Ficha do Proponente

Proponente

    André Lima Monfrini (ECA USP)

Minicurrículo

    André Monfrini é graduado em audiovisual pela ECA USP e mestrando em meios e processos audiovisuais pela mesma instituição. É também graduando em História pela FFLCH USP. Sua pesquisa de mestrado se dedica a analisar a fase brasiliense do cinema de Vladimir Carvalho. Monfrini é também diretor e documentarista. Dirigiu a série documental Habitação Social – Projetos de um Brasil.

Ficha do Trabalho

Título

    A construção de Brasília no cinema de Vladimir Carvalho

Resumo

    Este trabalho investiga como o documentário Conterrâneos Velhos de Guerra (Vladimir Carvalho, 1991) representa e se posiciona diante da história de Brasília ao escolher trabalhar o contexto de construção da cidade durante o governo Juscelino Kubitscheck. Proponho que a postura estética de Carvalho retrabalha, em chave crítica, a memória social sobre a Nova Capital, deslocando para o centro da narrativa histórica a experiência dos candangos pioneiros.

Resumo expandido

    Esta apresentação trata do documentário de longa-metragem Conterrâneos Velhos de Guerra (Vladimir Carvalho, 1991). Em 1969 o documentarista paraibano Vladimir Carvalho se muda para a cidade, envolvido na criação do curso de cinema da UnB. Entre 1969 e 1986, Carvalho filma ‘Brasília’: sua vida política, social e cultural. O cineasta entrevista figuras públicas e candangos pioneiros. Filma o fluxo migratório, a vida nos assentamentos e ocupações, os eventos políticos e a vida cultural. Os registros se seguem por mais de vinte anos, vigente sempre o regime militar.
    Conterrâneos é portanto um projeto de longa-duração, pesquisa continuada que se debruça sobre a cidade-tema Brasília. A própria natureza das imagens e seu contexto de produção fazem do filme um projeto inclinado ao balanço histórico. Levado a cabo o empreendimento político de Juscelino Kubitscheck, erguida a cidade-monumento do Brasil moderno, é preciso colocar em operação um balanço crítico da marcha do tempo tal como ele se desenrolou. Carvalho precisa justamente organizar e dar significado aos vinte anos passados desde que as filmagens se iniciaram. É nessa perspectiva que situamos a leitura do filme e da obra de Vladimir Carvalho, espécie de avaliação da experiência moderna brasileira, ensejada por um de seus maiores símbolos observado ao longo do tempo passado.
    Ao mesmo tempo, o filme é montado e lançado durante os anos iniciais da Nova República, momento em que o regime militar se encerra e começa a ser elaborado do ponto de vista de uma memória social. Dessa forma, o desejo do cineasta em produzir um balanço crítico que tematize a experiência de construção da Nova Capital é inevitavelmente atravessado por um olhar retrospectivo sobre a ditadura. Nos anos finais do regime militar, Brasília revela a olhos vistos o que Joaquim Pedro de Andrade chamara, ainda em 1967, de “contradições de uma cidade nova”.
    Há uma sobreposição de crises no Brasil dos anos 1980, quando Carvalho realiza as entrevistas principais que dão corpo à estrutura do filme. A agenda econômica do governo militar passa a girar em falso; a modernização conservadora do milagre dá lugar a recessão e dificuldades de sobrevivência. No plano cultural, o projeto modernista perde força como elemento propulsor da vida brasileira. Do ponto de vista de uma história da arquitetura e urbanismo, o desgaste do projeto moderno se torna claro à medida que fica evidente que a Nova Capital, no fim das contas, reincindira nos mesmos problemas estruturais que marcam a vida urbana brasileira. Na perspectiva do historiador Marcos Napolitano: “As utopias de livre circulação social, de trabalho livre e valorizado, de moradia em espaços funcionais, democráticos e, ao mesmo tempo, belos e agradáveis, se chocaram com os arcaísmos das nossas relações sociais.” (NAPOLITANO, 2018). No filme, Roberto Pompeu de Souza, em entrevista captada em 1986, vocaliza: “Brasília é uma cidade exatamente igual às outras cidades brasileiras, com exatamente os mesmos problemas. A ilha da fantasia acabou.”
    Do ponto de vista da história do cinema brasileiro, Ismail Xavier aponta que, por volta de 1985, o cinema moderno, tal como ele se configurara desde o início dos sessenta: “havia perdido densidade, em meio a impasses na política de produção do dito ‘filme cultural'” (XAVIER, 2001: 35). Paralelamente, também perde vigor o projeto moderno no campo da arquitetura e do urbanismo. Alguns impulsos ideológicos que animavam a relação entre arte e sociedade nos anos sessenta e setenta precisarão ser revistos, e a análise fílmica e histórica de Conterrâneos será aqui empreendida a partir desse enquadramento. Nosso interesse pelo filme reside no fato de que sua análise permite investigar este fim de ciclo nas duas frentes: Vladimir, participante ativo da formação da tradição moderna no cinema, acaba por realizar um balanço crítico da moderna arquitetura brasileira ao filmar Brasília, seu maior experimento.

