O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Veruza de Morais Ferreira (UFRN)

Minicurrículo

    Mestranda em Estudos da Mídia pela PPgEM ­ UFRN, graduada em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e tecnóloga em Gestão em Recursos Humanos pela Faculdade de Ciências Cultura e Extensão do Rio Grande do Norte. Desenvolveu pesquisas junto ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC ­ CNPq), integrada ao grupo de pesquisa LINC ­ Linguagens da Cena: Imagem,Cultura e Representação, com pesquisas voltadas ao cinema e seus elementos estéticos.

Ficha do Trabalho

Título

    O pictórico presente no cinema de Jean-Luc Godard

Resumo

    Este artigo apresenta as fortes características representativas do uso da cor por Jean-Luc Godard em sua filmografia. Discutiremos de que modo Godard estabelece, nas obras, uma trama poética, significativa de relações entre cinema e pintura. O propósito central do artigo é refletir e analisar a aplicabilidade de elementos pictóricos como a cor e a luz, entre outros elementos plásticos e simbólicos representativos, com suas influências narrativas e estéticas na cinematografia de Jean-Luc Godard.

Resumo expandido

    Este artigo apresenta as fortes características representativas do uso da cor por Jean-Luc Godard em sua filmografia. Discutiremos de que modo Jean-Luc Godard estabelece, nas obras, uma trama poética, significativa de relações entre cinema e pintura. O propósito central do artigo é refletir e analisar a aplicabilidade de elementos pictóricos como a cor e a luz, entre outros elementos plásticos e simbólicos representativos, com suas influências narrativas e estéticas na cinematografia de Jean-Luc Godard. A proposta final consiste em analisar as relações simbólicas encontradas nos filmes deste cineasta, buscando a integração com a pintura impressionista. Entende-se que esse é um exercício que possibilita novas discussões acerca da pictorialidade no cinema.
    Ao situar a linguagem de Godard na fronteira entre cinema e pintura, Jean-Luc Godard opta por incorporar o uso favorável do avanço tecnológico possibilitando aos seus filmes um tratamento contrário ao da opinião pública, pode, no entanto, ser considerado um “grande pintor” que construiu uma relação existente entre cinema e pintura a partir dos períodos históricos de relevância vivenciados pela pintura e pelo cinema, valendo-se das quebras ideológicas impostas pelo mercado da arte (AUMONT, 2004).
    O hibridismo presente na filmografia de Jean-Luc Godard está relacionado a uma estética do autor que se coloca explicitamente como uma mistura de linguagens. Godard como cineasta pode ser considerado um representante de grande relevância para o cinema considerado linguagem, por ter um trabalho autoral, experimental e organizado de forma a buscar reflexões do espectador.
    Entendemos que, ao nos referirmos a híbrido ou à hibridismo, essas concepções determinam algum elemento que emerge da produção entre vários e distintos elementos (presença da linguagem híbrida compreende a mistura da narrativa com a pintura, por meio de traços que materializam elementos simbólicos). No caso do cinema, técnicas cinematográficas como a luz, a impressão de movimento e a cor são tidos como elementos que são influenciados por outras linguagens como a pintura e a fotografia.
    A fotografia buscou superar a pintura com o seu realismo, ao passo que o cinema empenhou-se a dar dinamicidade ao que antes era estático. Em comum, essas linguagens em nenhum momento usaram da exclusão, mas sim da fusão – pintura, fotografia e cinema juntos num único propósito: a verossimilhança . O hibridismo cinematográfico resultou de procedimentos e linguagens que se entremeiam e se transfiguram para levar em conta as novas demandas (no cinema moderno, as novas demandas compreendem uma nova subjetividade individual ou coletiva), ampliando a diversidade linguística imagética.
    De acordo com Aumont (2004), a representação pictórica nos filmes de Jean-Luc Godard possui uma forte tendência a implicar teorias de pintor. Essa maneira pode ser observada na escolha significativa de cada cor posta por ele em sua filmografia, como um possível estudo teórico da cor em combinações precisas. Em sua maioria, a cor e a presença representativa de possíveis telas de pintores célebres são postas na análise fílmica como elementos favoráveis às representações simbólicas explícitas e intencionais.
    A aplicação desse princípio poético (o uso da cor) encontra-se na análise das relações simbólicas encontradas nos filmes do cineasta Jean-Luc Godard, buscando a integração com a pintura. A finalidade desse artigo é discutir analiticamente as relações híbridas encontradas na estética fílmica de Jean-Luc Godard, pensando a relação cinema e pintura, buscando refletir sobre os processos de significação possibilitados pelo uso da cor e as possíveis relações iconográficas com a pintura.
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Bibliografia

    AUMONT, J. O olho interminável: cinema e pintura. Trad. Eloísa Araújo Ribeiro. São Paulo: Cosac e Naify, 2004.
    _________. A imagem. Trad. Estela dos Santos Abreu e Cláudio Cesar Santoro. Campinas: Papirus, 2009.
    COSTA, M. H. B. V. Cores & filmes: um estudo da cor no cinema. Curitiba: CRV, 2011.
    COSTA, A. Compreender o cinema. Trad. Nilson Moulin Louzada. São Paulo: Globo, 1989.
    COSTA, L. M. A Poética de Aristóteles. São Paulo: Ática: 2003
    DUBOIS, P. Video, Cine, Godard. Buenos Aires, Libros del Rojas- Universidad de Buenos Aires, 2001.
    GOMBRICH, E. H. A História da arte. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: LTC, 1995.
    LIPOVETSKY, G; SERROY, J. A Tela Global: mídias culturais e cinema na era hipermoderna. Porto Alegre: Sulina, 2009.
    SANTAELLA, L; NÖTH, W. Imagem: cognição, semiótica, mídia. São Paulo: Iluminuras, 1999.
    ______________. Por que as comunicações e as artes estão convergindo?. 3.ed. São Paulo: Paulus, 2008.
    XAVIER, I. (Org.). Cinema no século. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.