O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Rodrigo Terplak (UAM)

Minicurrículo

    Doutorando em Comunicação na Universidade Anhembi Morumbi/SP, com bolsa institucional por mérito acadêmico. Mestre em Comunicação (2014) e Especialista em Cinema, Vídeo e Fotografia (2011) pela UAM. Atualmente é docente no curso de Publicidade e Propaganda e Líder do Estúdio de Comunicação da UAM, em que presta atendimento técnico aos cursos de Jornalismo, PP, Produção Editorial, RP, Cinema e Pedagogia. É membro do Grupo de Pesquisa Formas e Imagens na Comunicação Contemporânea (UAM/CNPq).

Coautor

    Rogério Ferraraz (UAM)

Ficha do Trabalho

Título

    A(s) câmera(s) e a cena na série cinematográfica Atividade paranormal

Resumo

    Propõe-se um estudo da série “Atividade paranormal” (2009-2015), conjunto de filmes ao estilo found footage, uma hibridização das estruturas narrativas do cinema documentário e de ficção. Observando o found footage de horror, com características que imitam certa estilística amadora, pretende-se analisar os artifícios utilizados na construção dessa série cinematográfica, especialmente um dos elementos de sua composição, a câmera diegética, que simula vídeos caseiros e de sistemas de vigilância.

Resumo expandido

    No cinema de ficção, vários recursos utilizados, tanto técnicos, como o uso de câmeras portáteis, quanto dramatúrgicos, como atuação de não atores e improvisação, vêm do documentário. Uma forma fílmica que transita entre esses dois campos, o Mock Documentary, ou Mockumentary, por exemplo, é uma espécie de documentário “falso”, pois narra enredos ficcionais através de estratégias documentais. Os filmes realizados ao estilo simulado de found footage, ou das “gravações encontradas”, fazem parte desse universo de obras construídas a partir da hibridização das estruturas narrativas e estilísticas do cinema documentário e de fi cção.

    Neste trabalho, interessa-nos o falso found footage de horror, que apresenta características que imitam uma certa estilística amadora. Como objeto de análise, propõe-se um estudo da série cinematográfica “Atividade paranormal” (2009-2015), a saber: “Atividade paranormal” (2009), “Atividade paranormal 2” (2010), “Atividade paranormal 3” (2011), “Atividade paranormal 4” (2012), “Atividade paranormal: Marcados pelo mal” (2014) e “Atividade paranormal: Dimensão fantasma” (2015). Pretendemos analisar os artifícios utilizados na construção dessa série, especialmente um dos elementos de sua composição, a câmera diegética, que simula vídeos caseiros e de sist emas de vigilância.

    O primeiro “Atividade paranormal”, por exemplo, se utiliza de câmera digital, sendo esta uma câmera diegética, que faz parte da cena fílmica, já que ela é manuseada (câmera na mão) durante o dia por um dos personagens principais, que deixa o equipamento fixo num tripé durante à noite. O que torna a série ainda mais intrigante é o desenvolvimento de uma sequência para a outra. Em cada novo episódio, existem elementos novos, não só pela expansão da ação da história, mas também pela variação dos parâmetros estilísticos e narrativos. Isso gera sempre a busca por novas soluções, especialmente, através dos vários tipos de câmeras que vão sendo utilizados, tais como: daddy-cam, inclusive com visão noturna; câmeras de sistemas de vigilância; câmera VHS (quando, no terceiro episódio, é mostrada uma história pregressa em relação aos acontecimentos das partes 1 e 2); câmeras de celulares e computadores; entre outros.

    Assim, é possível afirmar que tais filmes ao estilo found footage são construídos, parcial ou totalmente, a partir de falsos registros amadores de fatos (extra)ordinários. Nos enredos de todos esses filmes, uma câmera (ou mais de uma) manuseada por personagens da ficção registra algo incomum, quase sempre de natureza violenta e, em alguns casos, sobrenatural. Esta câmera é a câmera diegética, a câmera que faz parte do espaço fílmico. A partir de autores que escreveram sobre estética e narração fílmica em geral (AUMONT, 1995), sobre os limites, diferenças e similaridades entre a ficção e o documentário (CARROLL, 2005; NICHOLS, 2008), sobre o cinema de horror contemporâneo (ROSCOE, 2000; CÁNEPA, 2013) e sobre o próprio fenômeno “Atividad e paranormal” e o uso de câmers diegéticas (BORDWELL, 2012; CARREIRO, 2013), entre outros, este trabalho pretende colaborar para o avanço dos estudos sobre gênero cinematográfico, em especial o horror, e sobre questões narrativas e estilísticas em particular.

Bibliografia

    AUMONT, J. A estética do filme. Campinas: Papirus, 1995.
    BORDWELL, D. “Return to Paranormalcy”. Observation on film art. 2012. [http://www.davidbordwell.net/blog/2012/11/13/return-to-paranormalcy/].
    CÁNEPA, L; FERRARAZ, R. “Fantasmagorias das imagens cotidianas: o estranho e a emulação do registro videográfico doméstico no cinema de horror contemporâneo”. Visualidades hoje. Org. de A. Brasil; E. Morettin; M. Lissovsky. Salvador: EDUFBA, 2013.
    CARREIRO, R. “A câmera diegética: legibilidade narrativa e verossimilhança documental em falsos found footage de horror”. Significação. v. 40. SP: USP, 2013. [http://www.revistas.usp.br/significacao/article/view/71683/74799].
    CARROL, N. “Ficção, não-ficção e o cinema da asserção pressuposta” Teoria contemporânea do cinema: Vol.II. Org. de F. Ramos. SP: Senac, 2005.
    NICHOLS, B. Introdução ao documentário. Campinas: Papirus, 2008.
    ROSCOE, J. The Blair Witch Project. 2000. [http://www.ejumpcut.org/archive/onlinessays/JC43folder/BlairWitch.html].

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.