São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Teoria e Estética do Som no Audiovisual

Resumo

    Este seminário tem por objetivo atualizar e ampliar o campo do debate de questões relativas ao som em manifestações audiovisuais do passado e contemporâneas, agregando pesquisadores interessados nesta discussão em uma perspectiva de convergência de saberes e experiências. “Teoria e estética do som no audiovisual” é uma expansão do seminário “Estudos do Som”, importante por ter ampliado a discussão da trilha sonora no universo dos pesquisadores do audiovisual.

Resumo expandido

    O interesse dos pesquisadores da área do audiovisual pelos estudos de som cresceu intensamente nas últimas décadas. Observa-se uma variedade de novas publicações sobre o tema (o que inclui livros, dissertações e teses, dossiês temáticos em importantes revistas da área), bem como a realização de eventos e festivais de cinema com foco na dimensão sonora.A criação do seminário “Estudos do Som”, a partir do XIII Encontro da Socine foi fundamental para esse aumento de produção pela reunião de pesquisadores antes dispersos em comunicações individuais, permitindo o aprofundamento das discussões e o início da consolidação de uma nova área de pesquisa no Brasil, construindo a base para um cenário contemporâneo de crescimento no qual importantes publicações da área do audiovisual e da comunicação, como Ciberlegenda, E-Compós, Doc-Online e a Revista Contemporânea da UFBA, dedicaram números com dossiês centrados no som, na música e na escuta nos últimos 5 anos. Além disso, existe um grupo ativo na Internet que dá continuidade aos debates que emergem nos encontros da Socine.

    Muito embora sempre tenha mantido suas portas abertas para pesquisas sobre as mais diversas manifestações do campo do audiovisual, os estudos específicos sobre o som no cinema foram dominantes nos “Estudos de Som”. O seminário temático “Teoria e Estética do Som no Audiovisual” mantém fortes vínculos com essa tradição, mas pretende ampliar o campo e atualizar o debate sobre o modo como vozes, ruídos, música e silêncio operam em obras ficcionais e documentais cinematográficas, bem como obras televisivas, videoarte, videodança, jogos eletrônicos, webdocs, instalações, performances e demais interfaces do audiovisual com outras linguagens.

    Ao mesmo tempo, se no âmbito das discussões geradas nos encontros do seminário anterior germinaram as sementes plantadas por Michel Chion, Claudia Gorbman, Rick Altman, Weis e Belton, entre outros, hoje já se pode dizer sem receio que um corpo considerável de pesquisadores do mundo inteiro se dedica a refletir sobre a audiovisão, como diz Chion. A discussão de novas perspectivas teóricas no campo também são objetivos do seminário aqui proposto, assim como explorar os novos caminhos da produção e da expressão sonora a partir das tecnologias contemporâneas; examinar a potência narrativa e expressiva da voz, do ruído, da música e do silêncio nas mais variadas perspectivas empíricas e teóricas; investigar questões relacionadas à recepção da trilha sonora, problematizando a relação das obras com a escuta do espectador; estudar a imbricação dos estudos do som com os outros campos da teoria audiovisual e aproximar a academia do fazer audiovisual através de análises de processos criativos.

Bibliografia

    ALTMAN, R. (org.) Sound theory, sound practice. New York: Routledge, 1992.
    BECK, J. et al. (ed.) Lowering the boom. Chicago: Illinois U. P., 2008.
    BUHLER, J. et al. Hearing the movies. Oxford: Oxford U. P., 2010.
    CHENG, W. Sound play: video games and the musical imagination. Oxford: Oxford U. P., 2014.
    CHION, M. Un art sonore, le cinéma. Paris: Cahiers du cinéma, 2003.
    ______ .A audiovisão. Lisboa: Texto &Grafia, 2008.
    COSTA, F. O som no cinema brasileiro. Rio de Janeiro: 7Letras, 2008.
    FLORES, V. O cinema: uma arte sonora. São Paulo: Anablume, 2013.
    GOLDMARK, D. et al. (org.) Beyond the soundtrack. Los Angeles: California U. P., 2007.
    GORBMAN, C. Unheard melodies.Londres: BFI, 1987.
    HEBOYAN, E. et al. Le son au cinema.Arras: Artois Presses Université, 2010.
    NEUMEYER, D (ed.). The Oxford handbook of film music studies. Oxford: Oxford U. P., 2014.
    SIDER, L. (ed.) Soundscape. New York: Columbia U. P., 2003.
    VINAY, S.Aesthetics of sound.Dubuque: Kendall-Hunt, 1996.

Coordenadores

    Luíza Beatriz Amorim Melo Alvim
    Sérgio Puccini Soares
    Cristiane da Silveira Lima

 

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 2016.

 

Carta aberta ao Ministério da Educação e Ministério da Cultura

 

Assunto: Base Nacional Comum Curricular

 

 

A SOCINE (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) tem acompanhado os esforços de construção da Base Nacional Comum Curricular. Nosso comentário aqui irá se ater à especificidade de nossa área e sua relação com as propostas apresentadas na BNCC.

