30/09 – Quarta-feira – 19h

Experiências Estéticas e Narrativas do Insólito no Audiovisual

Tiago Monteiro / Ana Acker / Filipe Falcão

Com o objetivo de articular questões de ordem política, social, tecnológica, filosófica e estética, o Insólito audiovisual é um conceito de amplo espectro que abrange nuances como o estranho/inquietante, o maravilhoso, o horrífico, o grotesco, o realismo mágico, o fantasismo e a ficção-científica/especulativa. Tais narrativas de subversão das matrizes realistas têm se revelado cada vez mais expressivas nas produções contemporâneas em diversas plataformas. Em 2020, a urgência de reflexão acerca do insólito se faz ainda mais profícua frente às instabilidades cognitivas e sensíveis catalisadas pela pandemia da covid-19 quando, não raro, termos, imagens e percepções associadas ao universo do horror, da ficção científica, e do estranho são acionadas pela imprensa ou mesmo nas conversas cotidianas, em uma tentativa de dar conta do cenário turbulento que atravessamos, evidenciando, assim, a pertinência das discussões acerca do insólito e suas modulações.

Link da live:  https://youtu.be/etRoiOFx_wY

 

01/10 – Quinta-feira – 19h

Diálogos sobre espectatorialidades femininas no audiovisual  

Regina Gomes / Letícia Moreira / Enoe Lopes Pontes

Mediação – Andy Jankowski

Nossa proposta é de uma roda de conversa sobre a espectatorialidade feminina partindo de três eixos que serão conduzidos pelas integrantes da mesa. O primeiro introduzirá reflexões sobre as contribuições das pioneiras a partir de intervenções críticas de teóricas feministas nos anos de 1970 e 1980, cujas teorias convocam a psicanálise e a semiótica como chaves interpretativas para avaliar a experiência feminina no cinema hegemônico, repensando conceitos importantes como o “male gaze”, vouyerismo e “mascarede”. O segundo eixo apresenta as perspectivas críticas que apontam para a interseccionalidade do gênero com outras categorias, tensionando o binarismo que marca as perspectivas anteriores. Já o terceiro aporte busca pensar a atividade espectatorial das fãs, problematizando o papel que as mulheres ocupam quando estão inseridas em fandoms organizados, já que estudos demonstram que as figuras femininas habitam estes grupos em maior quantidade e em número mais forte de participação.

Link da live: https://youtu.be/Z9pa7JYmTcQ

 

02/10 – Sexta-feira – 19h

Mulheres à margem no audiovisual

Hanna Henck Dias Esperança / Virgínia Jangrossi / Susana Aparecida dos Santos

Por meio de três obras audiovisuais brasileiras, o debate tem como intuito analisar criticamente a representação de mulheres que se desviam do padrão imposto pela sociedade patriarcal.

O recorte temporal, entre o final dos anos 1950 até meados dos anos 1980, compreende certos aspectos da sociedade brasileira que se perpetuam como questões relevantes até os dias de hoje.

– “Como um olhar sem rosto (As presidiárias)”, documentário de Maria Inês Villares (1983), registra a situação das mulheres presidiárias.

– “As bellas da Billings”, filme de ficção de Ozualdo Candeias (1987), aborda a temática da prostituição.

– “Coisa Mais Linda” série de Heather Roth, Giuliano Cedroni (2019), trabalha a questão do aborto, realizado após um estupro conjugal.

Link da live: https://youtu.be/I-ABMU6Rjng

 

[CARTA ABERTA EM DEFESA DO CENTRO TÉCNICO AUDIOVISUAL E DA CINEMATECA BRASILEIRA]

No dia 07 de agosto de 2020, a Secretaria do Audiovisual (SAv), vinculada ao Ministério do Turismo, recebeu as chaves da Cinemateca Brasileira. Desde então, mesmo após encontros com associações do setor e promessas de resolução do impasse administrativo, os rumos da instituição permanecem incertos e o acervo segue desprotegido. No dia 16 de setembro, Edianne Paulo de Abreu foi nomeada para a Coordenação Geral do Centro Técnico Audiovisual (CTAv), entidade federal também vinculada à SAv. As duas entidades pertencentes ao Ministério do Turismo, responsáveis pela preservação do patrimônio audiovisual brasileiro estão com as suas estruturas de gestão fragilizadas. De um lado, um órgão público sem comando especializado, nem recursos para gerir o maior acervo audiovisual do país; de outro, uma instituição que passa a ser comandada por uma profissional sem conhecimento e preparo técnicos específicos para gerir um órgão com tamanha complexidade e importância.

O CTAv foi criado em 1985, a partir de um acordo de cooperação técnica entre a Embrafilme e o National Film Board do Canadá, com a missão de apoiar, capacitar, difundir e preservar o audiovisual brasileiro. Desde então, o CTAv apoia a produção de filmes e séries com cessão de equipamentos de filmagem e finalização, além de alguns serviços, em parcerias estabelecidas através de editais. Seu valioso acervo audiovisual inclui materiais que remontam aos anos 1930 e é constituído por cerca de 6 mil títulos e 30 mil rolos de filmes, além de 20 mil negativos fotográficos e quase 2 mil cartazes. Entre as obras, a maior parte da filmografia do pioneiro Humberto Mauro e clássicos da animação brasileira. A nova reserva técnica, lançada em 2013, possui os parâmetros climáticos ideais para a conservação de filmes e tem capacidade para 100 mil rolos. Sua existência é fundamental para a comunidade audiovisual e, devido às suas competências específicas, a instituição precisa ser comandada por profissional com experiência no setor.

