Prezadxs,

De acordo com a decisão de assembleia de possibilitar a leitura e aprovação virtual de atas, comunicamos que a ata da Assembleia SOCINE de 2017 encontra-se publicada em nosso site, dentro da área de associado, para sua consulta e aprovação.

Para acessá-la você pode clicar aqui e fazer login.

Quaisquer comentários ou sugestões podem ser encaminhados para o e-mail socine@socine.org.br até o dia 23/10, terça-feira.

Atenciosamente,

Sancler Ebert
Secretaria SOCINE

Caros,

Estamos divulgando, dentro do prazo previsto no cronograma de 2018 para a Socine, os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019. Gostaríamos, primeiramente, de agradecer o trabalho dos Conselheiros e dos membros do Comitê Científico, que atuam como pareceristas e trabalharam dentro dos prazos estabelecidos na última reunião do conselho, em dezembro, na ECA/USP.

Explicamos aqui brevemente a mecânica da avaliação dos STs, para que fique transparente para aqueles que foram proponenetes, bem como para os associados em geral. Terminado o prazo da chamada, recebemos 17 propostas.
Uma primeira fase da avaliação constou de uma triagem mais técnica, a cargo da Secretaria, que conferiu se todos os Seminários propostos cumpriam os requisitos pré-estabelecidos e divulgados na chamada. Nesta fase, tivemos um Seminário recusado, por não cumprir tais requisitos. Na segunda fase, cada Seminário contou com dois pareceristas, designados dentre os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal que não foram proponentes de STs neste ano, além dos membros do Comitê Científico. Em caso de dois pareceres positivos, o Seminário já estaria aprovado. Em caso de dois pareceres negativos, o Seminário já estaria recusado. Houve uma terceira fase, para casos de desempate, para quando o Seminário tivera um parecer positivo e um negativo. Quatro seminários ficaram nessa situação, e precisaram de um terceiro pareceista, também designado dentre Conselhos e Comitê.

Ao fim das avaliações, temos a seguinte situação: são 14 seminários temáticos aprovados para o biênio; 3 foram reprovados.

Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2017-2019 da SOCINE:

  1. Audiovisual e América Latina: estudos estético-historiográficos comparados

  2. Cinema brasileiro contemporâneo: política, estética, invenção

  3. Cinema comparado

  4. Cinema e Educação

  5. Cinema Negro africano e diaspórico – Narrativas e representações

  6. Cinemas pós-coloniais e periféricos

  7. Corpo, gesto e atuação

  8. Estilo e som no audiovisual

  9. Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil

  10. Interseções Cinema e Arte

  11. Montagem Audiovisual: reflexões e experiências

  12. Mulheres no cinema e audiovisual

  13. Teoria dos Cineastas

  14. Teorias e análises da direção de fotografia

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

É um número expressivo de STs, maior do que nos anos anteriores. A diretoria acredita que ao corroborar, no fim do processo, esse resultado das avaliações, teremos, ao mesmo tempo, uma pluralidade de temas que hoje são pertinentes aos estudos de Cinema e Audiovisual no Brasil, e o respeito à divisão, nos próximos encontros anuais, entre o espaço destinado aos Seminários, às mesas pré-constituídas, comunicações individuais e painéis.

Abraços,
A Diretoria.

 

Cinema brasileiro contemporâneo: política, estética, invenção

Resumo

    O Seminário pretende debater as dimensões estéticas e políticas que estão sendo mobilizadas pelo cinema brasileiro para lidar com as apreensões e compreensões do contemporâneo. Face a um Brasil que enfrenta o esgotamento de seu modelo democrático, a naturalização da violência de Estado e a supressão dos direitos humanos, verifica-se a importância de investigar a forte presença de um cinema de invenção, geralmente às margens do circuito comercial, no qual estratégias formais articulam respostas críticas, culturais e poéticas às condições alarmantes do presente. Em resposta às urgências, os filmes desdobram-se em múltiplos projetos. Entre convocações à luta e melancolias, políticas de gênero e de afeto, o cinema brasileiro fabula, performatiza, hibridiza linguagens, expõe contradições, atualiza as heranças do realismo, revolve arquivos para lidar com a história de uma nação fraturada. A proposta é construir uma reflexão sobre as inquietações que povoam nossa filmografia contemporânea.

