Prezado Secretário do Audiovisual – interino, Sr. Alfredo Bertini

Prezado Ministro da Cultura – interino, Sr. Marcelo Calero

Prezado Presidente da República – interino, Sr. Michel Temer

Foi com estarrecimento que a Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual –  recebeu a notícia da demissão de vários funcionários da Cinemateca Brasileira, incluindo sua Coordenadora-geral, Olga Futemma.

A medida intempestiva, sem explicações ou aviso prévio, coloca em risco o trabalho de uma das maiores instituições de preservação audiovisual do mundo e que angariou o respeito de instituições congêneres de vários países e em especial da FIAF — International Federation of Film Archives.

O delicado acervo da Cinemateca requer manutenção contínua e altamente especializada. Funcionários com a mesma especialização e experiência não serão encontrados em curto prazo. Nesse sentido, temos a impressão de que nem a atual Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, nem o próprio ministro têm clareza sobre os danos que essa medida trará para um dos mais importantes patrimônios culturais do Brasil. Por isso, nós, pesquisadores de cinema, nos vemos no fundamental papel de alertar os senhores sobre os riscos que este acervo corre neste momento.

A Socine solicita ao Ministério da Cultura que reverta esse quadro gravíssimo.

Rio de Janeiro, 28 de Julho de 2016.

Ficha do Proponente

Proponente

    Daniel Lukan Schimith Silva (UnB)

Minicurrículo

    Formado em Letras/Francês no ano de 2013 na Universidade de Brasília, estou no último ano do mestrado no POSLIT/UnB na linha de pesquisa Literatura e Outras Artes; sob a orientação da prof.ª Junia Barreto, pesquiso intersecções da estética do suspense nas obras de Poe, G.K. Chesterton e Hitchcock. Também curso Comunicação Social – Audiovisual pela Faculdade de Comunicação da UnB, além de trabalhar como roteirista e como crítico de cinema, na página naosaoasimagens.wordpress.com.

Ficha do Trabalho

Título

    Considerações sobre o Trágico – O papel do amor patológico em Vertigo

Resumo

    Por meio da comparação entre cinema e literatura, essa análise pretende estabelecer as relações entre o amor e a tragédia no filme “Vertigo”, de Alfred Hitchcock, e o romance que lhe deu origem, “Sueurs Froides”, de Boileau-Narcejac. Partindo de uma ponderação sobre as definições de amor patológico, buscaremos estudar como a ‘psicopatia’ desses personagens serve como base para estabelecer uma estrutura trágica em suas narrativas, além de definir seus destinos.

Resumo expandido

    A conexão que o amor estabelece com a tragédia é um aspecto vastamente trabalhado desde os primórdios do que até hoje conhecemos como ‘narrativa’. De “Medéia”, de Eurípedes, até “Anna Kariênina”, de Tolstoi, uma gama de histórias já foi contada usando a união dessas duas noções como fio condutor. Essa profusão torna ostensiva a lógica trágica que irrompe em tais enredos; seja por suas características fatídicas ou mesmo pela estruturação. Partindo dessa ideia inicial, o escopo desse trabalho é investigar como o desenvolvimento patológico do amor pontua a estruturação trágica no filme “Vertigo”, do diretor Alfred Hitchcock, assim como no romance que lhe deu origem, “Sueurs Froides”, de Boileau-Narcejac, publicado quatro anos antes do lançamento do filme ainda com o nome “D’entre les morts”.

    Desde Platão o conceito de amor recebe definições diversas, por exemplo, ‘Ágape’ e ‘Eros’. Para o filósofo grego, essa dicotomia diferencia um amor autêntico (Ágape), que tende a libertar o indivíduo do sofrimento, ou seja, o amor aduzido a um plano divino e altruísta; do amor possessivo (Eros), aquele que é incontrolável e egoísta, no qual o amante persegue o amado como um objeto a ser devorado. Esse amor possessivo é o que domina os protagonistas Scottie (Vertigo) e Flavières (Sueurs Froides) e, em função disso, ambos os personagens atingem os níveis mais altos de patologia amorosa. O que gera como consequência uma intensa busca pela ‘ressurreição’ de Madeleine, sendo que, nessa reconstrução dela enquanto amante, eles acabam por reconstruir todo o cenário da tragédia, na qual deixam de ser meros espectadores, e tornam-se os principais agentes.

    Portanto, utilizando definições dos estágios do amor patológico (LINO, 2009), propomos investigar como ocorre a gradativa passagem desses protagonistas por cada um desses níveis – paixão, amor obsessivo, dependência amorosa, violência – até seu grau mais elevado: a psicopatia. Para isso, analisaremos o modo como essas categorias estabelecem as peripécias e os reconhecimentos de ambas narrativas e como essas estruturas trágicas também servem como impulso para a passagem desses estágios de amor patológico. Assim, visamos utilizar essas investigações para ponderar sobre como Hitchcock utiliza os recursos visuais particulares ao cinema, seja expandindo ou suprimindo estratégias narrativas existentes, a princípio, no romance de Boileau-Narcejac, para transparecer e dar significado à progressão patológica de Scottie, em “Vertigo”.