As associações aqui subscritas vêm manifestar enorme preocupação com os rumos tomados pela Secretaria do Audiovisual em relação aos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio audiovisual brasileiro e pelo apoio à produção independente. Produtores, cineastas, artistas, curadores, pesquisadores e programadores de salas e mostras de cinema dependem do acesso a esses acervos e instituições para a continuidade de seus trabalhos. Não é somente a preservação audiovisual que se fragiliza neste momento, mas toda a cadeia da produção audiovisual brasileira se vê em risco. A ausência de ações concretas para a resolução do vácuo administrativo da Cinemateca Brasileira e a nomeação de uma coordenadora sem experiência para a gestão do CTAv fragilizam o audiovisual brasileiro.

Em um Estado democrático de direito, as políticas públicas devem ser formuladas com o setor produtivo e a sociedade civil – e jamais estar a reboque de interesses eleitorais. Defendemos, portanto, a importância de um princípio fundamental da gestão pública: a necessidade de nomeações de caráter técnico para órgãos públicos, com o reconhecimento das características técnicas, administrativas e culturais das instituições vinculadas ao audiovisual brasileiro e do mérito dos profissionais especializados da área.

São Paulo, 21 de setembro de 2020.

ABPA – Associação Brasileira de Preservação Audiovisual
ABRACI – Associação Brasileira de Cineastas
APAN – Associação dxs Profissionais do Audiovisual Negro
ABRACCINE – Associação Brasileira de Críticos de Cinema
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema
ABCA – Associação Brasileira de Cinema de Animação
ANDAI – Associação Nacional Distribuidores Independentes
API – Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro
ABD-SP – Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas de São Paulo
ABD-DF- Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas do Distrito Federal
ABD-GOIÁS – Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas de Goiás
APTC-RS – Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos do RS
SOS Cinemateca-APACI – Associação Paulista de Cineastas
Movimento Cinemateca Acesa
ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo
STIC – Sindicato Interestadual dos  Trabalhadores na Cinematográfica e do Audiovisual  – RJ
SINDCINE – Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual dos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Distrito Federal

SIAESP – Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo

22/09 – Terça-feira – 19h

Por uma curadoria educativa em tempos de distanciamento social: pesquisa, cinema e diversidade

Cíntia Langie / Fernanda Omelczuk / Ana Paula Nunes de Abreu

Realização de uma roda de conversa online com a participação de três mulheres professoras de universidades públicas, de três regiões periféricas do Brasil: Pelotas/Sul; São João del Rei/Sudeste e Cachoeira/Nordeste. O objetivo é que cada uma apresente brevemente as pesquisas e projetos em desenvolvimento, no que se refere a realização de uma curadoria educativa no audiovisual, da infância à idade adulta. Além de abordar desdobramentos pedagógicos e sociais do campo da curadoria, o debate também busca compartilhar conteúdos e plataformas para acesso a filmes não hegemônicos, com o objetivo de descentralizar o olhar e de afirmar a importância das singularidades, da diferença e da diversidade no que se refere ao consumo – hipertrofiado – de imagens em tempos de pandemia.

Link da Live – https://youtu.be/e6TEaW0j2IY

 

23/09 – Quarta-feira – 21h

Os Estatutos do Samba em Rio, Zona Norte (1957)

Guilherme Maia / Leonardo Vidigal / Marcos Pierry

Em alinhamento com a emergência de um giro cancionista nos estudos fílmicos, notável principalmente nos EUA e na Inglaterra, mas que vem se manifestando com vigor crescente na pesquisa de outros países europeus e da América Latina, esta mesa reúne três investigadores que há algum tempo têm se dedicado ao estudo desse fenômeno, com o objetivo de analisar as dinâmicas expressivas do samba em Rio, Zona Norte (1957) – segundo longa-metragem Nelson Pereira dos Santos (1928-2018). A proposta reconhece a canção popular enquanto elemento ativador de memórias, afetos e processos identitários no ato de fruição, e analisa o design de canções da obra em suas dimensões intratextuais e contextuais, sob uma perspectiva interdisciplinar interessada tanto nos aspectos estéticos e poéticos quanto em questões históricas, culturais, sociais e políticas. Ao eleger como objeto a canção popular, esperamos que essa abordagem contribua para novas audiovisões na fatura estética da cinematografia brasileira.

Link da Live – https://youtu.be/8MFFWOr1JKw

 

24/09 – Quinta-feira – 17h

Cinemas Pós-Coloniais e Periféricos – Uma Conversa  com Margarida Cardoso e Diana Andringa

Cid Vasconcelos / Paulo Cunha / Teresa Cristina Furtado Matos

O campo cinematográfico proporcionou um importante diálogo com todos os momentos da acidentada história recente dos países africanos colonizados por Portugal, assim como fomentador da própria autonomia nacional, já ocorrendo um relevante número de títulos ficcionais e documentais. Pretende-se efetivar uma conversa com as realizadoras Margarida Cardoso e Diana Andringa, duas das mais relevantes cineastas a se debruçar sobre o passado recente (e também presente) dos países africanos que foram colonizados por Portugal, notadamente em filmes como Kuxa Kanema e Yvone Kane, no caso de Cardoso e As Duas Faces da Guerra e Tarrafal: Memórias do Campo da Morte Lenta, de Andringa. Dentro do escopo da entrevista aspectos da elaboração e abordagem dos temas pelos filmes em questão, a memória, o uso de imagens de arquivo, a guerra colonial, a experiência socialista e o momento contemporâneo.

