Seminários Temáticos para o biênio 2009-2011
Seminários Temáticos para o biênio 2011-2013
Seminários Temáticos para o biênio 2013-2015
Convocação para Assembleia Ordinária – SOCINE
CONVOCAÇÃO
Nos termos do Estatuto, convocamos as associadas e associados da Socine (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) para a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se de forma remota na plataforma Zoom, no dia 30/11/2020, segunda-feira, às 16h, para o fim de tratarem de assuntos de interesse da entidade. O link da sala virtual será enviado por email aos sócios e também estará disponível na Área do associado em nosso site, socine.org.
Contamos com a participação de todas e todos,
atenciosamente,
A Diretoria
Chamada SOCINE EM CASA
Prezadas e prezados, está aberta a partir de hoje, 23 de junho de 2020, a chamada de propostas para ações SOCINE EM CASA, criada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual.
COMO FUNCIONA
SOCINE EM CASA é uma programação de atividades a serem realizadas ainda em 2020, propostas pelos associados e chanceladas pela SOCINE, com transmissão por videoconferência. As atividades serão realizadas na plataforma ZOOM, em conta gerenciada da Sociedade, e transmitidas via Youtube. As ações propostas pelos associados serão divulgadas pela SOCINE em suas redes sociais e meios institucionais (email, site) e a Sociedade vai disponibilizar cards para divulgação em redes sociais por parte dos proponentes. Não é necessário qualquer pagamento para propor atividades e a SOCINE certificará os proponentes e convidados (mas não o público ouvinte).
Os proponentes são responsáveis pelo conteúdo das atividades e opiniões apresentadas, assim como pelo gerenciamento da atividade, incluindo seus aspectos técnicos.
Cada proponente pode enviar apenas uma proposta e a ação deve se restringir a uma atividade/live, não podendo ser uma série de atividades.
QUEM PODE PROPOR
As propostas podem ser enviadas por até 3 proponentes, sendo obrigatório que um deles seja associado da SOCINE com anuidade em dia.
O QUE PODE SER PROPOSTO
Podem ser propostas conversas, palestras e performances em formato ao vivo.
COMO INSCREVER UMA PROPOSTA
Acesse o link e preencha o formulário. (Necessário que apenas um proponente preencha com as informações de todos).
PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS
De 23 de junho de 2020 a 20 de julho de 2020, para ações a serem realizadas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Posteriormente será lançada uma nova chamada para os interessados em promover atividades entre os meses de outubro e novembro de 2020.
Pede-se que os proponentes indiquem o período de realização das atividades. No entanto, a montagem da programação dependerá da quantidade de propostas enviadas. Se for necessário ajustar datas para evitar choques, a secretaria da Socine entrará em contato com os(as) proponentes.
Seminários Temáticos para o triênio 2020-2022
Candidaturas homologadas para as Eleições Socine 2019/2021
Caras e caros associados,
Seguindo as normas do edital para as eleições 2019/2021 da SOCINE, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral. A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir das 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019. Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.
Diretoria (Chapa única)
Cristian Borges (USP) – (Presidente)
Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) – (Vice-Presidente)
Amaranta Cesar (UFRB) – (Secretária)
Gabriela Machado Ramos de Almeida (FACS) – (Tesoureira)
Conselho Deliberativo
Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)
Ana Lucia Lobato de Azevedo (UFPA)
Catarina Amorim de Oliveira Andrade (UFPE)
Edileuza Penha Souza (UNB)
Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)
Jamer Guterres de Mello (UAM)
Joao Vitor Resende Leal (FAPCOM)
Julio Carlos Bezerra (UFMS)
Lisandro Nogueira (UFG)
Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ)
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro (UFBA)
Maria Leite Chiaretti (USP)
Maria Helena Braga e Vaz da Costa (UFRN)
Mariana Baltar Freire (UFF)
Milena Szafir (UFC)
Patricia Furtado M. Machado (PUC/RJ)
Patricia Rebello da Silva (UERJ)
Rafael de Luna Freire (UFF)
Rogerio Ferraraz (UAM)
Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior (USP)
Sylvia Beatriz Bezerra Furtado (UFC)
Thalita Cruz Bastos (UNISUAM)
Representantes Discentes
Ana Caroline de Almeida (UFPE)
Esmejoano L. da Silva de França (UFPB)
Jocimar Soares Dias Junior (UFF)
Conselho Fiscal
Carla Daniela Rabelo Rodrigues (UNIPAMPA)
Fábio Raddi Uchôa (UTP)
Luiza Cristina Lusvarghi (USP)
Mannuela Ramos da Costa (UFPE)
Miriam de Souza Rossini (UFRGS)
Eleições SOCINE para o Biênio 2019/2021
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE
ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021
Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.
A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.
O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com
Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.
Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.
A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.
A eleição será realizada pelo sistema da SOCINE, a partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019. Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.
O resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.
Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.
Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente
ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.
Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);
Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;
Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;
Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.
Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.
Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;
Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;
Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;
Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.
Trabalhos Aprovados 2019
Ficha do Proponente
Proponente
- Barbara Cristina Marques (UEL)
Minicurrículo
- Doutora e Mestre em Letras (UEL). Professora de Literatura, Cinema e suas materialidades do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina. Professora do Departamento de Letras Vernáculas e Clássicas da Universidade Estadual de Londrina.
