O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Ítalo Rocha Viana (PUC-Rio)

Minicurrículo

    Graduado em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestrando em Comunicação Social pela PUC-Rio. Pesquisas voltadas para a história contemporânea do Brasil e o cinema-documentário.

Ficha do Trabalho

Título

    Em busca dos “Zés-ninguém”: Individuação no cinema de Jia Zhangke

Resumo

    Em uma época marcada pela massificação midiática e por individualizações mercadológicas, alguns cineastas propõem caminhos distintos ao filmar o outro. O cinema de Jia Zhangke, ao efetivar individuações de anônimos, invisíveis, ao recusar a lógica dos “zés-ninguém”, assinala um gesto estético e político que tensiona a relação espaço-tempo de um mundo em que o presente se torna cada vez mais estranhado. Ante a ficção do progresso, a imagem que se prolonga e resiste.

Resumo expandido

    Ao ser questionado sobre sua opção de filmar “zés e marias-ninguém”, o cineasta chinês Jia Zhangke argumentou certa vez que esta indagação, em si, já carregaria um problema. Em sua concepção, o termo “zé-ninguém” pressupõe a afirmação de que haveriam pessoas especiais, enquanto outras não (FRODON; SALLES, 2014). Se sua filmografia pode ser abordada por diversos aspectos, um elemento central que permeará o conjunto de sua obra é a busca por individuações em detrimento do esvaziamento midiático engendrado pela cultura do espetáculo.
    “Como passar do indivíduo à massa? Questão política. Como passar da coletividade ao sujeito? Questão cinematográfica” (Comolli, 2007, p. 128). Este questionamento marca centralmente o gesto estético-político do cineasta chinês. Em um cinema que aposta na duração acerca de seus personagens, a obra de Jia Zhangke dá a ver singularidades em meio às macro-transformações que atravessam a China atual. Sua obra combina uma linguagem sensorial, com planos prolongados, sons defasados, um tom meditativo, enfatizando o espaço próprio da relação filmada, e uma reflexão mais ampla sobre o tempo, as mudanças, seja através de um extra-campo que tensiona o cotidiano (In Public) seja de modo mais explícito ao deflagrar na imagem as transformações da sociedade chinesa (24 City).
    Apontando para um presente cristalizado, um constante devir, a filmografia de Jia Zhangke torna sensível a alienação do mundo contemporâneo. Em meio aos escombros do capitalismo chinês extremamente desenvolvido, a distopia de um presente estranhado ganha forma nos corpos, expressões, deslocamentos, histórias de indivíduos cindidos por uma constante defasagem temporal (VIEIRA Jr, Erly M., 2013).
    A proposta desta comunicação consiste em aprofundar uma análise sobre a linguagem de que se vale Jia Zhangke em sua obra a fim de efetivar individuações no cinema. Em suas próprias palavras, “[…] poderíamos chamar os personagens de meus filmes de “não detentores do poder”, “não peixes grandes”. […] por que criar um mundo artificialmente dramático quando fazemos um filme?” (FRODON; SALLES, 2014, p. 146). É na contra-mão do progresso midiático que analisaremos aspectos de seus filmes In Public (2001), Dong (2006) e 24 City (2008), com o intuito de refletir sobre questões como o estranhamento e as temporalidades do mundo que nos cerca.

Bibliografia

    BRAGANÇA, Felipe. “Sentimento do real, imaginação da história: seis perguntas para Jia Zhang-Ke”. In: Revista Cinética, 2007c. Disponível em: , acesso em 05/03/2017.
    COMOLLI, Jean-Louis.“Os homens ordinários. A ficção documentária”. In: O comum e a experiência da linguagem. GUIMARÃES, C.; OTTE, G.; SEDLMAYER, S. (Orgs.). BH: UFMG, 2007.
    DIDI-HUBERMAN, Georges. Pueblos expuestos, pueblos figurantes. Buenos Aires: Manantial, 2014.
    FRODON, J.M e SALLES, W. O mundo de Jia Zhangke. São Paulo: Cosac Naify, 2014.
    MELLO, Cecília. Da Fábrica 420 à Cidade 24: Intermidialidade, memória e história em 24 City. Leste Vermelho, número 1, 2015.
    VIEIRA Jr, Erly M. . “Sobre a dimensão transcultural do realismo sensório no cinema mundial contemporâneo”. In: BRANDÃO, Alessandra; CORSEUIL, Anelise; LIRA, Ramayana. (Org.). Cinema, Globalização, Transculturalidade. 1ed.Blumenau: Nova Letra, 2013, v. 1, p. 63-84.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.