Link da Live –  https://youtu.be/6ksYAUe_Gcs

 

25/09 – Sexta-feira – 19h

Partida do Metrô da estação: caminhos do cinema universitário brasileiro         

Wellington Gilmar Sari / Milena Szafir / Eduardo Novelli Valente

Mediação: Alexandre Rafael Garcia

A mesa “Partida do Metrô da estação” tem como proposta discutir caminhos e tendências do cinema universitário observadas no Metrô – Festival do Cinema Universitário Brasileiro, realizado na cidade de Curitiba desde 2017. A mesa será composta por Eduardo Valente, Milena Szfair e Wellington Sari, com mediação de Alexandre Rafael Garcia. O objetivo é debater o cinema em pleno movimento, tratando o presente de forma crítica e projetando possibilidades futuras. Os curtas programados no festival servem como ponto de partida para um debate que concerne o audiovisual como um todo. Dentre as questões evidenciadas nas edições do Metrô, destacam-se nos filmes: a autoficção; o interesse pelo dispositivo de câmera de segurança como possibilidade de ficção; a ressignificação crítica de imagens tidas como “vulgares” (publicidade, propaganda eleitoral) ou “caseiras”. O Metrô terá a quarta edição, em formato online, transmitida de 22 a 27 de setembro de 2020.

Link da Live – https://youtu.be/dWMdaxeempE

 

15/09 – Terça-feira – 19h

Engajamentos, catarses e corporeidades em narrativas audiovisuais cômicas

Maurício de Bragança / Marina Caminha / Carolina Oliveira do Amaral

Propomos discutir as dimensões da comicidade em narrativas audiovisuais, implicando pensar os modos de engajamento que atravessam o texto cômico e mobilizam o espectador. Partimos da ideia de que o riso, como procedimento narrativo, é marcado pela afetividade, e alcança o corpo do espectador por meio de sentimentos e sensações que vão além do mero ver e ouvir. O riso se potencializa ao provocar uma reação corporal diante do encenado e produz sentido através de experiências históricas e culturais. Desse modo, propomos pensar temáticas e modos narrativos que, ao convocar o corpo do espectador, criam formas de entendimento do mundo, nas quais se definem padrões morais através do risível. A mesa será composta por Marina Caminha, Maurício de Bragança e Carolina Amaral que, através de suas pesquisas, pretendem levantar dimensões do risível em textos audiovisuais que incluem comédias populares, comédias televisivas, comédias românticas e outros objetos pertencentes ao campo do cômico.

Link da live: https://youtu.be/tc7dikZ8o4U

16/09 – Quarta-feira – 19h

Intercessões e diálogos: cinema de arte e cinema pop

Erick Felinto / Denise Lopes / Ivana Bentes

O objetivo da proposta é discutir os vínculos do cinema com outras artes, bem como as possibilidades de diálogo entre diferentes tipos de cinematografia, do registro massivo ao erudito. Pretende-se analisar, por exemplo, as relações entre cinema e artes plásticas e entre cinema de gênero e cinema experimental. Nessas intercessões se desenham vias de reflexão possíveis sobre o cinema como objeto cultural, que não somente carrega as marcas dos contextos sociais específicos dos quais ele emerge, senão que também coopera para a constituição das redes discursivas constitutivas desses contextos.

Link da live: https://youtu.be/q7dm0yg9VKs

 

17/09 – Quinta-feira – 17h

À Margem do cinema português: cinema negro produzido em Portugal

Michelle Sales / Ana Cristina Pereira / Jusciele Oliveira

Pretendemos discorrer acerca da recente publicação “”À Margem do cinema português”” (vol.1 e vol.2), projeto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, coordenado por Michelle Sales, propondo aqui uma mesa de lançamento para tal. De forma geral, este projeto de investigação teve como interesse central a inclusão historiográfica no cinema português dos filmes produzidos por portugueses afrodescendentes nos últimos anos, nomeadamente a partir do ano 2000 e a reflexão cultural sobre a existência do cinema negro português. Entendemos que a disputa pela inclusão historiográfica de filmes feitos por realizadores afrodescendentes faz parte de uma ampla luta histórica e social pela visibilidade do racismo estrutural no campo cultural português (mas não só) e pela inclusão identitária de grupos étnicos minoritários, tão importantes na constituição do tecido social de um país multirracial como é Portugal.

Link da live: https://youtu.be/ALOEYauWMIg

Segue a programação da semana 08/09-11/09, com links das lives:

08/09 – Terça-feira – 19h

Educação no e com o Coletivo: o cinema como saber metodológico para uma educação comunitária

Pedro Esteves de Freitas

A palestra apresentará a metodologia de ensino/pesquisa criada para o campo da minha pesquisa de mestrado, que se deu em forma de um curso de férias com duração de três semanas, de segundas as sextas. A investigação procurou entender a possibilidade ou não de se profanar os dispositivos de poder na educação através do saber cinematográfico, tendo como ponto de partida ideias do Filósofo italiano Giorgio Agamben. A metodologia pensada-praticada em campo se deu a partir das experiências pessoais de cada indivíduo atrelada ao coletivo, ao comunitário. As vivências no cotidiano do curso construíram uma educação imanente, que desativou relações de poder, modificando a forma de ensinoaprendizagem. Assim, a palestra buscará discutir as possibilidades metodológicas de ensino da linguagem cinematográfica como forma de modificar a educação tradicional.

Link da live: https://youtu.be/cL8NJbqRrFg

 

09/09 – Quarta-feira – 19h

Super-heróis, grandes franquias e o blockbuster anabolizado: emergência, consolidação e tendências de um gênero hegemônico

Vilson André Moreira Gonçalves

Entre as décadas de 1970 e 1980, o blockbuster emergiu como formato, linguagem e mercado, tornando-se o modelo dominante de audiovisual estadunidense para consumo interno e exportação em larga escala. Se o cinema hollywoodiano é dominante no mundo, o blockbuster é uma espécie de hegemonia dentro da hegemonia. Entre o fim da década de 1970 e a segunda década do século XXI, o filme de super-herói, a princípio um gênero acessório, se configurou como a fórmula mais efetiva e repetida pela indústria cinematográfica estadunidense: de certa forma, trata-se do blockbuster por excelência. O propósito dessa fala é examinar a contemporânea torrente de produções de super-heróis enquanto fenômeno histórico-social e tendência estética hollywoodiana, caracterizando estes filmes formalmente e problematizando seu local na cultura audiovisual mundial.

