneses perpetuam, em sua relação com o som, uma tradição que remonta ao teatro kabuki onde as fronteiras entre música e efeitos sonoros já eram confusas. Essa singularidade se baseia em questões culturais : o som não se mixa da mesma forma, as referências se apoiam em um imaginário próprio, consequentemente a escritura sonora é construída de forma diferente, e a isso se acrescenta uma representação do fantasma fundamentalmente peculiar à cultura japonesa, pois ela foi estruturada de maneira totalmente distinta (as religiões, as relações com os espíritos, a história, as crenças, etc)
    Essa comunicação quer explorar a maneira com que os diretores, compositores e designers de som japoneses constroem uma escritura sonora que faz dialogar a composição musical e a criação sonora nos filmes de fantasmas, e a fronteira indefinida dos elementos sonoros, que se articulam, se desdobram, se misturam, se fundem e se confundem.

Bibliografia

    BARNIER Martin, « Kiyoshi Kurosawa et les sons fantomatiques », Cinémaction – « Cinéma d’Asie orientale », n°128, Corlet Publications, 2008, p. 122 129.
    DU MESNILDOT Stéphane, Fantômes du cinéma japonais: les métamorphoses de Sadako, Pertuis, Rouge profond, 2011.
    GARCIA Demian, « O Simbolismo da música do teatro kabuki e o cinema de fantasma no Japão », Estilo e Som no Audiovisual, São Paulo, Socine, 2018, p.125-139.
    LEITER Samuel L. et YAMAMOTO Jirō, New kabuki encyclopedia: a revised adaptation of Kabuki jiten, Westport, Conn, Greenwood Press, 1997.
    NAKATA Hideo et KAWAI Kenji, Interview in « DVD Ring », Studio Canal, 2001.
    RICHIE Donald, SLOCOMBE Romain et SCHRADER Paul, Le cinéma japonais, Paris, Éd. du Rocher, 2005.

CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

Prezadas e prezados, está aberta a partir de hoje, 23 de junho de 2020, a chamada de propostas para ações SOCINE EM CASA, criada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual.

COMO FUNCIONA

SOCINE EM CASA é uma programação de atividades a serem realizadas ainda em 2020, propostas pelos associados e chanceladas pela SOCINE, com transmissão por videoconferência. As atividades serão realizadas na plataforma ZOOM, em conta gerenciada da Sociedade, e transmitidas via Youtube. As ações propostas pelos associados serão divulgadas pela SOCINE em suas redes sociais e meios institucionais (email, site) e a Sociedade vai disponibilizar cards para divulgação em redes sociais por parte dos proponentes. Não é necessário qualquer pagamento para propor atividades e a SOCINE certificará os proponentes e convidados (mas não o público ouvinte).

Os proponentes são responsáveis pelo conteúdo das atividades e opiniões apresentadas, assim como pelo gerenciamento da atividade, incluindo seus aspectos técnicos.

Cada proponente pode enviar apenas uma proposta e a ação deve se restringir a uma atividade/live, não podendo ser uma série de atividades.

QUEM PODE PROPOR

As propostas podem ser enviadas por até 3 proponentes, sendo obrigatório que um deles seja associado da SOCINE com anuidade em dia.

O QUE PODE SER PROPOSTO

Podem ser propostas conversas, palestras e performances em formato ao vivo.

COMO INSCREVER UMA PROPOSTA

Acesse o link e preencha o formulário. (Necessário que apenas um proponente preencha com as informações de todos). 

PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS

De 23 de junho de 2020 a 20 de julho de 2020, para ações a serem realizadas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Posteriormente será lançada uma nova chamada para os interessados em promover atividades entre os meses de outubro e novembro de 2020.

Pede-se que os proponentes indiquem o período de realização das atividades. No entanto, a montagem da programação dependerá da quantidade de propostas enviadas. Se for necessário ajustar datas para evitar choques, a secretaria da Socine entrará em contato com os(as) proponentes.

Caras e caros associados,

Seguindo as normas do edital para as eleições 2019/2021 da SOCINE, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral. A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir das 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

Diretoria (Chapa única)
Cristian Borges (USP) – (Presidente)
Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – (Vice-Presidente)
Amaranta Cesar (UFRB) – (Secretária)
Gabriela Machado Ramos de Almeida (FACS) – (Tesoureira)

Conselho Deliberativo
Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
Edileuza Penha Souza (UNB)
Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
Jamer Guterres de Mello (UAM)
Joao Vitor Resende Leal (FAPCOM)
Julio Carlos Bezerra (UFMS)
Lisandro Nogueira (UFG)
Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Maria Leite Chiaretti (USP)
Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
Mariana Baltar Freire (UFF)
Milena Szafir (UFC)
Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
Patricia Rebello da Silva (UERJ)
Rafael de Luna Freire (UFF)
Rogerio Ferraraz (UAM)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)

Representantes Discentes
Ana Caroline de Almeida (UFPE)
Esmejoano L. da Silva de França (UFPB)
Jocimar Soares Dias Junior (UFF)

Conselho Fiscal
Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
Fábio Raddi Uchôa (UTP)
Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
Miriam de Souza Rossini (UFRGS)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE

 

ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021

Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.

A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:

LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com

Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.

Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.

A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.

eleição será realizada pelo sistema da SOCINEa partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.

Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.

Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente

 

ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.

Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);

Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;

Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;

Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.

Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.

Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.