Ficha do Proponente

Proponente

    Morgana Gama de Lima (UFBA)

Minicurrículo

    Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (Póscom/UFBA), com período de doutorado-sanduíche na Universidade da Beira Interior (UBI). Pesquisadora associada ao Laboratório de Análise Fílmica (LAF/UFBA).

Ficha do Trabalho

Título

    La grammaire de la grandmère: oralidade como poética cinematográfica

Seminário

    Teoria de Cineastas

Resumo

    No contexto dos cinemas africanos, a tradição oral é apresentada como influência relevante na construção da narrativa fílmica. A começar por Ousmane Sembène, que identificava a si mesmo como griot, outros cineastas africanos fizeram e fazem referência à tradição oral como uma importante fonte de inspiração para pensar a “gramática” ou a poética de seus filmes, um deles é Djibril Diop Mambéty. É com base nos depoimentos desse cineasta que propomos uma reflexão sobre cinema e oralidade.

Resumo expandido

    No contexto dos cinemas africanos, a tradição oral é apresentada como influência relevante na construção da narrativa fílmica. A começar pelo cineasta senegalês Ousmane Sembène que identificava a si mesmo como griot, outros cineastas depois dele fizeram e fazem referência à tradição oral como uma importante fonte de inspiração para pensar a “gramática” ou a poética narrativa de seus filmes, um deles é Djibril Diop Mambéty. Mesmo com a existência de diferentes escritos sobre o assunto, pretendemos com base na perspectiva metodológica lançada pelas “Teorias dos Cineastas” (AUMONT, 2002; PENAFRIA et al. 2016), refletir sobre a relação entre oralidade e cinema, primeiramente usando como fonte a própria oralidade – os depoimentos e entrevistas concedidas pelo cineasta – seguida de uma breve análise sobre o último longa-metragem realizado por ele, o filme Hyènes (1992). Por fim, através desse percurso busca-se contribuir para o aprofundamento e compreensão das narrativas presentes em filmes realizados por cineastas africanos, mas sobretudo para a incorporação do legado das tradições orais nos estudos teóricos em cinema. A relação entre oralidade e cinema é mais antiga do que se pode imaginar. Mesmo antes do cinema sonoro, período em que a narração e a voz dos próprios atores se tornaram elementos agregadores à produção de sentido da narrativa fílmica, a oralidade acompanhou o cinema durante muitos anos nas chamadas projeções comentadas (Lacasse 2011). Posteriormente, em meados dos anos 1960, quando surgiram os primeiros cineastas africanos, a influência do griot, como um agente transmissor das histórias e memórias de um povo, permaneceu, ora aparecendo na diegese fílmica como um personagem estratégico na condução da narrativa, ora através da narração que associada a instrumentos musicais específicos, encenava na narrativa elementos próprios da performance do griot. Embora o recurso ao comentário e à narração (em voz-over ou voz off), tenham se tornado as formas mais convencionais de discutir a influência da oralidade como parte integrante da narrativa fílmica, buscamos pensar a prática da oralidade, para além do verbo, mas pelo seu potencial de acionar imagens no imaginário e produzir memórias em um processo simultâneo à contação da própria história, neste caso, o desenvolvimento da narrativa fílmica. Essa reflexão tem como fonte o cineasta Djibril Diop Mambéty que em diversas entrevistas ao falar sobre sua própria concepção de cinema, apontava para o imaginário como um aspecto precedente da narrativa. Como se as imagens, antes mesmo de serem organizadas sob a forma de linguagem cinematográfica (narrativa) fossem construídas no imaginário. Uma dessas entrevistas está registrada no curta La grammaire de Grand-mère (1996), dirigido pelo cineasta camaronês Jean-Pierre Bekolo, em que através de um trocadilho entre duas palavras homófonas em francês (grammaire, gramática; grand-mère, avó), Mambéty apresenta sua própria concepção de linguagem cinematográfica e como é possível pensar a poética do cinema sob o viés da oralidade. Anos mais tarde, em outra entrevista cedida a Frank Ukadike (2002), o cineasta chega a afirmar que o cinema teria nascido na África, porque embora os instrumentos sejam europeus, a tradição oral é uma tradição das imagens, porque a palavra dita se encaminha para a imaginação e não apenas para os ouvidos. É com base em tais reflexões que nossa comunicação pretende pensar a própria trajetória do cineasta e suas contribuições teóricas para a poética cinematográfica sob o viés da oralidade.