Link da Live: https://youtu.be/F0-2daKvHEU

 

10/09 – Quinta-feira – 19h

O SRN e outras redes de roteiristas

Carolina Amaral / Marcel Vieira / Maria Caú

O trabalho de roteirista, assim como o de pesquisador, pode ser visto como  meticuloso, na busca de palavras, estruturas e efeitos na solidão da escrita. Tal imagem está longe de retratar a natureza colaborativa e dinâmica da pesquisa e do processo criativo. Além de o ato da escrita ser, em muitos casos, um processo coletivo, a criação de associações e outras formas de reuniões coletivas (como sindicatos ou, até mesmo, grupos de mensagens) é um exemplo de  estratégia de troca entre pessoas que dividem oportunidades e lutas semelhantes. Esta proposta, vinculada ao ST Estudos de Roteiro e Escrita Audiovisual, é, em termos gerais, uma discussão sobre o ato de se organizar, juntando-se a outros pesquisadores-roteiristas, no intuito de fortalecer as práticas e uma agenda comum. Em termos específicos, propomos convidar o roteirista-pesquisador Rafael Leal para uma conversa sobre a sua atuação frente à Screenwriting Research Network – SRN, a principal rede de pesquisa acadêmica em roteiro.

Link da live: https://youtu.be/dsqKcFSchcE

 

11/09 – Sexta-feira – 19h

Metodologias de análise do som em cinema e audiovisual

Rodrigo Octavio Azevedo Carreiro / Luiza Beatriz Amorim Melo Alvim / Roberta Ambrósio de Azeredo Coutinho

Como analisar os elementos sonoros de uma obra audiovisual? Em trabalhos de análise fílmica, é importante primeiro uma fase de decomposição e descrição daquilo que se vai analisar para depois partir-se para a sua interpretação. Considerando a trilha sonora, de modo bem geral e esquemático, como constituída de música, ruídos, (ou, na linguagem dos editores de som, “efeitos sonoros”) e vozes, pretendemos, portanto, lançar propostas de descrição e métodos de análise dos sons não-musicais a partir de sequências de filmes, cujo critério de escolha é a prevalência de tais sons não-musicais. Assim, cada um dos três pesquisadores vai propor uma ou duas sequências de cinematografias distintas e propor modos de análise para essas sequências, a partir de diferentes métodos, como descrições provindas da Morfo-tipologia de Pierre Schaeffer (em parte, utilizada e reinterpretada por Michel Chion), transcrições visuais da trilha sonora adaptadas de estudos de Rick Altman, e outras possibilidades.

Link da live: https://youtu.be/76ega1jb-2c

Seguem as informações sobre as lives desta semana do SOCINE EM CASA. As transmissões ao vivo acontecerão no Canal da SOCINE no YouTube. Clique aqui para acessar o Canal e clique em INSCREVER-SE e em seguida pressione a imagem do sino para receber as notificações de quando iniciarmos a transmissão ou subirmos um novo vídeo. Além deste email, divulgaremos as lives durante a semana em nossas redes sociais (Facebook e Instagram). Qualquer dúvida entre em contato com a Secretaria pelo email socine@socine.org.br

01/09 – Terça-feira – 19h
O cinema de Reichenbach em perspectiva

Daniel P. V. Caetano / Bruno Vieira Lottelli / Lorena Duarte Oliveira

A partir de pesquisas recentes realizadas no PPGMPA-USP, três olhares se complementam para pôr em perspectiva as características do cinema de Carlos Reichenbach. Na primeira apresentação, pretende-se apontar três questões que o cineasta buscou superar ao longo de sua carreira e como pôde ser bem-sucedido: a superação da distopia; a superação da precariedade material; e a busca de uma estrutura para superar a descontinuidade de produção. Na segunda apresentação, pretende-se analisar as relações entre sexo e poder na obra do cineasta, a partir de exemplos em seus filmes. Na terceira apresentação, pretende-se examinar o processo criativo do cineasta na criação do projeto ABC Clube Democrático. Financiado por uma bolsa da Fundação Vitae, gerou quatro roteiros e dois filmes: Garotas do ABC e o último filme de Reichenbach, Falsa Loura – com diversas transformações ao longo do processo que serão examinadas nesta ocasião.

03/09 – Quinta-feira – 19h
Ensino Remoto Emergencial nos Estudos de Som no Cinema

Geórgia Cynara Coelho de Souza / Clotilde Borges Guimarães / Joice Scavone Costa

Em março de 2020, devido à pandemia provocada pela disseminação do novo coronavírus, a interação presencial foi inviabilizada nas instituições de ensino, impactando bruscamente os processos de ensino e de aprendizagem. Professores tiveram que adaptar, em um curto intervalo, metodologias e práticas de aulas presenciais para o ambiente online, resultando em hibridismos de práticas emergenciais mais ou menos “intuitivas” de ensino remoto. Buscamos refletir acerca das possibilidades metodológicas de ensino digital de qualidade nos estudos de som no cinema, disciplina com viés notadamente prático e tecnológico, e avaliar algumas ferramentas experimentadas por nós durante o Ensino Remoto Emergencial, tendo em vista os diversos contextos e perfis de alunos, a acessibilidade à internet e o direito à Educação. Intentamos relacionar as medidas de emergência a conceitos como Educação digital, Ensino a Distância, Educação Digital OnLife (MOREIRA; SCHLEMMERE, 2020) e o Team-based-learning.

