Ficha do Proponente

Proponente

    luara dal chiavon (ECA- USP)

Minicurrículo

    Luara Dal Chiavon é fotógrafa e cineasta, transitando por diversas áreas do audiovisual. Dirigiu o documentário Maria vai ca’s vaca, a ficção Um fantasma ronda o acampamento, além de dois longas em fase de finalização: Mutirão em Novo Sol – A retomada e Kalunga: a falta de silêncio do mar. É militante e desde 2014 coordena a Brigada de Audiovisual Eduardo Coutinho (frente de audiovisual do Movimento Sem Terra), produzindo mais de 300 vídeos para redes, além de diversos documentários.

Ficha do Trabalho

Título

    A produção audiovisual do MST como sujeito coletivo do fazer fílmico.

Resumo

    O MST tem como linha política ocupar as terras e as telas, compreende que a tomada dos meios de produção também se dá no campo da cultura. Assim, quando falamos em cinema documentário, a questão de quem filma é crucial para compreendermos a linguagem abordada e os objetivos do filme, quem faz não está separado da obra feita. E quando o sujeito coletivo organizado passa a fazer cinema, o que muda? Que tipo de narrativa é produzida? Esteticamente como se articula o discurso com a forma fílmica?

Resumo expandido

    Quem é o camponês que produz filmes no cinema nacional? Quem é esse sujeito que produz sua própria memória em um lugar que se configura muito mais como paisagem no cinema, do que como sujeito narrativo? E quando esse discurso não é produzido em primeira pessoa, e sim a partir de um sujeito coletivo, o que muda? Quem é o camponês no documentário brasileiro?
    Pensando em estratégias de sobrevivência, pretendo, a partir da análise comparativa do vídeo do 4º e do 5º Congresso do MST, elucidar duas questões fundamentais dentro do audiovisual produzido pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra: como a organicidade do movimento se articula com a estética de seus vídeos e quem é esse sujeito coletivo camponês que produz os vídeos.
    Por que quando falamos em cinema documentário, a questão de quem filma é crucial para compreendermos a linguagem abordada e os objetivos do filme, quem faz não está separado da obra feita. A partir dos anos 1990, as minorias tomaram os meios de produção e passaram a produzir outro cinema, a partir do EU, em primeira pessoa, falando de pautas sociais fundamentais. E quando esse passa a ser um sujeito coletivo, o que muda?
    Escolho analisar o material produzido a partir dos Congressos Nacionais pois são a instância máxima da organização do MST, nele de forma massiva, são definimos os rumos políticos da atuação da organização no próximo período: tática e estratégia são revistas e atualizadas. Cada Congresso sintetiza o lema do próximo período e como será pautada a relação com a sociedade, o lema resume a ação política. Assim, através desses vídeos, temos pistas de como a sociedade tratava a questão da luta pela terra em cada período.
    O MST já realizou em sua história, seis Congressos Nacionais, somente a partir do 4º Congresso fora construído um vídeo síntese da atividade: esse material serviu, não somente, de documento histórico, como também um material pedagógico para dialogar com a base sobre os assuntos debatidos, como também anunciar para a sociedade as definições do próximo período. Assim, o documentário se coloca não como um fim, mas como mediador de um discurso político, revelando as intenções da organização para dentro e para fora.
    No 4º Congresso foi criado um curso para formar “jovens documentaristas do MST”, com esses dizeres, inicia-se o vídeo. A forma como o vídeo foi construída foi os primeiros passos na apropriação dos meios audiovisuais pelo MST. Já o vídeo do 5º Congresso marca a criação da Brigada de Audiovisual da Via Campesina, ou seja, o movimento entre um congresso e outro, construiu um coletivo interno somente para dar cabo às questões que envolviam o audiovisual no movimento. Essa forma de produção impactou a forma do filme? Portanto, a partir da construção do audiovisual dentro dos movimentos sociais, especialmente no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, como estética e organicidade se articulam? Há uma linguagem construída? Essa linguagem é expressão do sujeito coletivo?
    Os movimentos de vanguarda e/ou revolucionários construíram um discurso que estética é política e que forma é conteúdo. Assim, as práticas e processos construídos não podem ser dissociados das obras criadas. Parte desses discursos são constituintes da formação da cultura dentro do MST, e consequentemente de sua prática.
    Então, como compreender como foi construída a trajetória audiovisual do MST, pode contribuir atualmente para elucidar determinadas questões estéticas presente na organização? Como compreender como o audiovisual foi construído pode ajudar na compreensão de como ele é produzido atualmente? E por fim, articular essas duas grandes questões, a partir de que organicidade se constitui a estética desse sujeito coletivo criado pelo Movimento Sem Terra?