Bibliografia

    ARANTES, Otília B. Fiori. Urbanismo em fim de linha e outros estudos sobre o colapso da modernização arquitetônica. São Paulo: Edusp, 2015.

    BERNARDET, Jean-Claude. Cineastas e Imagens do Povo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

    CAPELATO, Maria Helena et al. (orgs.). História e cinema: dimensões históricas do audiovisual. São Paulo: Alameda, 2007.

    HOLSTON, James Holston, A cidade modernista – uma crítica de Brasília e sua utopia. 2013. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

    NAPOLITANO, Marcos. Coração Civil – A vida cultural brasileira sob o regime militar (1964-1985) Ensaio Histórico. São Paulo: Ed. Intermeios, 2017.

    RAMOS, Fernão Pessoa (org). Teoria contemporânea do cinema. Documentário e narratividade ficcional. Vol. 2 São Paulo: Editora Sena, 2009.

    RAMOS, Fernão Pessoa e SCHVARZMAN, Sheila (orgs.) Nova história do cinema brasileiro vol. 2. São Paulo: Edições Sesc São Paulo, 2018.

    XAVIER, Ismail. Cinema Brasileiro Moderno. São Paulo: Paz e Terra, 2001.

CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

Prezadas e prezados, está aberta a partir de hoje, 23 de junho de 2020, a chamada de propostas para ações SOCINE EM CASA, criada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual.

COMO FUNCIONA

SOCINE EM CASA é uma programação de atividades a serem realizadas ainda em 2020, propostas pelos associados e chanceladas pela SOCINE, com transmissão por videoconferência. As atividades serão realizadas na plataforma ZOOM, em conta gerenciada da Sociedade, e transmitidas via Youtube. As ações propostas pelos associados serão divulgadas pela SOCINE em suas redes sociais e meios institucionais (email, site) e a Sociedade vai disponibilizar cards para divulgação em redes sociais por parte dos proponentes. Não é necessário qualquer pagamento para propor atividades e a SOCINE certificará os proponentes e convidados (mas não o público ouvinte).

Os proponentes são responsáveis pelo conteúdo das atividades e opiniões apresentadas, assim como pelo gerenciamento da atividade, incluindo seus aspectos técnicos.

Cada proponente pode enviar apenas uma proposta e a ação deve se restringir a uma atividade/live, não podendo ser uma série de atividades.

QUEM PODE PROPOR

As propostas podem ser enviadas por até 3 proponentes, sendo obrigatório que um deles seja associado da SOCINE com anuidade em dia.

O QUE PODE SER PROPOSTO

Podem ser propostas conversas, palestras e performances em formato ao vivo.

COMO INSCREVER UMA PROPOSTA

Acesse o link e preencha o formulário. (Necessário que apenas um proponente preencha com as informações de todos). 

PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS

De 23 de junho de 2020 a 20 de julho de 2020, para ações a serem realizadas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Posteriormente será lançada uma nova chamada para os interessados em promover atividades entre os meses de outubro e novembro de 2020.

Pede-se que os proponentes indiquem o período de realização das atividades. No entanto, a montagem da programação dependerá da quantidade de propostas enviadas. Se for necessário ajustar datas para evitar choques, a secretaria da Socine entrará em contato com os(as) proponentes.

Caras e caros associados,

Seguindo as normas do edital para as eleições 2019/2021 da SOCINE, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral. A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir das 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

Diretoria (Chapa única)
Cristian Borges (USP) – (Presidente)
Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – (Vice-Presidente)
Amaranta Cesar (UFRB) – (Secretária)
Gabriela Machado Ramos de Almeida (FACS) – (Tesoureira)

Conselho Deliberativo
Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
Edileuza Penha Souza (UNB)
Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
Jamer Guterres de Mello (UAM)
Joao Vitor Resende Leal (FAPCOM)
Julio Carlos Bezerra (UFMS)
Lisandro Nogueira (UFG)
Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Maria Leite Chiaretti (USP)
Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
Mariana Baltar Freire (UFF)
Milena Szafir (UFC)
Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
Patricia Rebello da Silva (UERJ)
Rafael de Luna Freire (UFF)
Rogerio Ferraraz (UAM)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)

Representantes Discentes
Ana Caroline de Almeida (UFPE)
Esmejoano L. da Silva de França (UFPB)
Jocimar Soares Dias Junior (UFF)

Conselho Fiscal
Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
Fábio Raddi Uchôa (UTP)
Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
Miriam de Souza Rossini (UFRGS)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE

 

ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021

Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.

A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:

LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com

Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.

Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.

A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.

eleição será realizada pelo sistema da SOCINEa partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.

Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.

Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente

 

ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.

Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);

Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;

Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;

Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.

Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.

Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.