CONVOCAÇÃO

Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.

Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,

A Diretoria

Prezadas e prezados, está aberta a partir de hoje, 23 de junho de 2020, a chamada de propostas para ações SOCINE EM CASA, criada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual.

COMO FUNCIONA

SOCINE EM CASA é uma programação de atividades a serem realizadas ainda em 2020, propostas pelos associados e chanceladas pela SOCINE, com transmissão por videoconferência. As atividades serão realizadas na plataforma ZOOM, em conta gerenciada da Sociedade, e transmitidas via Youtube. As ações propostas pelos associados serão divulgadas pela SOCINE em suas redes sociais e meios institucionais (email, site) e a Sociedade vai disponibilizar cards para divulgação em redes sociais por parte dos proponentes. Não é necessário qualquer pagamento para propor atividades e a SOCINE certificará os proponentes e convidados (mas não o público ouvinte).

Os proponentes são responsáveis pelo conteúdo das atividades e opiniões apresentadas, assim como pelo gerenciamento da atividade, incluindo seus aspectos técnicos.

Cada proponente pode enviar apenas uma proposta e a ação deve se restringir a uma atividade/live, não podendo ser uma série de atividades.

QUEM PODE PROPOR

As propostas podem ser enviadas por até 3 proponentes, sendo obrigatório que um deles seja associado da SOCINE com anuidade em dia.

O QUE PODE SER PROPOSTO

Podem ser propostas conversas, palestras e performances em formato ao vivo.

COMO INSCREVER UMA PROPOSTA

Acesse o link e preencha o formulário. (Necessário que apenas um proponente preencha com as informações de todos). 

PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS

De 23 de junho de 2020 a 20 de julho de 2020, para ações a serem realizadas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Posteriormente será lançada uma nova chamada para os interessados em promover atividades entre os meses de outubro e novembro de 2020.

Pede-se que os proponentes indiquem o período de realização das atividades. No entanto, a montagem da programação dependerá da quantidade de propostas enviadas. Se for necessário ajustar datas para evitar choques, a secretaria da Socine entrará em contato com os(as) proponentes.

Caras e caros associados,

Seguindo as normas do edital para as eleições 2019/2021 da SOCINE, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral. A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir das 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

Diretoria (Chapa única)
Cristian Borges (USP) – (Presidente)
Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – (Vice-Presidente)
Amaranta Cesar (UFRB) – (Secretária)
Gabriela Machado Ramos de Almeida (FACS) – (Tesoureira)

Conselho Deliberativo
Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
Edileuza Penha Souza (UNB)
Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
Jamer Guterres de Mello (UAM)
Joao Vitor Resende Leal (FAPCOM)
Julio Carlos Bezerra (UFMS)
Lisandro Nogueira (UFG)
Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Maria Leite Chiaretti (USP)
Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
Mariana Baltar Freire (UFF)
Milena Szafir (UFC)
Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
Patricia Rebello da Silva (UERJ)
Rafael de Luna Freire (UFF)
Rogerio Ferraraz (UAM)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)

Representantes Discentes
Ana Caroline de Almeida (UFPE)
Esmejoano L. da Silva de França (UFPB)
Jocimar Soares Dias Junior (UFF)

Conselho Fiscal
Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
Fábio Raddi Uchôa (UTP)
Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
Miriam de Souza Rossini (UFRGS)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE

 

ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021

Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.

A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:

LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com

Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.

Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.

A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.

eleição será realizada pelo sistema da SOCINEa partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.

Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.

Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente

 

ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.

Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);

Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;

Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;

Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.

Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.

Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.

Ficha do Proponente

Proponente

    Raquel Valadares de Campos (UFJF)

Minicurrículo

    Raquel Valadares graduou-se em Cinema pela UFF. Atualmente é orientanda do Prof. Felipe Muanis e bolsista no mestrado em Cinema e Audiovisual PPG em Artes, Cultura e Linguagens, do Instituto de Artes e Design, da UFJF. Na graduacão trabalhou o tema da espectatorialidade do cinema popular indiano. Agora no mestrado, pesquisa a performatividade do cinema testemunhal de Lúcia Murat.

Ficha do Trabalho

Título

    O Jogo de Máscaras em Que Bom Te Ver Viva (1989)

Resumo

    Após trabalhar conceitualmente as implicações do testemunho superstes nos documentários dirigidos por cineastas vítimas de catástrofes e sua consequente performatividade, nesta SOCINE analisaremos mais precisamente o segmento ficcional do documentário Que Bom Te Ver Viva (1989) de Lúcia Murat. Veremos como sua personagem alter ego, interpretada por Irene Ravache, e a estrutura dialogal do filme são instrumentais para que Murat performe o seu testemunho.