Dentro do texto preliminar do BNCC o componente curricular ARTE parte de uma grande área chamada linguagens. Dentro desta área as artes foram divididas em quatro grandes eixos: “artes visuais, dança, teatro e música”, conforme as licenciaturas específicas em arte, desconsiderando a Licenciatura em Cinema e Audiovisual (Resolução do CNE n. 10, de 27 de junho de 2006) e excluindo completamente o cinema como uma arte específica.

Foi essa subdivisão que nos trouxe uma primeira preocupação. Junto à todos esses subcomponentes da área de artes nos parece fundamental que esteja também o cinema. Esta atenção e necessidade não existe apenas porque trabalhamos e pesquisamos cinema e estamos atentos aos seus destinos, mas porque o cinema está intensamente presente na escola e na sociedade e, no momento da construção de uma base nacional para o currículo do ensino infantil, médio e fundamental as questões, contribuições e potencias do cinema na escola não podem ser excluídos.

Diversos componentes curriculares lançam mão de filmes de ficção, seriados, documentários para abordarem temas transversais e específicos de diferentes naturezas. O debate teórico que investigamos apontam para uma necessária vivência no âmbito escolar dos dispositivos cinematográficos desde a tenra idade seja para desenvolver a imaginação na Educação Infantil, na elaboração de cenários para o faz de conta, seja para a construção de identidade pessoal e cultural, seja pela singularidade da experiência sensível que o cinema possibilita.

Vale notar alguns fatos que sustentam nossa preocupação. Primeiramente o cinema é hoje obrigatório na escola. Graças à lei 13006/14, há uma obrigação de exibição de pelo menos duas horas de filmes brasileiros nas escolas. Esta lei, em vias de regulamentação, também exigirá que espaços físicos e materiais sejam garantidos nas escolas para sua efetivação, além da necessidade de uma real inclusão do cinema nas questões que tocam o currículo como um todo, transcendendo mesmo as linguagens específicas. Além de oferecer uma ampla versatilidade de conteúdo, a leitura de filmes e a própria produção audiovisual – inclusive com dispositivos móveis de comunicação – permite a professores e estudantes olhar para a realidade para descobri-la e inventá-la – gestos essenciais na produção de conhecimento.

Como bem é lembrado na proposta de BNC, “a formação em Arte acontece em licenciaturas específicas (artes visuais, dança, teatro e música)”, pois, também em licenciaturas de cinema. Embora talvez se presuma que “artes visuais” inclua de algum modo ao cinema, ele tem uma especificidade na formação do professor. Desde 2012 a Universidade Federal Fluminense possui uma licenciatura em cinema e a mobilização de outras universidade no mesmo caminho é evidente. Devemos ainda atentar à intensa contribuição que diversos programas de pós-graduação vêm dando às relações entre cinema e educação, algo que se evidência nos próprios encontros da sociedade que representamos, onde a cada ano temos diversos trabalhos e comunicações dedicados às relações do cinema com a educação.

Além da materialidade legal, de formação e de pesquisa que evidencia a íntima relação entre o cinema e a escola, a Rede Kino: Rede Latinoamericana de Educação, Cinema e Audiovisual, formada por professores e pesquisadores que trabalham na interface entre cinema e educação, vem mapeando projetos e iniciativas que se dedicam à essa interface, desde 2008. Projetos que acontecem em todo o país e que mobilizam centenas de escolas. Por fim, sabemos que o cinema é amplamente presente nas escolas por conta da contribuição que ele traz em tantas áreas, conteúdos e debates, da matemática às ciências, passando pelas histórias, geografias e humanidades em geral. Por todos esses motivos, pela intensa força pedagógica do cinema na escola, nos preocupa que no momento de construção de uma Base Curricular tão pouca atenção tenho sido dada ao cinema.

No nosso entender, a BNC deveria incluir um eixo Cinema e Audiovisual dentro do componente curricular artes, só assim garantiremos uma formação consistente em uma área decisiva da cultura contemporânea, além de uma experiência e uma habilidade em uma dimensão central das linguagens no mundo atual.

 

Atenciosamente

 

 

Cezar Migliorin

Presidente da SOCINE

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.

Televisão: Formas Audiovisuais de Ficção e de Documentário – Volume I – 2011
5002 Downloads

Este livro é uma co-edição da Socine, resultado das atividades desenvolvidas no seminário temático Televisão: Formas Audiovisuais de Ficção e Documentário, do XIV Encontro Internacional da SOCINE realizado na Universidade Federal de Pernambuco em outubro de 2010.

XI Estudos de Cinema – 2010
12970 Downloads

Este livro reflete o 13º Encontro Nacional da Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, trazendo artigos resultantes de comunicações apresentadas nesse evento ocorrido em 2009 na Cinemateca Brasileira e na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

X Estudos de Cinema – 2010
9676 Downloads

Este livro reflete o 12º Encontro Nacional da Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, trazendo artigos resultantes de comunicações apresentadas nesse evento ocorrido em 2008, na Universidade de Brasília.

VII Estudos de Cinema – 2012
8367 Downloads

Este livro reflete o 9º Encontro Nacional da Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, trazendo artigos resultantes de comunicações apresentadas nesse evento ocorrido em 2005, na Universidade do Vale do Rio Dos Sinos, em São Leopoldo, Rio Grande do Sul.