04/09 – Sexta-feira – 19h
Ferreira Gullar e Paulo Emílio Salles Gomes: cultura e política no início dos anos 1960 

Victor Santos Vigneron / Lorenzo Evola

Propomos a realização de um debate sobre alguns dilemas políticos e culturais que se colocavam no Brasil no período anterior ao Golpe de 1964. Mais especificamente, analisaremos a obra de Ferreira Gullar e de Paulo Emílio Salles Gomes, intelectuais de atuação destacada no período. No caso de Gullar, esses anos ficaram marcados pela sua atuação na Fundação Cultural de Brasília, criada no governo Jânio Quadros, e no Centro Popular de Cultura do Rio de Janeiro. Quanto a Salles Gomes, a publicação de seu ensaio “Uma situação colonial?”, em 1960, define um período que se fecharia com a criação do curso de Cinema da Universidade de Brasília. Além da apresentação da trajetória de cada intelectual, a proposta é buscar seus pontos de contato e de distanciamento, com o objetivo de refletir de uma forma mais ampla sobre as concepções de atuação política e cultural postas nesse momento.

CARTA DE APOIO À CINEMATECA BRASILEIRA 

A SOCINE se soma às manifestações em defesa da Cinemateca Brasileira, órgão público federal cujo acervo é reconhecido como fundamental para a salvaguarda do patrimônio audiovisual do país, englobando não apenas filmes e fitas, mas também um amplo e valioso acervo documental constituído por livros, roteiros, cartazes, fotografias de cena, reportagens e manuscritos, entre outras fontes fundamentais para estudos. A Cinemateca em risco coloca também em risco a pesquisa e o ensino sobre o cinema e televisão no Brasil.

A crise que assola a instituição há alguns anos ganhou tons dramáticos desde dezembro de 2019, com o rompimento pelo governo do contrato de gestão então vigente com uma organização social, sem a apresentação de nenhuma alternativa para manter a Cinemateca em funcionamento. Essa atitude irresponsável e inconsequente revela o desprezo e o despreparo do atual governo em relação a algo tão precioso quanto à preservação da memória audiovisual brasileira, colocando a Cinemateca em risco ao não garantir condições para que a instituição cumprisse sua missão de preservar e dar acesso ao acervo.  A recente demissão de todo o seu corpo técnico, após meses sem receber salários em plena pandemia, é a expressão mais cruel dessa situação.

A sociedade civil tem se mobilizado em defesa da Cinemateca e é nosso dever reafirmar a importância da instituição para os profissionais do meio audiovisual e para todos os pesquisadores do campo do cinema e audiovisual, que encontram na SOCINE sua principal associação. O número expressivo de filmes, programas de televisão, experimentos audiovisuais, eventos, livros, artigos, teses e dissertações que usam os materiais do acervo é o exemplo mais contundente da sua relevância. Incentivar a valorização desse acervo como fonte de saber e documento histórico é indicar a necessidade de sua preservação para as novas gerações. O ataque à Cinemateca é não só um ataque à memória, mas também às possibilidades futuras para projetos nas áreas da ciência, da educação, da arte e da cultura brasileiras.

A SOCINE vem a público exigir que o governo garanta, de forma transparente e na urgência que a situação obriga, os meios para que a Cinemateca Brasileira volte a ter condições de funcionamento, com o devido orçamento e a recomposição de seu corpo técnico, de forma que a tragédia que vem sendo anunciada não se concretize.

Seguem as informações sobre as lives desta semana do SOCINE EM CASA. As transmissões ao vivo acontecerão no Canal da SOCINE no YouTube. Clique aqui para acessar o Canal e clique em INSCREVER-SE e em seguida pressione a imagem do sino para receber as notificações de quando iniciarmos a transmissão ou subirmos um novo vídeo. Além deste email, divulgaremos as lives durante a semana em nossas redes sociais (Facebook e Instagram). Qualquer dúvida entre em contato com a Secretaria pelo email socine@socine.org.br

25/08 – Terça-feira – 19h
Trajetórias e desafios do Documentrário Social na América Latina e Argentina

Natacha Muriel López Gallucci (UFC)
Lucrecia Mastrángelo (Cineasta – Professora da Escuela de Cine y T.V de Rosario)

O encontro visa a discutir questões em redor da atualidade do Cinema Documentário Social na América Latina e, em especial, no interior da Argentina. Trilhando momentos da produção fílmica da diretora Lucrecia Mastrángelo (Rosario, Santa Fe, Argentina), a mesa propõe uma conversa sobre as vicissitudes do documentário social desde uma perspectiva militante de gênero. Busca-se refletir acerca de como mulheres diretoras produzem novos olhares sobre o outro no documentário social através de temas como os presídios de mulheres, a pobreza, a violência e a maternidade em casais trans. Serão abordadas mudanças conceptuais, entre teoria e práxis fílmica, historicizando a ideia de documentário como ferramenta de “libertação”, nas décadas de 1960, e as mutações em redor dessa concepção do documentário hoje, entendido como uma ferramenta de “transformação social”, como “ato” militante e como “ativismo”.  Serão exibidos e comentados fragmentos fílmicos da diretora.

27/08 – Quinta-feira – 19h
Diante da imagem em Mad Men: uma análise estilística em três planos

Alexandre Rafael Garcia (Unespar – UFPR)
Alvaro André Zeini Cruz (SENAC – FIB)
Luiz Carlos Oliveira Jr.(UFJF)

Para analisar a série “Mad Men” (2007-2015) e sua relação com a imagem cinematográfica, propomos a análise de três planos, que finalizam os episódios: “Smoke Gets in Your Eyes” ( 1.1), piloto da série; “The Strategy” (7.6); e “Person to Person” (7.14), o derradeiro. Este recorte se dá por conta do caráter ambíguo, irônico e, por vezes, metalinguístico desses planos, que manipulam as fronteiras do real e do ilusório dentro da diegese e embaralham modelos de imagens ficcionais no diálogo com o cinema. A convergência se dá na construção de imagens complexas, porosas, que explicitam o que está no cerne da série: a imagem nunca é a realidade; é sempre outra coisa. Conhecida por desenvolver uma mise en scène devedora ao classicismo cinematográfico, “Mad Men” contrasta esse estilo ao das imagens sobre as quais se debruça tematicamente, propondo provocações sobre uma reelaboração do estatuto imagético ao colocar em campo cinema, televisão e publicidade.