    Em vista disso, temos como objetivo mostrar de que maneira a manifestação dessa patologia amorosa se apresenta distintamente no protagonista fílmico e no literário, de modo a estabelecer o diálogo entre as duas áreas e, também, observar como a profusão psicopatológica do amor nesses protagonistas será responsável por modular o paradigma trágico, que será motivador dos ‘destinos’ dessas histórias e inevitabilidade de suas execuções.

Bibliografia

    ARISTÓTELES. Poética. In: “Coleção Os Pensadores”. São Paulo: Abril Cultural, 1978.
    BOILEAU, Pierre; NARCEJAC, Thomas. “Sueurs Froides”. Paris: Éditions Denoël, 2014.
    BURIAN, Peter. Myth into muthos: the sahping of tragic plot. In: EASTERLING, P.E. “The Cambridge companion to greek tragedy”. 12ª Ed. New York: Cambridge University Press, 2012.
    CATALÃO, Helena. Desejo, Niilismo e Testemunho Vertigo de Alfred Hitchcock em Desconstrução. In: “Revista Portuguesa de Filosofia”. Disponível em: http://www.jstor.org/stable/41803883?seq=14#page_scan_tab_contents acessado em 31/10/2015.
    LEE, J. A. Love-styles. In R. J. Sternberg & M. L. Barnes (Coord.). “The psychology of love”. New York: Yale University, 1988. p. 38-67.
    LESKY, Albin. “A Tragédia Grega”. São Paulo: Perspectiva, 2010.
    LINO, Thiago Lopes. “A patologia do amor – da paixão à psicopatologia”. Disponível em: . Acessado em: 03 jan. 2016.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

É com indignação que descobrimos pelos jornais que os novos mandatários do Poder Executivo Federal decidiram extinguir o Ministério da Cultura.

Nossa indignação se deve, primeiramente, à forma autoritária e sem diálogo com a sociedade com que essa medida foi tomada. Nos estarrece que a cultura seja relegada a um segundo plano justamente no momento em que o país passa por tamanha crise política.
O que nos constitui como povo, como pessoas que possuem laços comuns e um sentido de comunidade, não é nosso comércio exterior, nosso sistema financeiro ou nossos projetos para a indústria – todos importantes – mas sim, nossa cultura. É nossa cultura, que inventamos cotidianamente juntos, que nos une e que nos diferencia. Tornar a cultura secundária na organização do Estado é abdicar do povo como um todo, é dizer da irrelevância de nossa capacidade de inventar um lugar comum para vivermos.
Por esses e muitos outros motivos, nós da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual rejeitamos enfaticamente a extinção do Ministério da Cultura.

XXVIII Encontro SOCINE – 2025

XXVIII ENCONTRO SOCINE. De 30 de setembro a 03 de outubro de 2025. Universidade Federal do Pará.

 

XXVII Encontro SOCINE – 2024

XXVII Encontro SOCINE, a ser realizado de 22 a 25 de outubro de 2024 na UFMS, em Campo Grande.

 

XXVI Encontro SOCINE – 2023

XXVI Encontro SOCINE, realizado de 07 a 10 de novembro de 2023 na Unila, em Foz do Iguaçu.

 

XXV Encontro da SOCINE – 2022

XXV Encontro SOCINE, realizado de 08 a 11 de novembro de 2022 (presencial) e de 14 a 15 de novembro de 2022 (remoto) na USP, São Paulo.

 

XXIV Encontro da SOCINE – 2021

O XXIV Encontro SOCINE foi realizado em parceria com a ESPM, entre os dias 25 e 29 de outubro de 2021.

 

XXIII Encontro da SOCINE – 2019

XXIII Encontro SOCINE, realizado de 08 a 11 de outubro de 2019 na UNISINOS, em Porto Alegre.

 

XXII Encontro da SOCINE – 2018

O XXII Encontro da SOCINE aconteceu de 23 a 26 de outubro de 2018 na Universidade Federal de Goiás, em Goiânia.

 

XXI Encontro da SOCINE – 2017

O XXI Encontro da SOCINE aconteceu de 17 a 20 de outubro de 2017 e foi sediado na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, PB.

 

XX Encontro da SOCINE – 2016

No ano de 2016, quando a SOCINE comemorou 20 anos, o Encontro foi sediado pela UTP- Universidade Tuiuti do Paraná, no Campus Barigui em Curitiba, PR. O tema do evento foi Convergências do | no Cinema.

 

XIX Encontro da SOCINE – 2015

O XIX Encontro da SOCINE foi realizado na Universidade Estadual de Campinas, a UNICAMP, no município de Campinas, Estado de São Paulo.

 

XVIII Encontro SOCINE – 2014

O XVIII Encontro SOCINE foi realizado de 7 a 10 de outubro de 2014, na Universidade de Fortaleza – UNIFOR.

 

XVII Encontro SOCINE – 2013

Na sua XVII edição, o Encontro da Socine foi realizado em Palhoça, na Grande Florianópolis, em parceria com a Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL).