Prezado Secretário do Audiovisual – interino, Sr. Alfredo Bertini

Prezado Ministro da Cultura – interino, Sr. Marcelo Calero

Prezado Presidente da República – interino, Sr. Michel Temer

Foi com estarrecimento que a Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual –  recebeu a notícia da demissão de vários funcionários da Cinemateca Brasileira, incluindo sua Coordenadora-geral, Olga Futemma.

A medida intempestiva, sem explicações ou aviso prévio, coloca em risco o trabalho de uma das maiores instituições de preservação audiovisual do mundo e que angariou o respeito de instituições congêneres de vários países e em especial da FIAF — International Federation of Film Archives.

O delicado acervo da Cinemateca requer manutenção contínua e altamente especializada. Funcionários com a mesma especialização e experiência não serão encontrados em curto prazo. Nesse sentido, temos a impressão de que nem a atual Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, nem o próprio ministro têm clareza sobre os danos que essa medida trará para um dos mais importantes patrimônios culturais do Brasil. Por isso, nós, pesquisadores de cinema, nos vemos no fundamental papel de alertar os senhores sobre os riscos que este acervo corre neste momento.

A Socine solicita ao Ministério da Cultura que reverta esse quadro gravíssimo.

Rio de Janeiro, 28 de Julho de 2016.

Ficha do Proponente

Proponente

    Igor Andrade Pontes (UFF)

Minicurrículo

    Mestrando em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense, na linha Estudos do Cinema e do Audiovisual, orientado pelo Prof. Dr. Rafael de Luna Freire.

Ficha do Trabalho

Título

    Staffa e a exibição cinematográfica no Rio de Janeiro nos anos 10-20

Seminário

    Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil

Resumo

    Esta comunicação aborda a acidentada trajetória do italiano Jácomo Rosário Staffa (1869-1927) no meio exibidor carioca, desde a abertura do Cinematógrafo Parisiense na antiga Avenida Central em 1907, até a falência de sua empresa cinematográfica em 1921. Para tanto, nos valemos de estudos sobre o cinema no Rio de Janeiro engendrados por Alice Gonzaga (1996) e José Inácio de Melo Souza (2004), adicionando novas informações sobre Staffa, coletadas em periódicos cariocas contemporâneos.

Resumo expandido

    Esta comunicação aborda a acidentada trajetória do italiano Jácomo Rosário Staffa (1869-1927) no meio exibidor carioca, desde a abertura do Cinematógrafo Parisiense, a primeira grande sala de cinema inaugurada na antiga Avenida Central (depois Rio Branco) em 1907, até a falência de sua empresa cinematográfica em 1921. Para tanto, nos valemos de estudos sobre a exibição cinematográfica no Rio de Janeiro, engendrados por pesquisadores como Alice Gonzaga (1996) e José Inácio de Melo Souza (2004), adicionando novas informações sobre Staffa coletadas em periódicos cariocas contemporâneos, sobretudo no jornal Correio da Manhã. Staffa foi um dos principais agentes na formação de uma cultura cinematográfica no Rio de Janeiro, atuando também em São Paulo e outras cidades, durante o período silencioso. A análise de sua trajetória profissional nos possibilita conhecer melhor o passado da cinematografia no Rio de Janeiro – a compra de filmes no mercado internacional; a lógica da programação das salas do período; a distribuição de filmes no circuito local; as disputas de poder entre os exibidores; e os filmes que formaram o imaginário do público carioca durante o período silencioso – da hegemonia da cinematografia europeia, ao domínio dos filmes norte-americanos. Nesta comunicação, concentrando-nos nos anos 1910 e no início dos anos 1920, acompanhamos a trajetória de Staffa, de principal exibidor na cidade, a “persona non grata” entre os seus colegas a partir de meados da década, acusado de manobras desleais para assegurar o seu poderio. Com um mercado abalado pela Grande Guerra (1914-1918), e após falharem as suas tentativas de reerguimento por meio de reformas no Cinema Parisiense, e de fortes mecanismos publicitários, J. R. Staffa se afastou temporariamente dos negócios cinematográficos, para retornar de forma grandiosa e breve em 1921, declarando falência em seguida. De forma geral, este estudo preliminar é inspirado pelas propostas de Richard Maltby sobre histórias do cinema escritas “a partir de baixo”. Para Maltby (2006, p. 91), o ponto de partida para a elaboração de tais narrativas seria a elaboração de mapeamentos detalhados e históricos da exibição cinematográfica em escalas locais, “nos dizendo o que os cinemas eram, onde e quando, amplificados por quaisquer evidências detalhadas que pudermos resgatar sobre a natureza e a frequência” desses cinemas; essas histórias locais do cinema “autoconscientes de suas próprias construções e mediações” poderiam auxiliar no entendimento da função cultural do cinema, e de performances de filmes específicos, podendo ser revelado em um estudo local “como seus habitantes consumidores explicavam a si mesmos e o seu lugar no mundo através de seus encontros com as forças da cultura global e globalizante”. Conforme o autor, “Os heróis dessas micro-histórias (…) serão os pequenos homens de negócios que atuaram como agentes culturais, navegadores e tradutores do middle ground construindo uma cultura híbrida a partir dos encontros de suas comunidades com o mediado mundo externo”. Esta comunicação toma Jácomo Rosário Staffa como um desses “heróis” da história do cinema no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX.

Bibliografia

    GALDINI, Marcio. Italianos no cinema brasileiro. Archivio Storico dell’Emigrazione Italiana, nov. 2007. Disponível em . Acessado em: maio de 2016.

    GONZAGA, Alice. Palácios e poeiras: 100 anos de cinemas no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Record/Funarte, 1996.

    HEFFNER, Hernani. Lazer e sociedade nos primórdios da república brasileira: a inserção do cinema. In: FREIRE, Rafael de Luna (ed.). Curso de História do Cinema Brasileiro: primeiro módulo. Rio de Janeiro, Tela Brasilis, 2005, p. 1-15.

    MALTBY, Richard. On the prospect of writing cinema history from below. Tijdschrift voor Mediageschiedenis, v. 9, n. 2, 2006, p. 74-96.

    SOUZA, José Inácio de Melo. Imagens do passado: São Paulo e Rio de Janeiro nos primórdios do cinema. São Paulo: Senac, 2004.

    ______. A contribuição italiana ao cinema brasileiro. Revista do Festival Internacional de Cinema de Arquivo, v. 8, n. 8, nov. 2011, p. 10-17.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

É com indignação que descobrimos pelos jornais que os novos mandatários do Poder Executivo Federal decidiram extinguir o Ministério da Cultura.

Nossa indignação se deve, primeiramente, à forma autoritária e sem diálogo com a sociedade com que essa medida foi tomada. Nos estarrece que a cultura seja relegada a um segundo plano justamente no momento em que o país passa por tamanha crise política.
O que nos constitui como povo, como pessoas que possuem laços comuns e um sentido de comunidade, não é nosso comércio exterior, nosso sistema financeiro ou nossos projetos para a indústria – todos importantes – mas sim, nossa cultura. É nossa cultura, que inventamos cotidianamente juntos, que nos une e que nos diferencia. Tornar a cultura secundária na organização do Estado é abdicar do povo como um todo, é dizer da irrelevância de nossa capacidade de inventar um lugar comum para vivermos.
Por esses e muitos outros motivos, nós da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual rejeitamos enfaticamente a extinção do Ministério da Cultura.

XXVIII Encontro SOCINE – 2025

XXVIII ENCONTRO SOCINE. De 30 de setembro a 03 de outubro de 2025. Universidade Federal do Pará.

 

XXVII Encontro SOCINE – 2024

XXVII Encontro SOCINE, a ser realizado de 22 a 25 de outubro de 2024 na UFMS, em Campo Grande.

 

XXVI Encontro SOCINE – 2023

XXVI Encontro SOCINE, realizado de 07 a 10 de novembro de 2023 na Unila, em Foz do Iguaçu.

 

XXV Encontro da SOCINE – 2022

XXV Encontro SOCINE, realizado de 08 a 11 de novembro de 2022 (presencial) e de 14 a 15 de novembro de 2022 (remoto) na USP, São Paulo.

 

XXIV Encontro da SOCINE – 2021

O XXIV Encontro SOCINE foi realizado em parceria com a ESPM, entre os dias 25 e 29 de outubro de 2021.

 

XXIII Encontro da SOCINE – 2019

XXIII Encontro SOCINE, realizado de 08 a 11 de outubro de 2019 na UNISINOS, em Porto Alegre.

 

XXII Encontro da SOCINE – 2018

O XXII Encontro da SOCINE aconteceu de 23 a 26 de outubro de 2018 na Universidade Federal de Goiás, em Goiânia.

 

XXI Encontro da SOCINE – 2017

O XXI Encontro da SOCINE aconteceu de 17 a 20 de outubro de 2017 e foi sediado na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, PB.

 

XX Encontro da SOCINE – 2016

No ano de 2016, quando a SOCINE comemorou 20 anos, o Encontro foi sediado pela UTP- Universidade Tuiuti do Paraná, no Campus Barigui em Curitiba, PR. O tema do evento foi Convergências do | no Cinema.

 

XIX Encontro da SOCINE – 2015

O XIX Encontro da SOCINE foi realizado na Universidade Estadual de Campinas, a UNICAMP, no município de Campinas, Estado de São Paulo.

 

XVIII Encontro SOCINE – 2014

O XVIII Encontro SOCINE foi realizado de 7 a 10 de outubro de 2014, na Universidade de Fortaleza – UNIFOR.

 

XVII Encontro SOCINE – 2013

Na sua XVII edição, o Encontro da Socine foi realizado em Palhoça, na Grande Florianópolis, em parceria com a Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL).