O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Bárbara Fernandes Vieira de Souza (UFBA)

Minicurrículo

    Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e bolsista FAPESB. Especialista em Neuropsicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Graduada em Psicologia pela Universidade Salvador (UNIFACS). Integrante do grupo de pesquisa Laboratório de Análise de Teleficção (A-Tevê). Sua pesquisa de mestrado, em andamento, aborda estilo e autoria de Lena Dunham na série Girls.

Ficha do Trabalho

Título

    CARACTERÍSTICAS DO CINEMA MUMBLECORE NA SÉRIE GIRLS

Resumo

    O presente artigo propõe uma análise das características do mumblecore presentes na série Girls, a partir das escolhas estilísticas da roteirista, produtora, diretora e protagonista da série, Lena Dunham. Exibida pela HBO, de 2012 a 2017, a série tem 6 temporadas. A temática são as relações afetivas, sexuais e amorosas das protagonistas, longe do glamour da juventude em Nova York. Nesse sentido, identifica-se algumas características do cinema mumblecore, que será explorado no trabalho proposto.

Resumo expandido

    O presente trabalho tem como objetivo observar as características do cinema mumblecore na série televisiva Girls (HBO, 2012-2017), a partir das escolhas estilísticas da produtora-executiva, roteirista-chefe e diretora Lena Dunham. O mumblecore integra uma linha de cinema independente americano, de baixo orçamento, produzida a partir de meados dos anos 2000. Utilizado pela primeira vez em 2005, o termo foi cunhado por um técnico de som para se referir às falas dos personagens que, interpretados por atores não-profissionais, eram difíceis de gravar devido à entonação baixa – por isso o verbo “mumble”, que em português significa “murmurar”.
    Produzidas, dirigidas, atuadas e roteirizadas em sua maioria por jovens, universitários ou recém-graduados, as obras associadas ao mumblecore se caracterizam pelo uso de atores não-profissionais, cenas improvisadas, baixo orçamento para a produção e enredos que se baseiam em relacionamentos de jovens adultos. Segundo Johnston (2016), ainda que o termo esteja atribuído ao som, há uma gama de características não-sonoras que configuram o mumblecore, como uma estética naturalista e sem um acabamento visual, contrastando com a estética de filmes de grande orçamento. O mumblecore se impõe como uma escolha estilística que vai contra a perfeição hollywoodiana clássica: além de assumir suas deficiências de realização, tais obras muitas vezes as provocam, dando ênfase ao caráter naturalista das produções. Ainda de acordo com a autora, o rótulo está relacionado não apenas a um estilo, mas também como parte de uma categoria econômica e parte um discurso de práticas. Para Ribeiro (2014), a principal abordagem temática do mumblecore diz respeito a uma geração perdida e inexpressiva. Há um apreço pelo cotidiano, por conversas e reflexões sem conclusões; as produções abordam principalmente relações entre jovens, suas impossibilidades, constrangimentos e como eles consideram qualquer afeto uma dificuldade.
    Tais dinâmicas estão no centro da série Girls, objeto de análise deste trabalho. Produzida, dirigida, roteirizada e protagonizada por Lena Dunham, a série explora o trabalho e as relações afetivas, sexuais e amorosas das quatro personagens centrais – Hanna, Marnie, Shoshanna e Jessa – enquanto elas buscam compreender o que significa estar na vida adulta e as implicações de suas novas responsabilidades e de suas escolhas em face aos dilemas. Longe de um retrato idealizado da juventude em Nova York, a série se constrói mais a partir dos erros do que dos acertos de suas personagens, cujos comportamentos, por vezes destrutivos e de auto-sabotagem, evidenciam uma atitude ainda longe da maturidade almejada. Dunham tem uma trajetória de realização de webséries e longas-metragens que se aproximam do estilo mumblecore e teve destaque no cinema com a obra Tiny Furniture (2010), que lhe rendeu o prêmio Independent Spirit na categoria Melhor Primeiro Roteiro.
    Esse trabalho se propõe a observar a expressão de elementos narrativos e estéticos que aproximam a série Girls das práticas que caracterizam o cinema mumblecore, a trajetória da autora Lena Dunham, e as escolhas que ela realiza para a obra – levando em consideração o tensionamento entre a estética de baixo orçamento do mumblecore e um certo padrão de qualidade mantido pela HBO enquanto canal a cabo premium consagrado no mercado.
    Este estudo visa discutir o movimento mumblecore, com o aporte teórico de Johnston (2016), Ribeiro (2014) e Franceschet (2011); para pensar estilo, usarei como base a obra de Bordwell (2008, 2013) e de Bordwell e Thompson (2013); e para pensar contexto de produção e tomada de posição de Lena Dunham, utilizarei a abordagem da sociologia da cultura de Bourdieu (2002).

Bibliografia

    BORDWELL, David. Figuras Traçadas na Luz: A Encenação no Cinema. Campinas: Papirus, 2008.

    _____. Sobre a História do Estilo Cinematográfico. Campinas: Editora da Unicamp, 2013.

    BORDWELL, David; THOMPSON, Kristin. A Arte do Cinema: Uma Introdução. Campinas: Editora da Unicamp, 2013.

    BOURDIEU, Pierre. As Regras da Arte: Gênese e Estrutura do Campo Literário. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

    FRANCESCHET, Célio (org). Mumblecore: A Estética do Faça Você Mesmo. São Paulo: CCSP, 2011.

    JOHNSTON, Nessa. Teorizando o Som “Ruim”: O que Põe o Mumble no Mumblecore?. Revista Brasileira de Estudos do Cinema e Audiovisual, vol. 5, n. 1. Rebeca 9, p. 419-450, jan-jun, 2016.

    RIBEIRO, Leonardo Felipe Vieira. O Corpo no Cinema Mumblecore. Revista do Colóquio de Arte e Pesquisa da PPGA-UFES, ano 4, vol. 4, n. 7, p. 240-252, dez, 2014.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.