Ficha do Proponente

Proponente

    João Antonio Ribeiro Neto (UNESP)

Minicurrículo

    Graduado em Comunicação Social-Jornalismo pelas Faculdades Integradas de Jaú, mestrando em Comunicação pela UNESP Bauru, fundador do site Cineratus.

Ficha do Trabalho

Título

    Recursos do horror: o gênero sob o olhar da descontinuidade

Resumo

    Este artigo tem como finalidade analisar os artifícios presentes no cinema de horror, partindo
    do apontamento feito por Steve Rose em seu artigo, utilizando da ótica da genealogia,
    arqueologia e descontinuidade proposta por Foucault. Para tal, propomos lançar um breve
    olhar sobre o cinema, o cinema de horror e sua manifestação no público, o horror artístico,
    conceito proposto por Carröll pensando nas reações do público diante dos filmes de horror.

Resumo expandido

    No ano de 2017, o jornalista e crítico do portal The Guardian, Steve Rose, sugeriu em um artigo intitulado “How post-horror movies are taking over cinema”, afirmando que o cinema de horror passava por um período de ruptura com o surgimento de um novo subgênero, chamado por ele de pós-horror. Em seu texto, Rose afirma que alguns cineastas começavam a repensar os filmes do gênero, se livrando das amarras convencionais que foram consagradas ao longo das décadas, para, utilizando ainda de elementos do horror, criar uma experiência diferenciada.
    O que se se procura aqui é refletir a respeito do gênero de horror, principalmente com base em seus
    artifícios característicos, mecanismos que promovem o que Carröll (1999) definiu como “horror artístico”. A partir da noção de descontinuidade proposta por Foucault (2008), pensar alguns desses recursos presentes historicamente no cinema de horror, partindo de uma distância segura dos fundamentos da visão histórica convencional.
    Operar um estudo que parta do artigo de Rose requer uma abordagem que não se limite a uma perspectiva estabelecida e aceita como grande verdade. De certo modo, já houve discussões e estudos que colocam seu texto e argumentos sob a lente da academia, perscrutando pontos de muita importância para validar ou invalidar seu discurso. Logo, é necessário assumir uma ótica que privilegie um estudo que não se contente em se subordinar aos fatos como estão dados, mas que se submeta a um processo que possa, ao mesmo tempo
    em que se aprofunda tematicamente, também questionar determinadas noções basilares.
    Foucault então surge aqui com uma proposta de análise que atende a indispensabilidade de olhar para nosso objeto liberado de uma compulsão de continuidade limitante. Posto isto, é preciso então entender o que são as noções de genealogia, arqueologia e descontinuidade das quais faremos uso para pensarmos sobre certos elementos do horror.
    É notável que não haja um movimento de superação de uma determinada fase por outra dentro da história do cinema, mas uma incorporação de certos subterfúgios, que são dispostos de tempos em tempos, em contextos diferentes e aplicações que vão atender a essa necessidade primária que existe nos filmes.
    De qualquer forma, o cinema desenvolveu-se com o passar do tempo e acabou por dividir-se em categorias, o que acabamos conhecendo por gênero. A ideia de gênero pode ser descrita como “uma categoria ou tipo de filmes que congrega e descreve obras a partir de marcas de afinidade de diversa ordem, entre as quais as mais determinantes tendem a ser as narrativas ou temáticas.” (NOGUEIRA, 2010) Mas olhando desta maneira, o conceito de gênero parece pouco aprofundado a respeito de suas próprias necessidades de segregação.
    Além de aglutinar determinados filmes com características semelhantes, é preciso olhar para uma outra discursividade presente que alavancou as separações de tal forma que duram até os dias de hoje.
    A escolha dos filmes se deu a partir de duas perspectivas: um espaçamento histórico considerável, para que, em diferentes momentos, os artifícios estabelecidos como pertencentes ao horror pudessem ser observados, com suas propostas conversando diretamente com seu público e obedecendo determinadas pré-disposições de seu tempo. Uma variedade de temáticas, sendo que um filme tem como elemento central um vampiro, outro uma mulher que se transforma em pantera e, por último, um que tem como principal afetação a implantação de um cérebro no corpo de outra pessoa. Essas duas condições então nos levaram ao Nosferatu (1922), Murnau, Sangue de Pantera (1942) e Corra! (2017).
    O fato é que, do ponto de vista da descontinuidade, o que temos aqui é a observação de que a aparente rigidez, apontada por Rose (2017), não parece tão restritiva assim. Os recursos, que surgem de tempos em tempos em diversas obras, são empregados de maneiras diversificadas a fim de provocar uma sensação de horror artístico genuíno, não dependendo de uma renovação da fórmula.

