O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Josy Samanta Ramos Correa de Miranda (UNICAMP)

Minicurrículo

    Josy Samanta Ramos Correa de Miranda é mestranda no programa de Pós-graduação em Multimeios do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas. É graduada em Letras – Língua Inglesa pela Universidade do Estado do Pará e cursou Cinema e Audiovisual na Universidade Federal do Pará.

Ficha do Trabalho

Título

    Monte Hellman e as subversões do Western

Resumo

    Se utilizando do Western, porém rompendo com as convenções do gênero, Monte Hellman dirigiu dois filmes singulares na década de 1960. Partindo do conceito de “Metawestern” criado por André Bazin, este artigo objetiva analisar os filmes “The Shooting” (1964) e “Ride in the Whirlwind” (1964), sob a ótica da contracultura.

Resumo expandido

    Esse artigo é uma extensão de nossa pesquisa de mestrado, no Programa de Pós-Graduação em Multimeios da UNICAMP, intitulada: “Descaminhos: o cinema de Monte Hellman”. Os caminhos que Monte Hellman toma em seus trabalhos são por vezes distintos, prioriza projetos que lhe interessam e também aceita os que lhe são oferecidos. Suas obras são permeadas por questionamentos que não se fazem presentes de maneira evidente, e sim através de um difícil processo de comunicação entre seus personagens, que se mostra frustrante na maioria das vezes. Os cenários corroboram a “dureza” da narrativa: desertos, montanhas íngremes, tempestades de neve, em suma, a natureza como referência ao processo de incomunicabilidade.

    É com “The Shooting” e “Ride in the Whirlwind”, filmados com o orçamento de um único filme e lançados em 1964 que Monte Hellman alcança reconhecimento. Apesar de serem considerados filmes de western, suas narrativas apontam para novos caminhos no gênero mais popular da América. Nelas os personagens não têm origem e suas trajetórias são cheias de percalços; abandonados à própria sorte em paisagens áridas (bem diferentes daquelas do Monument Valley, de John Ford), precisam enfrentar situações que beiram o nonsense, o que nos remete às narrativas de Franz Kafka. Classificados como “Acid western”, termo cunhado pelo crítico de cinema Jonathan Rosenbaum, esses filmes descendem do que Bazin denominou de “Metawestern’:

    “… o ‘metawestern’ é um western que teria vergonha de ser apenas ele próprio e procuraria justificar sua existência por um interesse suplementar: de ordem estética, sociológica, moral, psicológica, política, erótica…, em suma, por algum valor extrínseco ao gênero e que supostamente o enriqueceria.” (BAZIN, 1985, p. 210)

    Porém o que se observa nos filmes é menos um interesse em enriquecer o gênero, que já estava em puro declínio no período, mas sim utilizar o seu aparato narrativo (paisagem, personagens encontrados nas fronteiras) para transcendê-lo. O western serve como pano de fundo para as narrativas principais que registram o absurdo da condição humana que os personagens representam.

    Neste sentido, este artigo objetiva analisar os filmes “The Shooting” e “Ride in the Whirlwind” a partir do conceito de “Metawestern”, criado por André Bazin, considerando a forte influência que a contracultura exerceu nos filmes dos diretores emergentes da Nova Hollywood.

Bibliografia

    ANDRADE, Fábio. O processo da verdade: Hellman, Kiarostami e alguns vícios da contemporaneidade. Revista Cinética, ago. 2011. Disponível em: . Acesso em: 20 mai. 2016.

    BAPIS, Elaine M. Easy Rider (1969): Landscaping the Modern Western. In: CARMICHAEL, Deborah A (org.). The Landscape of Hollywood Westerns. Salt Lake City: The University of Utah Press, 2006. p. 157-181.

    BAZIN, André. O cinema: ensaios. São Paulo: Editora Brasiliense, 1991.

    SIMMON, Scott. The Invention of the Western Film: A Cultural History of the Genre’s First Half-Century. New York: Cambridge University Press, 2007.

    STEVENS, Brad. Monte Hellman: His Life and Films. North Carolina: McFarland & Company, Inc., Publishers, 2003.

    HALLIGAN, Benjamin. The New Mesmerica: Zabriskie Point, The Last Movie and Two-Lane Blacktop. In: MENDIK, Xavier (org.). Shocking Cinema of the Seventies. England: Noir Publishing, 2002. p. 15-28.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.