O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Elizabeth Motta Jacob (UFRJ)

Minicurrículo

    Doutora em Teatro pela UNIRIO, Mestre em Comunicação Social pela UFF, Mestre em Esthètique: Cinema, Television et Audiovisuel – Sorbonne, Graduada em História pela PUC – RJ. Professora Adjunta do Curso de Comunicação Social – Design, UFRJ e Professora do Curso de Pós Graduação em Artes da Cena, UFRJ. Conceituou, implantou e coordenou a Pós-graduação em Direção de Arte na UNESA. Foi professora na Escuela Internacional de Cine e Tv, Cuba. Trabalhou para The Survivors of the Shoah Archives de Steve

Ficha do Trabalho

Título

    Miragens dos afetos: a textura enquanto elemento expressivo em Wong Ka

Mesa

    A semântica da textura na direção de arte

Resumo

    Este estudo visa analisar como os procedimentos empreendidos pela Direção de Arte de William Chamg nos filmes de Wong Kar-Wai atuam no sentido de amplificar a percepção táctil das imagens através do uso de texturas enquanto elemento expressivo. Tal procedimento que superpõe constantemente estímulos visuais e tactéis visa aprofundar as relações de contato entre as imagens e o espectador provocando vivências sinestésicas neste último.

Resumo expandido

    Os procedimentos empreendidos pela Direção de Arte nos filmes de Wong Kar-Wai atuam no sentido de amplificar a percepção táctil das imagens através do uso de texturas enquanto elemento expressivo. Tal procedimento visa aprofundar as relações de contato e intensificar o potencial de afetação das imagens sobre os espectadores.
    Wong Kar-Wai explora a temática das dores emocionais, desencontros, solidão. Os filmes se desenrolam lentamente apresentando descontinuidades discursivas dando lugar a percepções que se constroem por indícios.
    Na maior parte desta filmografia a Direção de Arte fica ao encargo de William Chang. Estas escolhas estéticas intensificam a decupagem e os efeitos produzidos pela fotografia e se consolidam no uso da cor, nas volumetrias, nas texturas empregadas. Deste modo, no sentido conduzem o olhar para uma dimensão táctil.
    (…) no cinema, tal como o diagnosticou Walter Benjamin, a câmara do cinematógrafo, a montagem e certos procedimentos e dispositivos especificamente cinematográficos, como o grande-plano e o zoom, conduzem o olhar do óptico ao háptico e apontam para um funcionamento das imagens enquanto estímulos que se estendem a todo o corpo, dando origem a uma percepção onde a dimensão óptica se vê dobrada de uma dimensão táctil, obrigando a uma reorganização do pensamento estético e das relações tradicionais entre o observador e a recepção das imagens. (DUARTE, SD, p.1)

    Nestes filmes tal tendência é especialmente explorada através dos elementos plásticos. A ambientação é densa e delicada, nos fazendo emergir num mundo de experiências sensoriais que expandem os sentidos, e oferecem vivencias sinestésicas. Os espaços, os objetos de cena e os figurinos são impregnados de vivências. As paredes patinadas oelo tempo assim como os móveis desgastados tecem uma materialidade sensível e contrastam com o brilho dos vidros e metais que tem suas texturas e capacidade reflexiva exploradas. Os objetos falam de pertencimento sócio-cultural e dos valores da sociedade retratada. O uso dos planos fechados, da fragmentação da imagem, e a exploração de suas texturas resignificam o espaço, objetos e figurinos chamando atenção para a sua tactilidade, instaurando assim um novo paradigma de visualidade.
    Diante dessas obras, o olhar vê obrigado a abandonar a clareza e a distância típicas da produção visual corrente, a ceder certo grau de domínio ou de controle sob o que está vendo e colocar em movimento um outro modo de ver – uma outra economia do olhar. Trata-se de um olhar mais íntimo e cuidadoso, um olhar próximo, atento aos pequenos detalhes, aos pequenos eventos que emergem na superfície da imagem. (GONÇALVES, 2012, p.77)

    Ao considerar a obra de Wong Kar-Wai veremos que há algo obscuro em suas imagens, elas não se oferecerem por inteiro, e, a câmera, por sua vez, muitas vezes se aproxima tanto da matéria filmada que nos impossibilita de reconhece-la. Esta proximidade do olhar favorece, potencializa e faz aflorar novas sensibilidades tácteis. Estas se constroem nesta constante superposição de estímulos visuais e hapticos, permitindo um contato íntimo entre a imagem e o espectador posto que o envolve sinestesicamente.
    (…)toda sensação táctil tem uma dupla função: percepção de um corpo externo e sensação local do próprio corpo, porém o olho não aparece para si mesmo como visão, se existe com certeza uma experiência de duplo contato, um tocar e um ser tocado, o que porém não há é uma “reflexividade” parecida, nem um “ver-visto”. (LANZA, 19995, p.125)
    No entanto, continua o autor, quando o olhar se transforma em contato
    e não no exercício da visão, se produz nela algo que é privativo do tato: o objeto percebido entra em relação imediata como corpo que o percebeu”. (LANZA, 19995, p.125)

    Este contato íntimo onde a visão e o tato se confundem afetam profunda e sensivelmente o espectador gerando experiências sinestésicas profundas.

Bibliografia

    DUARTE, Suzana nascimento http://www.arte-coa.pt/index.php
    GONÇALVES, Osmar. Reconfigurações do olhar: o háptico na cultura visual contemporânea, https://www.revistas.ufg.br/VISUAL/article/viewFile/26551/15145
    JACOB, Elizabeth Motta. Um lugar para ser visto: a direção de arte e a construção da paisagem no cinema. 170 f. Dissertação – Instituto de Artes e Comunicação, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2006. www.bdtd.ndc.uff.br/tde_arquivos/28/TDE…/UFF-Com-Dissert-Elizabeth Jacob.pdf
    MICHELAN, Fábio. http://diretoresdearte.com.br/2013/09/26/wong-kar-wai-a-direcao-de-arte-como-mergulho-na-sentimentalidade-dos-personagens/
    VIEIRA Jr, Erly . Por uma exploração sensorial e afetiva do real: esboços sobre a dimensão háptica do cinema contemporâneo, http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/15919
    LANZA, Amélia Gonçalves. La textura del deseo https:// books. google. com. br/books?

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.