Bibliografia

    BORDWELL, David. Sobre a história do estilo cinematográfico. Campinas, SP:
    Editora Unicamp, 2013;
    CARRÖLL, Noel. A filosofia do horror ou paradoxos do coração. Campinas, SP:
    Papirus Editora, 1999;
    COSTA, Antonio. Compreender o cinema. São Paulo, SP: Globo, 2003;
    COSTA, Flávia Cesarino. Primeiro cinema. In: MASCARELLO, Fernando. História
    do cinema mundial. Campinas, SP: Papirus Editora, 2006.
    COUSINS, Mark. História do cinema: dos clássicos mudos ao cinema moderno. São
    Paulo, SP: Martins Fontes, 2013;
    ELSAESSER, Thomas. História do cinema como arqueologia das mídias. In:______.
    Cinema como arqueologia das mídias. São Paulo, SP: Edições Sesc, 2018. P. 72-102
    FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Rio de Janeiro, RJ. Editora Forense
    Universitária, 7º edição, 2008;
    NOGUEIRA, Luís. Gêneros cinematográficos. LabCom Books, 2010, disponível em:
    http://labcom.ubi.pt/page/books, acesso em: 02/01/2021
    ROSE, Steve. How post-horror movies are taking over cinema, The Guardian, 2017

CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

Prezadas e prezados, está aberta a partir de hoje, 23 de junho de 2020, a chamada de propostas para ações SOCINE EM CASA, criada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual.

COMO FUNCIONA

SOCINE EM CASA é uma programação de atividades a serem realizadas ainda em 2020, propostas pelos associados e chanceladas pela SOCINE, com transmissão por videoconferência. As atividades serão realizadas na plataforma ZOOM, em conta gerenciada da Sociedade, e transmitidas via Youtube. As ações propostas pelos associados serão divulgadas pela SOCINE em suas redes sociais e meios institucionais (email, site) e a Sociedade vai disponibilizar cards para divulgação em redes sociais por parte dos proponentes. Não é necessário qualquer pagamento para propor atividades e a SOCINE certificará os proponentes e convidados (mas não o público ouvinte).

Os proponentes são responsáveis pelo conteúdo das atividades e opiniões apresentadas, assim como pelo gerenciamento da atividade, incluindo seus aspectos técnicos.

Cada proponente pode enviar apenas uma proposta e a ação deve se restringir a uma atividade/live, não podendo ser uma série de atividades.

QUEM PODE PROPOR

As propostas podem ser enviadas por até 3 proponentes, sendo obrigatório que um deles seja associado da SOCINE com anuidade em dia.

O QUE PODE SER PROPOSTO

Podem ser propostas conversas, palestras e performances em formato ao vivo.

COMO INSCREVER UMA PROPOSTA

Acesse o link e preencha o formulário. (Necessário que apenas um proponente preencha com as informações de todos). 

PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS

De 23 de junho de 2020 a 20 de julho de 2020, para ações a serem realizadas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Posteriormente será lançada uma nova chamada para os interessados em promover atividades entre os meses de outubro e novembro de 2020.

Pede-se que os proponentes indiquem o período de realização das atividades. No entanto, a montagem da programação dependerá da quantidade de propostas enviadas. Se for necessário ajustar datas para evitar choques, a secretaria da Socine entrará em contato com os(as) proponentes.

Caras e caros associados,

Seguindo as normas do edital para as eleições 2019/2021 da SOCINE, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral. A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir das 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

Diretoria (Chapa única)
Cristian Borges (USP) – (Presidente)
Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – (Vice-Presidente)
Amaranta Cesar (UFRB) – (Secretária)
Gabriela Machado Ramos de Almeida (FACS) – (Tesoureira)

Conselho Deliberativo
Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
Edileuza Penha Souza (UNB)
Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
Jamer Guterres de Mello (UAM)
Joao Vitor Resende Leal (FAPCOM)
Julio Carlos Bezerra (UFMS)
Lisandro Nogueira (UFG)
Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Maria Leite Chiaretti (USP)
Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
Mariana Baltar Freire (UFF)
Milena Szafir (UFC)
Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
Patricia Rebello da Silva (UERJ)
Rafael de Luna Freire (UFF)
Rogerio Ferraraz (UAM)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)

Representantes Discentes
Ana Caroline de Almeida (UFPE)
Esmejoano L. da Silva de França (UFPB)
Jocimar Soares Dias Junior (UFF)

Conselho Fiscal
Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
Fábio Raddi Uchôa (UTP)
Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
Miriam de Souza Rossini (UFRGS)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE

 

ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021

Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.

A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:

LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com

Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.

Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.

A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.

eleição será realizada pelo sistema da SOCINEa partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.

Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.

Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente

 

ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.

Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);

Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;

Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;

Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.

Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.

Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.