Resumo expandido

    O Seminário pretende criar um espaço agregador de pensamentos sobre como o cinema brasileiro vem reagindo e respondendo às inquietações do tempo presente. A proposta é estudar filmes atuais, motivados por engajamentos pragmáticos e de luta, por buscas de visibilidade e focos de resistência, políticas de gênero e de afeto, melancolias e elaboração de memórias. Vivemos um momento no qual se torna urgente estar atento à produção que percebe e questiona experiências, revelando aquilo que permanece latente do passado no que tange às heranças do colonialismo, ao poder da mídia hegemônica, à não punição de torturadores protegidos pelo Estado, às lacunas de memória dos períodos autoritários, à perda de direitos e à crescente desigualdade social. Diante de filmes marcados por tentativas de (re)compor resistências à barbárie que nos rodeia, o objetivo é mapear as estratégias estéticas e políticas que são colocadas em prática.
    Entre as diversas escolhas estéticas, apontamos a presença de um cinema que faz da observação um artifício para emergir experiências de mundo. São filmes que esgarçam o tempo a fim de perceber a autenticidade das pequenas histórias, da vida do sujeito ordinário que performatiza diante da câmera. A fabulação e o improviso encontram lugar nessa reinvenção do cotidiano, mediada pelo aparato cinematográfico. Do retratista que busca traços de uma biografia ao documentarista que enfatiza o encontro entre quem filma e é filmado, observa-se o emprego de estratégias que permitem a passagem do particular ao geral. A câmera ora oferece companhia discreta, ora intervém diretamente nos acontecimentos, em jogos ficcionais que abrem espaço para a dúvida e a invenção, em tempos de ameaçadoras certezas.
    Interessa pensar também um cinema engajado no combate às desigualdades políticas, econômicas e sociais. Com o acesso a câmeras e plataformas digitais, os sujeitos históricos antes submetidos a narrativas alheias passam a produzir as suas próprias, motivados pela emergência das lutas por visibilidade, justiça e combate à opressão. Dentre esses sujeitos, destacam-se mulheres, índios e negros dispostos a revelar outros olhares e perspectivas históricas. Os gestos mais fortes são marcados pela interseccionalidade, pautam os cruzamentos e sobreposições das identidades sociais oprimidas de modo a complexificar as relações de alteridade, tomando distância de qualquer essencialismo. Disso resultam obras com apurado senso de urgência, que tomam posição e reforçam palavras de luta, trabalhando a matéria bruta do real como se dela fosse possível extrair sentido e força de resistência.
    Retomar imagens pré-existentes também se torna um ato de revisão da historiografia. Esses materiais heterogêneos, de diversos formatos e origens, consistem em filmes amadores, familiares, industriais e militantes, cinejornais, vídeos de câmeras de segurança, de programas de TV e aqueles publicados na internet. Os modos e intenções com os quais as imagens alheias são apropriadas variam: ilustração de uma realidade, busca por marcas de autenticidade, reversão de sentidos, produção de documento histórico, elaboração de memória afetiva, política e visual. Que sentidos produzem os filmes que selecionam e montam essas imagens?
    Seria possível, ainda, destacar o gesto de embaralhar o real e a ficção, seja pela invenção de cenários e personagens fantásticos, pela elaboração do passado e de suas imagens ausentes a partir da farsa e da paródia, ou ainda pela aposta na escrita cinematográfica como prática poética, que faz da linguagem um instrumento de leitura e reinvenção de aspectos sociais estruturantes, como o trabalho, a alienação, e, por que não, o amor.
    O Seminário procura estudar filmes forjados em práticas de resistência e de sobrevivência nesses tempos de ameaça. Buscamos analisar métodos e táticas, modos de operação firmados a partir da aliança entre estética e política, de modo a fortalecer o pensamento sobre um cinema calcado nas experiências do Brasil atual.

Bibliografia

    DIDI-HUBERMAN, Georges. Images Malgré Tout. Paris: Éditions de Minuit, 2003.
    HALLAK, Fernanda; HALLAK, Raquel (orgs.). Cinema sem fronteiras: 15 anos da Mostra de Cinema de Tiradentes, reflexões sobre o cinema brasileiro 1998-2012. BH: Universo produções, 2012.
    LEANDRO, Anita. O tremor das imagens: Notas sobre cinema militante. Devires, Belo Horizonte, V. 7, N. 2, P. 98-117, JUL/DEZ 2010.
    LINDEPERG, Sylvie. La voie des images: quatre histoires de tournage au printemps-été 1944. Paris: Editions Verdier, 2013.
    LINS, Consuelo; MESQUITA, Claudia. Filmar o real. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
    LOPES, Denilson. Afetos, relações e encontros com filmes brasileiros contemporâneos. São Paulo: HUCITEC, 2016.
    MACHADO, Patrícia. Imagens que restam: a tomada, a busca dos arquivos, o documentário e a elaboração de memórias da ditadura militar brasileira. Tese Comunicação e Cultura UFRJ, 2016.
    MIGLIORIN, Cezar (org.). Ensaios no real: o documentário brasileiro hoje. RJ: Azougue Editorial, 2010.