Bibliografia

    BENJAMIN, W. Magia e Técnica, arte e política. Obras escolhidas. SP: Brasiliense: 1987.
    BERNARDET, Jean-Claude. Cineastas e Imagens do povo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
    BOGO, Ademar. O vigor da mística. Caderno de Cultura nº 2. São Paulo: 2002. BOGO, Ademar. Linguagem em prosa e verso: uma mediação para a formação da consciência. Teixeira de Freitas: 2011.
    DEBRAY, Régis. Vida e morte da imagem: uma história do olhar no ocidente. Petrópolis, RJ. Vozes, 1993.
    DELEUZE, Gilles. Cinema 2 – A imagem tempo. São Paulo: editora 34, 2018.
    NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. Campinas, SP: Papirus, 2012.
    SANJINÉS, Jorge e Grupo Ukamau. Teoría y práctica de un cine junto al pueblo. Caracas: Fundación Cinemateca Nacional, 2012.
    SHOAT, Ella e STAM, Robert. Crítica da imagem eurocêntrica. São Paulo: Cosac Naify, 2006.
    XAVIER, Ismail. Alegorias do subdesenvolvimento: Cinema Novo, Tropicalismo, Cinema Marginal. São Paulo: Cosac Naify, 2012

CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

Prezadas e prezados, está aberta a partir de hoje, 23 de junho de 2020, a chamada de propostas para ações SOCINE EM CASA, criada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual.

COMO FUNCIONA

SOCINE EM CASA é uma programação de atividades a serem realizadas ainda em 2020, propostas pelos associados e chanceladas pela SOCINE, com transmissão por videoconferência. As atividades serão realizadas na plataforma ZOOM, em conta gerenciada da Sociedade, e transmitidas via Youtube. As ações propostas pelos associados serão divulgadas pela SOCINE em suas redes sociais e meios institucionais (email, site) e a Sociedade vai disponibilizar cards para divulgação em redes sociais por parte dos proponentes. Não é necessário qualquer pagamento para propor atividades e a SOCINE certificará os proponentes e convidados (mas não o público ouvinte).

Os proponentes são responsáveis pelo conteúdo das atividades e opiniões apresentadas, assim como pelo gerenciamento da atividade, incluindo seus aspectos técnicos.

Cada proponente pode enviar apenas uma proposta e a ação deve se restringir a uma atividade/live, não podendo ser uma série de atividades.

QUEM PODE PROPOR

As propostas podem ser enviadas por até 3 proponentes, sendo obrigatório que um deles seja associado da SOCINE com anuidade em dia.

O QUE PODE SER PROPOSTO

Podem ser propostas conversas, palestras e performances em formato ao vivo.

COMO INSCREVER UMA PROPOSTA

Acesse o link e preencha o formulário. (Necessário que apenas um proponente preencha com as informações de todos). 

PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS

De 23 de junho de 2020 a 20 de julho de 2020, para ações a serem realizadas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Posteriormente será lançada uma nova chamada para os interessados em promover atividades entre os meses de outubro e novembro de 2020.

Pede-se que os proponentes indiquem o período de realização das atividades. No entanto, a montagem da programação dependerá da quantidade de propostas enviadas. Se for necessário ajustar datas para evitar choques, a secretaria da Socine entrará em contato com os(as) proponentes.

Caras e caros associados,

Seguindo as normas do edital para as eleições 2019/2021 da SOCINE, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral. A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir das 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

Diretoria (Chapa única)
Cristian Borges (USP) – (Presidente)
Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – (Vice-Presidente)
Amaranta Cesar (UFRB) – (Secretária)
Gabriela Machado Ramos de Almeida (FACS) – (Tesoureira)

Conselho Deliberativo
Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
Edileuza Penha Souza (UNB)
Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
Jamer Guterres de Mello (UAM)
Joao Vitor Resende Leal (FAPCOM)
Julio Carlos Bezerra (UFMS)
Lisandro Nogueira (UFG)
Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Maria Leite Chiaretti (USP)
Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
Mariana Baltar Freire (UFF)
Milena Szafir (UFC)
Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
Patricia Rebello da Silva (UERJ)
Rafael de Luna Freire (UFF)
Rogerio Ferraraz (UAM)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)

Representantes Discentes
Ana Caroline de Almeida (UFPE)
Esmejoano L. da Silva de França (UFPB)
Jocimar Soares Dias Junior (UFF)

Conselho Fiscal
Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
Fábio Raddi Uchôa (UTP)
Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
Miriam de Souza Rossini (UFRGS)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE

 

ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021

Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.

A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:

LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com

Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.

Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.

A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.

eleição será realizada pelo sistema da SOCINEa partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.

Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.

Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente

 

ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.

Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);

Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;

Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;

Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.

Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.

Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.