O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Leonardo Esteves (PUC-Rio)

Minicurrículo

    Pesquisador de cinema. Mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Doutorando em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica com período sanduíche na Université Sorbonne Nouvelle (bolsa CAPES). Desenvolve pesquisa sobre a desconstrução do cinema em torno do Maio de 68.

Ficha do Trabalho

Título

    Philippe Garrel: entre duas desconstruções no pós-Maio de 68

Resumo

    O trabalho visa investigar a obra do diretor Philippe Garrel no período Zanzibar à luz de duas desconstruções erigidas pela crítica no pós-Maio de 68 sob a influência das ideias de Louis Althusser. Uma desconstrução em torno da dilatação do “cinema direto”, articulada pela Cahiers du cinéma; e outra desconstrução que toma corpo no projeto teórico defendido em Cinéthique, a de um cinema marxista-leninista cuja ênfase recai sobre a montagem.

Resumo expandido

    Durante o Maio de 68, Philippe Garrel, Serge Bard e Patrick Deval, trio que irá figurar em seguida entre os integrantes do grupo Zanzibar, realizam um curta-metragem, Actua 1, que é custeado por Godard. Ainda em Maio, Garrel parte para Alemanha, onde irá filmar Le revelateur, patrocinado pela mecenas Sylvina Boissonnas. Semanas mais tarde, dirige La concentration, posteriormente tirado de circulação pelo próprio cineasta. Entre estas obras se vê um deslocamento: entre a militância explícita, que tateia o espírito entoado pelas multidões nas barricadas entre maio e junho, evocando palavras de ordem e discursos engajados; e o arrefecimento político, o isolamento em uma expressão pessoal, introspectiva.

    Estes longas-metragens experimentais, rodados por Garrel em poucos meses, ganham destaque na Cahiers du cinéma, que publica uma longa entrevista com o diretor. No encontro, fica registrado o prazer do cineasta com o momento da filmagem e, por outro lado, a falta de ânimo com o processo de finalização da obra. É mais ou menos neste período que um dos editores do periódico, Jean-Louis Comolli, engrena uma longa defesa sobre o “cinema direto” que visa expandir a questão da produção síncrona, documental, para outras arestas, enfatizando o momento do registro das imagens. Neste projeto, redigido já sob a influência da estética marxista pós-Maio, percebe-se uma tentativa de modernização da revista, no qual Garrel, enquanto um jovem autor, poderá ser visto como um dos alicerces.

    Por outro lado, em janeiro de 1969 emerge a revista Cinéthique, conduzida por críticos que vislumbram uma autocrítica da crítica, denunciando um papel ideológico prestado pelas publicações convencionais (entre elas, claro, a Cahiers). O modelo de cinema marxista-leninista defendido por Cinéthique coloca o acento sobre a montagem, adaptando com certa ênfase ao cinema os textos de Louis Althusser (sobretudo “Sobre a dialética materialista” e “Ideologia e aparelhos ideológicos do estado”). Nesta revisão, a obra de Philippe Garrel vai ser tida como burguesa, artística, um desvio estetizante que poderá ser alocado sem muita dificuldade sobre a rubrica “art et essai”.

    Esta comunicação propõe uma análise parcial da obra produzida por Philippe Garrel nos arredores do Maio de 68. Dividindo-a entre uma parcela militante, adequada à inscrição nos preceitos do que versa o filme materialista dialético – defendido em Cinéthique -, representada por Actua 1; e outra parcela artística, autoral, como se vê nas páginas da Cahiers du cinéma, representada por seus três longas-metragens posteriores, produzidos entre 1968-69.

Bibliografia

    ALTHUSSER. Louis. A favor de Marx. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1979.

    ______. Ideologia e aparelhos ideológicos do Estado. Lisboa: Editorial Presença, 1980.

    COMOLLI, Jean-Louis; NARBONI, Jean; RIVETTE, Jacques. Cerclé sous vide. Cahiers du cinéma. Paris, Les Editions de l’Etoile, nº 204, setembro 1968.

    COMOLLI, Jean-Louis. Le détour par le direct. Cahiers du cinéma. Paris, Les Editions de l’Etoile. nº 209, fev. 1969.

    COMOLLI, Jean-Louis. Le détour par le direct 2. Cahiers du cinéma. Paris, Les Editions de l’Etoile, nº 211, abril 1969.

    FARGIER, Jean-Paul. La parenthèse et le détour. Cinéthique. Paris, nº 5, setembro-outubro 1969.

    LEBEL, Jean-Patrick. Cinema e ideologia. Lisboa: Edições Mandacaru, 1975.

    LEBLANC, Gérard. Diréction. Cinéthique. Paris, nº 5, setembro-outubro 1969.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.