Bibliografia

    AUMONT, Jacques. As teorias dos cineastas. Campinas, SP: Papirus, 2002.
    BÂ, Amadou Hampatê. A tradição viva. In. KI-ZERBO, Joseph (ed.). Metodologia e pré-história da África, História geral da África. Brasília: Unesco, 2010.
    PENAFRIA, Manuela. et al. (eds.). Ver, ouvir e ler os cineastas – Teoria dos cineastas – Vol.1. Covilhã, Portugal: Labcom.IFP, 2016.
    DIAWARA, Manthia. A iconografia do cinema da África Ocidental. In. Cinema no mundo – África editado por Alessandra Meleiro, 64-73. São Paulo: Escrituras, 2007.
    LACASSE, Germain; BOUCHARD, Vincent e SCHEPPLER, Gwenn (eds.). Pratiques orales du cinéma (Textes Choisis). Paris: Editions L’Harmattan, 2011.
    NAGIB, Lúcia. Oralidade e cinema na África: Yaaba, um caso exemplar, Novos Estudos CEBRAP (46), 1996. (p. 113-120).
    UKADIKE, Nwachukwu Frank. Djibril Diop Mambéty. In. Questioning African Cinema: conversations with filmmakers. EUA: University of Minnesota Press, 2002.

CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

Prezadas e prezados, está aberta a partir de hoje, 23 de junho de 2020, a chamada de propostas para ações SOCINE EM CASA, criada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual.

COMO FUNCIONA

SOCINE EM CASA é uma programação de atividades a serem realizadas ainda em 2020, propostas pelos associados e chanceladas pela SOCINE, com transmissão por videoconferência. As atividades serão realizadas na plataforma ZOOM, em conta gerenciada da Sociedade, e transmitidas via Youtube. As ações propostas pelos associados serão divulgadas pela SOCINE em suas redes sociais e meios institucionais (email, site) e a Sociedade vai disponibilizar cards para divulgação em redes sociais por parte dos proponentes. Não é necessário qualquer pagamento para propor atividades e a SOCINE certificará os proponentes e convidados (mas não o público ouvinte).

Os proponentes são responsáveis pelo conteúdo das atividades e opiniões apresentadas, assim como pelo gerenciamento da atividade, incluindo seus aspectos técnicos.

Cada proponente pode enviar apenas uma proposta e a ação deve se restringir a uma atividade/live, não podendo ser uma série de atividades.

QUEM PODE PROPOR

As propostas podem ser enviadas por até 3 proponentes, sendo obrigatório que um deles seja associado da SOCINE com anuidade em dia.

O QUE PODE SER PROPOSTO

Podem ser propostas conversas, palestras e performances em formato ao vivo.

COMO INSCREVER UMA PROPOSTA

Acesse o link e preencha o formulário. (Necessário que apenas um proponente preencha com as informações de todos). 

PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS

De 23 de junho de 2020 a 20 de julho de 2020, para ações a serem realizadas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Posteriormente será lançada uma nova chamada para os interessados em promover atividades entre os meses de outubro e novembro de 2020.

Pede-se que os proponentes indiquem o período de realização das atividades. No entanto, a montagem da programação dependerá da quantidade de propostas enviadas. Se for necessário ajustar datas para evitar choques, a secretaria da Socine entrará em contato com os(as) proponentes.

Caras e caros associados,

Seguindo as normas do edital para as eleições 2019/2021 da SOCINE, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral. A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir das 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

Diretoria (Chapa única)
Cristian Borges (USP) – (Presidente)
Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – (Vice-Presidente)
Amaranta Cesar (UFRB) – (Secretária)
Gabriela Machado Ramos de Almeida (FACS) – (Tesoureira)

Conselho Deliberativo
Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
Edileuza Penha Souza (UNB)
Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
Jamer Guterres de Mello (UAM)
Joao Vitor Resende Leal (FAPCOM)
Julio Carlos Bezerra (UFMS)
Lisandro Nogueira (UFG)
Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Maria Leite Chiaretti (USP)
Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
Mariana Baltar Freire (UFF)
Milena Szafir (UFC)
Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
Patricia Rebello da Silva (UERJ)
Rafael de Luna Freire (UFF)
Rogerio Ferraraz (UAM)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)

Representantes Discentes
Ana Caroline de Almeida (UFPE)
Esmejoano L. da Silva de França (UFPB)
Jocimar Soares Dias Junior (UFF)

Conselho Fiscal
Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
Fábio Raddi Uchôa (UTP)
Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
Miriam de Souza Rossini (UFRGS)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE

 

ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021

Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.

A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:

LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com

Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.

Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.

A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.

eleição será realizada pelo sistema da SOCINEa partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.

Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.

Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente

 

ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.

Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);

Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;

Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;

Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.

Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.

Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.