Ficha do Proponente

Proponente

    Theo Costa Duarte (Unicamp)

Minicurrículo

    Em estágio pós-doutoral no PPG Multimeios da Unicamp. Doutor em Meios e Processos Audiovisuais na ECA-USP (2017) e Mestre em Estudos de Cinema e Audiovisual pela UFF (2012) com pesquisas sobre as relações entre cinema experimental e artes visuais no cinema brasileiro e norte-americano. Foi programador do Cine Humberto Mauro (Belo Horizonte / 2010-2011) e co-curador das mostras Cinema Estrutural (Caixa Cultural – RJ/2015) e Visões da Vanguarda (CCBB – SP/2016), dentre outras.

Ficha do Trabalho

Título

    Recepção do New American Cinema e do cinema underground no Brasil

Seminário

    Cinema experimental: histórias, teorias e poéticas

Resumo

    Pretende-se discutir a recepção do New American Cinema e do chamado cinema underground no Brasil nos anos 1960 e 1970. Para essa discussão partimos das matérias, ensaios e críticas publicadas em jornais e revistas brasileiras, relacionadas ou não às parcas exibições dessas tendências cinematográficas realizadas no período. Distinguimos quatro modos predominantes dessa recepção a serem apresentados em detalhes.

Resumo expandido

    Pretende-se discutir a recepção do New American Cinema e do chamado cinema underground no Brasil nos anos 1960 e 1970. Para essa discussão partimos das matérias, ensaios e críticas publicadas em jornais e revistas brasileiras, relacionadas ou não às parcas exibições dessas tendências cinematográficas realizadas no período principalmente na cidade do Rio de Janeiro e, em menor medida, em São Paulo.
    Essas exibições tiveram uma recepção bastante tímida no meio cinematográfico brasileiro se comparado seja com os efetivos contatos dos realizadores brasileiros no exterior com esses cinemas seja com o impacto das “New American Cinema Expositions” em outros países. Essas grandes retrospectivas – ocorridas na Argentina em 1965 (Windhausen, 2015) e em dezenas de cidades europeias em 1967 e 1968 (Sitney, 1967; Noguez, 1985: 218-219), catalizaram, como desejado (Schober, 2013), a formação de grupos e cooperativas de cinema experimental nesses países quase imediatamente. Como considera Schober (2013: 86) a respeito da formação dessas cooperativas na Europa e América Latina, as retrospectivas do underground ofereceram uma estrutura discursiva alternativa – além de novos estilos e exemplos de modos de financiamento, produção e distribuição independentes – às cinematografias de cada um desses países, possibilitando a esses atores criar novas respostas aos seus meios específicos. No Brasil, as pequenas mostras não motivaram assim qualquer tipo de iniciativa nos moldes do underground estadunidense.
    Observa-se que para além das enormes dificuldades relativas à censura para a realização de uma grande retrospectiva no Brasil, predominava também uma desconfiança no meio cinematográfico brasileiro aos seus reais propósitos. Afinal, as “New American Cinema Expositions” eram em parte financiadas por órgãos de estado – como a USIA, o USIS e a Comissão Fullbright – e se inseriam em política externa de soft power de promoção das artes do país no exterior. Essa atitude expansionista do underground, nesse período de crescente politização e de acirramento da guerra com o Vietnã, foi vista de forma bastante problemática por diversos grupos à esquerda na Europa (Schober, 2013: 86) e Argentina, e ensejou o próprio fim das retrospectivas em 1968 (Mekas, 1968).
    Em relação a recepção dessas tendências na imprensa brasileira nesse período podemos distinguir quatro momentos e modos predominantes, a serem discutidos com mais detalhes. O primeiro momento se dá a partir de 1961 por cineastas do Cinema Novo que tomaram o New American Cinema como um aliado contra a hegemonia de Hollywood e seu star system (Saraceni, 1961: 4; Rocha, 1961: 3). Um segundo momento se dá na desencontrada recepção de segunda mão por parte de críticos como Alex Viany (1961: 56), Antonio Moniz Vianna (1964: 4), Octávio de Faria (1963: 1) e Maurício Gomes Leite (1961: 58), ocorrida na primeira metade da década de 1960. O terceiro momento é aquele relativo à recepção crítica das mostras de cinema underground no país. O quarto momento se daria na virada das décadas com a reinterpretação desaprovadora do underground por parte do Cinema Novo nas disputas culturais com o Cinema Marginal. Se os cineastas “marginais” como Sganzerla e Bressane trataram o cinema underground como uma tendência pouco influente e desconhecida; o Cinema Novo, principalmente Glauber mas também Joaquim Pedro de Andrade e Gustavo Dahl, associou diretamente o underground ao Cinema Marginal, como se esta fosse uma imitação “colonizada” daquela, igualmente “apolíticas” quando não reacionárias, e deliberadamente marginais (apesar da frequente recusa da caracterização por parte dos próprios realizadores brasileiros, que se consideravam marginalizados do mercado).