Resumo expandido

    Considerando que documentário, assim como autobiografia, é um modo de leitura (DE MAN, 1986; ODIN, 2012; SOBCHACK, 1999) – que ocorre quando o espectador enxerga, através das personagens e histórias da ficção, seus ecos existenciais e referentes reais – pode-se identificar na personagem fictícia interpretada por Irene Ravache, no segmento ficcional do documentário Que Bom Te Ver Viva (1989), a pessoa e a história de vida de Lúcia Murat – cineasta brasileira vítima de tortura na Ditadura Civil-Militar Brasileira. Identificar em uma personagem fictícia o eu da cineasta – uma persona que necessariamente carrega marcas do si mesmo da artista (COHEN, 2013) – fomenta o debate sobre autorrepresentação (RASCAROLI, 2012), autoinscrição (RENOV, 2008), encenação de si (WAUGH, 2011) e performatividade (BUTLER, 2015) da cineasta.
    Reconhecendo que o documentário experimentou uma guinada subjetiva e crise epistemológica próprias quando trouxe o cineasta para o centro da narrativa fílmica, nos chamados documentários performativos e autobiográficos, situaremos o debate sobre testemunho, sobre os limites entre ficção e documentário e sobre a capacidade de produção de conhecimento verificável em Que Bom Te Ver Viva (1989). Focando na construção da personagem alter ego de Lúcia Murat, analisaremos a inscrição da subjetividade e a incorporação do autor na narrativa dessa obra à luz das teorias da performance (COHEN, 2013) e do documentário performativo (SILVA, 2014).
    A análise conjugará elementos imanentes da obra e paratextos a fim de justificar a ocorrência de momentos autobiográficos em Que Bom Te Ver Viva e de compreender como Murat constrói no filme um self retratável de si mesma, uma persona, com a intenção de positivar o acontecimento relato, de produzir conhecimento incorporado e de transmitir, por meio de seu testemunho, a sua experiência pessoal de vítima e sobrevivente da Ditadura Civil-Militar brasileira. A chave para compreender como Murat performa sua identidade é a própria estrutura dialogal do testemunhho, mesmo que mascarado pela personagem fictícia e incorporado pela atriz Irene Ravache. Dois são os eixos que marcam a estrutura dialogal do filme: a mise-en-scène do segmento ficcional e a narração em off do segmento factual.
    Desde a terceira cena de seu segmento ficcional, o filme Que Bom Te Ver Viva planta uma percepção que vigora durante todo o filme: que a personagem interpretada por Irene Ravache fala para o espectador mesmo quando fala para si, em uma constante e consistente extrojeção de si mesma. Essa relacionalidade construída com o espectador, por meio do olhar lançado à câmera e por de interpelação direta, complexifica-se ainda mais nos momentos em que se usa o pronome “você” na fala. Especialmente quando o “você” dirigido ao espectador singulariza um destinatário da fala específico, o que ocorre muitas vezes e com destinatários distintos ao longo do filme, impelindo o espectador a assumir múltiplas identidades, como, por exemplo, o seu torturador.
    Outro elemento da estrutura dialogal do testemunho é a narração em primeira pessoa. Que Bom Te Ver Viva, diferentemente de documentários em primeira pessoa, não é narrado por sua diretora. No segmento factual do filme, a voz da diretora Lúcia Murat é substituída pela voz da atriz Irene Ravache, o que não impede a expressão de reflexividade e a inscrição fílmica da diretora. Contudo, apesar de ser sabido que é Lúcia quem faz as entrevistas, com essa substituição das vozes, o filme leva a crer que é Irene Ravache a diretora e, portanto, entrevistadora, sujeito por detrás das câmeras e enunciadora real do filme, reforçando a concomitância entre o factual e o ficcional e a ambivalência entre cineasta e personagem alter ego.
    Espera-se, com esta análise, discutir como a performatividade da identidade de Lúcia Murat, enquanto vítima e sobrevivente da repressão, e o seu testemunho agem sobre o espectador, cuja função é receber e acreditar o relato.

Bibliografia

    BUTLER, Judith. Relatar a si mesmo. Belo Horizonte: Autêntica, 2015
    COHEN, Renato. Performance como linguagem. São Paulo: Perspectiva, 2013
    DE MAN, Paul. The Rhetoric of Romanticism. New York: Columbia University Press, 1986
    ODIN Roger. Filme documentário, leitura documentarizante. São Paulo: Significação, ano 39, nº 37, 2012
    RASCAROLI, Laura. The Self-portrait Film. In: LEBOW, Alisa. The Cinema Of Me. London & New York: Columbia University Press, 2012
    RENOV, Michael. First-person Films: Some theses on self-inscription. In: AUSTIN, Thomas e DE JONG, Wilma. Rethinking Documentary. Maidenhead: Open University Press, 2008
    SILVA, Patrícia R. Documentários performáticos. Dissertação. Rio de Janeiro: UFRJ/ECO, 2004
    SOBCHACK, Vivan. Toward a Phenomenology of Nonfictional Film Experience. In: GAINES, Jane M e RENOV, Michael. Collecting visible evidence. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1999
    WAUGH, Thomas. The Right to Play Oneself. Minnesota: University of Minnesota Press, 2011