O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Patricia de Oliveira Iuva (UFSC)

Minicurrículo

    Professora do Curso de Cinema, na Universidade Federal de Santa Catarina. Doutora em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Bacharel em Publicidade e Propaganda pelo Curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Santa Maria. Áreas de interesse: paratextos, semiótica crítica, montagem cinematográfica, experiência estética, cinema queer, gênero, feminismo, cultura pop.

Ficha do Trabalho

Título

    Vestígios do tempo: a memória nos(dos) making ofs documentários

Resumo

    Os making ofs documentários (MDocs) realizados concomitantemente aos filmes dos quais falam sobre, evocam sentidos que reverberam na abertura da constituição de uma dada ideia de memória. Partindo da inflexão fenomenológica de Didi-Huberman da dialética do ver, o trabalho propõe um exercício teórico-metodológico sobre os MDocs Burden of Dreams (1982) e The Hamster factor (1996), a fim de compreender a constituição de imagens críticas e o engendramento da memória numa relação de dupla distância.

Resumo expandido

    O objeto de estudo deste trabalho, o making of documentário, enquanto produto extrafílmico presente nos DVD’s/BD’s colecionáveis, suscita diversas questões acerca do audiovisual. Na perspectiva desta proposta, os making ofs documentários (MDocs) realizados concomitantemente aos filmes dos quais eles falam sobre, operam agenciamentos de ordem mnemônica e reflexiva na produção audiovisual contemporânea. Ao construir uma imagem crítica do filme, numa relação de dupla distância, alguns MDocs evocam sentidos que reverberam para uma abertura na constituição de uma dada ideia de memória. O pensamento sobre as imagens desses MDocs nessa perspectiva implica a compreensão dos conceitos de Didi-Huberman (2010) da imagem crítica e da dupla distância e seu ponto de partida, o qual tem como origem as reflexões de Walter Benjamin acerca da imagem dialética e da aura, respectivamente. Interessa-nos a releitura do conceito operada por Georges Didi-Huberman (2010), cuja concepção da imagem dialética mantém o suporte crítico mas inscreve a relação da obra no espaçamento entre o observador e o observado. A inflexão fenomenológica de Didi-Huberman, que institui a dialética do ver, permite que façamos uma análise dos MDocs em que as relações do olhar se associam ao espaço de possíveis em que as obras se inserem, do mesmo modo que articulam conexões com uma dimensão histórico-crítica que transpassa a produção das imagens. Essa abordagem instaura a imagem crítica, que se faz reflexiva, que contém eficácia teórica e histórica. Nesse sentido, é possível dizer que a potência reflexiva das imagens críticas que constituem uma série de MDocs produz formulações e regimes de significação que se concretizam/surgem a partir da relação dialética do olhante (making of) e do olhado (o filme). Imagens de diferentes origens são aproximadas entre si através da montagem, no entanto, ao mesmo tempo, operam um distanciamento crítico no sentido reflexivo. Vale ressaltar, que a origem dessas imagens não se dá a conhecer como fonte ou gênese, mas como um turbilhão que revela, por um lado, o reconhecimento de uma restituição, ou restauração; e, por outro, acusa algo que, em si, está sempre inacabado e por finalizar (DIDI-HUBERMAN, 2010, p.171). Ora, o making of documentário opera imagens de diferentes ordens, seja da restituição de um dado filme, que, no entanto, ali está sempre inacabado, seja da sua própria existência, cuja marca principal é sua abertura temporal por se tratar de um tempo da memória. O desafio que se apresenta é o exercício de leitura e/ou deciframento das imagens dos MDocs na constituição de uma tessitura de linhas temporais diversas, que se inscrevem com a potência de manifestar condições históricas de um modo e/ou modelo de fazer cinema bem como um conjunto de saberes e conhecimentos acerca de uma obra (o filme). Há que se atentar que a análise busca compreender a dimensão da dialética do olhar a fim de entender o jogo da relação entre o olhante (o making of) e o olhado (o filme), pois é a partir deste vai e vem que poderemos compreender a constituição da memória e das imagens críticas. A câmera dos MDocs produz um olhar sobre um dado filme, as imagens provenientes de diferentes tempos e espaços, articuladas na montagem, não dão conta de todo o processo. Para Didi-Huberman (2010), a imagem vai além do visível, e é justamente o que não está exposto ao olhar (o que está na sombra) que é necessário escavar. Nesse sentido, a perspectiva metodológica de análise se alinha à ética do olhar, do contraste entre o visível e o invisível das imagens dos MDocs buscando a imaginação nessa experiência com as imagens. Para isso, operamos com os MDocs Burden of Dreams (1982) e The Hamster factor and other tales of Twelve Monkeys (1996), sobre os quais se empreende o movimento analítico que busca compreender o engendramento das relações de memória entre o filme e o documentário making of através da produção das imagens críticas e das

Bibliografia

    BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política. 8ªed. São Paulo: Brasiliense, 2012a.
    _________________. [et al.]. Benjamin e a obra de arte – técnica, imagem, percepção. Rio de Janeiro: Editora Contraponto, 2012b.
    _________________. A modernidade e os modernos. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2000.
    COMOLLI, Jean-Louis. Ver e poder – a inocência perdida: cinema, televisão, ficção e documentário. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.
    DIDI-HUBERMAN, Georges. O que vemos, o que nos olha. São Paulo: Editora 34, 2010.
    ________________________. Diante da imagem. São Paulo: Editora 34, 2013.
    ________________________. Diante do tempo: história da arte e anacronismo das imagens. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2015.
    GAGNEBIN, Jeanne Marie. Apagar os rastros, recolher os restos. In: Walter Benjamin – rastro, aura e história. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2012.
    RUSSEL, Catherine. New Media and Film History: Walter Benjamin and the Awakening of Cinema. Cinema Journal, Vol. 43, N. 3, p. 81-85

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.