28/08 – Sexta-feira – 19h
Novos formatos da crítica de cinema online 

Wanderley de Mattos Teixeira Neto (UFBA)
Rafael Oliveira Carvalho (UNEB)
Murilo Nogueira dos Anjos (UFBA)

A ambiência digital e as suas diversas ferramentas trouxeram para os críticos de cinema a possibilidade de expressarem por meio não apenas da escrita, mas também do audio e do vídeo, provocando  o surgimento de novos formatos e meios de circulação dos seus discursos críticos. A proposta para essa conversa gira ao redor da produção de conteúdo em vídeos ou podcasts, experiências tais que possuem uma boa aceitação e adesão do público. Partiremos de objetos de estudos específicos a partir das pesquisas de cada um dos proponentes: os modelos de que se formataram no contexto anglo-saxão (como os vídeo-ensaios acadêmicos de Catherine Grant e os não acadêmicos do Every Frame a Painting); aqueles que foram adotados no Brasil por agentes com as mais diferentes trajetórias, como os trabalhos de Isabela Boscov, Arthur Tuoto, Max Valarezo (Entre Planos), entre outros ; e os podcasts brasileiros atuais que resgataram uma tradição anterior (com destaque para o Cinema na Varanda e RapaduraCast).

Segue abaixo a programação completa do SOCINE EM CASA.

Alertamos que podem ocorrer alterações, por isso é importante acompanhar a divulgação realizada pela Sociedade por email, redes sociais e site.

 

SEMANA 18/08 – 21/08

18/08 – Terça-feira – 19h

FESTIVAIS DE CINEMA COMO OBJETO DE PESQUISA – métodos e práticas           

Tetê Mattos  / Izabel Melo / Juliana Muylaert

20/08 – Quinta-feira – 19h

Cinema de grupo e práticas de cuidado

Grupo Xilofone com ossos

21/08 – Sexta-feira – 16h

MULHERES NO CINEMA DO PERU

Carla Rabelo / Fernando Llanos / Karla Holanda

 

SEMANA 25/08 – 28/08

25/08 – Terça-feira – 19h

Trajetórias e desafios do Documentrário Social na América Latina e Argentina 

Natacha Muriel López Gallucci / Lucrecia Mastrángelo

27/08 – Quinta-feira – 19h

Diante da imagem em Mad Men: uma análise estilística em três planos              

Alexandre Rafael Garcia / Alvaro André Zeini Cruz / Luiz Carlos Oliveira Jr.

28/08 – Sexta-feira – 19h

Novos formatos da crítica de cinema online      

Wanderley de Mattos Teixeira Neto / Rafael Oliveira Carvalho / Murilo Nogueira dos Anjos

 

SEMANA 01/09 – 04/09

01/09 – Terça-feira – 19h

O cinema de Reichenbach em perspectiva

Daniel P. V. Caetano / Bruno Vieira Lottelli / Lorena Duarte Oliveira

03/09 – Quinta-feira – 19h

Ensino Remoto Emergencial nos Estudos de Som no Cinema

Geórgia Cynara Coelho de Souza / Clotilde Borges Guimarães / Joice Scavone Costa

04/09 – Sexta-feira – 19h

Ferreira Gullar e Paulo Emílio Salles Gomes: cultura e política no início dos anos 1960 

Victor Santos Vigneron de La Jousselandière / Lorenzo Tozzi Evola

 

SEMANA 08/09 – 11/09

08/09 – Terça-feira – 19h

Educação no e com o Coletivo: o cinema como saber metodológico para uma educação comunitária

Pedro Esteves de Freitas

09/09 – Quarta-feira – 19h

Super-heróis, grandes franquias e o blockbuster anabolizado: emergência, consolidação e tendências de um gênero hegemônico

Vilson André Moreira Gonçalves

10/09 – Quinta-feira – 19h

O SRN e outras redes de roteiristas

Carolina Amaral / Marcel Vieira / Maria Caú

11/09 – Sexta-feira – 19h

Metodologias de análise do som em cinema e audiovisual

Rodrigo Octavio Azevedo Carreiro / Luiza Beatriz Amorim Melo Alvim / Roberta Ambrósio de Azeredo Coutinho

 

SEMANA 15/09 – 17/09

15/09 – Terça-feira – 19h

Engajamentos, catarses e corporeidades em narrativas audiovisuais cômicas

Maurício de Bragança / Marina Caminha / Carolina Oliveira do Amaral

16/09 – Quarta-feira – 19h

Intercessões e diálogos: cinema de arte e cinema pop

Erick Felinto / Denise Lopes / Ivana Bentes

17/09 – Quinta-feira – 17h

À Margem do cinema português: cinema negro produzido em Portugal

Michelle Sales / Ana Cristina Pereira / Jusciele Oliveira

 

SEMANA 22/09 – 25/09

22/09 – Terça-feira – 19h

Por uma curadoria educativa em tempos de distanciamento social: pesquisa, cinema e diversidade

Cíntia Langie / Fernanda Omelczuk / Ana Paula Nunes de Abreu

23/09 – Quarta-feira – 21h

Os Estatutos do Samba em Rio, Zona Norte (1957)

 Guilherme Maia / Leonardo Vidigal / Marcos Pierry

24/09 – Quinta-feira – 17h

Cinemas Pós-Coloniais e Periféricos – Uma Conversa  com Margarida Cardoso e Diana Andringa

Cid Vasconcelos / Paulo Cunha / Teresa Cristina Furtado Matos

25/09 – Sexta-feira – 19h

Partida do Metrô da estação: caminhos do cinema universitário brasileiro         

Wellington Gilmar Sari / Christopher Faust Pereira / Eduardo Novelli Valente

 

SEMANA 30/09 – 02/10

30/09 – Quarta-feira – 19h

Experiências Estéticas e Narrativas do Insólito no Audiovisual

Tiago Monteiro / Ana Acker / Filipe Falcão

01/10 – Quinta-feira – 19h

Diálogos sobre espectatorialidades femininas no audiovisual  

Regina Lucia Gomes Souza e Silva / Letícia Moreira de Oliveira / Enoe Lopes Pontes de Marques Tavares

02/10 – Sexta-feira – 19h

Mulheres à margem no audiovisual

Hanna Henck Dias Esperança / Virgínia Jangrossi / Susana Aparecida dos Santos

 

SEMANA 06/10 – 09/10

06/10 – Terça-feira – 19h

Homonstros: a (des)construção da homossexualidade negra em produções fílmicas africanas contemporâneas de temática LGBTQIA+       

Alex Santana França

07/10 – Quarta-feira – 19h

Pesquisa em audiovisual e afetos: é preciso falar sobre como trabalhamos

Sancler Ebert / Nina Giácomo

08/10 – Quinta-feira – 19h

Abordagens contra-coloniais do audiovisual e da arte

Marcus Vinicius Fainer Bastos / Felipe Merker Castellani / Larissa Macedo

09/10 – Sexta-feira – 19h

Corpos desterritorializados e espaços pós-coloniais – um debate sobre os sujeitos em crise no cinema de Pedro Costa.

Catarina Andrade / Mariana Cunha

  

SEMANA 13/10 – 16/10

13/10 – Terça-feira – 19h

O Masculino e o Feminino no Noir

Luiza Cristina Lusvarghi / Fernando Mascarello

14/10 – Quarta-feira – 19h

Cinema testemunhal, cineastas sobreviventes e o diferendo   

Raquel Valadares de Campos / Andressa Caires

16/10 – Sexta-feira – 19h

Bacurau: a emergência de uma nova política     

Vladimir Lacerda Santafé

 

SEMANA 21/10 – 23/10

21/10 – Quarta-feira – 19h

Educação e Cinema no Brasil

Diogo José Bezerra dos Santos / Ana Karla Tzortzato Almeida

22/10 – Quinta-feira – 19h

Uma leitura reversa sobre The Silver and the Cross, vídeoinstalação de Harun Farocki para a exposição Princípio Potosí (2010)

Ana Daniela de Souza Gillone / Yanet Aguilera Viruez Franklin de Matos

23/10 – Sexta-feira – 19h

A fisionomia da metrópole no cinema de curta-metragem

Richard dos anjos Tavares / Camila Alberti Bellaver

 

SEMANA 27/10 – 31/10

27/10 – Terça-feira – 19h

Enigmas da direção de arte: Um filme sem diretor de arte possui uma direção de arte?

Elizabeth Motta Jacob

28/10 – Quarta-feira – 19h

Labirintos do Excesso

Mariana Baltar / Erly Vieira Jr / Erica Sarmet

29/10 – Quinta-feira – 19h

Enigmas da direção de arte: Pode a direção de arte gritar?

Iomana Rocha de Araújo Silva

30/10 – Sexta-feira – 19h

Enigmas da direção de arte: Direção de arte é coisa de mulher?

Tainá Xavier / Maíra Mesquita

31/10 – Sábado – 17h

Inventários [queer] para mundos impossíveis

Tenda Cuir

 

SEMANA 03/11 – 06/11

03/11 – Terça-feira – 19h

Sylvio Lanna –  o cinema de invenção preservado ou deteriorado se reinventando no mundo digital

Francisco José Pereira da Costa Júnior

04/11 – Quarta-feira – 19h

De O Cangaceiro a Bacurau: quatro Nordestes e quatro Cangaços

Leandro Afonso

05/11 – Quinta-feira – 19h

Dramaturgias da Memória – Da matéria bruta da experiência às simulações de si em documentários autobiográficos

Márcio Henrique Melo de Andrade

06/11 – Sexta-feira – 19h

Olga Preobrazhenskaya, As mulheres de Ryazan e a censura soviética

Camila Cattai de Moraes

 

SEMANA 10/11 – 13/11

10/11 – Terça-feira – 19h

História e Memória Em Documentários Feministas: Realismo, Pós-Modernismo e Psicanálise

Mariana Nicotera de Souza

11/11 – Quarta-feira – 19h

Política pública de produção audiovisual para criança e adolescente: o papel da tevê brasileira

Marcus Tadeu de Souza Tavares

12/11 – Quinta-feira – 19h

Cineastas e imagens dos povos – de Cabra Marcado para morrer a Martírio       

Leandro Saraiva

13/11 – Sexta-feira – 19h

O Rosto do ator e a máscara teatral – dialogo entre YAMPOLSY e os teóricos do teatro.

Guryva Cordeiro Portela

 

SEMANA 17/11 – 20/11

17/11 – Terça-feira – 19h

Duplo em Dostoiévski: A questão da identidade nos filmes de Ayoade e Villeneuve     

Fabíola Paes De Almeida Tarapanoff

18/11 – Quarta-feira – 19h

Cinema no Mundo em Colapso: formando outros desejos          

Kênia Freitas / Tatiana Carvalho Costa

19/11 – Quinta-feira – 19h

Cinema no Mundo em Colapso: horizontes possíveis na cultura fílmica               

Janaína Oliveira / Ana Caroline de Almeida

 

 

SEMANA 24/11 – 27/11

24/11 – Terça-feira – 19h

Estética da Aproximação aplicada à minissérie Capitu   

Isabel Alencar de Castro

25/11 – Quarta-feira – 19h

A alteridade do fantasma: a espectralidade no cinema de Pedro Costa

Bruno Carboni Gödecke

26/11 – Quinta-feira – 19h

Cinema e crise da composição

Hermano Arraes Callou

27/11 – Sexta-feira – 19h

Existe um Film d art brasileiro?

Sheila Schvarzman

 

Seguem as informações sobre as lives desta semana do SOCINE EM CASA. As transmissões ao vivo acontecerão no Canal da SOCINE no YouTube. Clique aqui para acessar o Canal e clique em INSCREVER-SE e em seguida pressione a imagem do sino para receber as notificações de quando iniciarmos a transmissão ou subirmos um novo vídeo. Além deste email, divulgaremos as lives durante a semana em nossas redes sociais (Facebook e Instagram). Qualquer dúvida entre em contato com a Secretaria pelo email socine@socine.org.br
Em breve divulgaremos a programação completa!

18/08 – TERÇA-FEIRA – 19 HORAS

Festivais de cinema como objeto de pesquisa – métodos e práticas

Debatedoras: Tetê Mattos (UFF), Izabel Melo (UNEB), Juliana Muylaert (UFF)
Mediação: Lila Foster

Apesar dos poucos estudos sobre os festivais audiovisuais no Brasil, este campo emergente de pesquisa vem se ampliando com trabalhos consistentes nos últimos anos em diversas partes do mundo. No campo acadêmico brasileiro, observamos nos últimos anos o crescimento das pesquisas em programas de pós-graduação que tomam os festivais de cinema como objeto de estudo. Nesse sentido, propomos a realização de uma live em formato de conversa com as doutoras Izabel Melo, que tratou da  Jornada de Cinema da Bahia na dissertação e tese, respectivamente na PPGH/UFBA  e no PPGMPA/USP;  Juliana Muylaert, que teve como objetos de tese no PPGH/UFF, o RECINE e o É Tudo Verdade e Tetê Mattos, que pesquisou o Festival do Rio, no PPGCom/UERJ. Mediação de Lila Foster. O objetivo desta live é, a partir do relato de experiências destes estudos pioneiros, promover uma reflexão sobre metodologias e práticas adotadas na investigação dos festivais de cinema, considerando a natureza efêmera desses objetos.
 
20/08 – QUINTA-FEIRA – 19 HORAS

Cinema de grupo e práticas de cuidado         

Grupo Xilofone com Ossos

Somos um coletivo que surgiu como um desdobramento do grupo Cinema e Práticas de Cuidado proposto pelo Lab. Kumã da UFF com o objetivo de desenvolver metodologias de criação audiovisual online. O projeto dá continuidade aos trabalhos já realizados no campo da educação com o projeto Inventar com a Diferença e com o trabalho de formação de grupos de educadores, tendo como guia o que temos chamado uma pedagogia do dispositivo. Há três meses nos encontramos a cada semana para experimentações com cinema, atravessados por uma atenção às possibilidades de relação entre cuidado e criação, com as imagens e com o mundo. O cinema de grupo é, antes de tudo, um modo de estar juntos e de agir com as imagens e sons que se põem em circulação num processo coletivo de criação – como isso pode acontecer no atual modo remoto, eis o problema que colocamos.
Convidamos a todas e todos a participar de um encontro do grupo e a compartilhar dessa experiência. E assim como fazemos sempre, propomos um dispositivo – uma maneira de já estarmos juntos, de algum modo, antes mesmo de nos encontrarmos. É dessas imagens e sons provocados pelo dispositivo que se faz os nossos encontros e o próprio grupo.
Realizar um vídeo mobilizados pela ideia de “desvio”. O filme precisa ter:
Um único plano de até um minuto de duração.
Tela na horizontal.
Sem mostrar o rosto.
Sem usar a palavra.
Enviar para kumã.uff@gmail.com até quinta ao meio-dia.
 
21/08 – SEXTA-FEIRA – 16 HORAS

Mulheres no Cinema no Peru

Debatedoras: Melina León (diretora, roteirista, montadora e produtora); Mónica Delgado (crítica de cinema e pesquisadora); Rosa María Oliart (sound designer e professora universitária) e Pauchi Sasaki (compositora de trilhas musicais e artista sonora).

Coordenação/mediação: Carla Rabelo (UNIPAMPA), Karla Holanda (UFF), Fernando Llanos (FASCS).

O cinema do Peru é pouco exibido e difundido no Brasil, mas sua cinematografia é vasta e vem crescendo exponencialmente na últimas décadas, reforçando os trabalhos de profissionais de longa data e também das novas gerações. As mulheres sempre estiveram presentes na história do audiovisual peruano desde o início do século XX, e têm colaborado com o setor em diversas frentes como crítica, direção, roteiro, som, música, montagem, direção de arte, produção, entre outras. Por isso, propomos uma conversa online com mulheres profissionais do cinema em áreas diversas que irão expor seus saberes-fazeres. Desse modo, apostamos na difusão dos trabalhos de mulheres que atuam no cinema e audiovisual, e também na ideia de repensar o campo sob óticas plural e decolonial, além de fomentarmos a criação de redes e espaços para debates sobre o cinema de/em países da região andina. A conversa com as profissionais do cinema peruano pretende recorrer suas histórias, seus processos criativos, recursos estilísticos e narrativos, aspectos históricos e socioculturais do Peru, contexto mercadológico e incentivos públicos, e principalmente as dificuldades das mulheres no fazer cinematográfico do país. O debate será conduzido na língua espanhola, mas também em portunhol e português, com tradução eventual caso haja necessidade.

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