Ficha do Trabalho
Título
- Partilhar o sensível do outro: I Had Nowhere To Go, de Douglas Gordon
Resumo
- No contexto dos conceitos de “Efeito cinema”, “Cinema expandido ou ampliado”, proponho uma leitura de I Had Nowhere To Go: Portrait of a displaced person (2016), de Douglas Gordon, baseado no livro-diário homônimo de Jonas Mekas.
O ponto de mobilização no filme de Gordon parece estar na ordem de uma tentativa de fetichização do dispositivo cinema, de modo a transmutar a poética de Mekas em uma experiência visual que convida o espectador a penetrar as imagens sob novos regimes de percepção.
Resumo expandido
- No ano em que Jonas Mekas deixou esse plano, aos 97 anos, nada mais justo do que revisitar seu imenso arquivo e olhá-lo como o maior gesto de insubordinação que um displaced person podia ter tido na história do cinema. O fetiche pela câmera Bolex foi tão potente quanto a latência de uma escrita agarrada à experiência do não-lugar, aos estranhamentos, aos gestos de vidas que ali se eternizavam. Sobreviver ao maior genocídio do século XX empurrou Mekas à salvação de uma vida inseparável da palavra, do grão mínimo de imagens, elas mesmas vertidas naquilo que Emanuele Coccia (2010) nomeou como o sensível. Vários pensadores divagaram sobre a experiência manifesta no narcisismo da escrita, na palavra de autoridade (AGAMBEN, 2005) que desloca o ser impossível para a esfera de um “comum partilhado” (RANCIÈRE, 2005). Os signos desse “comum” deram o tom político da reconstrução e do reavivamento que faria a poética de Mekas tão singela quanto desconcertante.
Entre 1944 e 1955, Mekas escreve seus diários, desde a saída da Lituânia para os campos de trabalho forçado até sua chegada a Nova Iorque. O recolhimento desse material viria a público, em 1991, com a publicação de I Had Nowhere to Go. Diary of a Displaced Person, livro este que constitui a essência de todo seu percurso filmográfico e de escritura. Esses onze anos de sôfrega escrita revelou o lugar comum de alguém a viver ao lado de muitos, de transmutar a possessividade do privado em um ato absolutamente coletivo. Pode-se falar de uma travessia que, a um só tempo, esteve marcada pela formação de cineasta e por uma insistência pela vida repleta de sensações a singularizar inúmeros ensaios fílmicos. Se o mundo/obra de Mekas opera na dimensão do sensível abrigada na memória e na experiência, é preciso questionar: como é possível partilhar o sensível do outro?
No contexto dos conceitos “efeito cinema” (DUBOIS, 2017), “cinema expandido ou ampliado” (YOUNGBLOOD, 1970), proponho uma leitura do filme I Had Nowhere to Go: Portrait of a displaced person (2016), de Douglas Gordon, baseado no livro-diário de Mekas, provocada por inúmeras inquietações na ordem da relação cinema-literatura-vídeo enquanto potências de experiências afetivas. Poderíamos dizer haver um hiato entre a obra de Mekas e o trabalho visual de Gordon, completamente estruturado nas novas tecnologias da imagem. Se, de um lado, a imagem trêmula, doméstica, plena de realidade e presença, de Mekas, põe em xeque a relação com o cinema “industrial”, a força do experimental no trabalho com uma montagem que consegue, ao mesmo tempo, colocar fragmentos de modo disperso e equalizar uma narrativa que se torna seu projeto estético, pode indicar a afinidade com Gordon.
O filme de Gordon, com 97 minutos de projeção, levado às salas de cinema em diversos festivais e mostras de cinema, é composto de imagens falaciosamente aleatórias, intercaladas a muitos minutos de ausência de imagem, em que a tela fica preta. A voz inconfundível de Mekas lê, quase todo tempo, trechos desse diário de modo fragmentário. A experiência imersiva proposta por Gordon obriga o espectador a suspender seu olhar, a montar os saltos de significação – dados pelas pouquíssimas imagens que surgem – e a “interpretar” o irrepresentável da experiência do corpo exilado. O trabalho de Gordon está nesse lugar do precário, na fricção das passagens de imagens em processo de transitoriedade, na desarticulação ou no desvio do espaçotemporal, no ponto de fuga das imagens em fluxo. Atrevo-me, portanto, a olhar o filme de Gordon como uma obra altamente provocativa, capaz de dar relevo a uma série de questionamentos a respeito das teorias que discutem as medialidades e as materialidades dos corpos midiáticos, da escrita e das imagens. I Had Nowhere to Go é uma obra sobre Mekas, mas, antes, é um filme sobre como os atravessamentos entre cinema, vídeo e literatura se materializam e desmaterializam diante do olhar estranhado do espectador.
Bibliografia
- AGAMBEN, Giorgio. Infância e História: destruição da experiência e origem da História. Belo Horizonte: 2005.
COCCIA, Emanuele. A vida sensível. Florianópolis: Cultura e Barbárie, 2010.
DUBOIS, Philippe. Sobre o “Efeito Cinema” nas instalações contemporâneas de fotografia e vídeo. In: MACIEL, Katia (Org.). Transcinemas. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2017, p. 81-87.
MEKAS, Jonas. Ningún lugar adonde ir. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: Caja Negra, 2017.
RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível: estética e política. São Paulo: EXO experimental org.; Ed. 34: 2005.
YOUNGBLOOD, G. Expanded Cinema. New York: P. Dutton & Co., Inc., 1970.