O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Lisandro Nogueira (UFG)

Minicurrículo

    Lisandro Nogueira: prof da Universidade Federal de Goiás, desde 1989. Doutor em cinema e jornalismo (PUC-SP), Mestre em cinema pela ECA/USP, Diretor da Cinemateca Brasileira (2013/2014), autor do livro “O autor na TV” (USP-UFG).

Ficha do Trabalho

Título

    A imaginação melodramática: atualidade de um modelo narrativo

Resumo

    Propõe discutir a atualidade do melodrama no cinema contemporâneo, procurando identificar os elementos estéticos que determinam seu vigor enquanto forma narrativa predominante em filmes contemporâneos da discussão do conceito de “imaginação melodramática”. Estudo comparado dos cânones do melodrama (Griffith, Douglas Sirk) em cotejo com os contemporâneos (Rainer Fassbinder, Mike Leigh, Walter Salles).

Resumo expandido

    Na experiência cotidiana da pós-graduação, tanto em sala de aula quanto na organização de eventos e nos encontros de orientação, tem sido notável o interesse dos alunos pelo gênero melodramático como chave interpretativa da experiência estética proporcionada pelo cinema contemporâneo.
    Parte deste interesse pode ser justificado pela aderência do melodrama a este modelo de entretenimento, o que lhe garante, adicionalmente, um enorme escopo de influência (ainda maior se considerarmos suas potencialidades transmidiáticas, que englobam a literatura, a TV, a Internet e até os videogames). A extensão do território estético coberto pela forma melodramática é vasta, mas também sua penetração é importante, sua relevância na construção do imaginário individual e social. Pois o melodrama oferece consolo ao indivíduo, reinstitui uma oposição valorativa ao mundo e, talvez mais importante, resolve esta oposição.
    Neste sentido específico ele é mais do que um gênero literário ou cinematográfico, podendo ser entendido como um modo de articularmos existencialmente a experiência do nosso próprio tempo, o que Peter Brooks chamou imaginação melodramática. De fato existem muitos outros modos estéticos de conduzir nossa compreensão da cultura contemporânea, especialmente no cinema , mas nenhum possui a força consoladora – e conservadora – do melodrama.
    Para entender o vigor desta forma estética (que está ligada à superação dos limites da estética de gênero) será necessário – e é esta a proposta deste estudo – investigar suas origens no teatro europeu do século XVIII e, posteriormente, na adaptação feita pelo cinema clássico – principalmente Douglas Sirk e D.W. Griffith. Igualmente de suma importância é a investigação da recepção do conceito de imaginação melodramática nos estudos brasileiros de cinema, especialmente no modo como este conceito foi usado por Ismail Xavier para pensar certos elementos do cinema nacional contemporâneo, sua relação com Hollywood e com a indústria do entretenimento.
    O objeto é o melodrama cinematográfico, assim como foi concebido na aurora do cinema moderno e delineado acima, e suas transformações ao longo do século XX, inclusive sua apropriação e crítica pelo cinema atual. O propósito é investigar sua passagem do gênero narrativo ao que Peter Brooks denominou imaginação melodramática. Na operação intelectual relatada por Brooks encontra-se a chave de intepretação para a longevidade e a constante atualização do melodrama no cinema, assim como a compreensão de suas possibilidades narrativas – transmidiáticas – no diálogo com diferentes suportes midiáticos abertos à linguagem audiovisual. Ademais, propõe-se também investigar a relação entre cinema e cultura que a forma melodramática possibilita a partir de seus elementos estéticos e narrativos. De alguma forma o cinema funciona como dispositivo para que a dinâmica melodramática se permita oferecer um comentário sobre o mundo contemporâneo, oferecendo consolo e uma possibilidade de construção de sentido atualmente ausente do horizonte mais amplo da cultura. Assim, a pesquisa tentará esclarecer as razões pelas quais o melodrama constitui uma forma estética tão resiliente e capaz de se reinventar de modo tão radical acompanhando as transformações culturais da contemporaneidade? Até onde podemos esposar a tese de Brooks de que o melodrama superou as constrições de um mero gênero narrativo e se tornou uma chave de interpretação da cultura atual? Quais as relações existentes entre a imaginação melodramática e a indústria do entretenimento e porque o melodrama alcançou tão ampla ressonância no cinema?
    A análise fílmica foi o método escolhido para pensar os conceitos de “melodrama” e “imaginação melodramática” no cotejo entre o cânone (Griffith, Sirk) e o contemporâneo (Walter Salles, Fassbinder e Mike Leigh) .

Bibliografia

    BAKHTIN, Mikhail. Questões de literatura e estética. São Paulo : Ed. UNESP, 1993.
    BROOKS, Peter. The Melodramatic Imagination – Balzac, Henry James, Melodrama, and The Mode of Excess. Nova York : Yale University Press, 1995.
    CAMARGO, Robson Corrêa de. Espetáculo do Melodrama: arquétipos e paradigmas. Tese de Doutorado apresentada na ECA/Universidade de São Paulo : 2005. A ser editada pela Universidade de Brasília em 2007.
    CHARNEY, Leo (org.). O cinema e a invenção da vida moderna. São Paulo : Cosac Naif, 2001.
    DIDEROT, Denis. Discurso sobre a poesia dramática. São Paulo : Cosac Na
    RICOEUR, Paul. Tempo e Narrativa vol. I, II e III. São Paulo : Martins Fontes, 2010.
    SARTRE, Jean-Paul. A imaginação. Porto Alegre : L&PM, 2010.
    SZONDI, Peter. Teoria do drama burguês. São Paulo : Cosac Naif, 2004.
    XAVIER, Ismail. Alegorias do subdesenvolvimento: Cinema Novo, tropicalismo, Cinema Marginal. São Paulo : Cosac Naif, 2012.
    ______________. O olhar e a cena – Melodrama, Hollywood, Cinema Novo e Nel

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.