Coordenadores

    Reinaldo Cardenuto Filho
    Patricia Furtado Mendes Machado
    Carla Ludmila Maia Martins

 

Prezadas e prezados,

Estão disponíveis em nosso sistema os certificados de apresentação de trabalho e de coordenação de ST. O acesso se dá pelo painel de associado, na aba Encontro -> Histórico.

Já os os certificados de ouvintes e de participação na Pré-SOCINE estão disponíveis em: https://associado.socine.org.br/encontro/publico/certificado

Os certificados de coordenação de Painel serão enviados por e-mail diretamente aos Coordenadores.
Qualquer dúvida ou problema, entrar em contato diretamente com a secretaria no socine@socine.org.br.

Diretoria

  • Cezar Migliorin – Presidente
  • Alessandra Brandão – Vice-Presidente
  • Roberta Veiga – Secretária Acadêmica
  • Suzana Reck Miranda – Tesoureira

 

Conselho Deliberativo

  • Andréa França Martins (PUC-Rio)
  • Cristian da Silva Borges (USP)
  • Denize Correa Araujo (UTP)
  • Esther Hamburger (USP)
  • Fábio Raddi Uchôa (UFSCar)
  • Gabriela Machado Ramos de Almeida (ULBRA)
  • Gelson Santana Penha (UAM)
  • Gilberto Alexandre Sobrinho (UNICAMP)
  • José Gatti (UTP)
  • Luiz Antônio Vadico (UAM)
  • Luiz Augusto Rezende (UFRJ)
  • Osmar Gonçalves (UFC)
  • Patrícia Rebello da Silva (UERJ)
  • Pedro Maciel Guimarães Junior (UNICAMP)
  • Rafael de Luna Freire (UFF)

 

Discentes

  • Isaac Pipano (Doutorando – UFF)
  • Sancler Ebert (Mestrando – UFSCar)

 

Conselho fiscal

  • Claudia Cardoso Mesquita (UFMG)
  • Maurício Gonçalves (SENAC)
  • Ramayana Lira de Sousa (UNISUL)

 

Comitê Científico

  • Afrânio Catani (USP)
  • Beatriz Furtado (UFC)
  • Bernadette Lyra (UAM)
  • Consuelo Lins (UFRJ)
  • João Guilherme Barone (PUC-RS)
  • Tunico Amancio (UFF)

Apuração da Eleição para Diretoria, Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e Representantes Discentes da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual para o período 2017/2019

O total de votos válidos recebidos foi de 193, tendo todos sido computados e validados pela Comissão Eleitoral responsável pela apuração. Após o fechamento da apuração não foram recebidos mais votos. A Chapa 1 recebeu 185 votos a favor, 3 contra e 5 nulos. A eleição para os representantes do Conselho Deliberativo teve como resultado o seguinte: Marcel Vieira Barreto Silva,129 votos; Mariana Baltar, 126 votos; Karla Holanda, 114 votos; Sheila Schvarzman, 97 votos; Denise Tavares da Silva, 93 votos; Osmar Gonçalves dos Reis Filho, 92 votos; Patrícia Moran Fernandes, 89 votos; Pedro Maciel Guimarães Junior, 87 votos; Erick Felinto, 84 votos;  Adriana Mabel Fresquet, 73 votos; Milena Szafir, 73 votos; Jamer Guterres de Mello, 69 votos; Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim, 66 votos; Eduardo Tulio Baggio, 65; Lisandro Nogueira,  65 votos; que foram considerados Eleitos pela Comissão Eleitoral. Os outros Candidatos que concorreram para a eleição do Conselho Deliberativo receberam a seguinte votação: Denize Correa Araujo, 64 votos; Pedro Peixoto Curi, 62 votos; Gabriela Machado Ramos de Almeida, 60 votos. A eleição para os representantes discentes teve o seguinte resultado: Wendell Marcel Alves da Costa, 100 votos; Marcela D. de Oliveira Soalheiro Cruz, 91 votos; que foram considerados eleitos pela Comissão Eleitoral. O outro candidato discente foi: Pedro de Araujo Nogueira Tinen, 86 votos. A eleição para os representantes do Conselho Fiscal teve o seguinte resultado: Suzana Reck Miranda, 146; Hadija Chalupe da Silva, 138 votos; Luiz Augusto Coimbra de Rezende Filho,125 votos. Os três foram considerados eleitos.