Bibliografia

    Mekas, J. Letter from Jonas Mekas to the filmmakers, Nova York, 15 jul. 1968. Anthology Film Archives.
    Noguez, D. Une renaissance du cinéma. Paris: Klincksieck, 1985.
    Rocha, G. Bom dia, Harry Stone. Jornal da Semana, Salvador, 2-9 dez. 1961.
    Saraceni, P. C. Depoimento. Jornal do Brasil, Suplemento Dominical, 12 ago. 1961, p.4.
    Schober, A. The Cinema Makers: Public life and the exhibition of difference in south-eastern and central Europe since the 1960s. Chicago: Intellect Book, 2013.
    Sitney, P. A. Italy, Yugoslavia. Film Culture, n. 46, Outono, 1967.
    Windhausen, F. Approaching Argentine Experimental Cinema, Lux, jul., 2015.
    Viany, A. Três contra Hollywood. Leitura, n. 52, ano XIX, Rio de Janeiro, out. 1961.
    Faria, O. Testemunhos: Nôvo cinema Americano. Correio da Manhã, 2º Caderno, capa. 10 mar. 1963.
    Leite, M. G. Cinema espontâneo. Revista de Cinema, n. 2. Belo Horizonte. mai-jun, 1961.
    Vianna, A. M. Cinema de Nova York: Caso de Polícia. Correio da Manhã, 2º Caderno, 5 dez. 1964.

CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

Prezadas e prezados, está aberta a partir de hoje, 23 de junho de 2020, a chamada de propostas para ações SOCINE EM CASA, criada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual.

COMO FUNCIONA

SOCINE EM CASA é uma programação de atividades a serem realizadas ainda em 2020, propostas pelos associados e chanceladas pela SOCINE, com transmissão por videoconferência. As atividades serão realizadas na plataforma ZOOM, em conta gerenciada da Sociedade, e transmitidas via Youtube. As ações propostas pelos associados serão divulgadas pela SOCINE em suas redes sociais e meios institucionais (email, site) e a Sociedade vai disponibilizar cards para divulgação em redes sociais por parte dos proponentes. Não é necessário qualquer pagamento para propor atividades e a SOCINE certificará os proponentes e convidados (mas não o público ouvinte).

Os proponentes são responsáveis pelo conteúdo das atividades e opiniões apresentadas, assim como pelo gerenciamento da atividade, incluindo seus aspectos técnicos.

Cada proponente pode enviar apenas uma proposta e a ação deve se restringir a uma atividade/live, não podendo ser uma série de atividades.

QUEM PODE PROPOR

As propostas podem ser enviadas por até 3 proponentes, sendo obrigatório que um deles seja associado da SOCINE com anuidade em dia.

O QUE PODE SER PROPOSTO

Podem ser propostas conversas, palestras e performances em formato ao vivo.

COMO INSCREVER UMA PROPOSTA

Acesse o link e preencha o formulário. (Necessário que apenas um proponente preencha com as informações de todos). 

PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS

De 23 de junho de 2020 a 20 de julho de 2020, para ações a serem realizadas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Posteriormente será lançada uma nova chamada para os interessados em promover atividades entre os meses de outubro e novembro de 2020.

Pede-se que os proponentes indiquem o período de realização das atividades. No entanto, a montagem da programação dependerá da quantidade de propostas enviadas. Se for necessário ajustar datas para evitar choques, a secretaria da Socine entrará em contato com os(as) proponentes.

Caras e caros associados,

Seguindo as normas do edital para as eleições 2019/2021 da SOCINE, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral. A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir das 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

Diretoria (Chapa única)
Cristian Borges (USP) – (Presidente)
Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – (Vice-Presidente)
Amaranta Cesar (UFRB) – (Secretária)
Gabriela Machado Ramos de Almeida (FACS) – (Tesoureira)

Conselho Deliberativo
Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
Edileuza Penha Souza (UNB)
Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
Jamer Guterres de Mello (UAM)
Joao Vitor Resende Leal (FAPCOM)
Julio Carlos Bezerra (UFMS)
Lisandro Nogueira (UFG)
Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Maria Leite Chiaretti (USP)
Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
Mariana Baltar Freire (UFF)
Milena Szafir (UFC)
Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
Patricia Rebello da Silva (UERJ)
Rafael de Luna Freire (UFF)
Rogerio Ferraraz (UAM)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)

Representantes Discentes
Ana Caroline de Almeida (UFPE)
Esmejoano L. da Silva de França (UFPB)
Jocimar Soares Dias Junior (UFF)

Conselho Fiscal
Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
Fábio Raddi Uchôa (UTP)
Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
Miriam de Souza Rossini (UFRGS)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE

 

ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021

Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.

A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:

LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com

Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.

Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.

A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.

eleição será realizada pelo sistema da SOCINEa partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.

Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.

Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente

 

ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.

Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);

Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;

Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;

Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.

Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.

Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.