O XXVIII Encontro SOCINE será promovido pela Universidade Federal do Pará (UFPA) de 30 de setembro a 03 de outubro de 2025, em Belém (PA).

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento da inscrição dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Importante ressaltar que esse é um pagamento diferente do feito anteriormente, relacionado à anuidade. Dessa forma, são dois pagamentos: anuidade (já pago) e inscrição do Encontro (a pagar). Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento da inscrição deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

Período de pagamento das inscrições do XXVIII Encontro:
1º. Prazo: 14 de maio a 08 de junho – R$248,00 (profissionais) / R$124,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

2º. Prazo: 09 de junho a 15 de junho – R$278,00 (profissionais) / R$139,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Prazo final: 16 de junho a 22 de junho – R$318,00 (profissionais) / R$159,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

 

BOLSAS DE ISENÇÃO AOS ESTUDANTES:  A lista com os nomes dos estudantes contemplados pode ser conferida aqui. Além destes, os graduandos/graduados aprovados também receberam a isenção. Os estudantes contemplados terão a isenção cadastrada no perfil diretamente na Área do associado e precisarão confirmar a presença no evento (entraremos em contato posteriormente para esta confirmação).

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Ariadne Joseane Felix Quintela (UFGD)

Minicurrículo

    Doutorando em História pela UFGD na linha de pesquisa Povos indígenas e tradicionais: territórios, políticas e etnoconhecimentos, professora no Instituto Federal de Rondônia, coordenou o Núcleo de estudos afro-brasileiros e indígenas (Neabi) no âmbito do Ifro Campus Porto Velho Zona Norte de nov/2023 a nov/2024, pesquisadora do Núcleo de estudos históricos e literários (NEHLI) com interesse em estudos literários pós-coloniais e documentos e narrativas visuais.

Ficha do Trabalho

Título

    O TERRITÓRIO: PRÁTICAS COLONIALISTAS NA AMAZÔNIA RONDONIENSE DOCUMENTADAS PELO CINEMA

Eixo Temático

    ET 4 – HISTÓRIA E POLÍTICA NO CINEMA E AUDIOVISUAL DAS AMÉRICAS LATINAS E DOS BRASIS

Resumo

    Circunscrita nas discussões em torno do cinema, história e política, a análise do documentário O Território é mais que uma expressão ou manifestação da sétima arte e, se configura, no campo da história indígena como um documento de denúncia contra as práticas colonialistas na Amazônia rondoniense, produzido e protagonizado pelo povo indígena Uru-eu-wau-wau. Como desdobramento, demonstramos três dimensões do cinema: i) como fonte histórica, ii) como histografia e, iii) o cinema como política.

Resumo expandido

    “Qualquer período histórico no Brasil exibe com igual nitidez as duras condições que os indígenas enfrentam para assegurar sua sobrevivência” (Paiva e Junqueira, 1985)
    O presente trabalho situa-se nas intersecções entre cinema, história e política a partir da análise do documentário “O Território” lançado em 2022, que expõe o cotidiano do povo Uru-eu-wau-wau na luta para proteger a Terra Indígena (TI) de mesmo nome. Assim, pontuamos três dimensões do cinema para além da estética, da técnica e da linguagem, sendo: i) o cinema como fonte histórica, ii) o cinema como historiografia e, iii) o cinema como política.
    Na região amazônica, a tradição historiográfica denegou dos povos indígenas sua autodeterminação[ Prezia (2008) aborda os levantes guerreiros no cerco de Piratiniga e na guerra dos Tamoios e as pressões bélicas na vila de São Paulo até o final do século XVI por parte de indígenas.], produzindo a imagem de povos que precisavam ser “civilizados”, integrados e tutelados (Souza Lima, 1992). No caso da Amazônia, o processo de integração se intensificou na ditadura militar e eventos etnocidas se tornaram recorrentes como os citados no Relatório Figueiredo (Brasil, 1967). São casos emblemáticos de repercussão internacional, o Massacre de Corumbiara e a devastação da floresta no território Uru-eu-wau-wau, que foram tratados por Alvarenga (2017) a partir do cinema-processo, abordagem que demonstra como o documentário pode “indagar a história (suas catástrofes e suas aberturas)”.
    O cinema como fonte histórica advém do movimento da Escola dos Annales que passou a contrapor o modelo positivista da ciência e a valorizar a contribuição de outros campos de conhecimento e de outras fontes para além de documentos oficiais. Desse modo, Ferro (1992) aventou como o cinema se tornou uma fonte para a história na medida em que consegue captar a realidade, produzir memória e sentidos. Ao tratar o cinema como fonte histórica, o autor amplia as formas de escrita da história, amplia os sentidos da historiografia ao possibilitar sua produção a partir de novas fontes. Corrêa (2023) define a produção do cinema indígena como etno-historifotia, entendendo como uma forma de representação e de expressão de pensamento do ser indígena contada a partir das imagens visuais. Ao registrarem, no documentário, o cotidiano e as pressões as quais estão submetidos, o povo Uru-eu-wau-wau produziu memória e uma forma de escrita de si e também, protagonismo e autoria.
    Concluímos que, todas as mazelas acabaram funcionando como motivação para uma tomada de consciência do povo Uru-eu-wau-wau em adotar novas estratégias por sobrevivência e garantia de direitos e, adicionalmente, por uma nova forma de escrever a história indígena.
    A importância de filmar e gravar as coisas é que você tem uma arma, tem o próprio pensamento da gente que a gente indígena tem um pensamento muito grande né, acho que isso que falta na fotografia às vezes. (Bitaté, 2022) Grifo meu.
    O cinema indígena Uru-eu-wau-wau ganha uma carga de significação de caráter político como povo com autodeterminação e de reivindicações próprias, torna-se símbolo de defesa e ataque. Marc Ferro (1992) afirma que, depois que os governos descobriram o poder das representações sociais e da difusão das ideologias por meio do cinema eles desejaram colocá-lo por servo e complementa dizendo que:
    […] As autoridades, sejam as representativas do Capital, dos Sovietes ou da Burocracia, desejam tornar submisso o cinema. Este, entretanto, pretende permanecer autônomo, agindo como contrapoder, […] (Ferro, 1992, p. 14)
    encontramos no cinema um espaço dos movimentos indígenas, um espaço de denúncia, um espaço de autoria, um espaço de muitas expressões e, um espaço de militância política. Tomado nesse sentido, o cinema deixa de ser um instrumento colonizador e, passa a se tornar um instrumento contracolonizador e, portanto, um cinema-militante em prol da sobrevivência indígena e da sua história, um ato político e descolonizador.

Bibliografia

    ALVARENGA, C. Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999), Corumbiara (1986-2009) e Os Arara (1980-). Salvador, Edufba, 2017.
    BRASIL. Ministério do Interior. Relatório Figueiredo. 1967. Disponível em:  Acesso em: 02 nov. 2024. Vol 20.
    CORRÊA, M A. ACHEGAS PARA UMA HISTÓRIA DO AUDIOVISUAL AUTORAL DOS POVOS INDÍGENAS DE MS: a etno-historiofotia nos filmes da ASCURI – Associação Cultural dos Realizadores Indígenas. (Tese de Doutorado em História). Universidade Federal da Grande Dourados, 2023.
    ERRO, M. Cinema e história. Tradução Flávia Nascimento. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
    PAIVA, E; JUNQUEIRA, C. O Estado contra o índio. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1985.
    PREZIA, P C G M. Os Tupi de Piratininga: acolhida, resistência e colaboração. (Tese de doutorado). PUC-SP
    SOUZA LIMA, A C. O governo dos índios sob a gestão do SPI. In: CUNHA, M C. História dos indios no Brasil, São Paulo, Cia das Letras, Fapesp, 1992.

Em reunião do Conselho da Socine, de 20 de dezembro de 2024, foram aprovados os novos Seminários Temáticos.

Respeitando o tradicional processo de avaliação dos STs, os avaliadores são membros dos Conselhos e do Comitê Científico, levando em conta, como critério, seu distanciamento em relação às coordenações ou participações constantes em STs existentes. Neste ano foram designados cinco (5) pareceristas para compor a Comissão de Avaliação.

Durante o período de inscrição, foram recebidas dezessete (17) propostas aptas a serem avaliadas no Edital de Proposição e Reproposição de STs – biênio 2025-2026. Os avaliadores da comissão analisaram todas as propostas, levando em conta os critérios abaixo indicados no Edital, que se desdobram da ficha de inscrição divulgada à comunidade SOCINE:

  1. Indicação da articulação pré-existente entre as pesquisas dos proponentes;
    2.Indicação da rede de pesquisadores que se imagina compor no Brasil e fora, a partir do seminário.
    3.Indicação do potencial de nucleação e construção de redes.
    4.Indicação da contribuição do ST para o(s) campo(s) de conhecimento, em termos teóricos, metodológicos e analíticos.
    5.Justificativa da singularidade da proposta em relação ao campo do conhecimento.
    6.Indicação do lugar da proposta apresentada em relação às pesquisas existentes.
    7.Indicação de hipóteses sobre a importância do seminário para a pesquisa proposta;
    8.Demonstração da coerência dos objetivos com a proposta geral do ST.

A partir dos critérios indicados para avaliação, os critérios de desempate foram: singularidade das propostas, a fim de evitar sobreposição; qualidade e clareza da estrutura geral das propostas; foco definido para o novo biênio.

Após o uso desses critérios, foram ranqueados e selecionados 14 STs para o biênio 2025-2026, conforme definição em Edital, e que vão apresentados em ordem alfabética para esta divulgação:

  1. (Re)existências negras e africanas no audiovisual: epistemes, fabulações e experiências
  2. Arquivo e contra-arquivo: práticas, métodos e análises de imagens
  3. Cinema e audiovisual na América Latina: novas perspectivas epistêmicas, estéticas e geopolíticas
  4. Cinema e Espaço
  5. Cinemas, Comunidades, Territórios: interpelações aos gestos analíticos
  6. Edição e Montagem audiovisual: reflexões, articulações e experiências entre telas e além das telas
  7. Estética e Teoria da Direção de Arte Audiovisual
  8. Estudos Comparados do Cinema
  9. Estudos do insólito e do horror no audiovisual
  10. Festivais e mostras de cinema e audiovisual
  11. Histórias e tecnologias do som no audiovisual
  12. Políticas, economias e culturas do cinema e do audiovisual no Brasil
  13. Tenda Cuir
  14. Teoria de Cineastas: dos processos de criação à dimensão política do cinema

O XXVII Encontro SOCINE será promovido pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), de 22 a 25 de outubro, em Campo Grande (MS).

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento da inscrição dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Importante ressaltar que esse é um pagamento diferente do feito anteriormente, relacionado à anuidade. Dessa forma, são dois pagamentos: anuidade (já pago) e inscrição do Encontro (a pagar). Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento da inscrição deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

Período de pagamento das inscrições do XXVII Encontro:
1º. Prazo: 27 de maio a 16 de junho – R$237,00 (profissionais) / R$118,50 (estudantes/profissionais sem vínculo)

2º. Prazo: 17 de junho a 30 de junho – R$267,00 (profissionais) / R$133,50 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Prazo final: 01 de julho a 07 de julho – R$307,00 (profissionais) / R$153,50 (estudantes/profissionais sem vínculo)

IMPORTANTE: Os discentes que solicitaram bolsa de isenção do pagamento do Encontro devem aguardar a divulgação da lista. Os estudantes contemplados terão a isenção cadastrada no perfil diretamente na Área do associado.

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

O XXVI Encontro SOCINE será promovido pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), de 07 a 10 de novembro, em Foz do Iguaçu.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

 

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento da inscrição dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Importante ressaltar que esse é um pagamento diferente do feito anteriormente, relacionado à anuidade. Dessa forma, são dois pagamentos: anuidade (já pago) e inscrição do Encontro (a pagar). Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento da inscrição deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

1º. Prazo: 11 de julho a 30 de julho – R$227,00 (profissionais) / R$113,50 (estudantes/profissionais sem vínculo)

2º. Prazo: 31 de julho a 06 de agosto – R$257,00 (profissionais) / R$128,50 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Prazo final: 07 de agosto a 13 de agosto  – R$297,00 (profissionais) / R$148,50 (estudantes/profissionais sem vínculo)

IMPORTANTE: Os discentes que solicitaram bolsa de isenção do pagamento do Encontro devem aguardar a divulgação da lista. Os estudantes contemplados terão a isenção cadastrada no perfil diretamente na Área do associado.

