O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Pedro de Araujo Nogueira Tinen (Unicamp)

Minicurrículo

    Pedro Tinen é mestrando no programa de pós-graduação em Multimeios na Unicamp, onde pesquisa sobre o erotismo e as políticas identitárias no cinema do diretor japonês Nagisa Oshima, com orientação de Gilberto Alexandre Sobrinho. Com graduação em Comunicação Social, entre 2013 e 2014, realizou uma pesquisa de iniciação científica na área de cinema queer e ficção científica, com orientação de Karla Bessa.

Ficha do Trabalho

Título

    A questão Brecht: Ôshima e os signos de teatralidade

Seminário

    Corpo, gesto, performance e mise en scène

Resumo

    Misturando estratégias Brechtianas com elementos do teatro japonês, O Enforcamento (Koshikei, 1968) evidencia a teatralidade da justiça ao mesmo tempo em que questiona a possibilidade de identificação através da representação. O filme de Nagisa Ôshima expõe o problema teórico acerca dos modos de representação no cinema japonês. Esta comunicação propõe uma revisão do conceito de ‘modo apresentacional’, de Noël Burch em ‘To the Distant Observer’ (1979), a partir de uma análise textual do filme.

Resumo expandido

    Frequentemente referenciado como um diretor Brechtiano, Nagisa Ôshima, em sua busca por um cinema efetivamente político, fez uso de diversas técnicas que almejaram o distanciamento crítico do espectador. Porém, um segundo olhar revela que nem todas as técnicas utilizadas são, necessariamente, variações cinematográficas das proposições de Brecht. Em O Enforcamento (Koshikei, 1968), explorou o potencial político dos modos de representação ao abordar a história de R., um personagem coreano condenado à morte no Japão. Escancarando a teatralidade da justiça, a sobrevivência do protagonista à tentativa de execução, e sua subsequente amnésia, obriga os oficiais da prisão a reencenarem o crime ao qual ele havia sido condenado, na tentativa de forçar a recuperação da memória através da encenação. O resultado é uma inversão do processo legal: através da gestualidade, são as ações dos carrascos que são postas em evidência, não as do acusado.
    Em seu livro ‘To the Distant Observer: Form and Meaning in the Japanese Cinema’, Noël Burch diferencia o modo ocidental representacional do modo japonês apresentacional, no qual, o segundo se distingue do primeiro pela evidenciação do artifício da forma. De acordo com Burch, o modo apresentacional foi adaptado para o cinema no Japão dos anos de 1930, influenciado pelas tradições do kabuki, kodan e bunraku. Em uma tentativa de demarcar uma diferença, a alteridade do cinema japonês é tomada como alternativa ao cinema narrativo burguês, em uma análise que mistura os efeitos do modo apresentacional das artes tradicionais japonesas com o modernismo cinematográfico.
    ‘Brechtiano’ e ‘apresentacional’, apesar de suscitarem efeitos similares, não são sinônimos. De tal modo, a análise das políticas de reflexividade de O Enforcamento revela as idiossincrasias da crítica de Burch, que valoriza a propriedade apresentacional do cinema japonês pela maneira com que é produzido um distanciamento crítico e afetivo, atribuindo assim, uma qualidade anacronicamente moderna ao cinema clássico japonês. Apesar de seminal, o argumento de Burch sobre a diferença cultural implica na construção de um cinema nacional homogêneo e de alteridade idealizada.
    O Enforcamento é um dos marcos da Nouvelle Vague Japonesa, sua estrutura repetitiva e burlesca se aproxima do teatro do absurdo e questiona a possibilidade de se gerar identificação através da representação clássica. Com a análise fílmica e a discussão teórica, esta comunicação tem o objetivo de inferir sobre o potencial político da forma e sobre um dos debates mais críticos nos estudos de cinema asiático hoje: os modos de representação.

Bibliografia

    ANDERSON, Joseph e RICHIE, Donald. 1958. “Traditional Theater and the Film in Japan”. Film Quarterly v. 12 n. 1: 2-9.
    BONITZER, Pascal. 1970. “Oshima et les corps-langages”. Cahiers du Cinéma 218 (Março) : 30-34.
    BURCH, Noël. To the distant observer: form and meaning in the Japanese cinema. Berkeley: University of California Press, 1979.
    NAGIB, Lúcia. World Cinema and the Ethics of Realism. Nova Iorque: Continuum, 2011.
    OSHIMA, Nagisa. Cinema, censorship, and the state: the writings of Nagisa Oshima, 1956-1978. Edição e introdução de Annette Michaelson. Cambridge: MIT, 1992.
    POLAN, Dana. “Politics as Process in Three Films by Nagisa Oshima”. Film Criticism v. 8 n.1: 35-41.
    TURIM, Maureen. The Films of Nagisa Oshima: images of a Japanese iconoclast. Berkeley, Los Angeles, Londres: University of California Press, 1998.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.