O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Dostoiewski Mariatt de Oliveira Champangnatte (UNIGRANRIO)

Minicurrículo

    Dostoiewski é cineasta formado pela UFF-RJ. É Doutor em Educação e Pós-doutor em Comunicação pela UERJ. É Orientador de Mestrado no PPGHCA da Unigranrio. É Roteirista, membro da Associação Brasileira de Autores Roteiristas e já escreveu onze curtas-metragens e dois longas: “Fala Sério, Mãe!”, juntamente com Ingrid Guimarães, com previsão de estreia para outubro de 2017 (distribuição Downtown Filmes); e “Só se vive uma vez – a história de Jorge Guinle”, em pré-produção pela Pró-digital.

Coautor

    Anna Paula Soares Lemos (PPGHCA-UNIGRANRIO)

Ficha do Trabalho

Título

    Adaptações e transcriações nas indústrias cinematográfica e editorial

Resumo

    Adaptar uma obra literária para o cinema é um grande desafio, em especial para o roteirista, que é o primeiro a transcriar o texto literário para o texto fílmico, filmável. Este trabalho vai abordar duas forças que agem sobre o roteirista no processo de sua escrita e que determinam seu trabalho no que diz respeito às suas liberdades de adaptação/transcriação: a indústria cinematográfica e a indústria editorial.

Resumo expandido

    Escrever um roteiro de cinema adaptado de uma obra literária não significa, simplesmente, transformar em ações as descrições apresentadas no texto ou mesmo manter determinadas situações e personagens para que a fidelidade à obra seja a maior possível. Há a possibilidade de se criar novas ações, suprimir outras e até mesmo juntar várias em uma só, assim como se pode fazer tudo isso com os personagens. O roteirista de um filme adaptado é um tradutor da obra original e, nesse sentido, tal como abordou Haroldo de Campos, em Da transcriação – poética e semiótica da operação tradutora (2011), o tradutor pode ser hiperfiel à obra ou recriá-la, sendo, portanto, um transcriador. Este trabalho pretende discutir o trabalho do roteirista a partir dessa perspectiva, do roteirista como tradutor, e pretende investigar e criticar a ação do mesmo poder escolher ser fiel ou não à obra original. Para tanto, partem-se das seguintes premissas: um roteiro, adaptado ou não, geralmente, não é considerado uma obra-fim, acabada, pois o roteiro é um texto que existe para ser filmado, para virar um filme. É, portanto, visto como se fosse uma etapa do processo e não uma obra em si, apesar de haver roteiros que já foram publicados por interesses da indústria editorial. A outra premissa é de que tanto o roteiro, como o filme são produtos culturais, feitos por indústrias culturais para obtenção de lucro, afirmação essa feita a partir de Adorno e Horkheimer, em Indústria cultural e sociedade (2009). Tendo em vista essas duas premissas, o roteirista pode ser um refém da indústria cinematográfica, ao ser obrigado a adaptar fielmente uma obra literária para o cinema. Essa fidelidade é extremamente questionável, mas muito exigida tanto por parte da indústria cinematográfica, da indústria editorial e também do público fã de tal obra. Para além disso, o roteirista também pode ter total liberdade para recriar a história e assim transcriar a obra original. As circunstâncias econômicas, de star systens de produtores, diretores e roteiristas também serão levadas em consideração na problematização apresentada, que não pretende analisar este ou aquele filme, mas ter em vista um escopo de filmes e situações diferentes a serem criticadas.

Bibliografia

    ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Indústria cultural e Sociedade. São Paulo: Editora Paz e Terra, 2009.
    CAMPOS, H. Da transcriação – poética e semiótica da operação tradutora. Belo Horizonte: Viva Voz, 2011.
    EARP, F.; KORNIS, G. A Economia do Livro: a crise atual e uma proposta de política. Rio de Janeiro: BNDES, 2005.
    LUSVARGHI, L. Book trailers: ficção, autorismo e narrativa transmídia na indústria do audiovisual. In: Revista Logos, v. 20, n.02, 2013.
    MATTA, J. P. R.. Políticas Públicas Federais de apoio à Indústria Cinematográfica brasileira: um histórico de ineficácia na distribuição. In: Revista Desenbahia, 2008.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.