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Em reunião do Conselho da Socine, de 27 de fevereiro de 2023, foram aprovados os novos Seminários Temáticos.

Respeitando o tradicional processo de avaliação dos STs, os avaliadores são membros dos Conselhos e do Comitê Científico, levando em conta, como critério, seu distanciamento em relação às coordenações ou participações constantes em STs existentes. Neste ano foram designados cinco (5) pareceristas para compor a Comissão de Avaliação.
Durante o período de inscrição, foram recebidas dezessete (17) propostas aptas a serem avaliadas no Edital de Proposição e Reproposição de STs – biênio 2023-2024. Os avaliadores da comissão analisaram todas as propostas, levando em conta os critérios abaixo indicados no Edital, que se desdobram da ficha de inscrição divulgada à comunidade SOCINE:

  1. Indicação da articulação pré-existente entre as pesquisas dos proponentes;
    2.Indicação da rede de pesquisadores que se imagina compor no Brasil e fora, a partir do seminário.
    3.Indicação do potencial de nucleação e construção de redes.
    4.Indicação da contribuição do ST para o(s) campo(s) de conhecimento, em termos teóricos, metodológicos e analíticos.
    5.Justificativa da singularidade da proposta em relação ao campo do conhecimento.
    6.Indicação do lugar da proposta apresentada em relação às pesquisas existentes.
    7.Indicação de hipóteses sobre a importância do seminário para a pesquisa proposta;
    8.Demonstração da coerência dos objetivos com a proposta geral do ST.

A partir dos critérios indicados para avaliação, os critérios de desempate foram: singularidade das propostas, a fim de evitar sobreposição; qualidade e clareza da estrutura geral das propostas; foco definido para o novo biênio.

Após o uso desses critérios, foram ranqueados e selecionados 14 STs para o biênio 2023-2024, conforme definição em Edital, e que vão apresentados em ordem alfabética para esta divulgação:

  1. Cinema Comparado
  2. Cinema e audiovisual na América Latina: novas perspectivas epistêmicas, estéticas e geopolíticas
  3. Cinema experimental: histórias, teorias e poéticas
  4. Cinema no Brasil: a história, a escrita da história e as estratégias de sobrevivência
  5. Cinemas decoloniais, periféricos e das naturezas
  6. Cinemas negros: estéticas, narrativas e políticas audiovisuais na África e nas afrodiásporas
  7. Estética e plasticidade da direção de fotografia
  8. Estética e teoria da direção de arte audiovisual
  9. Estilo e som no audiovisual
  10. Estudos de Roteiro e Escrita Audiovisual
  11. Estudos do insólito e do horror no audiovisual
  12. Festivais e mostras de cinema e audiovisual
  13. Políticas, economias e culturas do cinema e do audiovisual no Brasil
  14. Tenda Cuir

O XXV Encontro SOCINE será promovido pela Universidade de São Paulo (USP), com apoio da Universidade Anhembi Morumbi e da Cinemateca Brasileira,  entre os dias 08 a 11 de novembro de 2022 (Presencial) e 14 a 15 de novembro de 2022 (Remoto).

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

 

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento da inscrição dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Importante ressaltar que esse é um pagamento diferente do feito anteriormente, relacionado à anuidade. Dessa forma, são dois pagamentos: anuidade (já pago) e inscrição do Encontro (a pagar). Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento da inscrição deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

1º. Prazo: 08 de agosto a 28 de agosto – R$216,00 (profissionais) / R$108,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

2º. Prazo: 29 de agosto a 04 de setembro – R$246,00 (profissionais) / R$123,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Prazo final: 05 de setembro a 11 de setembro – R$286,00 (profissionais) / R$143,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

IMPORTANTE: Os discentes que solicitaram bolsa de isenção do pagamento do Encontro devem aguardar a divulgação da lista. Os estudantes contemplados terão a isenção cadastrada no perfil diretamente na Área do associado.

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.