Comissão Eleitoral: Fábio Uchôa, Luiz Antonio Mousinho e Sancler Ebert.

João Pessoa, 19 de Outubro de 2017.


 

 

Lista geral dos eleitos para a gestão 2017-2019

 

Diretoria

Presidente: Angela Freire Prysthon (UFPE)

Vice-presidente: Ramayana Lira de Sousa (UNISUL)

Tesoureiro: Cristian da Silva Borges (USP)

Secretário Acadêmico: Fernando Morais da Costa (UFF)

 

Conselho deliberativo

Marcel Vieira Barreto Silva (UFPB)

Mariana Baltar (UFF)

Karla Holanda (UFF)

Sheila Schvarzman (UAM)

Denise Tavares da Silva (UFF)

Osmar Gonçalves dos Reis Filho (UFC)

Patrícia Moran Fernandes (USP)

Pedro Maciel Guimarães Junior (UNICAMP)

Erick Felinto (UERJ)

Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)

Milena Szafir (UFC)

Jamer Guterres de Mello (UAM)

Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UFRJ/UNIRIO)

Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)

Lisandro Nogueira (UFG)

 

 

Representantes discentes:

Wendell Marcel Alves da Costa (UFRN)

Marcela D. de Oliveira Soalheiro Cruz (PUC-Rio)

 

 

Conselho fiscal:

Suzana Reck Miranda (UFSCAR)

Hadija Chalupe da Silva (UFF)

Luiz Augusto Coimbra de Rezende Filho (UFRJ)

Caras e caros associados,

Seguindo as normas do edital para as eleições 2017/2019 da Socine, seguem as candidaturas homologadas pela Comissão Eleitoral, para o processo de votação que ocorrerá entre os dias 18 e 19 de outubro, na UFPB:

 

Diretoria (Chapa única)

 Angela Freire Prysthon (UFPE) (Presidente)

Ramayana Lira de Sousa (UNISUL) (Vice-presidente)

Cristian da Silva Borges (USP) (Tesoureiro)

Fernando Morais da Costa (UFF) (Secretário)

 

Conselho Deliberativo

 Adriana Mabel Fresquet (UFRJ)

Denise Tavares da Silva (UFF)

Denize Correa Araujo (UTP)

Eduardo Tulio Baggio (UNESPAR)

Erick Felinto (UERJ)

Gabriela Machado Ramos de Almeida (ULBRA)

Jamer Guterres de Mello (UAM)

Karla Holanda (UFF)

Lisandro Nogueira (UFG)

Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim (UNIRIO)

Marcel Vieira Barreto Silva (UFPB)

Mariana Baltar (UFF)

Milena Szafir (UFC)

Osmar Gonçalves dos Reis Filho (UFC)

Patrícia Moran Fernandes (USP)

Pedro Maciel Guimarães Junior (UNICAMP)

Pedro Peixoto Curi (ESPM Rio)

Sheila Schvarzman (UAM)

 

Conselho Fiscal

Hadija Chalupe da Silva (UFF)

Luiz Augusto Coimbra de Rezende Filho (UFRJ)

Suzana Reck Miranda (UFSCAR)

 

Representantes discentes

Marcela Dutra de Oliveira Soalheiro Cruz (PUC-Rio)

Pedro de Araujo Nogueira Tinen (UNICAMP)

Wendell Marcel Alves da Costa (UFRN)

Nos dias 13 e 14 de outubro de 2017, o Cine Aruanda receberá uma série de palestras e oficinas relacionadas à exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil. O evento antecede o XXI Encontro Anual da SOCINE, que se realiza de 17 a 20 de outubro no campus da UFPB.

Clique na imagem para acessar a programação
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Os encontros serão informais, prevalecendo a troca de experiências por meio de conversas e discussão de temas relacionados à diversidade das experiências de
práticas de exibição e de modos de ver.