SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL – SOCINE

 

ELEIÇÃO PARA DIRETORIA – 2019/2021
PARA CONSELHO DELIBERATIVO – 2019/2021
PARA CONSELHO FISCAL – 2019/2021

Pelo presente EDITAL, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual/SOCINE, através de sua COMISSÃO ELEITORAL, em acordo com o Estatuto da Associação e com o que vem sendo praticado e ratificado pelas Assembleias da entidade, convoca todos os associados, com direito a voto e em dia com a anuidade da SOCINE, para eleição: da Diretoria – constando de Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro, todos associados da categoria Profissional com título mínimo de doutor; do Conselho Deliberativo – constando de 15 membros, todos associados da categoria Profissional e/ou Honorário: professores, pesquisadores, realizadores e outros (dos quais, pela classificação, são escolhidos também 02 suplentes), bem como de 02 membros associados da categoria Estudante: mestrandos ou doutorandos; do Conselho Fiscal – constando de 03 membros da categoria Profissional, todos com título mínimo de doutor.

A cada associado é permitida apenas uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo. O associado profissional que há quatro anos consecutivos ocupa um lugar no Conselho Deliberativo pode candidatar-se a cargos da Diretoria ou do Conselho Fiscal (e vice-versa). Cada integrante da Diretoria pode candidatar-se a apenas uma reeleição para o mesmo cargo e não poderá integrar a Diretoria por mais de três mandatos consecutivos, independentemente do cargo que ocupar.

O associado que estiver apto e quiser se candidatar para qualquer um dos cargos acima deverá enviar sua solicitação de candidatura até 13 de setembro de 2019, por e-mail concomitantemente dirigido aos três titulares da Comissão Eleitoral, a saber:

LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO – luizrezende@ufrj.br(Presidente)
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO – osmargoncalves@hotmail.com
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA – marcell.wendell@hotmail.com

Na solicitação, deverá constar no assunto do e-mail CANDIDATURA SOCINE 2019/2021, e no corpo do e-mail o informará: Nome completo; Titulação; Cargo ao qual se candidata; Mini-currículo (até 05 linhas); Link para o currículo Lattes.

Candidaturas enviadas fora do prazo e/ou das normas descritas acima serão desconsideradas.

A Comissão Eleitoral divulgará a relação dos candidatos através do site da SOCINE a partir do dia 20 de setembro de 2019.

eleição será realizada pelo sistema da SOCINEa partir da 00h00 do dia 09 de outubro de 2019 até às 23h59 do dia 10 de outubro de 2019.  Todos os associados com anuidade em dia poderão votar acessando o Painel do Associado e clicando no link Eleições, que estará disponível no Menu à esquerda da tela, logo abaixo do link Publicações.

resultado será divulgado pela Comissão durante a Assembleia Geral do dia 11 de outubro de 2019.

Os cargos eletivos da SOCINE, vale lembrar, envolvem importantes comprometimentos, que merecem ser avaliados desde o momento da candidatura. Tais atribuições estão detalhadas, de modo sugerido, no anexo deste edital. Entre as principais, comuns a todos os cargos estão: a) a participação nas reuniões do Conselho Deliberativo, e b) a emissão de pareceres relativos aos encontros.

Comissão Eleitoral SOCINE/2019:
LUIZ AUGUSTO COIMBRA DE REZENDE FILHO (UFRJ) – Presidente
OSMAR GONÇALVES DOS REIS FILHO (UFC)
WENDELL MARCEL ALVES DA COSTA (UFRN)
DENISE TAVARES DA SILVA (UFF) – Suplente

 

ANEXO – Atribuições sugeridas dos cargos de Diretoria e dos Conselhos da SOCINE.

Diretoria:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro);

Presidência:
representar a SOCINE sempre que solicitado, inclusive nas Reuniões de Conselhos;

Vice-presidência:
Substituir o/a Presidente quando necessário;

Secretaria Acadêmica:
resolver todas as dúvidas acadêmicas que surgirem; realizar a distribuição das propostas de comunicações (em média 400) aos pareceristas respeitando as orientações (não designar a pessoas com relação de orientação ou da mesma instituição, etc.); comprometer-se com a formação das sessões do Encontro a partir de eixos temáticos; confirmar todas as operações bancárias da SOCINE realizadas pela tesouraria.

Tesouraria:
realizar todos os pagamentos da sociedade; em períodos de pagamento de anuidade ou inscrição no encontro, entrar diariamente no sistema bancário para realizar as baixas dos boletos pagos; comprometer-se com a prestação de contas (ao contador e aos sócios); resolver todas as dúvidas e questões financeiras dos sócios e da SOCINE.

Conselho Deliberativo:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Conselho Fiscal:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Comitê Científico:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo (usualmente ocorrem em janeiro, em maio/junho e durante o Encontro); avaliar as propostas de STs (apenas uma vez, já no início do mandato); comprometer-se com a avaliação dos trabalhos inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano;

Representantes discentes:
participar das Reuniões do Conselho Deliberativo; avaliar os painéis inscritos para o Encontro, emitindo em média 30 pareceres no período de março/junho de cada ano; comprometer-se com a organização do Fórum Discente e da Hospedagem Solidária para o evento.

Prezadxs,

De acordo com a decisão de assembleia de possibilitar a leitura e aprovação virtual de atas, comunicamos que a ata da Assembleia SOCINE de 2018 encontra-se publicada em nosso site, dentro da área de associado, para sua consulta e aprovação.

Para acessá-la você pode clicar aqui e fazer login.

Quaisquer comentários ou sugestões podem ser encaminhados para o e-mail socine@socine.org.br até o dia 08/09.

Atenciosamente,

Sancler Ebert
Secretaria SOCINE

O XXIII Encontro SOCINE acontecerá na Unisinos, em Porto Alegre, de 08 a 11 de outubro de 2019.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

Primeiro prazo: 10 de junho a 12 de julho – R$190,00 (profissionais) / R$95,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Segundo prazo: 15 de julho a 26 de julho – R$220,00 (profissionais) / R$110,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)
Prazo final: 29 de julho a 02 de agosto – R$260,00 (profissionais) / R$130,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Mariana Duccini Junqueira da Silva (UNICAMP)

Minicurrículo

    Doutora em Ciências da Comunicação pela ECA-USP. Pós-doutoranda no PPG Multimeios da Unicamp (PNPD Capes).

Ficha do Trabalho

Título

    Entre pães e rosas, queremos os dois: revoluções, melancolia e desejo

Resumo

    Apresentamos uma análise contrastiva entre os filmes “No intenso agora” (J. M. Salles, 2017) e “Vogliamo anche le rose” (A. Marazzi, 2007). Articuladas a partir de imagens compiladas, as duas obras remetem à convulsão e ao senso de urgência próprios ao contexto do maio de 1968, alcançando efeitos de sentido distintos. Se, em Salles, a melancolia obliterava o teor disruptivo das revoluções, em Marazzi a luta pela emancipação feminina é, ela própria, um dos signos mais potentes dessa disrupção.

Resumo expandido

    Em comunicação anterior (2018), sublinhamos como o efeito de melancolia presente no enunciado fílmico em “No intenso agora” (J. M. Salles, 2017) obliterava a especificidade de certos acontecimentos históricos, na medida em que os fragmentos imagéticos compilados, que deram forma a experiências coletivas durante os anos 1960, eram então deslocados para o âmbito privado do sujeito enunciador. O intuito de atribuir densidade a memórias particulares remetendo-as ao fluxo da história (ou, simultaneamente, de convocar as imagens da história para fins de uma enunciação solipsista) não apenas desarticulava o teor das investidas revolucionárias, mas também operava uma identificação com as narrativas dos vencedores, em vista da anulação das expectativas de transformação social.
    Propomos agora uma análise contrastiva do filme de Salles com uma das obras da cineasta Alina Marazzi, “Vogliamo anche le rose” (2007). Também trabalhando com imagens apropriadas, esse documentário compõe um panorama do mesmo período na Itália, ora sob um ponto de vista feminino, ao indagar como as convulsões sociais e o sentido de urgência daqueles anos impactaram os ideais de emancipação e a ruptura de certos tabus entre mulheres de classes privilegiadas, em uma sociedade conformada pela religiosidade católica e pelo conservadorismo dos costumes.
    Nas primeiras sequências, o recurso da animação denota uma jovem aprumada que desempenha uma “coqueteria” própria aos estereótipos comumente atribuídos ao gênero feminino, condensados no tema da curiosidade frívola (que motivará a dócil personagem a olhar através de uma bola de cristal, na ânsia por especular sobre o futuro). A imagem do porvir não poderia ser mais desconcertante: em contraste com o desenho animado, o live-action mostra uma jovem nua, com os cabelos ao vento, que dança na Piazza Campo dei Fiori. Trata-se de material de arquivo sobre a manifestação de 8 de março em 1972, fortemente marcada por demandas do movimento feminista italiano. O filme, ainda que em retrocesso, aposta em um futuro prenhe de possibilidades e de desejos, afastando-se do fatalismo melancólico de “No intenso agora”.
    A heterogeneidade dos materiais de arquivo na obra de Marazzi (que conjuga depoimentos, entrevistas, cenas de manifestações e reuniões, propagandas do movimento feminista, imagens amadoras e filmes de família, entre outros) constrói, pela montagem, uma articulação de memórias coletivas que ultrapassa o sentido monovocalizante das narrativas socialmente cristalizadas. Esse exercício expõe as condições discursivas em que as demandas femininas eram frequentemente desqualificadas como disparates ou futilidades – o filme ressignifica esse estatuto, atribuindo-lhe o valor de acontecimento histórico. Ao mesmo turno, dá a ver a dimensão dessas transformações coletivas em vivências singulares, recuperando excertos dos diários de três mulheres: Anita, Teresa e Valentina. Embora o filme apresente, nos créditos finais, a informação de que o material dos diários é proveniente da Fondazione Archivio Diaristico Nazionale Pieve Santo Stefano, não há como se atestar a “autenticidade biográfica” das autoras. Tal dúvida se adensa pelo fato de que, durante a leitura do diário de Anita, há a inserção de uma foto de Luisa Marazzi, mãe da realizadora, que cometeu suicídio aos 33 anos (tema abordado em seu filme anterior, “Un’ora sola ti vorrei”).
    Ao recrutar os registros sonoros e imagéticos impregnados da força expressiva de uma época, Marazzi torna sensíveis os impasses próprios às obrigações do casamento e da maternidade, à vida do trabalho, à liberação sexual, à indeterminação de um futuro em relação ao qual se ousa demandar o impossível: entre os pães e as rosas, a reivindicação de ambos. Contra o determinismo melancólico, a aposta no desejo – que faz da história algo mais do que uma repetição farsesca.

Bibliografia

    BENJAMIN, W. O anjo da história. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.
    BLÜMLINGER, C. Cinéma de seconde main: Esthétique du remploi dans l’art du film et des nouveaux médias. Paris: Klincksieck, 2013.
    FREUD, S. Luto e melancolia. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. V. 14. Rio de Janeiro: Imago, 1996.
    KUYPER, E. Aux origines du cinema: Le film de famille. In: Odin, R. Le film de famille: Usage privé, usage public. Paris: Méridiens Klincksieck, 1995.
    LEYDA, J. Films beget films. London: Allen & Unwin LTD, 1964.
    MACHADO Jr., R.; VEDDA, M. (orgs.). Walter Benjamin. Experiência histórica e imagens dialéticas. São Paulo: Editora Unesp. 2015.
    RANCIÈRE, J. Figuras da história. São Paulo: Editora Unesp, 2018.
    RANGEL, M. Melancolia e história em Walter Benjamin. In: Ensaios filosóficos. V. XIV, dez.2016.
    SILVA, M. D. J. A enunciação melancólica em No intenso agora: neutralização das potências insurgentes em imagens da história. In: Revista Alceu (prelo)

O livro “XXII SOCINE: 50 anos do maio de 68”, organizado por Lisandro Nogueira e Cleomar Rocha já está disponível para download em nosso site. A obra é composta de 11 artigos que lidam com a temática do maio de 68 pela perspectiva do cinema, que foi o tema do XXII Encontro SOCINE realizado em Goiânia, em 2018. De acordo com os organizadores, “Não há dúvidas de que o tema foi, é, e será sempre instigante, ainda mais aos olhos de muitos que (sobre)viveram (a)os tempos de 68, especialmente no Brasil, e que durante o evento debateram e refletiram sobre o legado de tão importante período da história mundial para a contemporaneidade. Na presente coletânea de textos procuramos demonstrar um pouquinho do que foi a XXII SOCINE, bastante eclética, mas que correspondeu muito bem à chamada para trazer a reflexão dos acontecimentos políticos, sociais, culturais e artísticos do ano de 1968”. O livro leva o selo editorial da SOCINE e ficará disponível em nosso site para download na seção Livros.

XXII Socine 50 anos de maio de 68
1957 Downloads

Tema do XXII encontro da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE): “herança do maio de 1968 do ponto de vista do cinema, das novas redes de comunicação digital e da televisão”.

A Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE) repudia veementemente as manifestações recentes do governo federal contrárias a disciplinas das Humanidades como Filosofia ou Sociologia. Tais manifestações se constituem como ameaças inaceitáveis a áreas de conhecimento fundamentais que já convivem há anos com espaço reduzido nas políticas de financiamento de ensino e pesquisa no país.

A SOCINE considera que tais manifestações, além de desconhecerem a centralidade das Humanidades na construção da cidadania e no desenvolvimento do país, demonstram uma completa ausência de um projeto sério de educação e ciência.

Por isso, a SOCINE também assina a nota de repudio redigida pela ANPOF, disponível em:
http://www.anpof.org/portal/index.php/pt-BR/artigos-em-destaque/2075-nota-de-repudio-a-declaracoes-do-ministro-da-educacao-e-do-presidente-da-republica-sobre-as-faculdades-de-humanidades-nomeadamente-filosofia-e-sociologia

Diretoria SOCINE